quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Guiné 63/74 - P16754: O Mundo é Pequeno e a nossa Tabanca... é Grande (105): meninos do Xime: numa foto de 1970, do José Nascimento, da CART 2520, vejo agachada a minha prima Sene Soncó, que depois viria a casar com um irmão meu que cumpriu serviço militar em Farim... Infelizmente, ambos já faleceram (José Carlos Mussá Biai, engenheiro florestal, Lisboa)


 Foto nº 1 A >  Guiné > Zona leste > Setor L1 >  Ao centro, a menina Sene Soncó



Foto nº 1 > Guiné > Zona leste > Setor L1 > Xime > CART 2520 > c. 1970 > Da esquerda paar a direita, de pé, fur Renato Monteiro, um dos picadores e o fur José Nascimento... Em baixo, "meninos do Xime", entre os quais a menina Sene Soncó, prima e cunhada do nosso amigo José Carlos Mussá Biai, que podia perfeitamente estar nesta foto, já que vivia nessa  altura no Xime...

 [O Zé Carlos é membro, da primeira hora, da nossa Tabanca Grande, vive hoje em Portugal onde se formou em engenharia florestal, trabalhando na Direção-Geral do Território (DGT), Direção de Serviços de Informação Cadastral (DSIC), Divisão de Cadastro Geométrico da Propriedade Rústica (DCG), Rua Artilharia Um, nº 107, 1099 - 052 Lisboa, tel. 21 381 96 00].


Foto (e legenda): © José Nascimento (2016). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]




Foto nº 2 > Guiné-Bissau > Região de Bafatá > Xime > 1/10/2006 > Os "minos do Xime", na escola primária, mais de 35 anos depois...


Foto nº 3 > Guiné-Bissau > Região de Bafatá > Xime > 1/10/2006 >  Rua principal


Foto nº 4 > Guiné-Bissau > Região de Bafatá > Xime > 1/10/2006 > Grupo de antigos combatentes que estiveram ao lado das NT durante a guerra colonial...Entre eles, dois irmãos e um primo do José Carlos Mussá Biai, membro da nossa Tabanca Grande.. (*)


Fotos (e legendas): © Domingos Fonseca  / AD - Acção para o Desenvimento, Bissau (2006). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. Mensagem do nosso amigo, natural do Xime. José Carlos Mussá Biai, com data de hoje

Olá,  Luís, viva

Mais uma vez fui surpreendida pela riqueza deste nosso Blog. (**)

Nesta fotografia tirada pelo camarada José Nascimento,  da CART 2520, vejo agachada a minha prima Sene Soncó, que depois casou com um irmão meu que cumpriu serviço militar em Farim. (***)

Ambos, infelizmente já faleceram. Sene há poucos anos e o meu irmão faleceu no dia 27 de julho de 2016, vítima de alergia a um medicamento qualquer que lhe foi receitado no hospital.


Um abraço,

Zé Carlos

_________________

Notas do editor:

(*) Vd. poste de 20 de janeiro de 2006 > Guiné 63/74 - P441: Estou emocionado (J.C. Mussá Biai)

(...) Estou emocionado!...

 (...) As fotos falam por si. Os locais por onde brinquei, onde dei alguns mergulhos... Melhor, ainda as pessoas que me viram nascer, que cuidaram de mim e com quem partilhei refeições, angústias e alegrias. Estou a referir-me aos meus irmaõs mais velhos (sim, meus irmãos de sangue) e de um primo-irmão dos quais lhe falei.

Os meus irmãos são, Fodé Biai, o primeiro a contar da direita para a esquerda e Bacar Biai, o segundo na mesma ordem e Malam Mané, o quarto, dos que estão de pé.

O Fodé e o Malam cumpriram o serviço militar em Farim e depois Bissau, sendo o Malam depois transferido para Bambadinca. O Bacar sempre esteve em Xime.

(...) O curioso de tudo isso, quem tirou as fotografias é um colega meu, o Domingos Fonseca, trabalhei junto com ele na Escola do Ensino Básico Preparatório Amizade Guiné Bissau - Suécia, em Bissau. Ele leccionava a língua portuguesa e eu matemática, antes de ele ir tirar o curso de engenheiro técnico agrário na Argélia. Estive com ele no ano 2000 em São Domingos onde ele estava como responsável de AD." (...)

14 comentários:

Tabanca Grande disse...

Zé Carlos:

Bolas, o mundo é mesmo pequeno e a nossa Tabanca... é Grande!...

Diz-me qual dos teus irmãos era o marido da Sené Sancó: o Malam ou o Fodé ?...

Lamento muito que já tenham morrido ambos, o teu irmão e a Sene Sancó. Pelo que nos contas, o teu mano morreu, mais recentemente, de iatrogenia (ou "efeito adverso", dantes dizia-se... "erro médico": morrem em Portugal 4500 pessoas por esta causa,., 100 mil nos EUA...).

Vê aqui o poste que publicamos, recuperando velhas fotos do teu colega Domingos Fonseca, também nosso tabanqueiro... Conheci-o em 2008, na AD, em Bissau, e no Cantanhez... Ab. grande, boas festas, mantenhas, aparece sempre. Luís.


PS - O José Nascimento é do meu tempo (1969/71). A CART 2530 esteve mo Xime, cerca de um ano, até ao fim de maio de 1970, mais ou menos... Fizemos bastantes operações juntos, a CART 2520 e a minha CAÇ 12.

Foi rendida pela infortunada CART 2715: vai agora fazer 36 anos, em 26/11/2016, que apanhámos a maior emboscada de que há memória no Xime, na antiga picada da Ponta do Inglês. Uma emboscada em L, com enquadramento cubano (e possivelmente participação direta...): 6 mortos, 9 feridos graves... (Op Abencerragem Candente)

Foi quando morreu o teu vizinho Seco Camará, picador e guia das NT (estava ao serviço de Bambadinca, nessa altura), trouxemos os restos (?) dele, embrulhados num poncho...

Como sabes, o PAIGC da zona tinha.lhe um ódio de morte... O capitão art Vitor Manuel Amaro dos Santos morreu em 2014, como noticiámos na altura... Troquei com ele várias mensagens amarguradas, em 2012, que vou publicar... E mais recentemente morreu o cap mil art, da CART 1746 (Bissorã e Xime, 1967/69).

Zé Carlos, é toda uma geração que está a desaparecer...

José Nascimento disse...

Não esperava que tantos anos depois esta jovem fosse reconhecida por um cunhado seu, numa das minhas fotos, lamento que já tenha falecido. Era filha do guia/picador que está entre mim e o Monteiro, cujo nome já não me lembro, mas como carregava muito no "erre", os meus soldados carinhosamente chamavam-lhe: =O Carrrr...alho=.
A Rua Principal que aparece na foto deste amigo, parece-me a rua que dava do quartel para a tabanca e o mangueiro é onde o nosso pessoal fazia serviço e a que muito pomposamente chamavamos "Porta d'Armas".
Um forte abraço.

Tabanca Grande disse...

Zé, é espantosa, toda esta triangulação... A tua foto (que deve ser de fins de 1969/princípios de 1970...), as fotos do Domingos Fonseca (colega do José Carlos Mussá Biai...), de 2006, e agora a surpresa e a emoção do Zé Carlos, ao reconhecer a falecida prima (e cunhada)...

Lembras-te do Zé Carlos ? Takvez não... O fur mil enf Carvalhido da Ponte, da CART 3494 (1972/74) foi seu professar no posto escolar militar... O pai do Zé Carlos (nome europeu!) era o dirigente religioso da comunidade do Xime...´

Outra coisa: tens fotos do picador e guia das NT, Seco Camará, morto em 26/11/1970 ? E do Mancaman ?

O Mancaman era irmão do pai, do Zé Carlos,logo seu tio...

https://blogueforanadaevaotres.blogspot.pt/2010/01/guine-6374-p5590-memoria-dos-lugares-63.html

Tabanca Grande disse...

Zé:

Se a miúda era filha do picador e guia das NT, então este só podia ser o Mancaman Biai, tio do nosso José Carlos Mussá Biai... Este diz, no poste, que a Senhé Soncó era prima dele... Mas também podia ser pelo lado materno... Enfim, uma confusão, porque nós não conhecemos (, muito menos conhecíamos) os sistemas de parentescop dos mandingas...

Na mensagem que nos mandou o Zé Carlos, esta manhã, ele não faz referência ao guia/picador... Se fosse o tio, irmão do pai, ele teria sinalziado essa situação... Tanto quanto me lembro de postes anteriores, o Mancaman era filho do régulo e o seu irmão, o pai do Zé Carlos,o imã... Portanto, esta família pertencia à elite social da comunidade do Xime...O regulado Xime ficou praticamente dizimado com a guerra... Grande parte da população vivia do "outro aldo", sob controlo do PAIGC... Era muito natural que houvesse parentes e amigos, de um lado e do outro... A população do Xime, amndinga, em maioria, nunca foi vista como sendo leal às NT... O mesmo se dizia dos guias e picadores... Por necessidade de sobrevivência, jogava, tal como a população de Nhabijões (maioritariamente balanta) jogava com um "pau de dois bicos"... O único picador em que a tropa tinha confiança era o Seco Camará, foi ostyracizado e teve que ir viver para Bambadinca, ainda ao tempo da CART 1746,do saudoso cap mil art António Gabriel Rodrigues Vaz (1939-2015), cmdt da CART 1746 (Bissorã e Xime, 1967/69)...

Este assunnto é delicado para o José Carlos Mussá Biai, já mexe com todo o seu clã...Não tenho coragem de lhe pedir que ele confirme ou infirme as "nossas" suspeitas... Eu, se fosse da família e vivesse nas condições dramáticas em que se vivia no Xime, no tempo da guerra, se calhar também compelido a "jogar com o pau de dois bicos", por imperativos de sobrevivência...

Vd. aqui o depoimento do António Vaz sobre os dois picadores e guias rivais, o Seco Camará e o Mancaman Biai... É verdade é que, no meu tempo, quando o Seco Camará alinhava connosco em operações o subsetor do Xime havia sempre "merda"...

20 DE ABRIL DE 2013
Guiné 63/74 - P11429: Memórias de um capitão miliciano (António Vaz, cmdt da CART 1746, Bissorã e Xime, 1967/69) (1): os meus picadores e guias, Seco Camará e Mancaman Biai

https://blogueforanadaevaotres.blogspot.pt/2013/04/guine-6374-p11429-memorias-de-um.html

Anónimo disse...

Recorde-se aquii o que o António J. Pereira da Costa escreveu, em 20/4/2013, sobre estes picadores e guias do Xime:

(...) Já falei do Mancaman Biai que era um dos guias do meu tempo. O situação em que vive (pelo menos há pouco tempo vivia) no Xime, confirma as minhas suspeitas. Em compensação do Malan Djai, ou Indjai Quité - o outro picador que alternava com ele - ninguém fala.

"A questão das minas do Xime faz-me confusão. Num sítio onde se podia andar a todo o terreno e não era certo que se fosse pelos trilhos apareciam minas... Dá-me a impressão de que estes "picadores" tinham um faro especial para as detectarem e receberem o chorudo (para eles) prémio que as NT lhes forneciam.

"Pela análise desta situação podemos confirmar que as populações estavam 'divididas', e que as NT nunca desataram um nó de resistência à sua acção que por ali havia. Deveríamos ter vigiado intensamente a tabanca que estava situada numa posição que facultava o contacto com o In." (...)

https://blogueforanadaevaotres.blogspot.pt/2013/04/guine-6374-p11429-memorias-de-um.html?showComment=1366453031682#c3950886168199803067

Tabanca Grande disse...

Zé Carlos:

O pai da tua prima Sene Sancó era o picador e guia que aparece na foto ? Se sim, era o teu tio Mancaman Biai ? Ou a Sene era tua prima pelo lado materno, da tua mãe ? Donde lhe vinha o apelido Sancó ? E qual dos teus irmãos casou com ela ?...

Desculpa se estou a mexer em recordações que te são dolorosas... Sabes que a tropa do Xime não tinha muita confiança no teu tio, com ou sem razão... O capelão Puium faz-lhe o retrato, o de um homem nobre, justo e pacífico... Mas o Puim era um crfítico da hierarquia militar, acabando por ser expulso da tropa, como sabes...

Um dia, se assim o entenderes (e tu és uma testemunha privilegiada!), poderás explicar-nos a razão da rivalidade com o Seco Camará... Sabes que ele foi "obrigado" a viver em Bambadinca, no tempo do cap Antóno Vaz... Nós, CCAÇ 12 (a partir de julho de 1969), trazíamo-lo para as operações no Xime... Trabalhou connosco até morrer em 26/11/1970... Ele contou-me em vida alguns dos "trabalhos sujos" que fazia para a tropa do Xime, nos primeiros tempos da guerra...

O que sabes dele, e que queiras e possas partilhar connosco ? Afinal, já lá vai meio século.... Podemos e devemos abrir o livro...

Ab. Luis

Antº Rosinha disse...

Está mais que provado que nunca Spínola ou Amílcar Cabral tiveram o povo guineense totalmente na sua mão.

Nem Spínola nem Cabral, ou seja nem nós os tugas, nem os verdeanos do PAIGC, conseguiram ter um verdadeiro diálogo com os guineenses, nem Spínola nem Cabral tinham "serviços secretos" suficientemente poliglotas para dominar no mínimo o fula e balanta e pepel, para compreenderem o que ia na "alma" de tanta gente.

Hoje, os guineenses ainda vivem muito "divorciados" de Portugal e Caboverde porque não se fala na mesma língua.

Até parece que o crioulo cria alergia e afastamento em todas as partes.

Os guineenses, o PAIGC em especial, nem escondem esse afastamento, incluindo com o irmão MPLA de Angola.

E com o tempo vai havendo mais afastamento, agora até o PAIGC está mais "abraçado" com a Guiné Conacry.

Amílcar podia ter boas intenções, mas não estava bem preparado para tanto improviso, mas antes ele do que os outros, que iam fazer desaparecer a "Guiné Portuguesa".

Valdemar Silva disse...

O mundo é pequeno e a nossa tabanca é grande
Abraços
Valdemar Quriroz

Anónimo disse...

O nosso camarada Libério Lopes na página do Facebook da Tabanac Grande, ontem à noite:

Passei um ano no Xime entre 1963/64. O meu pelotão foi habitar uma das casas da rua que se vê numa das fotos.

Muitas recordações tenho eu daquela tabanca.....

Anónimo disse...


António Duarte, 23 niov 2016, 22h32

Boa noite Luís e restantes Camaradas

Arrepia o sentimento que se nota nas tuas palavras, particularmente quando abordas assunto da "nossa" zona. Percebe-se que foste profundamente tocado pela emboscada na Ponta do Inglês. Pudera, perdeste vários camaradas. Calhou-lhes a maldita fava do bolo envenenado, que todos engolimos.

Mas ainda a propósito da dita emboscada, dou nota que quando eu estava em Vendas Novas, entre abril e junho de 1971, a fazer a especialidade de atirador, a emboscada em "L" foi amplamente estudada, com o apoio de um oficial ido da Academia Militar. A sessão foi dirigida ao CSM e ao COM. Nota-se algum cuidado, com esta ação, por parte da Escola Prática de Artilharia, na preparação dos graduados. Foi na altura dito que esta disposição tática era uma "inovação" do PAIGC.

Nunca mais me tinha recordado desta sessão e agora que referes a técnica da emboscada, lá fui buscar o registo. O teu/nosso blogue é uma psicanálise em modo de continuidade.

Uma nota. A emboscada vai fazer 46 anos e não 36. Era bom que assim fosse, porque teríamos menos 10 anos....

Tomei a liberdade de juntar ao email o António Rodrigues, da CCAÇ 12, o Manuel Lino do pelotão de artilharia, residente no Xime (3 obuzes de 10,5) e o João Candeias também da CCAÇ 12.

Abraços para todos
António Duarte
Cart 3493 e Ccaç 12 - dez 71 a jan de 74

Anónimo disse...

António José Pereira da Costa
24 nov 2'016 09:34

Olá, Camaradas

É para isto que o blog serve.´
A investigação histórica é como o bagaço: destila-se sempre outra vez e sai sempre qualquer coisa, normalmente da melhor qualidade,
Um Ab.

José Nascimento disse...

Luis, este guia não era o Mancaman, pois ele era um tipo bem mais alto e magro. Creio não ter fotos dele, mas apenas do filho, que ajudava na messe de sargentos e até já foram divulgadas no blogue. Ainda sobre a foto em questão, se não me engano, o puto que está (desdentado) do lado direito é irmão da rapariga.
Um abraço

Tabanca Grande disse...

Pedi ao José Carlos Mussá Biai para identificar este picador que seria o pai da miúda, a Sene Soncó...

De qualquer modo, gostaria de voltar a falar da "rivalidade" entre o Mancaman Biai e o Seco Camará... Há várias pistas no blogue, desde o testemunho do alf mil capelão Arsénio Puim (da CCS/BART 2917, 1970/72) ao saudoso António Vaz, cap mil art, da CART 1746 (Bissorã e Xime, 1967/69), passando pelo nosso Tó Zé Pereira, que comandou a CART 3494, na 2ª segunda metade do ano de 1973, senão erro...

Na realidade, a gente não "conhecia" aquela gente, os mandingas do Xime, os balantas de Nhabijões, os caboverdianos de Bambadinca... Nem nós nem o Amílcar Cabral, como afirma (e talvez com razão) o "nosso mais velho" Rosinha... A Guiné, pela complexidade da sua história e a sua heterogeneidade étnico-linguística e social, era uma "caixinha de Pandora"...

Na realidade, o que nós sabíamos daqueles povos ? O que sabiam os nossos comandantes, os nossos soldados ? Muito pouco, meia dúzia de clichés, de imagens estereotipadas... Foi o nosso convívo quotidiano com fulas, mandingas, biafadas, balantas, papéis, manjacos, etc.., em contexto de guerra e de economia de guerra, que nos deu algum conhecimento empírico e nos aproximou deles... E vice-versa... Mas era preciso outra admninistração civil, outro esforço na área da educação, saúde, agricultura, pescas, etc., para inverter os pratos da balança e encaminhar a Guiné para uma progressiva autonomia...Spínola chegou já na 23ª hora...

Anónimo disse...

Caros Camaradas,

O miúdo de cócoras (fotos 1 e 2), ao tempo da CART 3494 (1972-1973), era conhecido por «cabo 18».
Desconheço a razão e quem foi o padrinho.

Abraço.

Jorge Araújo.