segunda-feira, 14 de maio de 2018

Guiné 61/74 - P18632: (De)Caras (107): O "pilotaço" Mário Leitão, ex-fur mil farmácia (Luanda, 1971/73): tirou o brevê de piloto privado de avião (PPA) em 1977, tem 300 horas de voo e 800 aterragens... Além disso, é "cavaleiro do mar", mergulhador e instrutor de mergulho...


Monte Real > XIII Encontro Nacional da Tabanca Grande > 5 de maio de 2018 > A mesa dos "gloriosos malucos das máquinas voadoras"...   António Martins de Matos oferecendo o seu boné de piloto.aviador ao Mário Leitão... Dois "pilotaços"!

Foto (e legenda): © Mário Leitão (2018). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar; Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]

1. Mensagem de Antónioo Màrio Leitão, em resposta a um pedido do nosso editor Luís Graça para explicar melhor ou comentar a sua história de vida como "piloto privado de avião" (*)

Data: 14 de maio de 2018 às 01:59
Assunto: Pilotaços!

Boa noite, Luís! Ou boa madrugada!...

Estou a escrever sob pressão, porque a tipografia já anda atrás de mim! Por isso ando calado!...

Monte Real foi lindo! Parabéns pela organização e pela tua/vossa entrega a esta causa da conservação das nossas memórias guerreiras!

É estimulante e inspirador ver tantos Camaradas irmanados pelo mesmo sentimento de fraternidade e de preocupação pelo legado que vamos deixar aos vindouros!

Aquele gesto do nosso General [António Martins de Matos, ten gen pilav, reformado], ao oferecer-me o seu boné de piloto-aviador, foi um momento alto da minha vida, acredita!

Se eu não fosse aviador, não valorizaria essa oferta para além de uma gentileza espontânea, mas como sou piloto senti muito mais do que isso! Hei-de um dia arranjar as palavras correctas para descrever a emoção que senti e o orgulho que sinto por aquele gesto!

Sim, sou piloto-aviador, embora já não voe há uns anos. Tirei o brevet no Aeroclube de Braga em 1977, pela Direcção-Geral de Aeronáutica Civil, na classe PPA [, Piloto Privado de Avião]. Voei em Cessna, Paulistinha,  Auster D5, e duas horas em DO-27.

Tenho umas trezentas horas, com umas 800 aterragens. Aterrei em Tires, Pedras Rubras, S. Jacinto, Bissaia Barreto, Palma de Maiorca, Suíça, Chaves, Vila Real, Espinho... e caí na  Serra do Alvão! (Mas continuei a voar!)

Chegou e sobrou, porque já não tinha tempo para o mergulho, de que sou instrutor por três agências internacionais, além de monitor nacional  pela Escola de Mergulhadores da Armada, e continuo "no activo".

Estou a escrever aventuras sobre isso, porque já mergulho há 42 anos e fui presidente da Assembelia Geral da FPAS [, Federação Portuguesa de Atividades Subaquáticas,]  uns 14 anos.

Um dia terás material engraçado para publicar, porque tenho várias aventuras aéreas e muitas subaquáticas, bem dramáticas. (**)

Já tenho os olhos a piscar, Camarada!
Boa noite! Um abraço amigo!
PS - Enviado do meu iPhone segue uma foto tirada em Monte Real, no nosso convívio do dia 5 de maio de 2018
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Notas do editor:

(*) Vd. poste de 13 de maio de 2018 Guiné 61/74 - P18630: XIII Encontro Nacional da Tabanca Grande (26): a oportunidade do limiano Mário Leitão conhecer pessoalmente três nomes míticos da FAP que atuaram no TO da Guiné, em 1972/74: António Martins de Matos, Miguel Pessoa e Giselda Antunes Pessoa

(**) Último poste da série de 28 de abril de 2018 > Guiné 61/74 - P18573: (De)Caras (106): A minha guerra: o 'burro do mato' e como saí daqui vivo... Canquelifá, 3 de fevereiro de 1971 (Francsco Palma, ex-sold cond auto, CCAV 2748, 1970/72)

5 comentários:

Luís Graça disse...

Os nossos dicionários ainda não grafaram o vocábulo "pilotaço".... Andam sempre atrasados em relação aos falantes da língua portuguesa... Mas na Net é possível encontrar o termo: ele há a a Festa do Pilotaço, o Dia do Pilotaço...

É um termo da gíria dos pilotos de aviões... juigo que tanto civis como militares... Por analogia com "bigodaço", bigode grande, deduzo que "pilotaço" seja composto de piloto + o sufixo aço, grande piloto (por extensão, intrépido, corjoso, valente)...

___________

-aço | suf.
aço | s. m.
aço | adj. s. m.
-aco | suf.

-aço
sufixo
1. Indica valor aumentativo, geralmente com sentido pejorativo (ex.: ricaço).

2. Designativo de acção e seu resultado (ex.: cansaço).


"-aço", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/-a%C3%A7o [consultado em 14-05-2018].

Luís Graça disse...

Mário:

Obrigado, pela foto...Perdi esse momento, o "fotógrafo" não pode estar em todas, até porque tem outras "obrigaçºoes", com dar um pouc o de "atenção" a todos/as os/as participantes.. E este ano falharam alguns dos nossos fotógrafos, como o Manuel Resende e o Jorge Canhão...

Quanto ao teu CV extra-profissional, tiro-te o quico, camarada!... Tu és mesmo o limiano dos 7 ofícios!... Não te conhecia esta faceta de "cavaleiro do mar", agora percebo porque é que este é um dos teuys endereços de email...

Transmites uma energia criativa, que é contagiante... Só posso estar-te grato por teres vindo a Monte Real, para mais num ano em que as incrições estiveram abaixo da média dos últimos nove anos (em que realizámos o encontro sempre em Monte Real)...

Boa saúde e bom trabalho, sobretudo agora na reta final da escrita do livro sobre as biografias dos teus/nossos bravos limianos...

Um xicoração, Luís

Tabanca Grande disse...

Temos poucas referências, no blogue, ao restaurante "Solar dos Dez" ou "Solar dos 10"... Arménio Estorninho, por exemplo, escreveu sobre Bissau do seu tempo (1968/70):


(...) Bissau, como a conheci, era uma cidade pequena, em que a parte urbana (casario de alvenaria) seria idêntica à da minha Lagoa (hoje tembém cidade). Era suficientemente perceptível que a grande maioria dos que se apresentavam como civis eram militares “camuflados à paisana” e/ou seus familiares e parecendo uma cidade cheia de movimento.

Aquando do aproximar do regresso à Metrópole dos militares em fim de comissão de serviço, era ver um movimento inusitado nos estabelecimentos comerciais. Pela minha parte e bem informado, fui comprando muito antes da chegada do navio para o embarque, regateando aqui e além, o que me favorecia obter preços mais acessíveis.

Na baixa de Bissau, tanto de noite como de dia, era ver em grupos os “camuflados à paisana” nos diversos estabelecimentos similares e de restauração, de uma forma geral tudo se movimentava com os militares. Lembrando entre outros: O Noé (dos pombos verdes e ostras), O Solar dos 10 (Restaurante), O Pelicano (na cave, as francesinhas e as inglesinhas), a Cervejaria Império, a Cervejaria Sol Mar e a Esplanada do Bento (locais onde não faltavam as cervejas e os mariscos) (...)."


Vd. postes de

16 de Maio de 2010 > Guiné 63/74 - P6405: Do meu álbum fotográfico (Arménio Estorninho) (1): Bissau - Um olhar de turista

https://blogueforanadaevaotres.blogspot.pt/2010/05/guine-6374-p6389-do-meu-album.html

18 de Maio de 2010 > Guiné 63/74 - P6421: Do meu álbum fotográfico (Arménio Estorninho) (2): Bissau - Um olhar de turista

https://blogueforanadaevaotres.blogspot.pt/2010/05/guine-6374-p6421-do-meu-album.html

Anónimo disse...

António Mário Leitão
16 mai 2018 00:35

Um abraço, Luís!

Ficou muito bem o teu comentário sobre os três Pilotaços na reunião de Monte Real! Obrigado!

Aqui há uns 12 ou 15 anos fui a uma FESTA DO PILOTAÇO na Ota, com algumas dezenas de outros pilotos, a bordo de um C 130 da FAP, desde Pedras Rubras! Foi memorável!

Portanto, como bem disseste na tua douta dissertação, PILOTAÇO é uma figura instituída, com ou sem presença nos dicionários!

Grande abraço, camarada e... amigalhaço!
Mário

Tabanca Grande disse...

Obrigado, Mário, esperemos que os nossos dicionaristas leiam o nosso blogue... Portanto, "pilotaço" não é um "pilotoço de aço", mas um "ganda" piloto... E, além disso, "valentaço".


Do amigalhaço e camaradão... Luís