quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Guiné 61/74 – P22630: (Ex)citações (395): 8º Encontro Ranger, 1º Turno de 1973, em Beja (José Saúde)



Beja > Taberna A Pipa > 2 de outubro de 2021 > 8º Encontro  Ranger, 1º Turni de 1973 


Fotos (e legendas): © JoséSaúde (2021). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]



1. O nosso Camarada José Saúde, ex-Fur Mil Op Esp/RANGER da CCS do BART 6523 (Nova Lamego, Gabu) - 1973/74, enviou-nos a seguinte mensagem:



8º Encontro Ranger, 1º Turno de 1973, em Beja

Beja foi a cidade que acolheu camaradas e alguns dos seus familiares.

Foi em Beja, cidade fundada 400 anos a.C. pelos celtas, e mais tarde denominada como Pax Júlia aquando da sua conquista pelo Império Romano, sendo o imperador Augusto o comandante das tropas, que no passado 2 de outubro, sábado, que se realizou o 8º Encontro Ranger, 1º Turno de 1973.

Após uma pausa, pois a Covid-19 assim o determinou, foi na Taberna “A Pipa”, propriedade da Chefe Saudade e do Jorge Maldonado, com a ajuda da funcionária Silvina, que o grupo de camaradas rangers se juntaram (41 contando com os seus familiares) e dissecaram pedaços de uma história que ficou marcada pela nossa presença na guerra colonial.

Na verdade, a Guiné, como foi o nosso caso, por lá passaram uma imensidão de camaradas que jamais esquecerão o mar de tréguas a que fomos então submetidos. Sim porque estes momentos, onde a amizade prolifera, leva-nos a uma viagem no tempo e recordar os climas difíceis que nós, jovens na casa dos 20, 21, 22, ou 23, obrigatoriamente suportámos.




Que a história, biografia e narração de factos, nunca esqueça de uma peleja (recente) onde se cruzaram gerações e que ditou números de mortos e feridos que citarei com o rigor extraído de fontes fidedignas e que relato no meu nono livro “Um Ranger na Guerra Colonial Guiné-Bissau 1973/74”,  edição da Editora Colibri:



“A guerra de além-mar mobilizou mais de 800 mil combatentes, dizem os respetivos cadastros. Segundo dados oferecidos pelo Estado-Maior General das Forças Armadas, terão morrido na Guerra de África 8831 militares portugueses, sendo que em Angola se registaram 3455 mortes, em Moçambique 3136 e na Guiné 2240.

"Especificando o conteúdo de falecimentos nos três ramos das Forças Armadas, conclui-se: Exército, 8290; Força Aérea, 346 e Marinha de Guerra, 195.




"No que concerne à componente dos feridos, observa-se que cerca de 30.000 foram evacuados entre os demais de 100.000 registados nos censos militares.

"Um outro dado considerado importante, tendo em conta a diversidade de patentes dos antigos combatentes na guerra, certifica-se que a listagem atesta: 1 general, 2 brigadeiros, 3 coronéis, 15 tenentes-coronéis, 22 majores, 100 capitães, 40 tenentes, 300 alferes, 900 sargentos e furriéis, 1600 cabos, 5500 soldados e marinheiros”.

 Um abraço, camaradas

José Saúde

Fur Mil Op Esp/RANGER da CCS do BART 6523 (Nova Lamego, 1973/74)
 
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Nota de M.R.:

Vd. último poste da série


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