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sábado, 13 de dezembro de 2025

Guiné 61/74 - P27525: Documentos (44): Brochura "Missão na Guiné", da autoria do Estado Maior do Exército. 3ª ed., Lisboa, SPEME, 1971, 78 pp.) - Parte II: "Monografia da Guiné: Aspeto físico (pp. 11-23)


Capa do livro: Portugal. Estado Maior do Exército - "Missão na Guiné". Lisboa: SPEME, 1971, 77, [5] p., fotos.


(pp. 11-23)


Aspeto da vegetação guineense (pag. 23)

Mapa da Guiné

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Mapa da Guiné: Parte oeste do território (fazendo fronteira, a norte com Senegal; e sendo banhado a oeste e a sul, pelo oceano Atlântico). Principais localidades assinaladas:  Bissau, Bolama, Bubaque, São Domingos, Cacheu, Varela, Susana, Teixeira Pinto, Bula, Binar, Bissorã.

 Rios: Cacheu, Mansoa, Geba, Grande de Buba. Tombali. 

Ilhas: Bissau, Bijagós, Como, Jeta, Pecixe 


Mapa da Guiné: Parte leste do território (fazendo fronteira, a norte com Senegal; a leste e a sul, com a Guiné-Conacri). Principais localidades assinaladas: Farim, Mansabá, Mansoa, Pirada, Buruntuma, Piche, Nova Lamego, Beli,  Madina do Boé, Bafatá, Contuboel (e não Cotumboel), Xitole, Bambadinca, Xime, Fulacunda, Buba, Catió, Tombali, Bedanda, Guileje (ou Guilege), Cabedu, Cacine, Ponta Cajete. 

Rios: Farim, Geba, Corubal, Grande de Buba, Cumbijã, Cacine
Ilhas: Como, Melo

Nota de LG: a negrito, vão as sedes de circunscrição / concelho



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Cortesia da página do Facebook do grupo 
 Editado em 1967 pelo SPEME - Serviço de Publicações 
do Estado Maior do Exército (79 pp. + 9 inumeradas + fotos).
 Disponível na biblioteca do Exército.
. Capa: vista aérea de cidade de
 Luanda e da baía da ilha de Luanda



Disponível na Biblioteca do Exército, 
Editado em em 1967 pelo SPEME
 (76 pp. + 4 inumeradas + fotos)


1. Tem talvez um valor sentimental mas também documental esta brochura do Estado Maior do Exército, que nos era distribuída já a bordo do navio que nos transportava para a Guiné (ou do avião dos TAM, a partir de finais de 1972).(*)

 Com cerca de 70/80 páginas conforme as edições (a que estamos a reproduzir é a 3ª, do ano de 1971) era constituída por três partes: (i) Missão no Ultramar; (ii) Monografia da Guiné: aspeto físico, humano e económico; (iii) Informações úteis. 

Havia igualmente  brochuras semelhantes, com a mesma estrutura (e o mesmo "paleio", na parte respeitante á "Missão no Ultramar"), para as tropas do Exército mobilizadas para Angola e para Moçambique, edição do SPEME: "Missão em Angola" (1967); "Missão em Moçambique" (1967). 

Cada uma dessas brochuras  tinha uma barra de cor diferente: verde (Guiné), vermelha (Angola) e azul (Moçambique), com uma foto aérea da respetiva capital (Bissau, Luanda, Lourenço Marques).

Vamos agora entrar na monografia da Guiné: é antecedida pela publicação de um mapa do território e uma sucinta bibliografia: cerca de 20 títulos de livros, de autores na altura mais ou menos alinhados com (ou tolerados por) o regime do Estado Novo, entre eles alguns antigos combatentes da Guiné, nossos conhecidos: 
  • Hélio Felgas, já falecido com o posto de maj- gen;
  • Manuel Barão da Cunha; 
  • e Armor Pires Mota, este membro da Tabanca Grande, e  escritor de grande talento (tal como, de resto,  o Barão da Cunha).

Há investigadores, etnógrafos, antigos administradores da carreira colonial / ultramarina, historiógrafos,  escritores e jornalistas,  conhecidos (e com referências no nosso blogue), tais como Almirante Teixeira  da Mota, António Carreira, Manuel Belchior, João Vicente Santana BarretoAmândio César em esquecer José Júlio Gonçalves, Augusto Santos Lima, etc.)

Certamente por lapso, esta lista com sugestões de leitura, apesar de referida, não vem publicada na 1ª edição da brochura (1967).

Agora dizer-se que qualquer destes livros estavam disponíveis "em qualquer biblioteca pública", em 1971,  era gozar com a malta que vivia no interior e mesmo em muitas vilas e cidades do litoral... Bibliotecas públicas nas nossas santas terrinhas ? Quando muito a "carrinha itinerante" da Biblioteca Calouste Gulbenkian e que, infelizmente, não chegava  a todo o lado, e muito menos á Guiné. 

Espero que muitos dos nossos leitores reconheçam esta(s) brochura(s), que eram na época de distribuição gratuita.



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Nota de LG: a superfície da Guiné era e é de 36.125 km2 (e não 31,8 mil)

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Nota de LG: Quem escreveu o texto nunca esteve na Guiné. A lagoa de Cufada não fica na região do Cacheu, no  norte, mas na região de Quinara, já no sul ... Quanto ao macaréu, também nunca o viu: falar em "ondas enormes", até parece que macaréu é tsunami... Por outro lado, chamar ria ao Cacine.... é capaz de ser muito discutível. 

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Fonte: Excertos de Portugal. Estado Maior do Exército - "Missão na Guiné". Lisboa: SPEME, 1971, 77, [5] p., fotos, pp. 11-23.

(Continua)
________________

Nota do editor LG:

5 comentários:

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Quem recebeu esta brochura ?

António Tavares disse...

Em 2010 foram publicados dois escritos, na Tabanca Grande, com a capa do livro
"MISSÃO NA GUINÉ". Um escrito é meu – P5943 – e o outro é do Eduardo Campos.
O autor de ambos os livros é o Estado Maior do Exército, Lisboa SPEME em 1969 (2ª. Edição) e de 1971 o publicado no P5886 pelo Campos.
As capas com a foto de Bissau são diferentes e o teor um pouco diferente, mas o essencial é igual.
Nos dois livros não existe um mapa desdobrável do Comando Territorial Independente da Guiné.
Abraço do
António Tavares

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Obrigado, Tavares, vou ver esses dois postes.

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Aprendi uma coisa que,confesso, não sabia, ao fim destes anos todos!...Ou recordei agora... Há vários topónimos, na região do Boé que começam por Vendu: por exemplo, Vendu Leidi (o mais conhecido, mesmo junto à fronteira com a Guiné-Conacri). Nunca fui para aqueles lados...

"Vendu" é um acidente geográfico muito específico e crucial no leste do país: é um lago sazonal, uma depressão que se enche de água na época das chuvas e que tende, depois a secar. Tamné,m se diz "lagoa temporária".

Estes lagos (ou lagoas) só ocorrem na parte leste do país e são extremamente importantes porque funcionam como reservas de água doce durante a estação seca, sustentando a fauna, a flora local e a pastorícia.

A palavra "vendu" (não está grafada nos nossos dicionários) vem do dialeto Fula, o principal grupo étnico dessa área.

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Aprendi uma coisa que,confesso, não sabia, ao fim destes anos todos!...Ou recordei agora... Há vários topónimos, na região do Boé que começam por Vendu: por exemplo, Vendu Leidi (o mais conhecido, mesmo junto à fronteira com a Guiné-Conacri). Nunca fui para aqueles lados...

"Vendu" é um acidente geográfico muito específico e crucial no leste do país: é um lago sazonal, uma depressão que se enche de água na época das chuvas e que tende, depois a secar. Tamné,m se diz "lagoa temporária".

Estes lagos (ou lagoas) só ocorrem na parte leste do país e são extremamente importantes porque funcionam como reservas de água doce durante a estação seca, sustentando a fauna, a flora local e a pastorícia.

A palavra "vendu" (não está grafada nos nossos dicionários) vem do dialeto Fula, o principal grupo étnico dessa área.