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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Guiné 61/74 - P27587: Documentos (49): Brochura "Missão na Guiné", da autoria do Estado Maior do Exército. 3ª ed. (Lisboa, SPEME, 1971, 78 pp.) - Parte VI: Aspeto humano (cont): saúde e instrução pública; religiões: imprensa e rádio... Aspeto económico: agricultura e florestas; pecuária e pescas; recursos de origem mineral: energia: vias de comunicação... Mais de 300 km de estradas alfaltadas (pp. 51-65)


No princípio da década de 1970, já havia mais de 3 centenas de estradas asfaltadas, sendo o maior  troço o de Bafatá - Nova Lamego,  com mais de 50 km. Até ao fim da guerra, ainda se farão mais 200 e tal quilómetros, e nomeadamente no sul. Destaque para o papel da Engenharia Militar e da empresa TECNIL (a que mais tarde, já depoois da independência, ficará ligado o nosso camarada António Rosinha).

Era assim a "Spínolândia"   Fizeram -se mais quilómetros de estrada alcatroada em meia dúzia de anos do que nos últimos  500 anos de presença histórica portuguesa por aquelas paragens. Aplicando a estatística, foi um quilómetro por ano... em média.

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Capa do livro: Portugal. Estado Maior do Exército - "Missão na Guiné". 

Lisboa: SPEME, 1971, 77, [5] p., fotos.


1. Qual o valor ("sentimental"  mas também "documental")  desta brochura do Estado Maior do Exército, que nos era distribuída já a bordo do navio que nos transportava para a Guiné (ou do avião dos TAM, a partir de finais de 1972) ?

Estamos a reproduzir a brochura da 3ª edição,  de 1971. A primeira remonta a 1967 E A 2ª edição  é de  1969. Presume-se que desta publicação, editada pelo SPEME (Serviço de Publicações do Estado Maior do Exército) tenham tido sido impressas dezenas e dezenas de milhares de exemplares. 

Tem 77 páginas (mais 5 inumeradas) e é ilustrada com  9 fotos.  Tudo a preto e branco. Baratinho. A edição é do SPEME (Serviço do Publicações do Estado Maior do Exército). 

 Em 1967 (de 1958 a 1969) era Chefe do Estado Maior  (CEME) o gen Luís Câmara Pina (1904-1980), considerado um dos homens fortes do regime do Estado Novo. Era oriundo a arma de engenharia .

É constituída, esta brochura, por três partes:  (i) Missão no Ultramar;  (ii) Monografia da Guiné: aspeto físico, humano e económico;  (iii) Informações úteis. 

Vamos continuar a reproduzir, sem comentários,   a parte da monografia respeitante agora ao aspeto económico (pp. 51-65).

Esperamos que os nossos leitores possam fazer a sua apreciação (crítica) do documento. Tal como o PAIGC tinha os seus documentos de doutrinação e propaganda, também as NT tinham os seus.

 "Missão na Guiné" não era um texto apenas técnico e informativo. Tinha uma componente político - ideológica, como acontece em todas as guerras.




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(Continua)


Fonte: excertos de Portugal. Estado Maior do Exército: "Missão na Guiné". 
 Lisboa: SPEME, 1971, pp. 51-65.


9 comentários:

Tabanca Grande Luís Graça disse...

No leste, a primeira estrada asfaltada foi a de Bambadinca-Bafatá (c. 30 km). "Inaugurei-a" em 2 de junho de 1969, a caminho de Contuboel...Mas primeiro conheci a picada do Xime-Bambadinca, que metia respeito...De Bissau ao Xime, vim de LDG...

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Pormenor curioso, não havia ainda estradas asfaltadas no sul (Quínara e Tombali)...Mas já as havia em projeto...

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Com a pressa, não se deram ao trabalho, lá no SPEME, de atualizar o texto da 3ª edição (1971). De facto, há imprecisões ou erros que podiam ter sido evitados: por exemplo, a estrada Bambadinca-Bafatá já estava mais que asfaltada, foi uma das primeiras (fora da ilha de Bissaua ser construída e asfaltada), passei por lá em 2 de junho de 1969 e depois passei a utilizá-la regularmente quando a CCAÇ 2590 / CCaç 12 foi colocada em Bambadinca, sector L1, a partir de 18 de julho de 1969. Ainda não havia estrada para Nova Lamego, muito menos Piche e Buruntuma!

Fernando Ribeiro disse...

«Estradas asfaltadas - o melhor antídoto contra minas», diz a humorística brochura. Quem escreveu isto faria alguma ideia da possibilidade de recortar um quadrado de asfalto, colocar uma mina no buraco, encher o buraco de terra, repor o quadrado de asfalto e varrer o excesso de terra para a berma, de modo a que ninguém pudesse suspeitar da colocação de uma mina naquele local? Em Angola foram acionadas minas em estradas asfaltadas, com trágicos resultados.

Bom Ano Novo.

Fernando Ribeiro

P. S. - Há muiiiiitos dias, respondi a um comentário do Antº Rosinha, num post que ficou muito lá para trás, mas a minha resposta nunca apareceu em lado nenhum. O que aconteceu à minha resposta? Perdeu-se no ciberespaço? Isto de um gajo enviar um comentário para o blog, sem saber se ele foi mesmo publicado ou não, porque só aparece muitas horas depois, se por milagre aparecer, desmobiliza qualquer um. Depois não se queixem de que ninguém faz comentários.

Antº Rosinha disse...

A história dirá. em treze anos de guerra do ultramar, Portugal conseguiu um desenvolvimento em Moçambique e em Angola várias vezes superior ao que havia feito em 500 anos.
No caso da Guiné, foi o contrário. graças ao PAIGC, CUBA e URSS, impediram qualquer trabalho de jeito.
De qualquer maneira os super inteligentes do MPLA, que por acaso vários eram e são lusodescendentes, achavam que nada daquilo que os portugueses deixaram em Angola, interessava, porque eles iam fazer tudo à sua maneira.
Ficaram lá todas as "riquezas naturais" integralmente, para fazerem em Angola tudo que entendessem.
Em Angola, Cascais ou Nova York ou Dubai.

Patrício Ribeiro disse...



Meus caros.
Não sei quando terminaram o asfalto em algumas estradas do sul, Mampata para Cumbija ou de Cadique Nalu
para Iemberem ?
Os restos ainda lá estão...

Patricio Ribeiro

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Diz o Fernando: (...) "Há muiiiiitos dias, respondi a um comentário do Antº Rosinha, num post que ficou muito lá para trás, mas a minha resposta nunca apareceu em lado nenhum. O que aconteceu à minha resposta? Perdeu-se no ciberespaço? Isto de um gajo enviar um comentário para o blog, sem saber se ele foi mesmo publicado ou não, porque só aparece muitas horas depois, se por milagre aparecer, desmobiliza qualquer um. Depois não se queixem de que ninguém faz comentários." (...)

Fernando: tens razão num ponto, o sistema de moderação dos comentários acaba por demostivar os leitores. De facto, a publicação não é instantânea como no Facebook, por exemplo. O seu comentário ao poste do Rosinhha tem que estar aí... Posso tentar procurá-lo. No SPAM não está. Nós não eliminamos nada. Se o comentário viola as nossas regras editoriais, não o publicamos, ficam em SPAM...

Num gesto de boa vontade e assinalando o 1º dia do Ano Novo de 2026, voltamos à primeira forma, que muito nos honrou nestes últimos vinte: não há "moderação", masos editores estão atentos a tudo o que se escrever e ultrapassar as "linhas vernelhas" de conduta... Comentários, sim, venham eles, em liberdade e responsabilidade...O que significa sobretudo que não nos insultamos unas aos outros...e que sabemos conviver com as nossas diferenças, incluindo as político-ideológicas...

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Diz o Fernando:

(...) "Há muiiiiitos dias, respondi a um comentário do Antº Rosinha, num post que ficou muito lá para trás, mas a minha resposta nunca apareceu em lado nenhum. O que aconteceu à minha resposta? Perdeu-se no ciberespaço? Isto de um gajo enviar um comentário para o blog, sem saber se ele foi mesmo publicado ou não, porque só aparece muitas horas depois, se por milagre aparecer, desmobiliza qualquer um. Depois não se queixem de que ninguém faz comentários." (...)

Fernando: tens razão num ponto, o sistema de moderação dos comentários acaba por desmotivar os leitores que querem comentar (e têm o direito de o fazwer). De facto, a publicação não é instantânea como no Facebook, por exemplo.

O teu comentário ao poste do Rosinhha tem que estar por aí... Posso tentar procurá-lo. No SPAM não está. Nós não eliminamos nada. Se o comentário viola as nossas regras editoriais, não o publicamos, fica arquivado em SPAM...

Num gesto de boa vontade e assinalando o 1º dia do Ano Novo de 2026, voltamos à primeira forma, que muito nos honrou nestes últimos vinte anos: não há "moderação", mas os editores estão atentos a tudo o que se escrever e ultrapassar as "linhas vernelhas" de conduta no blogue...

Portanto, comentários, sim, venham eles, muitos, em liberdade e responsabilidade...O que significa sobretudo que não nos insultamos unas aos outros...e que sabemos conviver com as nossas diferenças, incluindo as político-ideológicas...

Fernando Ribeiro disse...

Oh, Luís, eu não estou a acusar ninguém. Só fiz um lamento. Na volta, a culpa foi minha e, por qualquer motivo, o comentário não foi sequer enviado. Se tivesse havido algum feedback imediato da parte do blog, eu saberia logo que alguma coisa não tinha corrido bem.

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