Capa do último livro de Bártolo Paiva Pereira, padre da diocese de Braga, capelão militar, capelão-chefe do CTIG (1965/67); nascido em 1935, em Santo Tirso, foi ordenado sacerdote em 1959, em Braga; foi capelão militar desde 1961, em Angola, e serviu nas Forças Armadas durante 30 anos (um caso raro de dedicação á Pastoral Castrense; é hoje major do exército na situação de reforma; também exerceu o seu múnus espiritual no seio da diáspora portuguesa na Suíça; é autor de uma dezena de livros; vive em Vila do Conde, é vizinho e amigo do nosso camarada Virgílio Teixeira.
Esta última obra é edição de autor (Vila do Conde, 2025, 120 pp.). A capa é de Joaquim António Salgado de Almeida. Depósito legal nº 548769/25. Não tem ISBN. Impressão: Gráfica São João, Fajozes, Vila do Conde. (*)
Bártolo Paiva Pereira (n. 1935)
E a "grande maioria" terá recebido louvores dos seus comandantes no final da comissão de serviço, acrescenta o autor. "O teor desses louvores é público"...Também é verdade, mas são de difícil acesso, poderão ler-se, por exemplo, nas histórias das unidades, agora depositadas no Arquivo Histórico Militar. E foram averbados nas cadernetas militares de cada um.
?Também tive um louvor, e sei que não era coisa para vir publicada no Diário do Governo (como então se chamava o jornal oficial, hoje "Diário da República"). Se sim, talvez valesse a pena fazer um estudo sobre uma amostra do conteúdo desses louvores, sugiro eu.
O autor de "O capelão militar na guerra colonial" (*) terá lido muitos deles, no exercício das suas funções, presume-se, já que afirma que "nenhum [deles] realça as famosas virtudes militares que tanto enjoaram (sic) o perseguido Bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes (pág. 52).
O autor de "O capelão militar na guerra colonial" (*) terá lido muitos deles, no exercício das suas funções, presume-se, já que afirma que "nenhum [deles] realça as famosas virtudes militares que tanto enjoaram (sic) o perseguido Bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes (pág. 52).
E faz todo o sentido esta afirmação do padre Bártolo Paiva Pereira, major capelão reformado, com 30 anos de vida nas fileiras militares. Ele e os seus camaradas não eram "operacionais".
Mas nem todos os padres foram de livre e espontânea vontade para os teatros de guerra. O próprio autor reconhece que houve um período, logo no início da guerra em Angola, em que a mobilização dos padres como capelães militares começou por ser feita na "base do voluntariado". Aconteceu com ele e "muitos outros".
"A imposição aparece com o primeiro Curso Oficial de Capelães, em 1967. Começa a obrigatoriedade da mobilização. Começa o conflito eclesiástico. Começa o sarilho das relações de muitos padres com os seus Superiores Religiosos. Começa o choro da consciência de alguns reverendos (sic) que não desejavam exercer a pastoral castrense em clima de guerra" (pág. 52).
É o caso do Mário da Lixa e do Arsénio Puim, acrescento eu.
O padre Bártolo Paiva Pereira faz questão de selecionar uns tantos nomes de capelães, alguns anteriores a 1967, outros desse ano e seguintes. Uns voluntários, outros impostos pela hierarquia da Igreja. Foram padres que, por uma razão ou outra, merecem ser melhor conhecidos:
- Abel Gonçalves, "um capelão dado ao povo", autor do livro "Catarse". Fez uma comissão na Guiné (pp. 53/54). "Os capelães, afirma desempenharam uma tarefa com relativa flexibilidade, porque pertenciam à família de todos: militares, população e, mesmo, uma 'proximidade distraída' (sic) com o inimigo" (pág. 53)- (Observações de LG: fez duas comissóes, no exército e depois na FAP, de 1967 a 1974; já faleceu, em 2019, era major reformado).
- José Rabaça Gaspar, poeta, escritor, esteve em Moçambique (pp. 54/55). Foi o mentor da famosa "capela dos bidões", feita com restos da guerra para que purificasse o monstro que ela significa". Foi uma dívida da tropa à Senhora de Miandica.+E autor, enytre outros ,.do livro de memórias:"Os lobos de Maniamba: Moçambique 1968/70" (2005). E foi ele (com o acreónimo Joraga) criou em 2002 uma página pessoal, onde entre muitos outros temas, divulgou o "Cancioneiro do Niassa" (a página foi entretanto descontinuado, mas uma cópia está, felizmente, disponível no Arquivo.pt: https://arquivo.pt/wayback/20160204182711/http://www.joraga.net/pags/52cancNiassa.htm
- Joaquim Luís Cupertino, "capelão de cultura abrangente" (pág. 55). Algarvio, doutor pela Universidade Gregoriana de Roma, cónego jubilado da Sé de Faro, coronel capelão do Exército. Estiveram juntos, ele e o autor, em Bissau. Uma "inesquecível amizade". (Nasceu em 1929, foi ordenado padre em 1957.)
- António Gata Simões (1934-2025), "capelão imolado pelo povo" (pág. 55): cõnego de Évora, fez 3 comissões na Guiné. "Muito sofreu com a guerra colonial", embora cultivasse o "bom senso da guerra", que era acabar... com ela e o mais rapidamente possível... (Observ.: faleceu em outubr4o passado, era natural de Sabugal, portanto beirão)
- António Francisco Gonçalves Simões, "o historiador". Madeirense. Vive no Funchal. Publicou uma série de 9 livros com "subsídios para a história da Igreja em Portugal" (pág. 56). E fez a história dos cursos de capelães, e mais concretamente a biografia dos 877 que saíram desses cursos. (Nasceu em 1939, foi ordenado padre em 1964.)
- Abel Matias, "é duro amar toda a gente e não possuir ninguém" (pág. 56). Licenciado em Histórico-Filosóficas (Universidade do Porto), monge beneditino (Singeverga), é o único capelão militar com o curso de comandos. (Natural de Lamego, nome completo Abel Matias Moreira da Silva; tem váriuos livros.)
'

(pp. 56/57)
- Delmar Barros, capelão da Armada. "Talvez o capelão militar com mais invulgaridades fora do normal" (pág. 57). Deixou um livro de memórias, que o define como "pessoa marítima".
- Manuel da Costa Amorim, também capelão da armada. Chegou a vice-almirante, o "cargos mais elevado no Serviço Religioso" (pp. 57/58). Ele e o bispo D. António dos Reis foram os únicos que "alcançaram os postos de topo de carreira, reservados às Armas, e não aos Serviços que as apoiam".
- E ainda "dois capelães paraquedistas de peso", os padres Martins e Pinho. Capelães da FAP., fizeram questão de tirar o brevê. "O capelão Martins era um poderoso senhor junto das Chefias da Força Aérea, o que o encostava a um relativo situacionismo" (pág. 58).
É uma pena que o autor do livro em recensão não leia o nosso blogue, nem tenha acesso á Net. Lê o Expresso mas não, por exemplo, o 7Margens (que é digital).
Deve ter lido a excelente e bem documentada reportagem sobre os capelães militares e a guerra do ultramar / guerra colonial. da autoria do jornalista António Marujo (do jornal digital 7Margens), publicada na revista do semanário Expresso, edição nº 2673, de 12/5/2023. Mas com alguma desatenção ou viés.,
António Araújo é uma figura conceituada e respeitada do jornalismo religioso (área que muito poucos cultivam). O padre Bártolo devia ter lido a reportagem que o Marujo publicou no 7Margens, com 2 pequenas retificações sugeridas por mim.
Mais uma vez chamo aqui a atenção para o destaque que foi dado à figura do açoriano Arsénio Puim . (E que, de resto, tem mais de 8 dezenas de referências no nosso blogue, très vezes mais do que o Mário de Oliveira, 1937-2022).
Mas o autor, o António Marujo, acabou por descobrir "pelo menos" mais outros 11 padres católicos "que se opuseram à guerra colonial e não quiseram ser capelães", para além dos dois que foram expulsos do CTIG e exonerados das suas funções de capelania (Mário de Oliveira, em 1968 e Arsénio Puim, em 1971). Republicamos aqui a lista;
- José Maria Pacheco Gonçalves,
- José Alves Rodrigues,
- Domingos Castro e Sá,
- Serafim Ferreira de Ascensão,
- Manuel Joaquim Ribeiro,
- António de Sousa Alves,
- José Domingos Moreira,
- José Lopes Baptista,
- Joaquim Sampaio Ribeiro
- Carlos Manuel Valente Borges de Pinho
- José Carlos Pinto Matos.
Curiosamemnte eram todos da diocese do Porto, com exceção do último que +pertencia à diocese de Viseu. E destes nomes eu já destaquei anteriormente o nome do que foi capelão da CCS / BCAÇ 4513 (Aldeia Formosa, 1973/74), no curto período de 16/3 a 16/9/73.
O Carlos Manuel Valente Borges de Pinho Foi amigo pessoal do nosso tabanqueiro José Teixeira. que deixou de ter notícias dele. Hoje deverá ser leigo (para saber mais ler aqui o poste P19055.).
O padre Bártolo defende, de algum modo, a sua "dama" (ou metaforicamente falando um "rebanho" onde terá havido apenas "duas ovelhas negras", a expressão é nossa e não pretende ser ofensiva). E fá-lo, escrevendo, não sem exagero:
"Passaram pela mão da Igreja, durante a guerra colonial, um milhão de soldados, sem clamor contra a Igreka e os seus capelães. Serviram esses soldados cerca de mil sacerdotes. Apenas dois foram expulsos. embora muitos outros - todos - e não apenas 11, como afirma a citada revista do Expresso, se opuseram à guerra colonial" (pág. 57).
De facto, não foram mobilizados um milhão, mas "apenas" 800 mil, 1/3 dos quais eram soldados do recrutamento local onde se incluíam muçulmanos, cristãos (católicos e não-católicos), animistas, outros crentes e não-crentes.
Voltaremos ao Mário de Oliveira e ao Arsénio Puim, em próximo poste.
(Continua)
________________
Notas do editor LG:
7 de outubro de 2025 > Guiné 61/74 - P27293: Notas de leitura (1848): "O capelão militar na guerra colonial", de Bártolo Paiva Pereira, capelão, major ref - Parte IV: "Até 1966 eram todos voluntários" (Luís Graça)
(*) Vd. postes anteriores da série:
25 de setembro de 2025 > Giuiné 61/74 - P27254: Notas de leitura (1841): "O capelão militar na guerra colonial", de Bártolo Paiva Pereira, capelão, major ref - Parte I: Apresentação sumária (Luís Graça)
2 de outubro de 2025 > Guiné 61/74 - P27276: Notas de leitura (1845): "O capelão militar na guerra colonial", de Bártolo Paiva Pereira, capelão, major ref - Parte III: "A minha Pátria é o Hélder" (Luís Graça)
(**) Último poste da série > 5 de janeiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27606: Notas de leitura (1881): "Quatro Personagens à Procura de Abril", por Luís Reis Torgal; História e Memória, Temas e Debates, 2025 (Mário Beja Santos)




10 comentários:
Joaquim Luís Cupertino foi capelão no CISMI em Tavira em 1968. Conheci-o bem pois residia em Faro. Era Tenente nessa altura.
Abraço
Eduardo Estrela
Poucos dias antes de embarcar para a Guiné,um Domingo,estive de Oficial de Piquete nos Adidos.
Após o almoço,um Soldado dirigiu-se ao Oficial de Dia dizendo que estava um Major a pedir para abrirem a Porta de Armas pois queria entrar com o automóvel. O Oficial de Dia disse que não se abria a Porta de Armas ao Domingo para estacionamento de viaturas privadas. O tal Major ficou piurso,entrou pelo gabinete a disparatar com o Of.DIa que era um Alferes.Se não estou em erro o Major queria um carimbo no passaporte.Fiquei com uma má impressão do Major.Tratava-se de um Padre,Gamboa de Melo,ou Melo Gamboa que estava em Bissau.
Paulo, esse capelão graduado em major era, no teu tempo, o Capelão-Chefe do CTIG. E foi o "carrasco" do padre Arsénio Puim. Foi no tempo dele que o capelão do BART 2917, foi expulso, em maio de 1971. O Gamboa terá sido o último capelão-chefe (fev 70/mar 72): Pedro Maria da Costa de Sousa Melo de Gamboa Bandeira de Melo (sic).
Pelo menos é o que consta no nosso blogue: na lista dos 113 capelães (102 do Exército, 7 da FAP, 4 da Marinha), que publicámos em 2018... Antes dele, tivemos:
(i) Joaquim Dias Coelho (fev 64 - mar 69);
(ii) Bártolo Paiva G. Ferreira (66 - mai 67);
(iii) Manuel Joaquim da Silva Capitão (jan 68 - mar 70).
Há aqui datas que não batem certo...
Paulo, esse capelão graduado em major era, no teu tempo, o Capelão-Chefe do CTIG. E foi o "carrasco" do padre Arsénio Puim. Foi no tempo dele que o capelão do BART 2917, foi expulso, em maio de 1971. O Gamboa terá sido o último capelão-chefe (fev 70/mar 72): Pedro Maria da Costa de Sousa Melo de Gamboa Bandeira de Melo (sic).
Pelo menos é o que consta no nosso blogue: na lista dos 113 capelães (102 do Exército, 7 da FAP, 4 da Marinha), que publicámos em 2018... Antes dele, tivemos:
(i) Joaquim Dias Coelho (fev 64 - mar 69);
(ii) Bártolo Paiva G. Ferreira (66 - mai 67);
(iii) Manuel Joaquim da Silva Capitão (jan 68 - mar 70).
Há aqui datas que não batem certo...
Vd. poste de 25 de maio de 2009 > Guiné 63/74 - P4410: Cancioneiro de Bambadinca (4): Romance do Padre Puim (Carlos Rebelo † )
(...) O Puim considera-se duplamente maltrado pela instituição militar e pela hierarquia religiosa. À data era capelão-mor, no CTIG, o Padre Gamboa [Pedro Maria da Costa de Sousa Melo de Gamboa Bandeira de Melo] que tinha o posto de major, coordenando e supervisionando todo o trabalho de capelania (Vivia, em instalações próprias, em Bissau, conhecidas por Vaticano).
Em fevereiro de 1971, o Puim ainda tinha participado, em Bolama, num retiro espiritual, com os demais capelães da Guiné, dirigido pelo Major Capelão Gamboa. Houve discussão acesa, foi discutido o papel dos capelães na guerra colonial, a posição da Igreja, etc. (...)
O padre Bartólo (que teve a coragem de escrever, aos 90 anos, um livro sobre os capelães militares na guerra colonial), devia ter lido a reportagem do António Marujo, um jornalista de formação católica, e respeitado pela sua isenção e rigor, publicada no 7Margens:
A história inédita dos 12 padres contestatários
O capelão expulso por querer descalçar os dois sapatos à guerra
António Marujo | 19/05/2023
É uma história conhecida de poucos: em 1971, houve um segundo capelão expulso do exército, depois do padre Mário de Oliveira. Além do então padre Arsénio Puim, que esteve um ano na Guiné, esta investigação permitiu ainda descobrir que pelo menos outros onze padres católicos se opuseram à Guerra Colonial e não quiseram ser capelães. Este texto foi publicado inicialmente na revista E do Expresso, de dia 12 de Maio de 2023. Em relação a essa versão inicial, foram corrigidos apenas dois pormenores, a partir de informações de Luís Graça. (...)
(...) O padre António Gonçalves Simões, que fez parte do quadro de capelães, publicou vários livros nos quais regista todos os nomes dos que fizeram o curso para a capelania. Num deles, cita José Pinto de Matos, de Viseu, do curso de Outubro de 1969. “Recebi comunicação para me apresentar dois ou três dias depois nas Caldas da Rainha. Não fui”, conta Pinto de Matos. A GNR foi buscá-lo e conduziu-o ao serviço da capelania, em Lisboa. “Disse ao graduado capelão que me recebeu que iria, mas faria como o padre Mário de Oliveira.” Deixaram-no ir, mas, por causa disso, foi proibido uma vez de viajar a França. “Nas conversas, partilhávamos muito as ideias do Concílio Vaticano II e defendíamos a liberdade e independência para as colónias”, conta. (...)
Padre Bártolo, com todo o respeito, concordo consigo: é "politicamente correto" dizer que todos os capelães eram contra a guerra... Mas há "nuances"... E temos que submetermo-nos ao contraditório, e saber ouvir também os mais contestatários ou "radicais"...
O padre Abel Gonçalves (Cinfães, 1931-Porto, 2019) fez duas comissões na Guiné, uma no exército (BCAÇ 1911, Teixeira Pinto, Pelundo, Có e Jolmete, 1967/69) e outra na FAP (BA 12, Bissalanca, 1970/74).
Era major capelão reformado.
Excerto da Agência Ecclesia;
Évora: Faleceu o cónego António Gata Lavajo Simões
15 Outubro, 2025 18:06
Évora, 15 out 2025 (Ecclesia) – O cónego António Gata Lavajo Simões faleceu aos 91 anos de idade, na tarde desta quarta-feira, dia 15 de outubro, pelas 15h30, no Hospital da Guarda, informa a Arquidiocese de Évora.
“Com gratidão pelo dom da sua vida e do seu ministério sacerdotal, entregamos a alma do Cónego António Gata Lavajo Simões ao infinito amor misericordioso de Deus”, lê-se numa nota da Arquidiocese de Évora enviada à Agência ECCLESIA.
O arcebispo de Évora apresenta “sentidas condolências à extremosa família” do cónego António Gata Lavajo Simões, “em seu nome pessoal e em nome da Arquidiocese”.
D. Francisco Senra Coelho vai presidir às exéquias, este sábado, dia 18 de outubro, às 15h30, na Aldeia da Ponte, no Sabugal.
O cónego António Gata Lavajo Simões faleceu hoje, dia 15 de outubro, aos 91 anos de idade, no Hospital da Guarda; nasceu a 5 de março de 1934, na Aldeia da Ponte, do concelho de Sabugal.
Frequentou o Seminário de Évora, foi ordenado presbítero no dia 29 de junho de 1959, por D. Manuel Trindade Salgueiro, na Sé eborense, e celebrou a Missa Nova a 12 de julho de 1959, na sua aldeia-natal.
O padre António Gata Lavajo Simões ao longo da sua vida foi pároco – Vaiamonte (1960); administrador paroquial de Alandroal e Rosário (1999); Alandroal, Terena, Montes Juntos e Capelins (2000).
(...) O sacerdote também foi nomeado capelão militar (a 16 de agosto de 1962), diretor Espiritual do Seminário de São José de Vila Viçosa (20 de setembro de 1982 e, novamente, a 15 de agosto de 2000), e reitor do Seminário Menor de S. José (1 de setembro de 1989), cónego do Cabido da Catedral de Évora (26 de novembro de 1994); e integrou a equipa diocesana da Pastoral Vocacional (1999);
“Sacerdote dedicado e exemplar, pela sua amabilidade e humildade, deixou marcas profundas na Pastoral Vocacional da Arquidiocese e no Movimento dos Convívios Fraternos”, destaca a Arquidiocese de Évora, que lembra a homenagem realizada no dia 15 de fevereiro de 2025. (...)
CB | Notícia atualizada às 17h16 de 16 de outubro de 2025
Pesquisa, revisão / fixação de texto, itálicos e negritos: LG
Virgílio, é uma pena o nosso capelão não ir à Net, não conhecer a nossa página...Dá-lhe um alfabravo meu. Outro para ti. Luis.
https://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/2026/01/guine-6174-p27613-notas-de-leitura-1882.html
PS - Afinal, o José Rabaça Gaspar (Joraga) foi o nosso camarada que divulgou, em boa hora, em 2002, o Cancioneiro do Niassa (uma preciosidade!)...Recuperei a página do Joraga (agora em "arquivo morto")
Deixou o sacerdócio. Casou. Foi professor...A sua página é de uma riqueza imensa...
https://arquivo.pt/wayback/20160204182711/http://www.joraga.net/pags/52cancNiassa.htm
Até finais de 2023 estava ativo no Facebook:
https://www.facebook.com/jose.r.gaspar/?locale=pt_PT
O Padre Domingos Sá, não chegou a ir para o Ultramar, porque foi expulso do exército, quando ainda estava na Metróple a preparar-se para o embarque. Depois do 25 de Abril, deu muitas dores de cabeça ao bispo por ser muito ativo na paróquia onde foi colocado. Foi meu colega em algumas lutas em que entrei e esteve ligado à BASE FUT.
O Padre e Serafim Ascenção foi o fundador da associação Emaús - Caminho e Vida, que se dedica a apoiar pessoas recuperadas da rua, da qual eu faço parte dos corpos sociais.
António Alves de Sousa
José Lopes Batista
José Maria Pacheco Gonçalves (irmão do primeiro ministro do trabalho no pós 25 de Abril) continuam no ativo.
O Carlos Borges de Pinho fez a opção de abandonar o sacerdócio qua ndo estava na Guiné. apenas esteve cerca de seis meses em Aldeia Formosa, vigiado pela Pide. Esta pediu ao Comandante do Batalhão para o vigiar de perto.
Houve no Porto, outro padre que era professor na Faculdade de Letras e foi convidado pelo Bispo D. António Ferreira Gomes para se apresentar na tropa, por troca com outro que tinha sido mobilizado. Este não aceitou e, perante a insistência do Bispo, entregou-lhe o "cabeção" o colarinho branco que os padres usam, e abandonou o sacerdócio. Era meu cliente no Banco onde e trabalhava, e foi ele mesmo que me contou a peripécia.
Creio que no Porto houve mais casos destes.
Zé Teixeira
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