segunda-feira, 4 de abril de 2011

Guiné 63/74 - P8049: Agenda Cultural (114): Eu sou África, um documentário dedicado ao Cantanhez, à AD - Acção para o Desenvolvimento e a um homem especial, o nosso amigo Pepito, na RTP2, 9 de Abril, sábado, 19h00

1. Mensagem do nosso amigo Pepito, com data de hoje


Assunto - Eu sou África, na RTP2


Caro Pessoal
No próximo dia 9 de Abril (sábado) pelas 19h00, a RTP 2 vai passar uma reportagem sobre a AD no sul do país (Parque Nacional de Cantanhez). Dura 30 minutos.


É ocasião para os que já o conhecem, revisitarem este local fabuloso. Para os que ainda não foram lá, comecem a fazer as malas para vir cá.
abraços a todos 
pepito


2. Informação recolhida no sítio da RTP sobre este programa (Eu Sou África, RTP2, 2011)

Género: Documentário
Ficha Técnica: Produção: Vitrimedia: Realização: Maria João Guardão

A história de 10 pessoas contada em episódios

Eu Sou África é uma série documental de 10 episódios, dois por cada um dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) Angola, Moçambique, Cabo-Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. 

Cada um dos filmes desta série retrata a vida e a obra de um(a) africano(a) implicado(a) na história e no desenvolvimento social,  político e cultural do país onde nasceu. Eu Sou África revela dez heróis desconhecidos do grande público e desfaz os lugares comuns depreciativos da realidade dos PALOP. 

Na diversidade das suas experiências e reflexões, o que estes dez africanos dão a ver é a emergência de uma nova África de língua portuguesa – um lugar em que a esperança tem toda a razão de ser. O último episódio é dedicado à Guiné-Bissau e a um dos seus filhos, co-fundador e director executivo da ONG AD- Acção para o Desenvolvimento.

Carlos Schwarz da Silva [Pepito]

Carlos Schwarz da Silva, guineense nascido em [Bissau], em 1949, só exerceu o nome enquanto se fazia engenheiro agrónomo em Lisboa, ao mesmo tempo que se diplomava na luta estudantil contra a ditadura. Na Guiné Bissau, todos o conhecem como Pepito, lutador incansável contra as más práticas de Estado, mas sobretudo contra a fome, pela cidadania e pelo desenvolvimento.

Fundador do pioneiro DEPA (Departamento de Experimentação e Pesquisa Agrícola) e da ONG Ação para o Desenvolvimento (AD), deputado, neto de polacos que sobreviveram ao Gueto de Varsóvia, filho de um jurista nacionalista preso pela PIDE, pai de 3 filhos, avô de 2 netos, Pepito é, nas palavras dos anciãos balantas, um homem grande.

Testemunha o 25 de Abril frente ao quartel do Carmo, com a mulher, Isabel Lévy Ribeiro, e juntos regressam a Bissau, determinados a viver intensamente o tempo histórico que lhes coube. Com 25 anos e um diploma na mão, Pepito sabe principalmente que quer mobilizar as pessoas para a acção, mesmo que isso signifique recomeçar inúmeras vezes do zero. Ele e os seus recomeçaram sempre. 



A viagem que fazemos, de Bissau à Floresta de Cantanhez – dois dos pólos de acção da AD – , é uma travessia pela sabedoria de um país repleto de singularidades. “A Guiné Bissau tem trinta e duas etnias: são trinta e duas maneiras de pensar diferente, de dançar diferente, de fazer cultura diferente, de filosofias de vida diferentes. É uma riqueza extraordinária se todas forem consideradas elementos que potenciam a união”. 


São estes saberes que Pepito privilegia – contrariando leis ou métodos impostos pelo exterior –nas reuniões com os mais velhos, na festa com os mais novos, nas conversas com mulheres e homens de experiências variadas, muitos dos quais ousaram seguir as práticas informais e eficazes que a equipa do engenheiro agrónomo foi pesquisando e testando, um projecto que se declina na agricultura e no eco-turismo, mas também nas Escolas de Verificação Ambiental, nas televisões e rádios comunitárias. Nas tabancas do sul, no antigo quartel de Guiledge – marco crucial da luta pela independência, memória viva -, em Quelélé, o que está em marcha é a luta contínua pela cidadania e por condições de vida dignas para os guineenses. 








(Fonte: Adapt. do sítio Eu Sou África) (Com a devida vénia)

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Nota do editor:

4 comentários:

Jorge Narciso disse...

Acabei de programar a gravação porque, naturalmente, não quero arriscar uma falha de visionamento.
Abraço ao Pepito

Jorge Narciso

Carlos Silva disse...

Ó meu "malandro" só agora sei através deste poste que és natural de Farim, e não dedicas um pouquinho sequer da tua nobre causa à tua terra natal, que te viu nascer e onde de certo começaste a gatinhar...
Vê lá se te viras um pouco para aquele "chão" bastante desprotegido.
Com um abraço
Carlos Silva

Anónimo disse...

O Ppeito acaba de esclaracer o lapso...

5/4/2011
12h16

Olha que só hoje é que eu também fiquei a saber que tinha nascido em Farim. O pessoal da TV confundiu os meus avós, comigo...

pepito

Zé Teixeira disse...

Gostei de te ver e ouvir. A forma como transformas o sonho em realidade é fantástica.
As populações da Guiné-Bissau devem-te muito, mas creio, pelo que gte conheço que a tua maior felicidade é sentir esse povo a caminhar.BEm hajas Pepito.

Grande abraço amigo e fraterno.
até sábado aí na "bo tera"
Zé teixeira