terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Guiné 63/74 - P16859: Agenda cultural (532): Apresentação do livro "Memórias Boas da Minha Guerra", da autoria do nosso camarada José Ferreira da Silva, levada a efeito no passado dia 17 de Dezembro, na Junta de Freguesia de Crestuma (Carlos Vinhal)



O Bando do Café Progresso, a Junta de Freguesia de Crestuma e o Centro Associativo Cultural de Crestuma (CRASTUMIA) associaram-se ao lançamento do livro "Memórias Boas da Minha Guerra", da autoria de José Ferreira da Silva, na sua terra de adopção, Crestuma.

José Ferreira da Silva é natural da freguesia de Fiães (Santa Maria da Feira) mas pelo casamento radicou-se na freguesia de Crestuma (Vila Nova de Gaia), onde se tornou um cidadão socialmente activo. Quer nos Bombeiros Voluntários locais, quer no Crastumia, quer na Canoagem, de que foi fundador do clube local, quer noutras iniciativas, o José Ferreira tem a sua pegada. De salientar ainda que o nosso camarada foi em 1983 eleito Presidente da Federação Portuguesa de Canoagem e é actualmente Sócio Honorário, por aclamação, desta instituição.

A apresentação das "Memórias Boas da Minha Guerra", associada ao Almoço de Natal do Bando do Café Progresso, levado a efeito desta vez em Crestuma, no Salão da Junta de Freguesia, foi a combinação perfeita para esta merecida homenagem ao autor José Ferreira na sua terra de coração.  

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A sessão marcada para as 11 horas do dia 17 de Dezembro, foi aberta pelo Inspector Alberto Guedes de Moura que deu as boas-vindas aos presentes, passando depois a palavra ao Dr. Romualdo Mota e Silva, que enalteceu as qualidades de cidadão interventivo, do José Ferreira, na freguesia de Crestuma. Do livro falou pouco já que havia quem, na sua perspectiva, para o efeito estava mais habilitado.

A Mesa, presidida pelo Inspector Alberto Guedes de Moura, de pé, Presidente da Assembleia Geral da Crastumia (Centro Associativo Cultural de Crestuma), era composta ainda, da esquerda para a direita: por José Ferreira, autor do livro Memórias Boas da Minha Guerra; General Art Manuel de Azevedo Maia, ex-Cap Art ex-CMDT da CART 1689; Dr. Romualdo Mota e Silva, Presidente da Direcção da Crastumia e Carlos Vinhal, em representação do Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné.


Duas perspectivas do Salão da Junta de Freguesia, onde decorreu a sessão de apresentação do livro

O Dr. Romualdo Mota e Silva falando aos presentes

Em representação da Tabanca Grande, Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné, esteve o co-editor Carlos Vinhal, que também na qualidade de editor no Blogue dos textos do José Ferreira, pela segunda vez em pouco tempo, falou deste seu livro de Memórias. Desta vez até deu para ler uma hilariante história em que o nosso amigo Zé levou uns sopapos de um tal Lapin, um tipo franzino, que supostamente não podia com um gato pelo rabo.

Carlos Vinhal, a quem coube a incumbência de, em nome deste Blogue, mais uma vez falar sobre o livro do José Ferreira

Interveio depois o antigo Comandante da CART 1689, General Manuel Azevedo Maia, que fazendo jus à sua experiência militar, falou das guerras que mais directamente afectaram Portugal, nomeadamente a I Grande Guerra e a do Ultramar. Lembrou tempos, companheiros de armas e episódios da CART 1689. Como no dia do lançamento do livro em Vila Nova de Gaia, foi um prazer ouvi-lo.

O senhor General Manuel Maia, falando da sua experiência enquanto militar

Seguiram-se algumas intervenções a partir da assistência, entre elas a do Bandalho Presidente, não confundir com Presidente Bandalho, Jorge Teixeira (jteix), que confessou não ter lido ainda o livro, mas conhecer através do Blogue as histórias publicadas. Com algum humor de bom gosto, dispôs bem quem o ouviu.

O Combatente Jorge Teixeira (jteix), falando na qualidade de Presidente do Bando do Café Progresso

Em tom mais sério, o Combatente Joaquim Coelho, que foi paraquedista em Angola e Moçambique, também ele com livros já publicados, na qualidade de dirigente do Movimento Cívico de Antigos Combatentes, lembrou o quanto foram e continuam a ser ignorados os Combatentes da Guerra do Ultramar, alguns a viver na rua, cheios de mazelas herdadas do tempo em que foram militares.

O ex-Paraquedista, Combatente em Angola e Moçambique, Joaquim Coelho, elemento activo do Movimento Cívico de Antigos Combatentes no uso da palavra

O Combatente Dionísio, protagonista da história "É guerra, é guerra... (será?)", que se pode ler na página 119, também se dirigiu à plateia, não para falar de si, como talvez se esperasse, mas para caracterizar a Guiné quanto à sua geografia, clima e tipo de guerra. Falou das dificuldades que aquela terra, pelas suas particularidades, impunham a quem para lá ia combater e das soluções inexistentes para o fim da guerra colonial, cujo desfecho só podia ser político.
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O Combatente Dionísio falando sobre a Guerra na Guiné.

Também o camarada Ricardo Figueiredo teve uma interessante intervenção, falando do autor do livro, das suas histórias e do contexto em que elas foram vividas e agora passadas a livro.

O Combatente Ricardo Figueiredo falando a partir da assistência

Já toda a gente se preocupava com o leitão que nos esperava no restaurante ali ao lado, quando o José Ferreira da Silva começou a sua alocução. Agradeceu a todos os que antes dele intervieram as palavras que lhe foram dirigidas e que não merecia, e agradeceu mais uma vez à família e aos amigos que o ajudaram a levar por diante a publicação deste livro. Teceu palavras de reconhecimento à Junta de Freguesia pela cedência do salão e à Crastumia pela colaboração na organização desta sessão de apresentação e ainda ao Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné, nas pessoas dos editor e co-editor, respectivamente Luís Graça e Carlos Vinhal.

Finalizou o acto, o José Ferreira que agradeceu aos presentes todo o carinho dispensado.

Seguir-se-ia o almoço de Natal do Bando do Cafá Progresso, este ano com muitos mais participantes.

Fotos: Pedro Sousa Photography, com a devida vénia

Texto e legendagem das fotos: Carlos Vinhal
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Nota do editor

Último poste da série de 18 de dezembro de 2016 > Guiné 63/74 - P16844: Agenda cultural (531): O novo palácio do Nicolau: espetáculo de multimédia: Lisboa, Terreiro do Paço, fachada do Arco da Rua Augusto, todas as noites até 23 de dezembro, às 19h00, 19h45 e 20h30... O tema das alterações climáticas no planeta... Levem os netos e os bisnetos... porque a terra não é nossa, é deles...

2 comentários:

Jorge Portojo disse...

Perdoa-me a observação Carlos Vinhal, mas onde escreves remo deve ler-se canoagem.
Como diz o Zé Ferreira, uns vão de costas outros de frente.
Foi um grande dia e até eu me senti diferente.
Um abraço para todos os Tabanqueiros e não só.

Carlos Vinhal disse...

Obrigado Jorge pela tua chamada de atenção. Claro que sabia que o nosso amigo José Ferreira foi atleta e dirigente da canoagem, mas só não erra quem não faz nada e, graças a pessoas como tu, atentas, vamos mantendo o Blogue o mais exacto e verdadeiro possível.
Aproveitei para acrescentar um pouco do curriculum do José no que respeita à canoagem, de cuja Federação foi Presidente.
Abraço
Carlos Vinhal