sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Guiné 61/74 - P22928: Companhias e outras subunidades sem representantes na Tabanca Grande (1): CART 6252/72 (Bissássema, Tite, Gadamael, Bafatá, 1972/74)


Guiné-Bissau > Região de Tombali > Gadamael Porto > 2011 > Vestígos da CART 6252/72, "Os Indiferentes", 72-74... Foto do álbum de Carlos Afeitos, professor, cooperante (2008/12).

Foto: © Carlos Afeitos (2013). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]



Brasil > Bahía > Porto Seguro > Novembro de 2013 > O Vasco Pires (1948-2016), ex-alf mil. cmdt, 23º Pel Art (Gadamael, 1970/72),  com o seu amigo e camarada, Arménio Cardoso, da CART 6252/72, Os Indiferentes (Gadamael, 1972-74)

(...) "Na semana passada recebi a honrosa visita do meu amigo e nosso camarada Arménio Cardoso - CART 6252/72, que também bebeu das 'águas escuras e amargas' do Rio Sapo. Lembrando quantos dos nossos por lá ficaram e outros tantos voltaram mutilados no corpo e/ou na a<lma, tivemos pois que concluir que somos todos privilegiados sobreviventes.

Há tempos ouvi o depoimento de um membro da E Company, 506 Infantry Regiment (United States), do tão mediatizado Band of Brothers, dizia ele que muitas décadas depois, nas frias noites do rigoroso inverno aqmericano, quando ia para a cama, falava para a esposa:
- Ainda bem que não estou em Bastogne!

Eu também, sem fazer comparações, claro, no fim desses dias em que a vida parece "Madrasta", penso:
- Ainda bem que não estou em Gadamael." (...) (*)

Foto (e legenda): © Vasco Pires (2013). Todos os direitos reservados [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. Há ainda muitas companhias e subunidades, mobilizadas para o TO da Guiné, entre 1961 e 1974, que não têm qualquer representante na nossa Tabanca Grande, nem nenhuma ou apenas algumas, escassas, referências no blogue. 

É o caso da CART 6252/72, com apenas meia dúzia de referências no blogue nem nenhum representante, registado. Não sei se o Arménio Cardoso, que vive no Brasil, e era amigo do Vasco Pires (1948-2016), nos acompanha ou nos lê,
 esporadicamente. Se sim, gostava que ele se juntasse a nós.  

Há uma página do Facebook com o nome CART 6252/72 "Os Indiferentes",  criada pelo Luís Francisco Gouveia, ex-fur mil trms: telem  964 153 392 | email:  luisfsgouveia@gmail.com

O nosso mail é: luisgracaecamaradasdaguine@gmail.com


Ficha de unidade > Companhia de Artilharia n.º 6252/72

Identificação: CArt 6252/72

Unidade : Mob: RAP 2 - Vila Nova de Gaia

Crndt: Cap Mil Inf Jorge Manuel Gonçalves Pereira de Melo | Cap Mil Inf Jorge Joaquim Lage

Divisa: "Os Indiferentes" 

Partida: Embarque em 230ut72; desembarque em 230ut72

Regresso: Embarque em 25Ag074


Síntese da Actividade Operacional

Após realização da IAO, de 230ut72 a 17Nov72, no CMl, em Cumeré, seguiu em 18Nov72 para Bissássema, a fim de efectuar o treino operacional e a sobreposição com a CCaç 3327.

Em 08Dez72, assumiu a responsabilidade do subsector de Tite, então com a sede da subunidade em Bissássema, deixando um pelotão em Tite e sendo integrada no dispositivo e manobra do BArt 6520/72. 

Em meados de Abr73, a sede da subunidade foi transferida para Tite, tendo então ficado dois pelotões em Bissássema.

Em 30Jun73, foi rendida, por troca, pela CCaç 4743/72, marchando em 04Jul73 e 19Ju173, por escalões, para Gadamael, onde assumiu a responsabilidade do subsector, a partir de 06Ju173, ficando integrada no dispositivo e manobra do COP 5, e onde sofreu fortes flagelações e ataques ao aquartelamento, até 12Ag073.

Em 08Fev74, foi rendida pela CCav 8452/72, do antecedente ali colocada em reforço, tendo recolhido temporariamente a Bissau.

Em 15Fev74, seguiu para Bafatá, ficando integrada no dispositivo e manobra do BCaç 3884 e depois do BCaç 4514/72, com vista à realização de patrulhamentos, emboscadas e batidas na zona de acção.

Em 17Ag074, foi substituída no serviço de guarnição de Bafatá pela CCS/BCaç 4514/72 e recolheu a Bissau para embarque de regresso.

Observações - Tem História da Unidade (Caixa n.? 120 - 2." Div/Sec, do AHM).

Fonte: Excertos de: CECA - Comissão para Estudo das Campanhas de África: Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África (1961-1974) : 7.º Volume - Fichas das Unidades: Tomo II - Guiné - 1.ª edição, Lisboa, Estado Maior do Exército, 2002, pág.  485.

_________

Nota do editor:

2 comentários:

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Jorge Joaquim Lage tem página no Facebook

https://www.facebook.com/jorge.joaquimlage

E encontrámos aqui uma resenha biográfica:

Café Literário com Jorge Lage | Paredes

https://www.cm-paredes.pt/pages/755?event_id=1355


Jorge Joaquim Lage, filho de Eugénio Augusto Lage e de Quitéria das Dores, nasceu em Chelas - Mirandela, em 06/04/1948.

Fez a instrução primária na aldeia e o 5.º ano liceal (1966) no Colégio Marista dos Pousos – Leiria e em 1967 o 7.º ano liceal no Colégio N.ª Sr.ª da Boavista – Vila Real.

Tirou, em Mafra, o Curso de Oficiais Milicianos (1969) e o Curso de Promoção a Capitães (1973). Serviu na ex-Guiné Portuguesa (1973/74), tendo a patente de Coronel do Exército.

Licenciou-se em História (1977) na Fac. Letras - U. do Porto e em 2004/05, o Curso de Museologia na Fac. de Filosofia (Braga) da UCP.

Foi professor de História e na Ed. de Adultos.
Foi assessor do Min. de Educação na ex-Coordenação Educativa de Braga, reformado em JUL2008.

É certificado pelo Conselho Científico-Pedagógico como Formador e teve mais de 1.000 horas de formação.
Serviu o PROSEPE/Clubes da Floresta desde 1996 e assessorou a imprensa. Foi Coordenador Distrital de Braga do PROSEPE – Projecto da Univ. Coimbra (1998-2016).

Integrou o Conselho Coordenador de Segurança Rodoviária para a Educação do Distrito (Braga - 1996-2011), e já reformado/voluntário, até JUN2011.

Foi Delegado Distrital (Braga) de Segurança das Escolas (1994-2007), e formador dos conselhos directivos, sendo louvado (2000) pelo SEAEducativa.

Jornalista e investigador colabora na imprensa regional há mais de 30 anos (Not. de Mirandela, Folha Viva e revista TER da Esc. Prof. Amar Terra Verde (Vila Verde).

É autor dos livros:
«A Castanha Saberes e Sabores», com três edições (2001-2003);
«Castanea uma dádiva dos deuses», com duas edições (2005-2006);
«As Maias entre mitos e crenças» (2010);
«Falares de Mirandela…» (2011);
«Memórias da Maria Castanha» (2013);
«Maria Castanha Outras Memórias» (2016);
«Mirandela Outros Falares» (2017).
«Romanceiro da Castanha» (2018).
É coordenador/autor de «Quem me dera cá o tempo – Antologia da Maria Castanha» (2020).
É co-autor do «Mirandelês» 2010 (esgotado).
«Quem me dera cá o tempo – Antologia da Maria Castanha» (2020).
É autor de prefácios, entre eles «Um Projecto Saudável», in «Castanha um Fruto Saudável» (2007), do Projecto «AGRO 939» - da UTAD.
Está fichado no «Dicionário dos mais ilustres Transmontanos e Alto Durienses», de Barroso da Fonte e onde assina dezenas de fichas.
Está representado nas antologias:
«Trás-os-Montes e Alto Douro – Mosaico de Ciência e Cultura» (texto, «”Marron Glacé” a Castanha divinizada») e «Antologia de Autores Transmontanos, Durienses e da Beira Transmontana» (conto).
«55 orações Marianas», de Manuela Morais, o texto «A vida com Maria tem mais alegria».
«In Memoriam de Miguel Torga», com o texto «Em memória de Miguel Torga».
Revista Tellus n.º 68 de 2018, com «As Endoenças na Torre» (sobre Nuno Nozelos).
Está fichado no «Dicionário dos mais Ilustres Transmontanos e Alto Durienses» (1998).
Foi distinguido com a medalha da Irmandade de Vinhos Galegos.
O mundo rural está para a sua alma como o ar que respira está para o seu corpo.
É sócio n.º 1 e fundador da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro em Braga e fundador de associações de índole cultural, de solidariedade e gastronómica nas quais tem participado e desempenhado cargos de direcção. Defensor acérrimo de Trás-os-Montes e das suas gentes, «ser transmontano é uma religião».

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Bolas, tanta gente boa que se foi...Saudades do Vasco...LG