quinta-feira, 25 de junho de 2015

Guiné 63/74 - P14797: Memória dos lugares (296): O porto fluvial do Xime, no final da guerra (António Manuel Sucena Rodrigues, ex-fur mil, CCAÇ 12, Bambadinca e Xime, 1972/74)



Guiné > Zona leste > Setor L1 (Bambadinca) > Xime > CCAÇ 12 (1973/74) > Foto nº 3 > O grande porto fluvial do Xime, no final da guerra...  O cais do Xime em dia de barco, visto do  quartel


Guiné > Zona leste > Setor L1 (Bambadinca) > Xime > CCAÇ 12 (1973/74) > Foto nº 3 A >


Guiné > Zona leste > Setor L1 (Bambadinca) > Xime > CCAÇ 12 (1973/74) > Foto nº 3 B > Até aqui cgegavam autocarros de passageiros!... Não dá para acreditar!... Mas com a com a nova "autoestrada", Xime-Piche (não sei se chegou mesmo a Buruntuma em 1974!),  era já possível recorrer a autocarros de passageiros para transportar o pessoal que aqui desembarcava...


Guiné > Zona leste > Setor L1 (Bambadinca) > Xime > CCAÇ 12 (1973/74) > Foto nº 3 B > O grande porto fluvial do Xime, no final da guerra... O leste também era um grande fornecedor de carne bovina para o "ventre da guerra"... Estas cabeças de gado aguardavam transpote para Bissau.


Guiné > Zona leste > Setor L1 (Bambadinca) > Xime > CCAÇ 12 (1973/74) > Foto nº 1 > Rio Geba visto para montante a partir do aquartelamento do Xime,


Guiné > Zona leste > Setor L1 (Bambadinca) > Xime > CCAÇ 12 (1973/74) > Foto nº 2 > O cais do Xime em dia de "folga" (não havia barco nesse dia),  visto do quartel

Fotos ( e legendas): © António Manuel Sucena Rodrigues (2015). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: LG]


1. Fotos do cais do Xime, enviadas hoje  (juntamente com outras do Rio Geba e do macaréu) pelo António Manuel Sucena Rodrigues,  
[, foto à esquerda, em Ortigosa, Monte Real, no 3º Encontro Nacional da Tabanca Grande, em 17/5/2008; 

António Manuel Sucena Rodrigues foi fur mil, CCAÇ 12, Bambadinca e Xime, 1972-74;  

formou-se em engenharia;

vive atualmemnte em Oliveira do Bairro; 

está reformado]

2. Comentário de L.G.:

António:  Tinhas estas fotos... e não dizias nada ?!... Obrigadão...

Tinhas a obrigação de reconhecer aqueles sítios (*)... Claro que era o cais do Xime, em fevereiro de 1970, visto da LDG em que ia o Jaime Machado (e o seu Pel Rec Daimler 2046) para Bissau, acabados de embarcar...

Nessa altura,  nós (CCAÇ 12) andávamos a abrir a nova estrada,
Anónio M. Sucena  Rodrigues, ex-fir mil,
CCAÇ 12 (1972/74)
depois alcatroada (, o alcatrão já não é do meu tempo, mas em março de 1971, quando me fui embora, a nova estrada Bambadinca-Xime  já estava quase pronta para levar o alcatrão)...

Não sei muito bem como era o cais no teu tempo, visto do rio... Sei que a zona portuária ficou mais desafogada, por causa dos carros e do embarque/desembarque de homens e material...  Como se pode ver bem, nas totos que mandaste... Se tiveres mais fotos do Xime (do teu tempo da CCAÇ 12, 1972/74), manda...


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5 comentários:

José Nascimento disse...

Ainda me lembro bem do cais do Xime, desde a sua construção pelo senhor Mendes, passando pelo movimento quase diária de barcos a chegar e a partir, quer no transporte de tropas quer de mercadorias, até aos mergulhos que dava no Geba e que só eram possíveis com a maré cheia. O cais do Xime também serviu para a travessia de pessoal para o outro lado do rio, durante o tempo em que a Cart 2520 foi responsável pelo destacamento do Enxalé. Cambei o rio Geba várias vezes no nosso barco "Sintex" e numa piroga dum nativo que vivia na tabanca. Confesso que nunca me senti muito à vontade nestas passagens para a outra margem.

Valdemar Silva disse...

Que confusão, que grande confusão ver estas fotografias do cais do Xime.
Gente que vinha em autocarros de passageiros até ao cais para, depois, seguir de barco para Bissau ??? Em que ano foram tiradas estas fotos?
Lembro-me, em 1969-70, como era perigoso ir de Bambadinca ao Xime. Só com grande segurança se ia ao Xime buscar frescos vindos de Bissau. Reparava-mos como o Xime tinha 'embrulhado' se calhar na noite anterior.
Mas ver agora autocarro de passageiros, nem dá para acreditar. Extraordinário.
Abraços
Valdemar Queiroz

Luís Graça disse...

Valdemar, o Sucena Rodrigues estave no Xime em 1973/74... Ele fazia parte da CCAÇ 12, quando esta deixou de ser um unidade de intervenção ao setor L1 (Bambadinca) e passou a unidade de quadrícula... Foi substituir, julgo que no 1º trimestre de 1973, a CART 3494, do Sousa de Castro, do Jorge Araújo e outros camaradas nossos grã-tabanqueiros... A foto deve ser de 1974... A guerra fazia-se em "autopullman"!... Se calhar até tinha ar condicionado!... Também é verdade que já não ias e vinhas nos velhos cargueiros coloniais, mas nos TAM...

É verdade, no nosso tempo, metia respeitinho fazer esse troço Bambadinca-Xime..., sobretudo depois da ponte sobre o Rio Udunduma até ao Xime... Não admira: o PAIGC estava fortemente implantado no regulado do Xime, com tabancas ao longo da margem direita do Rio Corubal... A situação militar modificou-se bastante em 1973/74, com a deslocação de guerrilheiros para outras frentes...

Abraço grande. Luis

Luís Graça disse...

Valdemar, ainda voltando ao teu comentário... Eu também não queria acreditar... Quando recebi esta e outras fotos do Sucena Rodrigues, pareceu-me, estranhamente, um barco de cruzeiro!... Depois quando fiz uma ampliação a 300%, é que reparei incrédulo que estavamestacionados no cais do Xime dois autocarros!...

Talvez o Sucena Rodrigues nos possa explicar esta insólita descoberta... Provavelmente os autocarros não levavam tropa, mas sim população... E ao estavam ao serviço de quem ? Iam de onde até onde ? Talvez de Bissau a Bafatá ou Nova Lamego, via Xime... Será ? Estou a especular...

Anónimo disse...

Caro Luís Graça, amigos e camaradas
A situação militar na Guiné, entre 1971 e 1973, o tempo de que posso falar, vinha modificando-se para bem melhor no cenário da guerra. Seria bom prestar-se atenção aos mapas de baixas sofridas pelas nossas tropas ao longo dos anos da guerra. E, permitam-me a ingenuidade, compará-los com os kms de estradas alcatroadas construidos a partir de terminada altura naquele território.
Ainda me recordo dos autocarros que ligavam Teixeira Pinto a Calequisse numa extensão de cerca 35 kms,em terra batida, e entre aquela vila e o Pelundo, trajecto alcatroado. Sem escoltas militares, acrescento. Pelo menos as estradas alcatroadas que eu conheci foram bem desenhadas para o tempo, com uma capinagem de cerca de cem metros para cada lado, o que permitia muita segurança e rapidez no transporte de tropas e mercadorias. Tudo isso acompanhado pela africanização crescente dos efectivos militares que combatiam na Guiné.
Cumprimentos.
José Câmara