terça-feira, 7 de julho de 2015

Guiné 63/74 - P14844: Caderno de Memórias de A. Murta, ex-Alf Mil da 2.ª CCAÇ/BCAÇ 4513 (10): De 20 a 22 de Maio de 1973

1. Em mensagem do dia 3 de Julho de 2015, o nosso camarada António Murta, ex-Alf Mil Inf.ª Minas e Armadilhas da 2.ª CCAÇ/BCAÇ 4513 (Aldeia Formosa, Nhala e Buba, 1973/74), enviou-nos a 10.ª página do seu Caderno de Memórias.


CADERNO DE MEMÓRIAS
A. MURTA – GUINÉ, 1973-74 

10 - De 20 a 22 de Maio de 1973

20 de Maio de 1973 – Da História da Unidade BCAÇ 4513:

20 - A CCAÇ 18 e a CART 6250 patrulham e reconhecem uma das diversas tabancas de NHACOBÁ. Permanecem ali e cerca das 20h00 são flageladas com Morteiro 82, sem consequências.

- O Comandante interino do Batalhão deslocou-se a NHACOBÁ para apreciar a evolução dos trabalhos de estrada.


Do meu diário – notas curtas.

20 de Maio de 1973 – (domingo). Mampatá.

Mampatá. Serviço ao aquartelamento. O problema de se comandar uma Companhia (?). O camarada Esteves foi evacuado para Aldeia Formosa por suposta fractura no ombro, motivada por lançamento de dilagrama.
[Recordo uma manhã em que um alferes de Mampatá se levantou cedo para ir com o grupo para os lados de Cumbijã, tendo eu ficado na cama mais um bocado. Quando me levantei estava a passar para Aldeia Formosa uma evacuação e, na altura, disseram-me que se tratava do alferes saído há pouco para o mato e que dormia no mesmo “quarto” que eu. Não recordo o nome Esteves].

Dia sem incidentes (?) na “frente”, apesar do estado psíquico das NT. (Vários dias a dormir no mato e a comer ração de combate). Casos de insolação tratados em Aldeia Formosa. Pessoal excitado por longa permanência no mato não tem energia, mas quer por tudo entrar em Nhacobá. Soube-se que os “cabeças” pretendem que se entre lá de qualquer forma. Na retaguarda há expectativa, ansiedade e revolta muda. Grupos dos “velhinhos” com cerca de 18 dias além da comissão normal. Vão ter muito que esperar.

Recebi à noite directiva de Aldeia Formosa para avançar com o meu GC e com o GC “velhinho” da CCAÇ 3400, para Cumbijã. Um grupo de Colibuia passa a substituir o meu na segurança à retaguarda. Más perspectivas para amanhã.

Hoje, dia sem incidentes. Apenas à noite o rumor distante dos obuses.


21 de Maio de 1973 – Da História da Unidade BCAÇ 4513: 

21 - Forças da CCAÇ 18 estabelecem contacto IN armado de AAutm, RPG e MORT 60 tendo sofrido 1 morto, 1 ferido grave e 2 feridos ligeiros e causado 5 mortos ao inimigo.

- Às 21h15 a CCAV 8351 e a 3ª CCAÇ são flageladas em NHACOBÁ com MORT 60 e 82 e RPG da direcção (GUILEGE 3 D 5-36/3 E 4-34/2 E 7-38) sem consequências.

- O CMDT INTº do Batalhão deslocou-se a NHACOBÁ para apreciar a evolução dos trabalhos de estrada.


Do meu diário – notas curtas: 21 de Maio de 1973 – (segunda-feira). Cumbijã.

Cumbijã. Em princípio ainda não é desta vez que iremos para a frente (Nhacobá). O meu grupo ficou hoje aqui em Cumbijã de reserva e o grupo “velhinho” da CCAÇ 3400 de Nhala ficou de serviço.

Hoje os grupos na frente entraram em Nhacobá e houve recontro grave: morreu um soldado da 18 (Aldeia Formosa) e houve vários feridos graves, entre eles, um alferes com estilhaços na garganta.

O dia foi cansativo e aqui as condições são más: esta base, erguida a punho pela 51, não estava preparada para tanta tropa. Penaliza os que estão de passagem e, mais ainda, os que nos hospedam e tiveram de a construir. Contamos passar cá mais um dia. À noite Guilege foi atacada bem como Nhacobá, onde ainda não temos tropas fixas. Pela primeira vez ouvi tão perto um ataque de canhão e morteiro. Durou uns quinze minutos, tendo entrado em acção, como resposta, os obuses de Cumbijã, assim como o 14 de Colibuia.

Foto 1: 1973 - Cumbijã: Eu, acabado de chegar com o meu grupo de um patrulhamento onde cacei uma galinha-do-mato. E deixei fugir o seu par... Esse camuflado tresandava e, se me rio, deve ser a pensar no jantar melhorado.

Foto 2: 1973 - Cumbijã: Após um temporal, soldados da minha Companhia (2.ª CCAÇ) junto de coisas pessoais destruídas.

Foto 3: 1973 - Cumbijã: O alferes A. C. P. observa os estragos com o pessoal.

Foto 4: O alferes A. C. P. (e o alferes T. B. por trás dele), tentam animar o pessoal.

[Quando entrei em Cumbijã pela primeira vez, em data anterior a esta, foi-me explicado no terreno por um camarada da CCAV 8351, como foi erguer e ocupar aquele espaço agreste, traiçoeiro e minado, quase encavalitado nos terrenos do PAIGC: ia ser, e foi, o aquartelamento mais próximo de Nhacobá, e essa proximidade conferiu-lhe um alto risco de confrontos e flagelações. Isso teve custos altos, inclusive de vidas humanas, mas não afectou o ânimo dos que esticaram o arame farpado, abriram valas, ergueram postos de vigia e acomodações, estando sempre prontos para a sua defesa e para as incursões a que eram obrigados um pouco por toda a zona. Daí que, desde o primeiro dia, tivesse ganho um sentimento de admiração e respeito pelos Tigres de Cumbijã e em especial pelo seu comandante, Cap. Vasco da Gama que, soube eu na altura, tanto era capaz de dizer “não” aos seus superiores na defesa da sua Companhia, como era capaz de a galvanizar para a realização daquilo que, de facto, tinha de ser feito. Perturbava-me reparar que, apesar disto tudo, a “51” – como nós a chamávamos – não era poupada nas missões conturbadas daquela época. Às vezes parecia-me que era bem ao contrário. Aliás, é justo referir que de igual modo aconteceu com os “Unidos de Mampatá” (CART 6250) e com a CCAÇ 18 de Aldeia Formosa com quem, mais de uma vez, partilhei o chão de Nhacobá sob a inclemência das flagelações. Não digo isto, hoje, para ser agradável a quem quer que seja, mas porque é de toda a justiça que o diga, e por ter sabido sempre que o acolhimento que me dispensaram e aos demais grupos de reforço, quer em Mampatá quer em Cumbijã, foi o melhor possível para aquelas circunstâncias.

Esta época difícil marcou-me para sempre. Na qualidade de “periquito” e posto pela primeira vez perante tropa com esta tarimba, - experimentada e sacrificada -, (devo referir que a CCAÇ 3400 de Nhala nos confessou que tinha passado toda a comissão sem problemas), comecei a pôr-me “em guarda”, endurecendo e preparando-me para tudo. Foi por estas alturas e nos tempos que se seguiram que comecei também a conhecer-me melhor. [Grande confissão!]. Fui descobrindo, aos poucos, coragens ignoradas - daquelas que, devido às situações, não dá para confundir com fanfarronices ou bravatas -, maior sentido de responsabilidade e, até, maluqueiras de que não sabia ser capaz. Muita dessa “renovação” da personalidade e amadurecimento, ficou-me até hoje. Para o bem e para o mal].


22 de Maio de 1973 – (terça-feira) – Cumbijã

Hoje o meu grupo de combate ficou de serviço ao aquartelamento mas, por falta de pessoal, teve que fazer também de reserva. O pessoal está a ficar esgotado e desmoralizado: refeições fora de horas, excesso de trabalho, excesso de calor e falta de higiene. Ninguém tem outra roupa para vestir, nem um simples sabonete e uma toalha. Nem dinheiro: do que trouxe, já emprestei ao meu pessoal mais 1.500$00.

Hoje entrámos em Nhacobá para trazer o pessoal da Engenharia e as tropas que lá se encontravam. Aquilo é pequeno [? A base militar e a tabanca não era um conjunto pequeno], e bem no interior da floresta, com uma enorme bolanha do outro lado (oposto ao da nossa entrada). A orla da mata do outro lado da bolanha e na nossa frente, não controlamos. É daí que flagelam as tropas em Nhacobá.
Agora está tudo calmo, embora inspire respeito e recomende precauções. Os soldados já trouxeram de lá recordações (roncos), galinhas, cabras e fruta, só falta trazer o arroz que se encontra em grande quantidade em recipientes toscos.

Meteu-me bastante pena [!] ver a maquinaria revolver aquelas terras, destruir as galerias, abrigos e instalações subterrâneas na parte militar. Para ali se fazer mais um destacamento nosso. É evidente que o interesse é só estratégico e talvez estejam a pensar prosseguir com a estrada que ali chegou, para destinos mais ousados: talvez o Unal ou mais além, tudo controlado pelo PAIGC.

À noite, mas desta vez mais cedo, houve novo ataque IN com canhões aos locais de ontem. Mais uma vez, as nossas peças a responder.

Foto 5: 1973 - Nhacobá: Um aspecto da tabanca bem no interior da floresta e o alferes A. C. P.

Foto 6: 1973 - Nhacobá: Aspecto da tabanca vendo-se alguns recipientes onde guardavam o arroz.

Foto 7: 1973 - Nhacobá: Abrigo antiaéreo subterrâneo camuflado por um “telhado” de palhota.


 Fotos 8 e 9: 1973 - Nhacobá: Entrada de abrigos pouco antes de serem destruídos pelas máquinas da Engenharia.

Foto 10: 1973 - Nhacobá: Orla da mata junto à grande bolanha. À esquerda o Furriel J. C. a comer com o Furriel M. C.


Fotos 11 e 12: 1973 – Nhacobá: Vista da grande bolanha a partir da orla da mata. Era do outro lado, na orla que se vê ao fundo, que os guerrilheiros nos atacavam, sobretudo com canhões e morteiros, sempre que nos pressentia em Nhacobá.

(Continua)

Texto e fotos: © António Murta
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Nota do editor

Último poste da série de 30 de junho de 2015 > Guiné 63/74 - P14813: Caderno de Memórias de A. Murta, ex-Alf Mil da 2.ª CCAÇ/BCAÇ 4513 (9): 16 a 19 de Maio de 1973

10 comentários:

Anónimo disse...

Caro Murta e Combatentes:

O morto da C.Caç. 18 é o Lamine cuja arma era a bazooca. O Alferes da 8351, ferido com um estilhaço na garganta, é o Angélico. Este sobreviveu e vim encontra-lo, cheio de saúde, como meu colega na Segurança Social.

Um abração

Até sábado
Carvalho de Mampatá

Luís Graça disse...

António, vieste colmatar um lacuna grande no nosso conhecimento da guerra de guerrilha e contraguerrilha no sul da Guiné, e em particular na sequência da Op Grande Empresa, iniciada em 12/12/1972, com a missão de reocupar o mítico Cantanhez...

Nenhum de nós tinha/tem a visão de conjunto do general que pensa em termos estratégicos (estratégia, em grego, é isso mesmo, a arte do general)... Nem do historiador: esse irá pintar um quadro sinóptico da guerra (colonial...) que nos coube em sorte... Uns e outros olham para a floresta, e não veem a árvore... O combatente, muitas vezes, não via sequer a árvore, como um todo, mas parte dela, algumas raízes, o caule, parte do tronco, alguns ramos, algumas folhas e frutos... O que enriquece e torna únicos os nossos relatos em primeira mão é, para além das nossas vivências, a nossa autorreflexão, os registos de época (o diário, os apontamentos, as fotos...) e as recordações (que podem ser "enviesadas" pela distância temporal e pelas inevitáveis falhas de memória...).

Prestas um grande serviço à reconstituição do "puzzle" da nossa memória (descrita e sentida) da guerra... Digo-te isto com toda a admiração pelo teu trabalho de rigor e de honestidade intelectual... Mas também pelas tuas preocupações éticas: não queres identificar camaradas que, como tu, participaram, objetivamente, em acontecimentos que são "públicos"... De facto, não há nada mais público (e ao mais tempo íntimo...) do que uma guerra...

Na realidade, os relatórios dos comandantes operacionais dificilmente fazem eco da "subjetividade" e "intimidade" da guerra que é feita, não por robôs, mas por homens de carne e osso... Quero eu dizer, que temos de ser nós a contar, a descrever o preço que pagámos, em "sangue, suor e lágrinmas"... Não chega a fria contabilidade dos mortos e dos feridos...

Luís Graça disse...

António:

Porque é que tão pouca malta escreve sobre a sua experiência operacional ?

Muitos queixam-se de não terem hoje elementos objetivos, suportes de informação como os diários, as cartas, os aerogramas... É verdade, muitos de nós temos que nos fiar na memória: em 40/50 anos é muito difícil, se não impossível reconstituir a operação tal e tal, os sítios, as peripécias, as baixas, os nomes,a s datas, as horas... Mas aqui no blogue temos a possibilidade de ir cruzando (e completando) informação... E temos os nossos preciosos mapas...

O Carvalho de Mampatá acaba de te fornecer elementos preciosos sobre 2 baixas das NT... É assim que fazemos a nossa história, em conjunto... Pdquena grande história.

Por outro lado, sabemos que estamos num "palco" e sujeitos a escrutínio público... E nalguns casos, fazemos autocensura ou não escrevemos tudo o que nos apetecia escrever... Pode ser que essas ideias, sentimentos e pensamentos mais reservados um dia apareçam em livro... Espwro que ponderes também essa hipótese. Talento para a escrita não te falta... E matéria-prima também não... Um grande abraço. Luis

José Carlos Gabriel disse...

Amigo António Murta.

Acabei agora de ler mais esta tua memória e em relação à mesma pouco poderei adiantar em virtude de nunca ter passado por apertos dessa natureza.
No entanto quando leio estes teus escritos parece que os estou a viver mesmo nunca tendo passado por eles.
Escreves com uma realidade tal passados tantos anos que acredito os estejas novamente a viver como se tivessem sido ontem.
Quanto á galinha-do-mato naquela altura deve ter sabido a pato.
Obrigado pelas fotos pois recordei alguns dos nossos camaradas.
Um abraço amigo.

José Carlos Gabriel

António Murta disse...

Obrigado camaradas amigos:
pelas vossas palavras generosas e pelas achegas importantes àquilo que escrevi, muitas vezes, baseado no passa-palavra sem grande rigor ou de forma incompleta.

Quanto a escrever sobre matérias delicadas ou que foram vividas por muitos dos que agora me lêem, inibe mesmo. É, realmente, como estar num "palco" sujeito ao escrutínio público. Claro que faço alguns cortes e que, depois de ter cometido uma gaffe recentemente, estou mais atento, mas não quer dizer que não volte a acontecer. Mas sobre a visão que cada um tem acerca de um mesmo assunto, já dei um palpite através de uma citação, creio que no "poste" anterior. Aí não há nada a fazer.

Publicar? "Nunca digas nunca" mas, no meu caso - bicho do mato -, é mais que certo um "jamais". Já tive amigos, quase zangados, a atazanarem-me para expor as minhas fotografias ou, até, os meus desenhos e pinturas escassas mas não vou nessa... Um dia convenceram-me a fazer uma maqueta para um painel de azulejos com mais de dez metros de comprimento, para uma junta de freguesia. Cedi e arrependi-me até hoje.

Um abraço para todos vós.
A. Murta.

Anónimo disse...

Aí pelos anos oitenta, no decurso de uma cavaqueira, perguntava eu ao Angélico, meu colega na Segurança Social, na Rua de Santa Catarina, se ele não tinha estado na Guiné, já que eu tinha conhecido na guerra um Angélico. Responde-me o Angélico:"sou eu o Angélico da 8351". Para confirmação, peço-lhe que baixe a gola da camisola, o que ele faz de pronto. Lá estava a cicatriz do estilhaço, prova inequívoca de que eu estava perante aquele mesmo Angélico que eu tinha visto entrar para uma aeronave, Aldeia Formosa, com um buraco na garganta e que eu julgava estar entre a vida e a morte. Era ele, o Alferes ferido da 8351, meu caro amigo Murta.
Continua com o teu trabalho que é das melhores coisas que por aqui têm aparecido.
Um abração
Carvalho de Mampatá.

Luís Graça disse...

António, todos temos deslizes, cometemos "gafes", mas isso é humano... Porque estamos num blogue de camaradas que passaram pelo TO da Guiné, ao longo de um arco de tempo que vai pelo menos de agosto de 1959 até outubro de 1974, temos uma responsabilidade acrescida no que diz respeito à apresentação das nossas versões dos acontecimentos e das nossas opiniões... A existência de escrutínio público e de contraditório é fundamental para a credibilização do nosso blogue e da documentação que aqui publicamos...

Não sabia que desenhavas... Tens aqui um espaço para partilhar alguns dos teus desenhos com os teus camaradas. E dou-te também os parabéns pela qualidade das tuas fotografias e dos teus "slides"...

José Carlos Gabriel disse...

Amigo António Murta.

Conforme tua indicação já tive o prazer de ver o teu painel de azulejos e sem qualquer favor o que vi em nada te pode fazer arrepender embora eu seja pouco conhecedor deste assunto. Pondera presentear-nos com o mesmo e mais algo que tenhas. Já sabes que quem se expõem estará sempre sujeito a qualquer critica mas isso faz parte do nosso dia a dia porque o ser humano não é perfeito e todos podemos errar quando menos esperamos.
Um grande abraço.

José Carlos Gabriel

António Murta disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
António Murta disse...

Amigo Carvalho.
Há qualquer coisa de empolgante nesse teu reencontro com o Angélico de Cumbijã, ainda mais, tratando-se de um colega de trabalho. Parece o extracto duma ficção. Quando me referi ao alferes ferido na garganta, não sabia o nome - que também já não recordo -, porque no dia dos acontecimentos quem me passou a informação não sabia de quem se tratava.

Amigo José Carlos:
A nossa geração, acho eu, tem o privilégio de ter conhecido o aerograma "bate-estradas" mais a máquina a petróleo e o comboio a vapor e, nestes dias, usufruir-mos das auto-estradas da informação instantânea. Ontem refiro que fiz uma determinada obra para uma entidade que nem sequer identifico; hoje, sem mais pistas, dizes-me que já a localizaste. É, no mínimo, espantoso! Hei-de mandar-te uma foto frontal da dita, logo que possa.

Amigo Luís Graça:
Dizes que tenho no Blogue um espaço para mostrar as minhas coisas. Quem sabe, lá mais para diante, comece mesmo a enviar... Agora não, que esta coisa da escrita - que tenho de compor uma a uma -, não me deixa muito tempo para outros hobbies que também tenho, fora o resto... Netas, etc.

Um abraço para todos e obrigado pelas vossas palavras.

A. Murta.