domingo, 3 de abril de 2016

Guiné 63/74 - P15932: Agenda cultural (472): sessão de lançamento do livro de Jorge Sales Golias, "A descolonização da Guiné-Bissau e o movimento dos capitães" (Lisboa, Edições Colibri, 2016, 385 pp.), dia 14 de abril de 2016, 5ª feira, às 18h, na Comissão Portuguesa de História Militar, Palácio da Independência, largo de São Domingos, 11, Lisboa. Prefácio: cor Carlos Matos Gomes; apresentação: cor Aniceto Afonso




Convite para a sessão de lançamento do livro de Jorge Sales Golias, "A descolonização da Guiné-Bissau e o movimento dos capitães" (Lisboa, Ed Colibri, 2016, 385 pp.),, dia 14 de abril de 2016, 5ª feira, às 18h, na CPHM - Comissão Portuguesa de História Militar, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, 11, Lisboa.

Prefácio: cor Carlos Matos Gomes; apresentação: cor Aniceto Afonso; sessão presidida por gen Alexandre Sousa Pinto (presidente da CPHM)


1. Mensagem do nosso leitor (e camarada)  Jorge Sales Golias [ ex-cap, eng trms, membro do MFA, Bissau, adjunto do CEME, Gen Carlos Fabião - 1974/75, cor trms ref, administrador de empresas]

Data: sábado, 2 de Abril de 2016 19:29

 Assunto: A Descolonização da Guiné-Bissau


Exmo Senhor Dr. Luís da Graça,

Na qualidade de autor do melhor blogue sobre a guerra colonial, venho convidá-lo a assistir ao lançamento do livro "A Descolonização da Guiné-Bissau", da minha autoria e pedir-lhe que divulgue o evento e o livro no seu blogue.

O livro tem 385 páginas, das quais 100 de documentos, fotos e imagens (com desenhos do António Carmo, feitos para o efeito), cita cerca de 400 nomes (dos quais cerca de 70 da Guiné) e tem 275 notas de rodapé. O prefácio, de Carlos de Matos Gomes, é uma magnífica peça de contextualização histórica.

Na circunstância, apresento-lhe os meus melhores cumprimentos,

Jorge Sales Golias





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Nota do editor:

5 comentários:

Antº Rosinha disse...

Uma curiosidade que se observa na maioria das abordagens do "fim do Império", do princípio e das causas da Guerra do Ultramar e assuntos relacionados com este assunto do fim das colónias, essa curiosidade é que são muito poucos nomes a dar a cara e a pronunciar-se sobre o assunto tão vasto e tão decisivo para a nossa história.

Refiro-me principalmente ao reduzido número de Militares superiores, quando afinal foram tantos milhares que participaram directamente.

São quase sempre os mesmos nomes.

No fim ainda vai ser este blog que daqui por uns anos vai servir para os analistas e historiadores se informarem quem foi que lá andou e o que se passou para sermos o primeiro império a hastear a bandeira e o último a arrear-la.

Tabanca Grande disse...

Rosinha: é uma sina nossa, o Dom Sebastião perdeu-se na batalha de Alcácer Quibir e com ele os seus cronistas (se é que ele os levou consigo)...

Como é que podemos aprender com os erros (e, portanto, com a História), se os nossos "mais velhos" não deixam "testemunhos escritos" da sua ação ?!

Os "atores" também deviam ser "autores"... Em muitos casos, desempenham "papéis" que são escritos por outros... É o problema, nomeadamente da subordinação das forças armadas ao "poder político" quando ele não é "legítimo"... Caso das ditaduras...

Ab., LG

Anónimo disse...

O então capitão Golias, como era conhecido no Agrupamento de Transmissões era um dos oficiais que, dias antes do 25 de Abril, mais preocupado andava com as mensagens que chegavam, sobretudo na véspera do dia 25 de Abril de 1974, tal era o seu envolvimento no movimento dos capitães.
BS

Ambasciatore Amante da Rosa disse...

Ainda que possa provocar alguns rebuços e mal entendidos, sempre me submetendo aos princípios nobres de se saber a verdade e só a verdade, confirmar-se-á, ou não, que ainda antes da saída do Senhor Coronel Carlos Fabião de Bissau, enquanto Governador, se iniciara já a onde de fuzilamentos que grassou durante uns anos na Guiné de soldados milícias, cipaios, soldados do exército, comandos africanos, fuzileiros navais africanos e elementos da população (chefes tradicionais)? Julgo que o Senhor Coronel Jorge Golias estará bem posicionado, pelas funções que ao tempo ocupava, para nos trazer alguns factos sobre este complexo e sangrento período. Espero a breve trecho poder ter um exemplar do seu livro que aguardarei com muito interesse.

Tabanca Grande disse...

Mensagem desta manhã, enviada ao Jorge Sales Golias:

Caro amigo e camarada:

Os nossos parabéns pelo livro!...É muito importante que os militares que fizeram a guerra colonial (ou do ultramar, como se queira; ou de África, como alguns preferem dizer) e em particular a da Guiné bem como o 25 de abril, deixem testemunhos (escritos) da sua ação (e sua leitura dos acontecimentos).

O Jorge foi um ator com protagonismo, pelo que ficamos felizes por vê-lo agora como autor de um livro que, seguramente, será de grande interesse historiográfico. É, pelo menos, essa a nossa expetativa.

Já lhe conhecemos alguns depoimentos seus, disponíveis na Net, e sabemos da qualidade da sua escrita, da sua preocupação de rigor e da sua honestidade intelectual.

O editor Luís Graça, com "morança" em Lisboa, vai ver se a sua agenda (profissional e pessoal) lhe permite estar na sessão de lançamento do seu livro, para o qual desejamos o melhor sucesso. Um livro (nosso) é também como um filho (nosso).

Já fizemos dois postes dando o devido destaque ao Jorge e ao seu livro, como temos feito de resto com os livros de outros camaradas. E até ao dia 14 ainda gostaríamos de publicar mais um ou dois postes...Se quiser aproveitar, mande-nos algum escrito seu mais antigo (por ex., a origem no MFA na Guiné) ou um excerto do próprio livro, como forma de o divulgar e promover...

Sendo nosso leitor (e nós agradecemos-lhe com simpatia e humildade as referências elogiosas que nos faz), sabe como o nosso blogue procura ter, discretamente, uma postura de isenção, da verdade dos factos, do rigor das datas e dos topónimos, de recusa da demagogia, do insulto, do patriotismo barato, etc. E sobretudo procura pôr esta malta a escrever, o que é obra, tendo em conta a baixa literacia da nossa geração, incluindo a falta de competências informáticas... E é comovedor, por vezes, ver aqui antigos combatentes chegar ao nosso blogue pela mão de filhos e netos... (Quase sempre, de filhas e netas!)...

Esta é uma iniciativa didática e pedagógica, que já tem anos de mais... Doze anos, para um blogue, é obra!... Temos um "livro de estilo" e orgulhamo-nos de raramente fazermos "censura": temos cerca de 16 mil postes publicados, 62 mil comentários, um arquivo de mais de 50 mil fotos / imagens, 712 membros registados (dos quais 42 já morreram), e estamos a caminho dos 8 milhões de visualizações de páginas...

Criámos, além disso, uma comunidade virtual, a Tabanca Grande, que gosta também de se reunir, "ao vivo", todos os anos (vamos fazer o 11º encontro nacional, a 16 deste mês) ou mais regularmente em tabancas "regionais" (da Linha, do Centro, de Matosinhos...).

Temos, entre nós, alguns oficiais do QP, dos 3 ramos, e o Jorge, naturalmente, será bem vindo se um dia se lembrar de bater à nossa porta, na sua qualidade de antigo combatente... Estamos à espera do nº 714, já que o 713 decidimos atribui-lo, "post mortem", a um "pobre diabo" que foi prisioneiro do PAIGC e que tem uma odisseia de fuga, incrível, depois de passar por Conacri e pelo Boé, entre junho de 1972 e março de 1974...

Não o maçamos mais, disponha, e receba um alfabravo do Luís Graça e demais editores.