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Recordando com saudade, com um bloco de imagens de referências sobre a cidade de Bissau que achei interessantes, obtidas de Janeiro a Março/70.
Bissau, como a conheci, era uma cidade pequena, em que a parte urbana (casario de alvenaria) seria idêntica à da minha Lagoa (hoje tembém cidade). Era suficientemente perceptível que a grande maioria dos que se apresentavam como civis eram militares “camuflados à paisana” e/ou seus familiares e parecendo uma cidade cheia de movimento.
Aquando do aproximar do regresso à Metrópole dos militares em fim de comissão de serviço, era ver um movimento inusitado nos estabelecimentos comerciais. Pela minha parte e bem informado, fui comprando muito antes da chegada do navio para o embarque, regateando aqui e além, o que me favorecia obter preços mais acessíveis.
Na baixa de Bissau, tanto de noite como de dia, era ver em grupos os “camuflados à paisana” nos diversos estabelecimentos similares e de restauração, de uma forma geral tudo se movimentava com os militares. Lembrando entre outros: O Noé (dos pombos verdes e ostras), O Solar dos 10 (Restaurante), O Pelicano (na cave, as francesinhas e as inglesinhas), Cervejaria Império, Cervejaria Sol Mar e Esplanada do Bento (locais onde não faltavam as cervejas e os mariscos)
Do meu álbum fotográfico, recordando com um olhar sobre Bissau (2)
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Vendo-se ao fundo o Monumento e o Palácio do Governador.
Era assim ao tempo e quando virá a ser, são os tempos que terão que ser recuperados a bem do povo guineense, que tardam em decidir-se, e que também necessitam de apoio. Mas avancemos com aquele provérbio chinês, “não me dês o peixe para comer, mas ensina-me a pescar.”
Com cordiais saudações e um grade abração para todos os Tertulianos
Arménio Estorninho
Ex-1.º Cabo Mec Auto Rodas
CCaç 2381 “Um Maioral”
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Nota de CV:
Vd. poste da série de 16 de Maio de 2010 > Guiné 63/74 - P6405: Do meu álbum fotográfico (Arménio Estorninho) (1): Bissau - Um olhar de turista
1 comentário:
Parabéns pelo teu álbum e pela tua sensibilidade... sócio-antroplógica!... Sem o querermos, também nós um bocado fotojornalistas, cronistas, historiógrafos, etnógrafos, geógrafos...
Esse património também "pertence" aos jovens guineenses nascido já depois da independência, e que não conheceram a pequena Bissau colonial do nosso tempo... Como não conhecem grande parte da "Guiné profunda"... Temos, pois, também, em relação a eles um "dever de memória"...
Não se interprete isto como um falso "paternalismo"... Afinal, tempos uma História, ou parte dela, comum...
Luis Graça
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