terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Guiné 63/74 - P15458: Caderno de Memórias de A. Murta, ex-Alf Mil da 2.ª CCAÇ/BCAÇ 4513 (32): De 25 de Abril a 5 de Maio de 1974

1. Em mensagem do dia 6 de Dezembro de 2015,  o nosso camarada António Murta, ex-Alf Mil Inf.ª Minas e Armadilhas da 2.ª CCAÇ/BCAÇ 4513 (Aldeia Formosa, Nhala e Buba, 1973/74), enviou-nos a sua 32.ª Memória, coincidente com o dia que ia ditar o fim da Guerra do Ultramar, 25 de Abril de 1974.

CADERNO DE MEMÓRIAS
A. MURTA – GUINÉ, 1973-74

32 - De 25 de Abril a 5 de Maio de 1974

25 de Abril de 1974 – (quinta-feira): A Revolução de Abril

A Revolução de 25 de Abril de 1974 que calha agora referir, bem como as circunstâncias em que me surpreendeu nos matos da Guiné, vem no seguimento cronológico das narrativas que venho escrevendo no nosso Blogue e apenas por isso o faço. Pelo seu simbolismo e como marco histórico dos mais importantes do século XX para todos os portugueses e, ainda, por ser um tema que me é caro, nunca o trataria com duas penadas de pendor memorial. Nem este é o espaço e nem este é o tempo para o fazer. O que se segue é, por isso, apenas narração com base em pequenas notas ou cartas da época.

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A notícia da acção do Movimento das Forças Armadas que derrubou o governo em Lisboa, foi-me dada em pleno mato onde me encontrava emboscado ao longo da estrada, algures entre Nhala e Buba. Eram três ou quatro horas da tarde quando apareceu uma Berliet com uma escolta e um furriel “periquito” dos grupos que reforçavam a Companhia de Nhala, aos berros, muito eufórico, para que regressássemos porque a guerra ia acabar. Na Metrópole tinha havido uma revolução! Cheguei-me à estrada, ainda atónito, e disse-lhe para repetir, pois a brusca sacudidela nos meus neurónios roubara-me o entendimento. Era como se ele dissesse que a terra começara a girar ao contrário e estivéssemos de novo na alvorada. Mas ele insistiu e disse que prenderam os pides. “Prenderam os pides!”. Não havia dúvidas, houvera uma revolução e dera-se no sentido certo, porque há muito que eu admitia, com os meus botões, que houvesse uma revolução para depor Marcelo Caetano, mas de sentido contrário, desencadeada pelos seus detractores da extrema-direita. Fiquei apopléctico, o coração desordenado, a comoção a perturbar-me.

O pessoal subiu alegre para as viaturas, mas algo contidos, sem terem percebido o alcance do que acontecera. Eu e o furriel, pelo contrário, sentámo-nos no capô da Berliet e fizemos grande parte do trajecto a agitar as armas e a berrar para o ar. Os soldados riam-se com estes excessos e com a perplexidade de uma faceta que me desconheciam: eu também era maluco... Se acaso houvesse um grupo de guerrilheiros a observar-nos a passagem, em tal propósito, por certo ficariam bloqueados de acção e compreensão. Talvez até fugissem para a fronteira...

Chegámos ao aquartelamento e estava tudo em grande confusão, agarrados aos rádios, muitos a alvitrar mas, de concreto, pouco mais se adiantava ao que já sabíamos da lacónica mensagem enviada à Unidade: “Agências noticiosas informam Governo Professor MARCELO CAETANO derrubado por movimento forças armadas”. (Teor revelado recentemente pelo meu amigo e camarada, 1.º Cabo Cripto da minha Unidade, José Carlos Gabriel). No geral, todos se mostravam radiantes, porque a expectativa, fosse lá o que fosse o golpe dos militares, era que acabasse a guerra e pudessem regressar a casa. Com a falta de informação e a noção do que aconteceria a seguir, também não era possível fazer juízos e ter outras reacções. Retirar interpretações políticas dos acontecimentos, muito menos, tal era o grau de despolitização geral.

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Entramos no mês de Maio sem que se saiba muito mais do que se passa em Lisboa. A nossa actividade operacional, para já, mantém-se com toda a normalidade, entre patrulhamentos e contra penetrações mas sem sinais da guerrilha. A História da Unidade refere na “situação geral” relativa ao mês de Maio: “A actividade violenta IN foi nula em todo o Sector, não tendo mesmo sido assinaladas quaisquer colunas entre o UNAL e INJASSANE”. De facto, cumpríamos as missões como antes mas, essa acção nula do inimigo e uma certa esperança no futuro, fazia-se notar já num certo desplante, (ver foto 1), ainda que sempre na defensiva. As obras da estrada prosseguiam também normalmente, com a diferença de que o Destacamento de Engenharia N.º 1 deixou os trabalhos da frente de A. Formosa, (excepto alcatroamento), passando a abrir a estrada A. FORMOSA/PATE EMBALO/RIO CORUBAL e a fazer a reparação e alcatroamento da pista de A. Formosa, logo interrompidos no dia 4 por falta de alcatrão.

Foto 1: Maio de 1974 - Grupo de graduados escoltando uma carroça de arroz a caminho de Nhala. Eu venho armado com minha poderosa pressão-de-ar de calibre 5,5mm com mira telescópica.


5 de Maio de 1974 – (domingo): notícias de Bissau

As notícias da Metrópole escasseiam. Ao contrário, as notícias de Bissau correm céleres dando conta de situações de alguma gravidade. Os nativos da cidade estão agressivos para com os brancos em geral e para com os pides em particular. Tem havido problemas todos os dias e os rebentamentos nas ruas sucedem-se. Um grupo de negros enfurecidos apanhou na rua junto ao mercado de Bissau a mulher de um pide e despiu-na completamente. A tropa interveio e impediu acções certamente mais graves. Aparentemente a guerra arrefeceu depois do dia 25 passado, mas receia-se que, a demorarem as resoluções sobre o ultramar, as coisas se compliquem ainda mais.


Histórias marginais (6): Uma luzinha perturbadora

Estava uma noite tranquila e fresca, depois de uma tarde chuvosa. Ainda era cedo e eu estava sentado à cabeceira da cama a ler o Erico Veríssimo, da mini biblioteca que tinha dele.

Ouço uma rajada de G-3 a partir do posto de sentinela ali próximo da messe, o posto mais alto do aquartelamento. C’os diabos!... Tinha o grupo de serviço. Pus os pés de fora da cama e fiquei um bocado a aguardar. Dois toques na porta e aparece o furriel a dizer:
- Desculpa lá, mas tenho que te dizer que a sentinela aqui deste posto viu uma luz na mata e fez fogo. Já estive lá em cima com ele no posto e, o que é estranho, é que a luz voltou a aparecer. Disse-lhe para não fazer mais disparos e que te vinha chamar.
- Mas não estás a pensar que está lá alguém no mato com uma lanterna e que se deixa ficar mesmo depois de levar com uma rajada, ou estás?! - Perguntei, enquanto me calçava.
- Não sei, mas é um bocado esquisito.
- Ainda mais essa!... - Disse eu já a ficar irritado.

Subimos ao posto e vi o soldado com os olhos focados na mata do lado da caserna do 2.º grupo. Apontou e disse: - É ali. - Mas “ali” era escuro como o breu e só se enxergavam as árvores da orla, apesar do potente projector de halogénio que, do arame farpado, apontava naquela direcção. Olhei um bocado e, realmente, vi uma luz pequena mas com uma refulgência intensa, mas que logo se apagou, reaparecendo para de novo se apagar. Por vezes mantinha-se algum tempo acesa. Na minha cabeça foi surgindo uma hipótese simples que poderia explicar aquilo. E, nos instantes em que ali estive, não vi mais hipótese nenhuma. Disse ao soldado para avisar os postos próximos de que, eu e o furriel iríamos sair do arame farpado naquela direcção, e ficámos até ao regresso do soldado a apreciar aquela estranheza. Não me abri, denunciando o que era apenas uma suspeita.

Caminhámos atentos, de G-3 apontadas, pela zona descapinada em direcção à mata, parando sempre que a luz se apagava e avançando quando se acendia, de modo a não perder o sítio do foco. Já próximos da orla da mata, compreendi que a luz não provinha do chão, descartando desde logo a hipótese que mentalmente admitira, mas sim de uma altura aproximada de um metro e meio. Ao entrar na mata, sempre com a atenção concentrada no ponto luminoso intermitente, avancei mais rápido e... Fiquei apenas com um ramo de folhagem frente à cara.

Esbocei um sorriso ao perceber a origem do fenómeno, mas confesso que fiquei um pouco perplexo: na concha de uma pequena folha, que oscilava com a aragem, estava uma gotinha de água. Apenas. Dela refulgiam reflexos a devolver a intensa luz do projector. Muitas outras folhas, porventura, teriam a sua gotinha da chuva da tarde, mas apenas aquela apanhava no ângulo certo a luz do projector, de modo a estragar-nos parte da noite. Fomos explicar isso mesmo ao soldado. Afinal não eram reflexos de vidros espalhados pelo chão, como admitira.

Foto 2: Uma luzinha perturbadora.
Texto e fotos: © António Murta

(continua)
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Nota do editor

Último poste da série de 2 de dezembro de 2015 Guiné 63/74 - P15435: Caderno de Memórias de A. Murta, ex-Alf Mil da 2.ª CCAÇ/BCAÇ 4513 (31) (2): Dia 24 de Abril de 1974, corte da estrada Nhala-Buba

7 comentários:

Luís Graça disse...


Na série "No 25 de abril eu estava em...", há um depoimento do José Carlos Gabriel, que estava em Nhala, tal como o António Murta:

16 DE ABRIL DE 2014

Guiné 63/74 - P12993: No 25 de abril eu estava em... (21): Nhala... e nessa noite já ninguém dormiu (José Carlos Gabriel, ex-1.º Cabo Cripto, 2.ª CCAÇ/BCAÇ 4513, Nhala, 1973/74)

http://blogueforanadaevaotres.blogspot.pt/2014/04/guine-6374-p12993-no-25-de-abril-eu.html

É a "petite histoire" que enriquece a História com H grande...

Temos 25 postes publicados nesta série...

Luís Graça disse...

Em 16/4/2014, em comentário ao poste do José Carlos Gabriel escrevi o segunte (excerto):

(...) "Precisamos de muitos mais testemunhdos sobre este acontecimento [, o 25 de abril,] por parte dos últimos soldados do império, como tu ou o António Murta (que eu estou a tentar convencer a entrar para a Tabanca Grande, para que tu não fiques sozinho a representar os bravos da 2ª C/BCAÇ 4513)" (...)

Luís Graça disse...

António, dizes bem, o nível de despolitização era altíssimo, daí que muitos dos nossos camaradas, na Guiné e não só, tenham sido apanhados "desprevenidos" pelo 25 de abril...

Um indicador era também o recenseamento eleitoral... Não tenho dados concretos, mas tudo leva a crer que o nível de recenseamento eleitoral, em 1969, no meu tempo, entre os milicianos e a malta do contingente geral, fosse muito baixa...

Os únicos que poderiam exercer o direito de voto, estando recenseados, seriam os funcionários públicos, civis e militares... No caso da tropa, os oficiais e os sargentos do quadro. Na minha companhia, a CCAÇ 12, que só tinha 60 quadros e especialistas, de origem metropolitana, não tenho ideia de os dois 2ºs sargentos, o Piça e o Videira, terem votado em 26/10/1969. Tenho ideia, isso sim, é que em 60 cidadãos portugueses, só 3(!) eram ou foram eleitores, ou sejam, 5%: o Capitão, Carlos Machado Brito, eu e, se não me engano, o Quadrado, 1º cabo de armas pesadas No entanto, posso estar a ser traído pela memória... Mas não seriam muitos mais

Noutras companhias e batalhões, o panorama não deveria ser melhor... Deveria manter-se a proporção de 5 para 100... A generalidade da população portuguesa não votava nem podia votar (havia limitações no que dizia respeito à capacidade eleitoral)... Por outro lado, num sistema de partido único e de "liberdade condicional", as oposições só podiam aparecer, timidamente, no curto período das campanhas eleitorais...

Os cadernos eleitorais, a campanha, o acesso aos jornais, à rádio e à TV, a organização de comícios e reuniões, a fiscalizaçáo do acto eleitoral, etc., deixavam muito a desejar... Mesmo em 1969, com a "primavera marcelista", que permitiu a eleição, na lista do partido do poder (a Acção Nacional Popular, substituta da União Nacional) de uma "ala liberal" (Pinto Leite, Sá Carneiro, Francisco Balsemão, etc.).

Os portugueses que nasceram em democracia, já depois do 25 de Abril, não são capazes de imaginar como eram esses tempos...

Recordo-me de em Bambadinca nas eleições de 1969, ter votado em branco. Fiz questão de votar. Já estava recenseado desde 1965, quando a oposição democrática levantou, pela primeira vez, o tabu da guerra colonial... Caiu o Carmo e a Trindade...

Participei, nessa época, com 18 anos, na minha primeira campanha eleitoral que foi abortada logo pela desistência da oposição, e o terror da repressão... Conheci na altura o combativo e corajoso Catanho de Menezes, advogado da família do Humberto Delgado, e amigo íntimo do Soares, e futuro fundador do PS, precocemente desaparecido depois do 25 de Abril e hoje miseravelmente esquecido: tem apenas o nome de uma avenida na minha terra, Lourinhã; na biblioteca dele, no solar da família, no Toxofal, tinha acesso, pela primeira vez, em 1965, a títulos da imprensa estrangeira como o Le Monde ou o Nouvel Observateur. Parte do seu arquivo está disponível na Fundação Mário Soares...

José Carlos Gabriel disse...

Amigo António Murta.
Estou fora do país mas vou fazer um pequeno comentário. Como me recordo desse dia 25. Talvez até seja a memória mais viva que tenho do nosso tempo por Nhala. Aquele grande abraço e aproveito para desejar um BOM NATAL e um ainda melhor NOVO ANO.

José Carlos Gabriel

António Murta disse...

Caro Luís.
Até ao 25 de Abril viveram-se tempos tenebrosos. Ainda hoje me incomoda pensar em certas coisas que se passavam. Dizes:
“A generalidade da população portuguesa não votava nem podia votar (havia limitações no que dizia respeito à capacidade eleitoral)...
Os cadernos eleitorais, a campanha, o acesso aos jornais, à rádio e à TV, a organização de comícios e reuniões, a fiscalização do acto eleitoral, etc., deixavam muito a desejar...”
Era isso e muito mais: a intimidação, por exemplo. Na campanha eleitoral para as eleições de 1969, estive uma noite preso com vários outros, por andar a colar cartazes aprovados pelo Governo Civil de Coimbra, como era obrigatório. Mas fomos presos como se se tratasse de actividade clandestina, embora os cartazes até estivessem expostos na montra de uma farmácia, como alegámos. Ignoraram isso, só para intimidar. Claro que a maioria intimidava-se.
Dizes ainda:
“Os portugueses que nasceram em democracia, já depois do 25 de Abril, não são capazes de imaginar como eram esses tempos...”
Esta é que é a grande verdade. E desculpa-se-lhes a ignorância. O que a mim choca, ainda hoje, é que muitos dos que nasceram antes do 25 de Abril ainda hoje se atrevam a dizer, por conveniência ou estupidez, que naquele tempo é que era bom. Os que o fazem por conveniência, muitas vezes letrados e até doutores, desprezam o que foi a vida primária e miserável da maioria, num tempo em que até a classe média não passava de remediada e medianamente instruída. Mas a esses egocêntricos só lhes interessava (e interessa) o aconchego do próprio umbigo...
(Se acaso este desabafo desencadear reacções negativas, suplico-vos que o apaguem).

Caríssimo José Carlos Gabriel.
Bom Natal e Bom Ano Novo também para ti e toda a família, nessas terras que até me arrepiam...

A. Murta.

Carlos Esteves Vinhal disse...

Ainda a propósito do 25 de Abril.
Alguém me explica por que é que os meninos do Liceu (Curso Geral do Liceu) e os meninos do Comércio (Curso Geral do Comércio, ministrado nas Escolas Industriais e Comerciais)logo nos primeiros anos de estudo aprendiam línguas, e os rapazes da indústria (Cursos de Formação de Electricista e Serralheiro, como outros, ministrados nas mesmas Escolas Industriais e Comerciais) se ficavam por um português primário? A instrução e valorização de conhecimentos no sector operário seria prejudicial ao sistema vigente?
Carlos Vinhal
Leça da Palmeira

JD disse...

Caríssimos,
É interessante a abordagem ao 25/4 desde a Guiné, a partir desta leve e objectiva narrativa. O antigo regime era autocrático, e comportava-se como tal, em vez da valorização dos portugueses, dava-lhes generosas quantidades de Fátima, futebol e fado. Aos meios de comunicação que não controlava, tinha imposto regras de censura prévia, que limitavam o conjunto de notícias, que só sub-repticiamente transpirava uma ou outra nota da cariz anti-situacionista. No entanto, e pouco compreensivelmente, eu recebia tanto na Guiné como em Angola o Comércio do Funchal por assinatura, e por vezes a Vida Mundial. Já aqui divulguei em texto sobre Salazar, alguns preâmbulos publicados durante aquele período de leis sobre a educação, que vos incito a ler pelo ridículo interesse que representavam de contenção e obediência.
Já não concordo convosco, quando referem a "democracia" desencadeada em 25/4, na medida em que a chamada democracia-representativa também mostra evidentes preocupações de afastamento dos eleitores sobra as actividades dos eleitos, apesar da voragem insaciável e dos sucessivos crimes de lesa-Pátria que a corja de políticos vem praticando, deixando à evidência a apropriação que fazem do interesse público, subvertendo-o em interesse particular.
Conforme é sabido, Salazar tinha um receio imenso da penetração comunista, ainda hoje não se sabe com rigor sobre o alcance pretendido com a lei do condicionamento industrial, quiçá, para evitar o desenvolvimento de um proletariado contestatário. Convém não descurar, que aquele político era muito intuitivo.
Fui aluno do liceu, e posso afirmar que não tive professores de português com grandes preocupações de interpretação de textos com particularidades de crítica social e política que faziam parte do programa. Também a filosofia não me foi ministrada com a discussão aprofundada das grandes teorias filosófico-políticas, e eram dadas pela rama. Nem a OPAN era dissecada, muito menos confrontada com outros regimes constitucionais, inclusivé os dos países da EFTA que Portugal integrava.
Quero concluir, que do ponto de vista da formação escolar, para além da gritante ausência de educação cívica em termos de compreensão da organização política e social, com abordagens concretas aos direitos e deveres, e às grandes convenções de cariz humanitário e de solidariedade, os governos portugueses não revelam esforços na valorização da sociedade que os elege sem lhes tirar a pinta, e sem lhes controlar as actividades (1 voto = cheque em branco), antes pelo contrário.
JD