domingo, 22 de janeiro de 2017

Guiné 61/74 - P16977: Militares mortos na 1.ª Guerra Mundial e Guerra do Ultramar do concelho de Torre de Moncorvo (Armando Gonçalves) - Parte I


Torre de Moncorvo: logo da câmara municipal (cortesia da página do município). O concelho teve 28 mortos na guerra colonial / guerra do ultramar (1961/74)- O município erigiu, em 2013, um monumento aos combatentes da guerra do ultramar.



1. Mensagem, com data de 14/11/2016, do nosso amigo Armando Gonçalves,  professor de História, do Agrupamento de Escolas Dr. Ramiro Salgado (pai do nosso camarada Paulo Salgado), em Torre de Moncorvo, e que aceitou integrar a nossa Tabanca Grande, passando a ser o nº 733 (*)

Caro Dr. Luís Graça,

Ao fim de algum tempo reapareço para lhe entregar em primeira mão o resultado de um pequeno contributo (*).

Desiludido, como já transmiti ao amigo Manuel Augusto Reis (**), com a apatia da autarquia sobre tão importante evento (que é o de homenagear os militares e suas famílias e não o meu trabalho, que está bem aquém do merecimento de tão nobres moncorvenses).

Informo-o que recolhi duas fotos do blogue Luís Graça &  Camaradas da Guiné, devidamente citados o autor e a fonte.

Devido à quantidade de correio eletrónico só mais tarde percebi que para fazer parte da Tabanca era necessário foto. Irei a tempo?!

Um abraço,
Armando Manuel Lopes Gonçalves

2. Mensagens anterior, de 18 de maio de 2016, do nosso amigo Armando Gonçalves



Luís Graça,

Muito me honra o seu convite. Terei todo o gosto em pertencer à Tabanca Grande como amigo de todos vós. Tenho recebido provas de consideração e amizade impressionantes muito acima do trabalho realizado.

Há um espírito de solidariedade entre os veteranos, muito genuína, admirável.

Na medida das minhas capacidades e possibilidades darei o meu contributo.

Um cordial abraço,

Armando Gonçalves




Facebook > Página oficial do centenário da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), da responsabilidade da Liga dos Combatentes (Com a devida vénia...)


___________________






















(Continua)
 _______________

Nota do editor:

(*) Vd. postes de  





(...) Há perto de um mês, um professor de História da Escola Secundária de Moncorvo, Armando Gonçalves, solicitou ao Blogue a sua colaboração para que pudesse concluir a sua pesquisa sobre as condições que envolveram a morte do Alf Mil Lourenço da CCAV 8350, falecido na Guiné em 5 de Março de 197373(1).


Este caso englobava-se num projecto mais amplo, respeitante a todos os ex-combatentes de Moncorvo, falecidos nas ex-províncias ultramarinas e nascidos no concelho de Moncorvo. Como se depreende a sua tarefa não foi fácil. O conhecimento das datas de nascimento, filiação, localização dos cemitérios onde se encontram os corpos e a localização de familiares ainda vivos exigiu muito tempo e perspicácia ao Armando. Os locais e as circunstâncias em que morreram foram talvez o trabalho mais complicado. A singela homenagem aos ex-combatentes mortos ser-lhes-à prestada com a colaboração da Câmara Municipal, em data oportuna. 

Quero deixar aqui duas notas: O meu apreço e gratidão pela dedicação do Armando a ex-combatentes, nossos camaradas e amigos. Não basta dizer que houve uma guerra e como em todas as guerras há mortos, feridos e estropiados. É redutora esta visão. Há algo mais para além disso. O meu apreço pela pronta, rápida e eficaz colaboração do Blogue, que acabou por me envolver neste processo e me sensibilizou para avançar na localização da campa do Alf. Lourenço e da da sua família. 

Em pouco tempo se reuniram a maior parte dos elementos que o nosso amigo Armando precisava com a ajuda preciosa do Alf. Gonçalves, outro dos Alferes da CCAV 8350, que vive em Almada e não via há imensos anos. Localizámos a campa do Alf. Lourenço e dois dos seus primos ainda vivos. (...)

1 comentário:

Tabanca Grande disse...

Armando, bom dia!...Falas em "apatia" por parte da tua autarquia em relação ao teu projeto, louvável, bem intencionado, didático, cívico, de homenagear os mortos moncorvenses em duas guerras que os portugueses travaram no séc. XX, em épocas e locais diferentes (1917/18, na Flandres e em África; e em 1961/74, em África).

Não quero nem posso "meter a minha a colherada" nos assuntos locais da terra e das gentes da Torre de Moncorvo, "gente de ferro" ou, melhor, "onde o ferro é a alma da terra"... É pena que não tenhas conseguido todos os apoios que precisavas, e que o projeto não tenha podido ir mais longe, nomeadamente em termos de produção e divulgação.

Em contrapartida, tens as páginas do nosso blogue... Também um pouco tardiamente começamos agora a editar o teu trabalho, de quarenta e tal e páginas... Pela sua extensão e formato (em pdf), tem que ser editado em várias postes (ou partes)... Isso exige trabalho e tempo do(s) editor(es).

Mas o mais importante é também valorizar e dar a conhecer o teu trabalho, que ainda é pioneiro. Oxalá houvesse muitos mais professores como tu com estas preocupações de pesquisa e divulgação sobre este tema, do qual as novas gerações pouco ou nada sabem.

Finalmenrte, tens o teu nome na lista alfabética dos membros da Tabanca Grande, onde através deste blogue, e à volta de um poilão simbólico, se reunem os amigos e camaradas da Guiné.

Por ordem cronológica, és o nº 733, o último mas não o menos importante dos nossos grã-tabanqueiros. Com a tua presença, homenageamos também a tua terra de adoção e os camaradas que lá temos, e que por esta ou aquela razão não podem chegar até nós: muitos deles têm problemas de literacia informática, como em qualquer lado...

Obrigado, amigo. E manda-me uma foto tua, atual, como é da praxe...