sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Guiné 61/74 - P16996: Meu pai, meu velho, meu camarada (49): O que conseguimos saber, até agora, do ex-1º cabo Armindo da Cruz Ferreira, companhia de acompanhamento do 1º Batalhão Expedicionário do RI 11, Cabo Verde, Ilha do Sal (junho de 1941-dezembro de 1943) a pedido da sua neta, Albertina da Conceição Gomes, médica patologista na Noruega


Cabo Verde > Ilha do Sal >  Pedra de Lume  > 1º Batalhão Expedicionário do RI 11 > 1ª Companhia >  1942. O primeiro da direita é 1º cabo Feliciano Delfim Santos (1922-1989) [Foto nº 7].


Cabo Verde > Ilha do Sal >  Pedra de Lume  > 1º Batalhão do RI 11 > 1º Companhia >  1942 >  O primeiro à esquerda é 1º cabo Feliciano Delfim Santos...Chamavam-lhe o Errol Flynn, por parecenças com o então popular ator, de origem australiana [1909-1959], naturalizado americano em 1942,  que se popularizou m Hollywood , em "filmes de capa e espada". [Foto nº 11]


Cabo Verde > Ilha do Sal > Pedra Lume > 1º Batalhão do RI 11 > 1º Companhia > 1942 >   Junto a um dos barracões que funcionavam como caserna, no aquartelamento do "Onze" >  O Feliciano é o segundo, sentado, da esquerda para a direita [Foto nº  9].


Cabo Verde > Ilha do Sal >  Pedra de Lume  > 1º Batalhão do RI 11 > 1º Companhia >  1943 > O aquartelamento  do "Onze"... [Foto nº 25].

Fotos (e legendas): © Augusto Silva Santos (2017). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. Mensagem de Albertina da Conceição Gomes,  de origem cabo-verdiana, médica patologista a viver e a trabalhar na Noruega, com data de ontem, agradecendo ao nosso blogue e ao nossos colaboradores José Martins e Augusto Silva Santos, tudo o que temos feito, de maneira empenhada e solidária,  para  encontrar "pistas" que levem ao paradeiro e à família do seu avô paterno, português, que foi militar, expedicionário em Cabo Verde, na ilha do Sal, durante a II Guerra Mundial (de junho de 1941 a dezembro de 1943)(*).

Olá a todos

Os meus olhos encheram-se de lágrimas só de saber que encontraram alguma informação do meu avô. Ao menos sabemos ao certo que o meu avô se chamava Armindo da Cruz Ferreira.

Boa noite,
Albertina


2.  Comentário do editor:

Albertina, o que é que já sabemos mais  sobre o seu avô paterno, que foi camarada dos  pais de alguns de nós,  tendo estado em Cabo Verde, na ilha do Sal, em missão de soberania, durante a II Guerra Mundial ?

O  nosso camarada Augusto Silva Santos, filho do 1º cabo Feliciano Delfim dos Santos (1922-1989), que esteve na ilha do Sal com o seu avô,  já  descobriu que:

(i)  o nome do seu avô era  mesmo ARMINDO DA CRUZ FERREIRA (e não Armindo da LUZ Ferreira, como supunha o seu pai, felizmente ainda vivo,  Armindo Maria Gomes, de 74 anos, nascido portanto em 1942, e que teria 16/18 meses quando o seu avô regressou, em dezembro de 1943 à metrópole, com o seu batalhão);

(ii) tinha razão, portanto, o amigo do seu pai, o médico com quem ele viajou até São Tomé, que garantiu que o seu avô se chamava (ou chama) Armindo da Cruz Ferreira;

(iii) o 1º cabo Armindo da Cruz Ferreira pertenceu à Companhia de Acompanhamento do 1º Batalhão Expedicionário do Regimento de Infantaria 11  [, RI 11,  Setúbal, ] a Cabo Verde, comandada pelo capitão José Francisco Marquilhas;

(iv) além desta companhia (de comando e serviços), o 1º batalhão tinha mais três, subun idades operacionais, a 1ª, a 2ª e  3ª companhias; o Feliciano Delfim dos Santos pertencia à 1ª companhia;

(v) estas informações constam de um pequeno livro editado pela Assembleia Distrital de Setúbal, datado de fevereiro de 1983, de homenagem  aos "Expedicionários do Onze a Cabo Verde (1941- 1943)", da autoria de José Rebelo, capitão;

(vi) essa brochura, de que o Augusto Silva Santos tem uma exemplar, pertença do seu falecido pai,  está a ser digitalizado na íntegra e teremos muito gosto em mandar à Albertina  uma cópia em pdf:  tem 76 páginas e dezenas de imagens do pessoal deste batalhão, e da sua passagem pelo arquipélago de Cabo Verde;

(vii) a referência ao 1º cabo Armindo da Cruz Ferreira, consta da pág. 9 desta brochura: capítulo III, composição da já referida Companhia de Acompanhamento;





Capa e excertos da brochura "Os expedicionários do Onze a Cabo Verde (1941-1943), de José Rebelo, capitão  (Setúbal: Assembleia Distrital de Setúbal, 1983, página ).

(viii) na pág. 16 aparece uma foto de um 1º cabo Armindo, mas pelos restantes elementos que o acompanham na mesma, não nos parece ser o avô da Albertina, mas sim o 1º cabo Armindo Pinto Gonçalves, que pertencia à 2ª Companhia;

(ix) na companhia a que pertencia o Armindo, também há um tenente de infantaria, oficial do quadro, que tem o mesmíssimo apelido do Armindo: o seu nome completo é Aurélio Augusto da Cruz Ferreira; seria muita coincidência este oficial ser parente ou familiar próximo do Armindo, mss não descartarmos essa hipótese.

(x) sabemos que este oficial foi condecorado com o Grau de Cavaleiro da Ordem Militar de Avis, por decreto de 19 de março de 1940, publicado no Diário do Governo em 19 de setembro desse ano, portanto, um ano antes da mobilização para Cabo Verde.

Por conversa, ao telefone,  com o Augusto Silva Santos, esta  manhã, chegámos os dois à conclusão que o pessoal do 1º batalhão expedicionário do RI 11 devia ser quase todo, ou em grande parte, oriundo do distrito de Setúbal, e alguns talvez de Lisboa e arredores... O pai do Augusto, esse,  era "alfacinha de gema",  ou seja, nado e criado em Lisboa...Por outro lado, segundo o Augusto, não há apelidos "alentejanos", invulgares, como Sardinha Fresca, Bacalhau Preguiça, etc. O 1º Batalhão do RI 11, que esteve do Sal, era composto por 852 homens. Ao todo no Sal estavam aquartelados 2244 homens (Vd. gráfico abaixo)

Tudo leva a crer que o Armindo da Cruz Ferreira fosse de Lisboa ou da "outra banda do Tejo", de algum concelho ribeirinho (Almada, Seixal, Barreiro, Montijo, etc.)...Mas se ele foi para a PSP - Polícia de Segurança Pública é mais provável ser de uma cidade como Lisboa ou Setúbal.

Pesquisei nas Páginas Brancas.pt [ http://www.pbi.pai.pt/]: só encontrei um Armindo Ferreira Cruz [e não da Cruz Ferreira]... no Lavradio, Barreiro. Fiz pesquisas igualmente nas Páginas Amarelas [ http://www.pai.pt/].

É bastante improvável que o Armindo ainda hoje esteja vivo, tendo em conta que esta é uma geração praticamente extinta  (mas oxalá que sim; e se sim, estará então com 96 anos...). É  improvável também que haja alguma assinatura de telefone fixo em seu nome... Mas pode haver descendentes  dele, filhos, netos e bisnetos, com  este apelido, "da Cruz Ferreira" (, dmitindo, como mais provável, que ele tenha constituído uma nova família, depois do seu regresso de Cabo Verde).

De acordo com o pedido José Martins, é muito importante que a família, neste caso a sua neta e o seu filho, nos diga o seuinte: (i) o Armindo alguma vez contactou a família (companheiro e filho) que ficou em Santa Antão, depois do seu regresso a Portugal ?; (ii) como é que a família soube que tinha ele ido para a polícia ); (iii) há cartas ou outros documentos com alguma morada dele ?;  (iv) há fotos dele com a avó da Albertina, mãe do  filho Armindo Maria Gomes ); (v) aAlbertina tem mais irmãos ?; e, já agora, qual é a nacionalidade atual da Albertina e como é que se está a dar  na "terra dos vikings" ? (**)

Por ora é tudo, boa noite, bom sono... LG





Mapa de Cabo Verde.  Fonte: Cortesia do blogue da Wordpress, "Cidadania da CPLP"


___________________

Notas do editor

(*) Vd. postes de:

19 de janeiro de 2017 > Guiné 61/74 - P16970: Em busca de... (272): Meu avô paterno, português, de seu nome Armindo da Luz (ou Cruz?) Ferreira, ex-1.° cabo n.° 300, 1.° Batalhão Expedicionário do RI 11 (Cabo Verde, Ilha do Sal e Ilha de Santo Antão, junho de 1941 - dezembro de 1943)... (Albertina Gomes, médica, Noruega)

25 de janeiro de  2017 > Guiné 61/74 - P16988: Em busca de.. (273): Armindo da Luz (ou Cruz?) Ferreira, ex-1.° cabo n.° 300, 1.° Batalhão Expedicionário do RI 11 (Cabo Verde, Ilha do Sal e Ilha de Santo Antão, junho de 1941 - dezembro de 1943), avô de Albertina Gomes (médica, Noruega)... Diligências do nosso blogue e colaboradores, Augusto Silva Santos e José Martins

(**) Último poste da série > 1 de  agosto de  2016 > Guiné 63/74 - P16353: Meu pai, meu velho, meu camarada (48): No 10º aniversário da morte do meu pai (Victor Barata, fundador e comandante do blogue Especialistas da Base Aérea 12, Guiné 65/74)

9 comentários:

José Marcelino Martins disse...

Nas pesquisas que já efetuei, e a propósito das bicicletas que estão na foto, "apanhei" um documento a solicitar a entrega com urgência das mesmas, para que se fosse necessário proceder à sua reparação, essa operação pudesse ser efetuada a tempo de embarcar com o batalhão.

Do que procurava, NADA.

Anónimo disse...

José Martins
27 jan 2017 23:51

Caro Luís (c/c Albertina Gomes, Augusto Silva Santios, Adriano Lima)

Hoje de tarde estive na Biblioteca Nacional a ler os jornais de Setúbal. Também pedi à biblioteca de Setubal que me indique os nomes de jornais da época de 1940-1945.

Li o "Setubalense", mas nada dizia.

Porém temos de encarar uma coisa, muito simples:

Os americanos queriam a todo o custo, e disso foram trocadas algumas cartas entre os USA e Portugal, a nível superior, para que forças americanas ocupassem a Madeira e Cabo Verde. Nos jornais que li não há notícias de envio de tropas para aquelas paragens. Segredo Militar?

Também analisei onde o Distrito de Mobilização e Recrutamento nº 11 (Setubal) recrutava.

Junto lista das freguesias que ali iam à inspecção e, normalmente, eram ali colocadas.

Pode ser que os nomes possam avivar alguma "recordação" à nossa amiga Albertina.

Se reduzirmos os locais de eventual naturalidade do Armindo, mais fácil é pedir ao pessoal do Arquivo Histórico-Militar que procure, já que não deixam os civis (o meu caso) chegar a essa documentação.

Abraço

Zé Martins
________________


LISBOA - Anjos, Beato, Escolas Gerais, Castelo, Monte Pedral, Graça, S. Miguel, Olivais, S. Cristovão, Sé, S. Tiago, Santo Estevão, Socorro, Arroios, Conceição, Encarnação, Madalena, Pena, Restauradores, S. Julião, Penha de França, S. José, Sacramento, Mártires, São Nicolau

ALMADA – Almada, Caparica, Cova da Piedade, Trafaria

PALMELA – Palmela, Pinhal, Quinta do Anjo, Marateca

SESIMBRA – Castelo, S. Tiago,

MOITA – Alhos Vedros, Moita

MONTIJO – Canha, Sarilhos Grandes, Montijo

BARREIRO – Barreiro, Lavradio, Palhais

ALCOCHETE – Alcochete, Samoco

SEIXAL – Paio Pires, Amora, Arrentela, Seixal

SETÚBAL – Anunciada, Santa Maria da Graça, S. Julião, S. Sebastião, Vila Nogueira de Azeitão, Vila Fresca de Azeitão

Anónimo disse...

José Martins

28 jan 2017 00:01

Assunto - Tenente de infantaria Aurélio Augusto da Cruz Ferreira, com procº político. Vd. Arquivo Histórico Militar

Luís (c/c Augusto, Adriano, Albertina)


O acesso ao Arquivo da Presidência da República é pouco acessível. Falo por experiência própria, pois solicitei uma conformação de uma condecoração de um Capelão Militar do RI 7.

Dei todos os elementos por mail, fui lá pessoalmente, e atendido com muita cordialidade, e deram-me a certeza de que me informariam o que solicitava. Os serviços limitaram-se a confirmar "os dados que nos enviou" (sic).

É mais fácil encontrar essa informação no processo individual no AHM - Arquivo Históricio-Militar.

Abraço e bom fim de semana.

Zé Martins

Anónimo disse...

Luís Graça:

Sobre a história da ilha do Sal (que tem 30 km de comprimento por 12 de largura), lê-se na Wikipedia:

(i) Por não possuir água potável a ilha conheceu o abandono até ao século XIX quando, a partir de 1833 se iniciou a exploração de sal na localidade de Pedra de Lume. Essa atividade deu início ao povoamento.

(ii) Administrativamente, a ilha pertenceu ao conselho da Boavista até 1935.

(iii) A exploração das salinas dinamizou a economia da ilha até meados da década de 1980.

(iv) Com o objectivo de constituir um ponto de escala para os voos com destino à América do Sul, em 1939 foi construído, por iniciativa italiana, o "Aeroporto Internacional da Ilha do Sal", com projeto do Engenheiro Raul Pires Ferreira Chaves.

(v) A este mesmo profissional, à época, deve-se a implantação de sistemas de captação de água pluvial, possibilitando o incremento do povoamento, sobretudo através da migração interna no arquipélago, nomeadamente a partir da ilha de São Nicolau. Desse modo, em curto espaço de tempo, a população teve um incremento de cinco vezes.

(vi) O aeroporto, renomeado após a independência como Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, constitui hoje o principal ponto de entrada no país e possibilita a exploração de modernos complexos turísticos, que nas últimas duas décadas se vêm instalando principalmente na cidade de Santa Maria, a maior da ilha.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ilha_do_Sal

Tabanca Grande disse...

Camarada Augusto Silva Santos:

Já tive ocasião de o dizer aqui, várias vezes: a publicação destas fotos dos nossos pais, “nossos velhos, nossos camaradas” (o teu pai, d pai do Hélder Sousa, o meu pai…) é um ato de ternura e de justiça… Seria uma pena que essas velhas fotos (e as memórias que elas cristalizam) se perdessem... É uma património (documental) também a preservar, e que pertence a todos...

Nunca estive em Cabo Verde, apenas duas horas no Sal, em 1970, na minha ida de férias à Metrópole, no voo Lisboa-Bissau, numa paragem técnica…, mas é como que se lá tivesse vivido, nesta ou noutra incarnação... O álbum fotográfico do meu pai foi para mim, desde pequenino, uma fonte de maravilhamento por essa África tão próxima e tão distante, tão quente e tão estranha...

Vd, aqui também as fotos do pai do Héklder Sousa:

https://blogueforanadaevaotres.blogspot.pt/2009/09/guine-6374-p4926-meu-pai-meu-velho-meu.html

... Mas se calhar haverá mais camaradas cujos pais andaram por esta e outras terras de além-mar, durante a II Guerra Mundial: Madeira, Açores, São Tomé, Angola, Moçambique, Índia Portuguesa, Macau, Timor...

Que bom seria poderem partilhar connosco, os cmaaradas da Guiné, o álbum dos seus pais... LG


Tabanca Grande disse...

Camaradas, não sei qual era a população do Sal no início da década de 1940... Mas no caso da ilha de São Vicente sabemos que era de 15848... Recebeu 3361 militares, metropolitanos, em 1941... A proporção era de 4,7 habitantes por um 1 expedicionário...A militarização da ilha teve necessariamente um grande impacto.

https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Vicente_(concelho_de_Cabo_Verde)

José Marcelino Martins disse...



Leitura recomendada:

http://www.bertrand.pt/?restricts=8066&facetcode=temas&palavra=hora%20di%20bai

Tabanca Grande disse...

Ver aqui este interessante texto do sítio "Nós Genti":

Ilha do Sal – Uma viagem pela história

Texto: Germano de Almeida

http://nosgenti.com/?p=2638

... Curiosamente passa-se por cima da presença, na ilha, de mais de 2200 militares portugueses durante a II Guerra Mundial!... É uma parte da história de Portugal e de Cabo Verde que é pouco ou nada conhecida por todos nós, portugueses e cabo-verdianos!...

Tabanca Grande disse...

Mas a ilha do Sal teve também um papel histórico no desenvolvimento da aviação comercial e no nomeadamente das ligações transatlânticas...Veja-se este excerto do texto supracitado, de Luís Almeida, aqui reproduzido com a devida vénia:

http://nosgenti.com/?p=2638


(...) "E não se voltaria a falar em aviação em Cabo Verde, pelo menos até aos anos 1935-1936, quando algumas missões italianas fizeram diversas visitas às ilhas, com vista à escolha de um local para a implantação de um aeródromo destinado à escala de uma linha que propunham estabelecer entre a Itália e a América do Sul. Depois de avaliar algumas ilhas, nomeadamente a Boa Vista, acabariam por mais especialmente se interessar pela ilha do Sal, e passados três anos, mais propriamente a 13 de Agosto de 1939, desembarcaria o material destinado ao início das obras de construção do aeroporto: oficinas, central eléctrica, um posto de rádio, camiões… e também dirigentes, técnicos e operários que em menos de meia dúzia de meses montaram as edificações prefabricadas, prepararam uma pista, ainda que de terra batida, e instalaram diversos serviços: dois hangares para os aviões, oficina, rádio, meteorologia, armazéns, escritórios, hotel, locais de habitação, hospital — tudo isso numa planura na qual seis meses antes nem sequer havia um caminho de cabras…

"No entanto, essa linha Roma-América do Sul apenas funcionaria até à entrada da Itália na guerra, em Maio de 1940, portanto só durante três ou quatro meses. Depois disso o aeroporto ficou imobilizado por todo o tempo que durou o conflito, findo o qual o governo português comprou a instalação ao governo italiano, introduziu-lhe melhoramentos consideráveis, como a construção de uma pista asfaltada de 2200 metros, e procedeu à inauguração do realmente novo aeroporto no dia 15 de Maio de 1949, tendo como primeiro e principal cliente precisamente a linha italiana Alitalia." (...)