domingo, 17 de junho de 2018

Guiné 61/74 - P18749: (D)o outro lado do combate (33): As deserções no PAIGC no Sector de Tite ao tempo do BART 2924 (1971-1972) e suas consequências (2) (Jorge Araújo)

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Nota do editor

Poste anterior de 16 de junho de 2018 Guiné 61/74 - P18746: (D)o outro lado do combate (32): As deserções no PAIGC no Sector de Tite ao tempo do BART 2924 (1971-1972) e suas consequências (1) (Jorge Araújo)

4 comentários:

Tabanca Grande disse...

Jorge: fizeste um belo trabalho, "comme d' habitude".

como te disse, estive estes dias todos sem Net... No MSC Poesia (90 mil toneladas, quase 300 metros de comprimento...), a rede móvel por satélite é estupidamente cara (e lenta): 5 euros por minuto!... Só em terra (Itália, Grécia, Croácia...), é que tentei a ligação. Ou quando o naviko acostava... A Albânia é outro mundo... E depois o tempo era curto, o dia em terra era para as excursões: Veneza, Bari, Katakolon, Mykonos, Pireu/Atenas, Sarande/Butrint, Dubrovnik, Veneza, Bolonha...

Sobre a morte do João Bacar Jaló, que eu conheci em Bambadinca e Fá Mandinga, parece-me que as versões (publicadas no blogue) não coincidem... É natural, não vemos todos a mesma coisa... Valeria a pena fazer uma poste sobre o tenma, com a ajuda do Virgínio Briote, que foi o comfidente e o "copywriter" do Amadu Bailo Djaló, da 1ª CCmds Africanos e depois da 2ª CCmds...

Abraço, Luis

Anónimo disse...

As referências relativas à CCaç 3327/BII17 estão correctas. Importa realçar a vulnebarilidade do PAIGC no sector de TITE.
Cumprimentos.
José Câmara

Anónimo disse...

Pois é verdade Luís, o espólio conhecido relacionado com as causas de morte do Cap. João Bacar Djaló, da 1ª CCA, ocorrido em 16 de Abril de 1971, tem diversas versões.

Daí considerar pertinente a pergunta formulada pelo nosso amigo Cherno Baldé na Parte I - Qual é verdade da sua morte?

Em função do acima exposto, creio não ser possível considerar uma única verdade, uma vez que no "inferno dos combates" não há tempo para gravar todos os detalhes, para mais quando o sujeito de quem se fala morreu.

Como sabem todos aqueles que estiveram naqueles contextos, mesmo tratando-se de testemunhas oculares, cada um sente e vê as "peças do lego" (passe a publicidade) de formas e cores diferentes.

Do lado do PAIGC, ainda não encontrei qualquer memória descritiva. Apenas Nino Vieira se refere a este caso, enviando a Amílcar Cabral uma nota em que refere: "no dia 16/4/71 um Grupo da companhia africana foi surpreendido na Tabanca Djufa. Da parte inimiga [NT] faleceu o João Bacar Djaló". Não satisfeito com esta curta nota, Amílcar Cabral envia em 19.4.71 uma mensagem a Nino solicitando "mais detalhes sobre a morte de João Bacar".

Por último, estou de acordo com a elaboração de um novo poste, separando o que é semelhante do que é diferente, para se puder tirar algumas conclusões.

Um grande abraço para todos.

Jorge Araújo.




Tabanca Grande disse...


Veja-se, por exemplo, a curta nota biográfica que podemos ler no portral dos nossos camaradas do Ultrama TerraWeb (UTW):


(...) Capitão Graduado 'Comando' João Bacar Jaló

Comandante da 1.ª Companhia de Comandos Africanos da Guiné

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

Cruz de Guerra, de 2.ª Classe

Grau Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito

Medalha de Ouro de Serviços Distintos, com Palma (a título póstumo)

(...) João Bacar Jaló, Capitão graduado 'Comando, n.º 82031465, nascido em 2 de Outubro de 1929, no lugar de Cacine, da freguesia de Tombali, concelho do Catió (Guiné), filho de Sajo Jaló e de Fatumata Só.

Incorporação em 1 de Março de 1949, como voluntário;

Pssou à disponibilidade em 11 de Junho de 1951;

Comandante de Caçadores Nativos em 11 de Setembro de 1962, como voluntário;

Alferes de 2.ª linha, em 08 de Junho de 1965;

Comandante de Companhia de Milícias em 13 de Setembro de 1965;

Tenente de 2.ª linha, por distinção, em 21 de Novembro de 1965;

Capitão graduado do Exército, em 04 de Junho de 1970

Faleceu no Hospital Militar 241, em Bissau, no dia 16 de Abril de 1971, devido a ferimentos em combate, na operação «Nilo», em Jufandanca, a norte de Tite.

Está sepultado na campa n.º 16, fileira n.º 3, talhão n.º 2, do Cemitério de Bissau (Guiné). (...)

http://ultramar.terraweb.biz/Capitao_Joao_Bacar_Jalo_Um_Heroi.htm