domingo, 17 de junho de 2018

Guiné 61/74 - P18750: Efemérides (284): Mensagem do Presidente da República Portuguesa para o "Dia da Consciência" - Homenagem a Aristides de Sousa Mendes, Nova Iorque, 17 de junho de 2018 (João Crisóstomo)


Reprodução da mensagem do Presidente da República Portuguesa, enviada à Sousa Mendes Foundation / Fundação Sousa Mendes, com sede em Nova Iorque, por ocasião da celebração, hoje, em Nova Iorque e noutras cidades do mundo, do "Dia da Consciência". Recorde-se que o Presidente da República já tinha condecorado, a título póstumo,  Aristides Sousa Mendes (1885-1954) com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, em 3 de abril de 2017, no dia em que passavam 63 anos da morte do cônsul português.A Ordem da Liberdade "destina-se a distinguir serviços relevantes prestados em defesa dos valores da Civilização, em prol da dignificação da Pessoa Humana e à causa da Liberdade".


1. Mensagem, com data de ontem,  do nosso camarada  João Crisóstomo, coordenador do "Dia da Consciência".


[ Foto à esquerda: João Crisóstomo, ex- alf mil, na CCAÇ 1439 (Enxalé, Porto Gole, Missirá, 1965/66), nosso grã-tabanqueiro; natural de Torres Vedras, vive em Nova Iorque desde4 1975.  É um mediático ativista social, tendo estado ligado à defesa de três causas que tiveram repercussão internacional e que nos dizem muito, a nós, portugueses, os de Portugal e dos da diáspora: a defesa das gravuras de Foz Coa, a luta pela  independência de Timor Leste e a  memória de Aristides Sousa Mendes. Foi um dos fundadores do "Luso-American Movement for East Timor Autodetermination" (LAMETA); pertence ao "advisory council" da Sousa Mendes Foundation, sendo o coordenador do projeto "Dia da Consciência", que se celebra em muitas cidades onde há portugueses e luso-descendentes, a começar por Nova Iorque]


A toda a “família Aristides de Sousa Mendes”( i.e,. todos os que esforçam de qualquer meio de perpetuar a sua memória e o “legado” que nos deixou)

Segue uma mensagem recebida ontem do nosso Presidente, na ocasião do “Dia da Consciência”.

Porque a celebração de uma missa especial relacionada com o “Dia da Consciência” nem sempre é possível, especialmente durante os dias de semana, a partir deste ano vamos “copiar” o que fizemos este ano em que este dia coincidiu num domingo: Pedir a simples "inclusão” desta intenção nas missas desse domingo e que o celebrante mencione isso na homilia: deste modo o nome de ASM [Aristides Sousa Mendes]  e a mensagem que nos deixou ---a obrigação de seguirmos a nossa consciência, mesmo em momentos e situações difíceis--- vai atingir uma audiência muito maior.
É isso que nos propomos fazer daqui em diante.

Geralmente isto vai coincidir com o "Dia do Pai”. Mas mesmo aí não há conflitos: A. S. Mendes foi um pai extremoso de 14 filhos e soube e deu-lhes sempre o seu carinho e cuidado de um bom pai.

Vemho pedir a todos que me ajudem neste projeto, O mundo de hoje precisa disto: todos e cada um seguirmos a nossa consciência, mesmo em momenttos e situações difíceis.  

Se houvesse um pouco mais de consciência - políticos, homens de negócios, o mundo de espetáculos e informação, mesmo muitos que professam e fazem da religião modo de vida - o mundo não estaria como está. HELP EVERYBODY!

João Crisóstomo
Coordenador do projecto "Dia da Consciência"

Sunday, June 17, 2018 -- Advisory Council member Joao Crisóstomo has organized religious observances throughout the world to mark the "Day of Conscience" -- the day in June 1940 when Aristides de Sousa Mendes took his fateful decision. A Catholic mass will be observed in Yonkers, NY by His Excellency Don Bernardino Auza, Permanent Observer of the Vatican to the UN. Other remembrance masses will be held in San Jose, CA; New Bedford, MA; Newark and Elisabeth NJ; Farmingville and Mineola, NY; and international cities in Belgium, Brazil, France, Portugal, Russia, South Africa and Timor-Leste. A Shabbat service in the Manhattan East Side Synagogue on June 16 will also remember this hero. For more info, please click here. 

Press release da Sousa Mendes Foundation que nos mandou o João Crisóstomo.

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10 comentários:

Anónimo disse...

Joao Crisostomo
18 jun 2018 04:23


Caro Luís Graça,

Tentei escrever/responder ao Manuel Bernardo, no teu blogue, mas como não percebo nada de coisas digitais verifico que estive a perder o meu tempo, pois agora vejo que parece não ter saido nada do que escrevi . ( Eu bem “cliquei” no lugar que dizia ” não sou robo” e escrevi o meu nome etc, mas o computador sabe que não gosto de coisas digitais e mandou-me dar uma curva!).

Resignadamente vou tentar lembrar e repetir aqui o que escrevi e tu farás o favor de pores a resposta ( ou não, se achares que não vale a pena) lá no sítio próprio.
Obrigado.
João

Resposta ao comentário do Manuel Bernardo [, vd. poste P18744]

https://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/2018/06/guine-6174-p18744-efemerides-283-17-de.html?showComment=1529186998730#c7535276364697268764

Este nosso amigo João Crisóstomo saberá que em Portugal, vários investigadores da História Contemporânea põem em causa o destaque que ao longo dos anos tem vindo a sr dado a Aristide Sousa Mendes? Conheço pelo menos dois que o têm feito. >>>

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Comentário de João Crisóstomo:

Sei bem disso. Não só tenho lido como encontrado pessoas que têm essa opinião. Uma vez em Lisboa tive uma "amiga mas forte" discussão com um senhor ( não me recordo quem, mas disse que trabalhava no nosso MNE - Ministério dos Negócios Estrangeiros). Desaprovando o que ASMendes fez, disse que o número de pessoas que receberam o visto dele deviam ser umas duzentas etc etc.

Não tenho pretensões de possuidor de verdades absolutas, mas argumentei o melhor que soube e fiquei na minha. Cada um tem o direito de acreditar e aceitar o que bem quiser. Há gente que afirma que Cristo nunca existiu sequer e não é mais do que um mito; outros dizem o mesmo do fenómeno/ realidade de Fátima ( qualquer a maneira como possa ser vista não deixa de ser uma realidade). Da mesma maneira que há gente hoje que nega o que é geralmente aceite como realidades, porque confirmadas, considerando-as “ fake news” e pretende criar e fabricar outras “realidades alternativas…” porque essas melhor convêm aos seus interesses.

Na minha opinião cada um, depois de honestamente e com boas intenções ter “investigado” e estudado um assunto qualquer, tem todo o direito a concluir e aceitar, seja por fé, seja pelo que considera evidencia, o que achar bem.

Quanto a tudo o resto…. é tudo muito relativo e subjectivo. Não somos um rebanho de carneiros: cada um deve aceitar e acreditar o que bem quiser, independentemente do que os outros possam dizer e acreditar. A única "verdade absoluta" que eu aceito é a de que nos devemos compreender e aceitar uns aos outros.

João Crisóstoo
Nova Iorque

Tabanca Grande disse...

João: aqui tens o teu comentário ao cor inf ref e escritor Manuel Bernardo...

A propósito da tua conversa com um funcionário do MNE, em tempos, justamente sobre a figura do Sousa Mendes, tenho ideia de que os diplomatas portugueses, enquanto "corporação", e sobretudo os que serviram o Estado Novo, reagiram mal à "reabilitação" da memória do Sousa Mendes...

Seria interessante saber as razões profundas desta atitude... Temos que fazer mais "pedagogia", no blogue, sobre esta história e este português que, no meu entender e no teu, nos honram a todos nós... As questões de "consciência", na guerra, também têm sido pouco ou nada abordadas... Por isso este tópico não é nem pode ser estranho ao "core business" do nosso blogue...

Enfim, destaco o teu "fair play" e o teu apelo à tolerância... Mau seria que, no nosso blogue, a figura deste "justo" fosse instrumentalizada e se tornasse um "arma de arremesso" entre os que "pensam" mais à esquerda ou mais à direita... De qualquer modo, eu como português não posso deixar de sentir "vergonha" pelas perseguições que o país e as suas elites fizeram aos judeus, aos mouros e aos cristãos novos, ao longo da nossa história... De resto, foi um tiro nos pés: perdemos alguns dos melhores portugueses da nossa elite "técnico-científica", dos médicos aos diplomatas e negociantes...

Saibamos, ao menos, aprender com os erros e nunca mais voltar a repeti-los....

Um alfabravo do tamanho da distância entre Lisboa e Nova Iorque. Luís

Tabanca Grande disse...

É um artigo de opinião, publicado no jornal "Libération", em 2013, e que o João Corrêa destaca na sua página, https://joaocorrea.com/...

Fomos ao original, aqui vai com a devida vénia... Quem não souber francês, pode reccorer ao Google tradutor...Merece a pena ler a reflexão da jornalista, Marcela Iacub...LG

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L’obéissance si vile
Par Marcela Iacub — 1 février 2013 à 19:07

http://www.liberation.fr/france/2013/02/01/l-obeissance-si-vile_878642


L’obéissance si vile

Nous avons, êtres humains, une telle passion pour l’obéissance que, comparés à nous, les caniches peuvent faire figure de rebelles. Si en temps de guerre ou de crise politique majeure, nous sommes capables de devenir les plus horribles des assassins et des tortionnaires, ce n’est pas parce que nous sommes «mauvais», comme certains esprits calcifiés par le moralisme le prétendent, mais parce que nous sommes obéissants. Nous obéissons même aux bourreaux qui vont nous assassiner, nous et nos enfants, sans protester. Notre aptitude à obéir dépasse de loin le souci que nous prêtons à nos intérêts vitaux les plus élémentaires.

Oui, la passion d’obéir est chez l’espèce humaine beaucoup plus forte que son égoïsme. L’humanité devrait être définie par sa capacité inouïe à l’obéissance plus que par son pouvoir de raisonner. Ou, plutôt, par un terrible instinct qui la pousse à mettre son pouvoir de raisonner au service de l’obéissance, ce qui explique que le génie est rare. Enchaînée au cadre étroit des normes auxquelles nous obéissons, la pensée ne peut être que chétive, grise et uniforme. La perception que nous avons de nous-mêmes et du monde est davantage déterminée par la forme de nos cages que par la puissance de notre raison souveraine. C’est pourquoi le pouvoir de résister peut être considéré comme un miracle et comme un mystère.

C’est pour l’analyser que Pierre Bayard lui a consacré son bouleversant essai Aurais-je été résistant ou bourreau ? publié aux Editions de Minuit (Libération du 17 janvier). En s’appuyant sur un voyage fictif dans une autre vie que la sienne pendant l’occupation allemande, Pierre Bayard analyse la «bifurcation» qui s’opère dans certaines vies faisant que, soudain, un être humain, au lieu d’obéir aux normes construites par d’autres, devient inventeur, créateur, bâtisseur de règles auxquelles il va s’assujettir. Il sort alors de son «cadre» vital et devient un autre. Comme si cette faculté si rare et si précieuse permettait aux humains non seulement de résister, d’inventer de nouveaux problèmes, d’avoir du courage, mais aussi, dans le même temps, d’accoucher d’eux-mêmes. Et ce, non pas pour avoir des récompenses économiques ou de la reconnaissance sociale, mais pour éprouver le vertige métaphysique d’être un homme et non pas un caniche intelligent.

De tous les exemples que Pierre Bayard étudie, celui d’Aristides de Sousa Mendes, consul à Bordeaux en 1940, est le plus éloquent. Après avoir compris, grâce aux avertissements d’un rabbin qui était son ami, que les Juifs couraient le risque d’être exterminés, il signa des milliers de visas pour les sauver en désobéissant aux ordres écrits de Salazar. Et même après que ce dernier l’eut révoqué de ses fonctions, Sousa Mendes continua de signer des visas comme un automate obéissant aux ordres qu’il s’était lui-même donnés. Mais avant de prendre cette décision de désobéir, Sousa Mendes se sentit très fatigué et alla se coucher. Il dormit pendant trois jours et trois nuits, et c’est à son réveil qu’il était devenu un autre. Non plus le modeste Sousa Mendes que sa mère avait mis au monde, mais celui qui allait sauver de la mort 30 000 personnes alors que le destin funeste des Juifs n’était pas encore connu. Il a vu ce que les autres ne pouvaient voir, aveuglés qu’ils étaient par la peur et la paresse, ces deux filles hideuses de l’obéissance. Grâce à sa «bifurcation», Sousa Mendes était en mesure de comprendre la portée du plan des bourreaux.

(Comtinua)

Tabanca Grande disse...


É um artigo de opinião, publicado no jornal "Libération", em 2013, e que o João Corrêa destaca na sua página, https://joaocorrea.com/...

Fomos ao original, aqui vai com a devida vénia... Quem não souber francês, pode reccorer ao Google tradutor...Merece a pena ler a reflexão da jornalista, Marcela Iacub...LG

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L’obéissance si vile
Par Marcela Iacub — 1 février 2013 à 19:07

http://www.liberation.fr/france/2013/02/01/l-obeissance-si-vile_878642


(Continuação)

(...) Si ce livre est si puissant, c’est parce qu’il nous permet non pas de nous aveugler par les actions héroïques de certaines personnes, mais plutôt d’examiner d’un point de vue presque formel la nature de leur geste. Que signifie résister, désobéir, alors qu’aucune autorité, qu’aucun groupe ne nous sert de référence ? Et ces questions valent pour les cas extrêmes comme celui de la Seconde Guerre mondiale, mais aussi pour les sociétés pacifiques comme la nôtre. Des sociétés où les injustices et les souffrances sont moins graves, mais où elles existent tout autant à cause de notre passion pour l’obéissance. Des sociétés qui, paradoxalement, se sont donné comme régime politique la démocratie, régime où le peuple et donc chacun d’entre nous est censé inventer les normes auxquelles il obéit.

Mais ce peuple ne sait même pas que ces normes - de celles qui distribuent des richesses à celles qui organisent les familles - ne sont pas nécessaires. Ce peuple ignore que la presque totalité des normes, aussi bien juridiques que sociales, sont modifiables. Plus encore. A force d’obéir, ce peuple ne sait même plus ce qui le fait vraiment souffrir.

Une société qui prendrait la démocratie au sérieux devrait faire en sorte que prolifèrent des individus comme Sousa Mendes. Ce serait une société terriblement difficile à gouverner, et par moments fort désagréable à vivre. Mais il s’agirait d’une telle révolution, aussi bien politique que métaphysique, dans l’histoire humaine que même les chiens se mettraient à parler. L’on découvrira ce jour-là que s’ils se sont tus jusqu’alors, c’est pour mieux obéir à leurs maîtres.

Marcela Iacub

Tabanca Grande disse...

Tradução (livre e rápida...) dos dois primeiros parágrafos do artigo de Marcela Iacuba:


(...) Nós, seres humanos, temos uma paixão tão grande pela obediência que, comparados a nós, os canídeos, podem fazer figra de rebeldes. Se, em tempos de guerra ou de grandes crises políticas, somos capazes de nos tornar os assassinos e torturadores mais horríveis, não é porque somos "maus", como afirmam algumas mentes calcificadas pelo moralismo, mas porque que somos obedientes. Nós inclusive obedecemos aos executores que nos vão matarr, a nós e aos nossos nossos filhos, sem protestar. A nossa capacidade de obedecer supera em muito a preocupação que damos aos nossos interesses vitais mais básicos.

Sim, a paixão por obedecer é muito mais forte na raça humana do que o seu egoísmo. A humanidade deve ser definida pela sua inaudita capacidade de obediência e não pelo poder de raciocínio. Ou melhor, por um instinto terrível que a leva a colocar o seu poder de raciocínio ao serviço da obediência, o que explica por que é que a genialidade é rara. Acorrentado à estrutura estreita das normas a que obedecemos, o pensamento só pode ser insignificante, cinzento e uniforme. A percepção que temos de nós mesmos e do mundo é mais determinada pela forma de nossas gaiolas do que pelo poder de nossa razão soberana. É por isso que o poder de resistir pode ser considerado um milagre e um mistério. (...)

Anónimo disse...


Luisa Pacheco Marques

18 jun 2018 11:04

Caros

Bom dia

Penso que a realidade dos factos é o melhor argumento em favor de ASM e do seu acto humanitário.

Assim, sugiro que visitem o Pólo Museológico – Vilar Formoso Fronteira da paz – Memorial aos Refugiados ao Cônsul Aristides de Sousa Mendes, inaugurado em Agosto último pêlo nosso Presidente da Republica e que ganhou o premio Investigação 2018, na categoria de Investigação da APOM – Associação Portuguesa de Museologia.

Sugiro, ainda, para quem tem dificuldade em ir a Vilar Formoso que visite online, na internet, o Museu Virtual Aristides de Sousa Mendes. Os documentos que substanciam esta história estão online, digitalizados e podem ser lidos, vistos e ouvidos por qualquer um em qualquer parte do mundo. O site é bilíngue – português e inglês.

Um bom dia a tidos

Melhores cumprimentos

Luisa Pacheco Marques

(coordenadora Polo Museológico e MVASM)


Luísa Pacheco Marques, Arquitetam, Sociedade Unipessoal Lda
Rua da Madalena, 225 - 1º. Esq.

1100 - 319 Lisboa - Portugal

Tel.(+351) 21 342 22 03

Fax.(+351) 21 342 72 44

Anónimo disse...


Maria do Carmo Vieira

18 jun 2018 11h44


Bom dia a todos!

Já agora, anexo o texto que escrevi e que foi lido na Igreja de Santa Isabel.

Um abraço a todos, Maria do Carmo Vieira

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Dia da Consciência, 17 de Junho de 2018

A 17 de Junho de 1940, o Cônsul de Bordéus, Aristides de Sousa Mendes, num acto de consciência, que o forçava a desobedecer a ordens superiores, decidiu corajosamente passar vistos a todos os refugiados que precisavam unicamente da sua assinatura para se salvar da barbárie nazi.
Lembrar, hoje, 78 anos depois, esta data e este gesto de sincera e fraterna compaixão pelos que sofrem a guerra, a fome, a perseguição e os maus-tratos, é imperioso.
Saber compreender o significado de um rosto em sofrimento exige responsabilidade e ontem, como hoje, são muitos os que fogem por mar, em dramáticas travessias, e por terra, em desesperantes caminhadas, para se salvar. Nós podíamos ser eles. Exige a dignidade e a fraternidade humanas que não os abandonemos. Ensinou-nos Cristo isso mesmo.
Que o gesto de Aristides de Sousa Mendes nos possa lembrar que há momentos em que desobedecer se impõe, porque desse acto resulta a vida para quem se sente ameaçado por tragédias várias.

Maria do Carmo Vieira

Anónimo disse...

Joao Correa

18 jun 2018 11:40


Cara Sra.Arquiteta Luisa Pacheco Marques

Obrigado pelo trabalho de memória que uma parte de Portugal faz com dificuldade, no caso do "JUSTE DE BORDEAUX!.

Realizei vários trabalhos que modestamente contribuirão, a dar ao Aristides de Sousa Mendes o lugar que deve ocupar na historia de Portugal e da Europa.

Com os meus cumprimentos,

João Corrêa

Manuel Bernardo disse...

Completando o que afirmei anteriormente e acrescentando assim mais algo ao necessário debate de ideias e factos

Algumas vozes discordantes em relação à actividade de Aristides Sousa Mendes:

Para o ex-embaixador em Washington, Hall Themido, Aristides foi um "mito criado por judeus e pelas forças democráticas saídas do 25 de Abril". E mais à frente: "quando a família" do cônsul, "grupos judaicos e forças da esquerda ressuscitaram o assunto, procurei saber mais sobre o ocorrido".
Observa que Aristides apenas "pertencia à carreira consular, considerada, naquela época, carreira menor em relação à carreira diplomática". Por outro lado, o processo disciplinar ao cônsul em Bordéus "foi o último de vários de que foi alvo ao longo da carreira, quase sempre por abandono do posto ou concussão". Nota que a maioria dos processos "desapareceu misteriosamente" do MNE e que o de Bordéus está "incompleto". Assim, considera "incompreensível criticar" o Ministério, "incluindo o ministro, por ter aplicado a lei nas circunstâncias da época".Vide Themido, J. Hall (2008). Uma Autobiografia Disfarçada. A mitificação de Aristides de Sousa Mendes. [S.l.]: Instituto Diplomático - MNE. ISBN 9789898140012

Ainda na wikipedia:
Várias figuras ligadas ao regime de Salazar, têm procurado desacreditar Aristides de Sousa Mendes. José Hermano Saraiva, antigo ministro e grande admirador de António de Oliveira Salazar, numa entrevista em 2009 ao semanário Sol, disse o seguinte: "De facto, qual era a possibilidade de um cônsul, um simples cônsul, mobilizar meios para transportar 40 mil pessoas através de um país hostil? Como é que isso seria possível? Só seria possível para uma organização estatal, como é evidente. Mais: não há nenhum documento do Aristides que diga isso, não há nenhum"[76]
É indicado também que o Embaixador João Hall Themido, no seu livro de memórias, dedica um dos capítulos, porventura o mais polémico, ao que chama "A mitificação de Aristides de Sousa Mendes". O embaixador acusa o cônsul de "actuação irregular". Diz que "de forma totalmente irrealista, fala-se em 30 mil" o número de vistos "concedidos em apenas alguns poucos dias pelo cônsul e seus familiares, de forma cega, no consulado e até nos cafés da vizinhança". Themido sublinha "a necessidade de manter disciplina nos serviços que de forma directa ou indirecta pudessem, com a sua actuação, afectar o estatuto de neutralidade" do país.[77][nota 20]
Também José Seabra, que foi secretário de Sousa Mendes e participou na emissão dos vistos, disse por várias vezes que o número de vistos emitidos se cifrou na ordem das centenas. A última vez que fez esta declaração, foi ao MNE, contava já com 80 anos.[78] Seabra também acrescentou que em sua opinião Aristides apenas se moveu por motivos humanitários e por vontade de ajudar os refugiados.
O embaixador Carlos Fernandes escreveu igualmente um livro crítico, há alguns anos, sobre o tema “Aristides Sousa Mendes”.
E o Piloto Av. T.Cor. Brandão Ferreira fez publicar dois artigos no semanário “O Diabo” sobre este assunto, em 2011.
Manuel Bernardo

Blogger disse...

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