quarta-feira, 4 de julho de 2018

Guiné 61/74 - P18810: Dossiê LAMETA - Movimento Luso-Americano para a Autodeterminação de Timor-Leste: um documento para a história, um livro do nosso camarada da diáspora, João Crisóstomo (Nova Iorque)... Parte III: Novos aliados para Timor: O cardeal e diplomata do Vaticano, Dom Renato Martino




Capa do livro
1. Extratos do livro de João Crisóstomo - LAMETA - Movimento Luso-Americano para a Autodeterminação de Timor-Leste, edição de autor, Nova Iorque, 2017, 162 pp. (*)

Vamos continuar a reproduzir, com a devida autorização do autor, partes do livro, dando início ao capº 2 (Novos alaidos para Timor: D. Renato Martino, Elie Wiesel e outros. pp. 31-42) 

É um documento para a história, ou pelo menos, para "memória futura", este  livro do nosso camarada da diáspora, João Crisóstomo (Nova Iorque), ex-alf mil, CCAÇ 1439 (Enxalé, Porto Gole e Missirá, 1965/67).

No poste anterior (*), ficámos a saber como tudo começou, com o autor, com António Rodrigues, com Anne Treserer e outros ativistas luso-americanos, em 1996. O João Crisóstomo, nascido no concelho de Torres Vedras, é um luso-americano, radicado em Nova Iorque desde 1975. Tem formação superior em gestão hoteleira. Aprendeu a fazer "lobbying" social (**), com a sua ex-patroa, a senhora Jacqueline Kennedy Onassis, de quem foi mordomo.

Embora em atividade desde o início de 1996, a oficialização do LAMETA [Movimento Luso-Americano para a Autodeterminação de Timor-Leste] demorou o seu tempo e só foi registada junto do Internal Revenue Service (IRS) em 23 de setembro de 1997. Para além de uma ofensiva nos meios de comunicação social, ainda em 1996 o LAMETA manteve contactos pró-Timor com o gabinete do congressista Patrick Kennedy, de Rhode Island, com o presidente Biil Clinton, a quem enviou petições com centenas de assinaturas em 6 e 22 de junho de 1996 e em 10 de junho de 1997.

O movimento chamou igualmente a atenção do National Geographic Magazine para um mapa que publicara com Timor-Leste integrado na Indonésia (p. 23). Em 2 de março de 1996 foi dirigida uma carta ao presidente Suharto, da Indonésia, ainda com o cabeçalho do "Save the Coa Site Movement". Alguns documentos (como os das pp. 23 e 24) não foram  reproduzidos para não sobrecarregar o poste (e o blogue).

O mesmo se passa com os excertos de hoje, que são apenas os das pp. 31, 32, 34 e parte da 35, e dizem respeito ao papel do cardeal Renato Raffaelle Martino, italiano nascido em Salerno em 1932, hoje presidente emérito do Pontifício Conselho Justiça e Paz, e que de 1986 a 2002 desempenhou o cargo de Observador Permanente da Santa Sé na Organização das Nações Unidas em Nova Iorque. É, portanto, um diplomata do Vaticano, que se tornou um grande aliado e amigo da causa de Timor-Leste. O João Crisóstomo conta como foi (***).  (LG)









 Fotos e texto: © João Crisóstomo (2017). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar. Blogue Luís Graça / Camaradas da Guiné]

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Notas do editor:

(*) Vd. poste de 2 de dezembro de 2017 > Guiné 61/74 - P18037: Dossiê LAMETA - Movimento Luso-Americano para a Autodeterminação de Timor-Leste: um documento para a história, um livro do nosso camarada da diáspora, João Crisóstomo (Nova Iorque)... Parte II: Como tudo começou com o autor, com António Rodrigues, com Anne Treserer e outros ativistas luso-americanos, em 1996

(**) Em português, lóbi

lóbi | s. m.
ló·bi
(inglês lobby)
substantivo masculino

1. Pressão, exercida geralmente por um grupo organizado, para atingir determinados objectivos ou para defender determinados interesses. = LOBISMO

2. Grupo que exerce essa pressão.

Palavras relacionadas:

lobby, lobista, lobístico.

"lóbi", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/l%C3%B3bi [consultado em 04-07-2018].

(***) Vd. postes anteriores >

10 de maio de 2017 > Guiné 61/74 - P17340: Dossiê LAMETA - Movimento Luso-Americano para a Autodeterminação de Timor-Leste: um documento para a história, um livro do nosso camarada da diáspora, João Crisóstomo (Nova Iorque)... Parte I: a documenrtação original vai ser entregue dentro de dias em Dili... Uma cópia é entregue hoje, pessoalmente, ao Presidente da República Portuguesa

15 de abril de 2017 > Guiné 61/74 - P17246: (De)Caras (71): João Crisóstomo acaba de publicar, em Nova Iorque, o livro "LAMETA: o desconhecido contributo das comunidades luso-americanas para a independência de Timor-Leste"...Vem a Portugal, para umas férias, no próximo dia 20, 5ª feira.

2 comentários:

Antº Rosinha disse...

O Presidente angolano, hoje, a falar em português (sem vergonha)em Estrasburgo, faz-me lembrar a divulgação e o uso do português por inúmeros estrangeiros que afluiram às ex-colónias portuguesas como cooperantes após o 25 de Abril de 74.

Todos os países do Leste (soviéticos, romenos, jugoslavos, checos, estóneos e lituanos e até suecas e suecos, espalharam-se pelos novos países a falar um português correctíssimo.

Durante a Guerra Colonial, que para nós era a Guerra do Ultramar, a língua portuguesa estava a ser de uma tal importância estratégica para a Guerra Fria, que todos os países à volta do mundo, tinham um programa/rádio diário ou bi-diário ou quadri-diário em português, para dois serem destinados ao Brasil.

Porque havia de perder a importância estratégica, o idioma que o mundo já tinha assumido como indispensável?

Eu acuso, a culpa é dos medíocres em que nos tornámos para gozo dos nossos vizinhos coloniais.

Tanto a inglaterra como a França não se pouparam a esforços para investir em grandes Centros culturais nas nossas ex-colónias.

O caso da França eu vi esse esforço na Guiné.

Isto tudo principalmente quando perdemos o nosso maior aliado estratégico, a União Soviética com a história da perestróica.

Hoje tinhamos o português como uma das principais linguas oficiais na ONU se não nos "envergonhássemos" de ser quem somos, ou quem fomos.

Hoje até temos vergonha de termos criado o GPS há 500 anos que nos ajuda a circular pelo mundo sem nos perdermos, não é Luís Graça?

Até temos vergonha de termos descoberto percursos desconhecidos e dados a conhecer ao mundo inteiro.

Tabanca Grande disse...

Rosinha, eu sei que somos, de há muito, desde o tempo do velho do Restelo, um "povo bipolar", alternando as euforias e as depressões... Mas lá vamos indo a caminho do milénio...

E, final quantos somos ? 15 milhões de portugueses e lusodescendentes, disse o
ministro dos Negócios Estrangeiros, citando o Relatório da Emigração, segundo peça da Lusa, de 28/12/2017,

"A resposta é muito simples. Nós somos 10 milhões e trezentos mil que residem em Portugal, dos quais 800 mil são cidadãos estrangeiros",

"Depois, temos cerca de dois milhões e trezentas mil pessoas, que nasceram em Portugal e residem atualmente no estrangeiros e são portanto, tecnicamente, emigrantes, de acordo com o critério que utilizamos, que é das Nações Unidas, que diz que é emigrante aquele natural de um certo país, que reside em outro país há mais de um ano ou tem a intenção de permanecer neste país durante mais de um ano", acrescentou.

Santos Silva disse ainda que "se acrescentarmos a estes dois milhões e trezentos mil naturais de Portugal que vivem no estrangeiro, aqueles que não tendo nascido em Portugal têm nacionalidade portuguesa ou podem vir a ter nacionalidade portuguesa, porque são filhos ou netos de portugueses, chegaremos a um número global de portugueses e lusodescendentes [no estrangeiro] que vai se aproximando dos seis milhões de pessoas".

"A última estimativa realizada pelos nossos serviços aponta para 5,7 milhões de pessoas", afirmou.

"Estes números não são contraditórios entre si, quando nós dizemos, para simplificar, que somos 15 milhões de portugueses hoje no mundo. Estamos a falar a verdade, estamos a contar os portugueses que residem em Portugal, os naturais de Portugal que vivem no estrangeiro e os nacionais portugueses no estrangeiro, mesmo que não tenham nascido em Portugal", disse.

Antes, durante o 6.º Fórum de Graduados Portugueses no Estrangeiro (GraPE), o ministro dos Negócios Estrangeiros também pediu aos jovens académicos portugueses emigrados para contribuírem para promover Portugal no mundo e participarem na internacionalização do país através da inovação.

Santos Silva apoiou a sua intervenção em dados do mais recente Relatório da Emigração. Segundo estimativas citadas pelo ministro, só em 16 dos 194 países membros da ONU não há portugueses registados como residentes.

Durante a sua intervenção no lançamento do relatório, que decorreu no Palácio das Necessidades, Santos Silva destacou ainda a importância que se deve dar à mobilidade entre os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
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Fonte: DN - Diário de Notícias, 28712/2017

https://www.dn.pt/lusa/interior/informacao-tratada-e-importante-para-conhecer-a-realidade-dos-15-milhoes-de-portugueses-e-lusodescendentes---ministro-9012921.htmlnt