quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Guiné 61/74 - P18891: Tabanca Grande (466): Manuel Gonçalves, ex-alf mil manutenção, CCS / BCAÇ 3852, Aldeia Formosa, 1971/73; ex-aluno dos Pupilos do Exército, transmontano, vive em Carcavelos, Cascais. Senta-se à sombra do nosso poilão, no lugar nº 776.



Manuel Gonçalves, novo membro da nossa Tabanca Grande, nº 776


1. Mensagem de Manuel Gonçalves, ex-alf mil Manutençaõ,  CC S/BCAÇ 3852 (Aldeia Formosa, 1971/73),

Data - 1 de agosto de 2018. 11:23
Assunto -  Inscrição no blogue

 Luís Graça:

Em primeiro lugar,  tenho a dizer que gostei muito de te ter revisto a ti e à Alice. Foi um bocadinho de fim de semana muito agradável. Depois dou finalmente cumprimento a uma decisão tão simples e que peca por tardia. Segue em anexo uma pequena história e as respetivas fotos.

Um grande abraço e um beijinho à Alice.
Manuel Gonçalves


2. Resposta do editor LG:

Manel: Obrigado, em nome de toda a Tabanca Grande... Serás o grã-tabnqueiro nº 776 (*) a sentar-se à sombra do nosso mágico e fraterno poilão... Como sabes, não há tabanca sem poilão... Fico muito feliz por te ter aqui ao nosso lado; para além de um bom camarada, és já um grande amigo, e o companheiro de uma grande amiga nossa,a Tucha, que eu e a Alice conhecemos muito primeiro do que tu...  Mesmo em férias, vou caprichar na tua apresentação...

Finalmente, desde o passo  desejado e prometido desde pelo menos o nosso primeiro encontro em Monte Real, por ocasião do VIII Encontro Nacional da Tabanca Grande (2008) (**). Com, pelo menos, já 3 encontros, em que estivemos juntos, em Monte Real.

Estás, portanto, em casa... Além disso, não estás só: da tua companhia, há pelo menos o Manuel Carmelita que nos honra, de há muito, com a sua presença... (Foi fur mil radiomontador e vive em Vila do Conde.)... E estamos à espera que o João Marcelino também se junte a nós... (Esteve connosco em 2013, em Monte Real; não tenho sabido notícias dele;  ele mora ou morava no concelho da Lourinhã.)

Manel, tivemos, no fim de semana, uma conversa cheia de cumplicidades e confidências, como se fôssemos já velhos  amigos de uma vida... Esse, é resto, o nosso timbre, o do blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné. Gostei muito da  história que nos contas, da tua despedida de Lisboa antes da hora do embarque... Em próximo acrescentarei mais algo sobre ti e a tua passagem por Aldeia Formosa.

Um xicoração fraterno para ti e para a Tucha.
Luís


3. Pedido de inscrição na Tabanca Grande:

Finalmente decidi-me a proceder a um gesto bem simples, o de enviar duas fotografias e contar uma pequena história. A isto não é estranho o facto de nos termos encontrado na Lourinhã, no domingo passado e termos falado no assunto. Nesse mesmo instante, decidi que, estando em dívida para com o Blogue, deveria dar um passo em frente e aqui estou eu a fazê-lo.

Frequentei o Instituto dos Pupilos do Exército, de 1960 a 1970. Concluído o Curso de Electrotecnia e Máquinas, entrei na EPSM (Escola Prática do Serviço de Material), em Sacavém, onde estive de Junho de 1970 a Junho de 1971. Durante esse tempo ministrei aos soldados, duas especialidades de Mecânica Auto, uma de Carpintaria e outra de Pintura de Automóveis.

Depois rumei a Chaves, para me integrar no BCAÇ 3852, fazendo parte da sua CCS. Na tarde noite de 25 de Junho de 1971, partíamos de comboio rumo ao cais de Alcântara, para embarcarmos para a Guiné a bordo do Niassa. A largada do Cais, deu-se no dia 26 de Junho às 12h00. Aqui é que entra outra pequena história dentro da grande história que é a nossa ida para a guerra, sem sabermos se a viagem seria de ida e volta.

Estavam as tropas em pleno cais de Alcântara fazendo os últimos preparativos para ordeiramente embarcarem, quando me ocorreu a ideia de me despedir da cidade, onde tinha vivido os últimos e mais importantes anos da minha vida. Acto contínuo, chamei um táxi. À pergunta do taxista, ainda mal refeito da surpresa, pensando talvez estar a transportar um desertor, perguntou-me para onde queria ir. Eu, mal ouvindo a pergunta, pois os meus pensamentos estavam noutros mundos, respondi-lhe que desse a volta a Lisboa e me viesse deixar no mesmo sítio.

Assim aconteceu, percorri quase toda a Lisboa e quando cheguei, já a maior parte das tropas tinham embarcado. Eu cheguei, indiferente ao mundo que me rodeava e embarquei também, não sem ter dado satisfação à raiva que me ia na Alma. Claro que um acto destes deve-me ter marcado, porque durante a comissão tive alguns vislumbres disso mesmo. Aliás no momento em que apanhei o Táxi, devo ter sido logo seguido por algum dos PIDES que ali estavam para vigiar as tropas.

Aqui fica esta pequena história para juntar a tantas outras, bem mais importantes, de camaradas meus.

Um abraço e até sempre

Carcavelos 30 de Julho de 2018
Manuel dos Santos Gonçalves   
______________

(*) Vd. postes de:


12 de julho de  2018 > Guiné 61/74 - P18839: In Memoriam (317): João [Alfredo Teixeira da] Rocha (Ilha de Moçambique, 1944 - Porto, 2018), nosso grã-tabanqueiro n.º 775, a titulo póstumo (Luís Graça / Jaime Machado / Carlos Silva / Tabanca de Matosinhos / António Pimentel)

(**) Vd. postes de:

1 de maio de  2017 > Guiné 61/74 - P17302: XII Encontro Nacional da Tabanca Grande, Palace Hotel de Monte Real, 29 de Abril de 2017 (11): novos e velhos amigos e camaradas (Fotos de Luís Graça)

19 de junho de 2014 Guiné 63/74 - P13305: IX Encontro Nacional da Tabanca Grande (38): "Caras novas" em Monte Real... E algumas de camaradas que ainda não se sentam à sombra do nosso poilão

14  de junho de 2014 > Guiné 63/74 - P13285: IX Encontro Nacional da Tabanca Grande (25): Reencontrando a nossa amiga Tucha... que se volta a inscrever este ano com o Manuel Santos Gonçalves... É caso para dizer que o Mundo é Pequeno e a nossa Tabanca... é Grande! (Luís Graça / Alice Carneiro)

8 comentários:

Anónimo disse...

As boas vindas ao Manuel Gonçalves, ao nosso novo grã tabanqueiro, daqui a pouco tempo já deixo de pertencer aos periquitos.
Já percebi que é amigo do Luis, e só isso já diz tudo.
A história da partida é mais uma das variadas formas da despedida.
Eu pergunto-me a mim mesmo, porque embarquei em Figo Maduro, sozinho sem família nenhuma a acompanhar-me, e nada me preocupava, nem o avião avariado, que não pegou no dia anterior. Foi em 2o Set 67, já passaram mais de 50 anos.
Sê bem vindo. o meu camarada da Manutenção auto - vulgo da Ferrugem - era um home ribatejano, o camarada alferes Carvalheira, era duro que nem um touro, acho que andou sempre pegado com o 2º Comandante, por causa do impedido que ele lhe foi roubar, e precisava dele. Tiveram 'pegas' do diabo, quer a falar quer no outro sentido do termo, pois o Carvalheira punha as mãos à pegador de touros e falava assim sem meias palavras. Fomos camaradas, andamos ali 23 meses e tal, Nova Lamego, São Domingos, mas nunca fomos grande amigos, apesar dele ficar quase sempre nas fotos na messe de oficiais, estava quase sempre ao meu lado. Mas ainda deixou que o pessoal me fizesse lá uma peças bonitas, com restos de granadas de morteiro de 60 e 80, e de invólucros de obuses com mais de meio metro de comprimento. Todos mais ou menos gostavam de mim, eu era o gajo com que eles todos poderiam contar, seja para o que for.
Velhos tempos.

Um abraço, Virgílio Teixeira,
ex-alf mil SAM do BCAÇ1933.
RI15/Tomar/ Guiné 67/69.






Anónimo disse...

Luis falas aqui de um Manuel Carmelita que vive em Vila do Conde.
A sua cara não me é estranha, e já vi que é de longa data um membro da Tabanca Grande.
Já vi que era da mesma Companhia do Manuel Gonçalves, será que me podem fornecer os seus contactos, com a autorização dele, se é daqui da Vila, às vezes até dá jeito uma conversinha, já que há pouca malta por aqui que eu conheça, uma vez que também vivi no Porto até aos 30, e aqui não criei raízes nenhumas.
Ab,
Virgílio Teixeira

Tabanca Grande disse...

Vou-te mandar os contactos do Manuel Carmelita, é membro da Tabanca de Matosinhos, que se reune, p+ara almoçar, todas as 4ªs feiras... Têm poiso certo... Tens que aparecer por lá, um dia destes, só te fazia bem... Até podes aproveitar uma boleia do Carmelita, quando ele lá for... Vou-te pôr em contacto com esses camaradas, gente fixe, gente nortenha como tu... Há também a Tabanca da Maia e a Tabanca dos Melros, em Fânzeres, Gondomar...

Um abraço, estou aqui 37º graus, à beira mar...às 18h30... Ab, LG

Tabanca Grande disse...

Virgílio, o Manuel Gonçalves, com toda a escola dos Pupilos do Exército, quando chegou à Guiné, já conhecia as manhas da tropa... E, pelo que me contou, teve os seus problemas de relacionamento com o tenente coronel que veio substituir o 1º comandante do BCAÇ 3852 (, que apanhou uma porrada do Spínola, sendo substituido pelo ten cor B.B. que eu conheci, em Bambadinca, como major, do BART 2717, em meados de 1970)...

Se ele (. o Mabel,) mo permitir, vou contar algumas histórias que ele me confidenciou esre fim de semana na Praia da Areia Branca, e que eu registei no diário... Curioso, o primeiro batalhão a que eu estive adido (eu e a minha companhia de pretos, a CCaç 12...) foi o BCAÇ 2852 (sediado em Bambadinca, 1968/70). Uma das companhias deste Batalhão, a CCAÇ 2405, doa nossoa camaradaa Paulo Raposo e Rui Felício, perdeu uma série de homens, no desastre do Cheche, no rio Corubal, em 6/2/1969... Os outros mortos foram da companhia do teu batalhão (BCAÇ 1933), a CCAÇ 1790, que estava justamente em Madina do Boé...

O Manel cvonheceu bem a CCAÇ 18, comandada pelo nosso camarada Rui Alexandrino Ferreira, e que teve manga de chatices, nesta altura, em Aldeia Formosa...

Tabanca Grande disse...

Virgílio, descansa, já não estás na lista dos periquitos da Tabanca Grande:

Veja ba coluna do lado esquerdo...

Últimas dez entradas (da mais recente para a menos recente):

Manuel Gonçalves, João Rocha, Américo Russa, Luís Encarnação, Mário Santos, António Lopes Pereira, Fernando Tabanez Ribeiro, Gina Marques, João Schwarz, António Joaquim Alves.

... A tua missão é também arranjar um periquito para poisar no nosso poilão... Com o Manel Gonçalves, somos já 776...Mas não creio que consigamos chegar aos 800 ainda este ano... "O negócio está fraco"... O negócio dos periquitos, quero eu dizer...

Anónimo disse...

Eu bem tento arranjar os periquitos, mas eles fogem, alguns nem BI têm, não querem dar a cara, são do meu estilo, precisam de 5 anos de reflexão.

Cá aguardo o contacto do Carmelita, até posso apanhar a sua boleia se ele não adormecer ao volante como eu. Mas para a Tabanca de Matosinhos, tenho melhor solução, apanho aqui o metro à porta, e saio lá a dois passos, sem stress, sem policia a mandar bufar, etc.

Virgilio Teixeira

Fernando Silverio Chapouto disse...

Amigo companheiro Manuel Gonçalves como transmontano também, os meus parabéns por entrares para a nossa TABANCA GRANDE tua também a partir de agora, eu como um dos mais antigos periquito da Guiné e um dos mais antigos da nossa TABANCA.
Um forte abraço
Fernando Chapouto
Ex. Fur. Milic. O.E. CCaç 1426 Guiné 65/67 Geba. Camamudo Banjara Cantacunda

Manuel Resende disse...

Amigo Manuel Gonçalves e vizinho, aqui na Magnífica Tabanca da Linha já és membro há muito tempo. Confesso que ultimamente tu e a tua esposa não têm estado presentes nos nossos convívios, que continuamos de dois em dois meses, só que agora não em Oitavos, mas em Algés, no CARAVELA DE OURO. Aparece no próximo, que será a 27 de Setembro. Como és membro receberás informação oportuna de convite.
Abraço e aparece
Manuel Resende