sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Guiné 61/74 - P20252: Álbum fotográfico de João Sacôto, ex-alf mil, CCAÇ 617 / BCAÇ 619 (Catió, Ilha do Como, Cachil, 1964/66) e cmdt da TAP, reformado - Parte X: Cabedu, Cantanhez


Guiné > Região de Tombali > Cabedu  > CCAÇ 617 (1964/66) > c. 1965 / 1966 > Desembarque em Cabedu. Na foto, a LMD 302.


Guiné > Região de Tombali > Cabedu  > CCAÇ 617 (1964/66) > c. 1965 / 1966 > Desembarque em Cabedu, a partir da LDM 302.


 Guiné > Região de Tombali > Cabedu  > CCAÇ 617 (1964/66) > c. 1965 / 1966 > Desembarque em Cabedu, a partir da LDM 302... Presuume que o rio seja o Cumbijã.


Guiné > Região de Tombali > Cabedu  > CCAÇ 617 (1964/66) > c. 1965 / 1966 >  Chegada ao destacamento de Cabedu.


Guiné > Região de Tombali > Cabedu   CCAÇ 617 (1964/66) > c. 1965 / 1966 >   Posto de vigia,  e rede de arame farpado com garrafas de cerveja vazias, penduradas, funcionando como sistema de alerta


Guiné > Região de Tombali > Cabedu >   CCAÇ 617 (1964/66) > c. 1965 / 1966 >   Posto de vigia, com, em primeiro plano, um cão pastor alemão, cujo dono era o capitão Costa Campos... (Não, era o Toby, de raça Boxer, que irá sobreviver aos ferimentos recebidos em combate, por estas bandas, no Cantanhez...)


Guiné > Região de Tombali > Cufar  > CCAÇ 617 (1964/66) > c. 1965 / 1966 >   Bolanha de Mato Farroba


Guiné > Região de Tombali > s/l  > CCAÇ 617 (1964/66) > c. 1965 / 1966 >    "Regresso de uma operação"... Veem-se os militares com capacete de aço e os milícias com Mauser...É possível que a foto seja de 1964, do início da comissão...

Fotos (e legendas): © João Sacôto (2019). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


Guiné-Bissau > Região de Tombali > Sector de Bedanda > Cantanhez > Cabedu > 2008 > Restos (arqueológicos...) do antigo destacamento de Cabedu...

Foto (e legenda): © José Teixeira(2008). Todos os direitos reservados. [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. Continuação da publicação do álbum fotográfico do João Gabriel Sacôto Martins Fernandes: (i) ex-alf mil, CCAÇ 617 / BCAÇ 619 (Catió, Ilha do Como e Cachil, 1964/66); (ii) trabalhou depois como Oficial de Circulação Aérea (OCA) na DGAC (Direção Geral de Aeronáutica Civil); (iii) foi piloto e comandante na TAP, tendo-se reformado em 1998.


Emblema da CCAÇ 617 / BCAÇ 619. 
Fonte: Cortesia  de  © Carlos Coutinho (2008)
O lema, em latim, quer  dizer...
 "movimenta-te, se não queres ser visto"
Mais dados biográficos: (iv) estudou no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (ISCEF, hoje, ISEG): (v) andou no Liceu Camões em 1948 e antes no Liceu Gil Vicente; (vi) é natural de Lisboa; (vii) casado; (viii) tem página no Facebook (a que aderiu em julho de 2009, sendo seguido por mais de 8 dezenas de pessoas); (ix) é membro da nossa Tabanca Grande desde 20/12/2011; (x) tem cerca de meia centena de referências no nosso blogue.

Neste poste mostramos algumas fotos que documentam a atividade operacional do alf mil João Sacôto e da sua companhia, nomeadamente na península do Cantanhez: Cabedu, Mato Farroba... 

Recorde-se  que a CCAÇ 617 / BCAÇ 619 esteve em Catió de 1 março de 1964 até 22 de setembro de 1965, altura em que assume a responsabilidade do subsector do Cachil, por troca com a CCAÇ 728.

Será rendida pela CCAÇ 1424, em 16 de janeiro de 1966. Regressa a Bissau, aguardando embarque para a metrópole.

 Não sabemos a data exata em que passou por Cabedu. Terá sido nesta altura que o Toby foi ferido em combate, no Cantanhez...


Guiné > Região de Tombali > Carta de Cacine (1960)  >Escala 1/50 mil > Posição relativa de Cabedu, na península do Cantanhez, entre o rio Cumbijã e o rio Cacine.

Infografia: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné (2019)
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Nota do editor:

(*) Último poste da série > 11 de julho de 2019 > Guiné 61/74 - P19967: Álbum fotográfico de João Sacôto, ex-alf mil, CCAÇ 617 / BCAÇ 619 (Catió, Ilha do Como, Cachil, 1964/66) e cmdt da TAP, reformado - Parte IX: O 'bu...rako' do Cachil (set 1965 / jan 1966)

Vd. postes anteriores:

16 de abril de 2019 > Guiné 61/74 - P19684: Álbum fotográfico de João Sacôto, ex-alf mil, CCAÇ 617 / BCAÇ 619 (Catió, Ilha do Como, Cachil, 1964/66) e cmdt da TAP, reformado - Parte VIII: Catió, Destacamento de Ganjola

Vd. postes anteriores:

28 de março de 2019 > Guiné 61/74 - P19628: Álbum fotográfico de João Sacôto, ex-alf mil, CCAÇ 617 / BCAÇ 619 (Catió, Ilha do Como, Cachil, 1964/66) e cmdt da TAP, reformado - Parte VII: Catió e arredores: contactos com a população civil

20 de março de 2019 > Guiné 61/74 - P19604: Álbum fotográfico de João Sacôto, ex-alf mil, CCAÇ 617 / BCAÇ 619 (Catió, Ilha do Como, Cachil, 1964/66) e cmdt da TAP, reformado - Parte VI: Em Príame, a tabanca do João Bacar Jaló (1929 - 1971)

3 de março de 2019 > Guiné 61/74 - P19546: Álbum fotográfico de João Sacôto, ex-alf mil, CCAÇ 617 / BCAÇ 619 (Catió, Ilha do Como, Cachil, 1964/66) e cmdt da TAP, reformado - Parte V: Catió, o quartel e a vida da tropa

28 de fevereiro de 2019 > Guiné 61/74 - P19539: Álbum fotográfico de João Sacôto, ex-alf mil, CCAÇ 617 / BCAÇ 619 (Catió, Ilha do Como, Cachil, 1964/66) e cmdt da TAP, reformado - Parte IV: Catió: as primeiras impressões

17 de fevereiro de 2019 > Guiné 61/74 - P19502: Álbum fotográfico de João Sacôto, ex-alf mil, CCAÇ 617 / BCAÇ 619 (Catió, Ilha do Como, Cachil, 1964/66) e cmdt da TAP, reformado - Parte III: O meu cão Toby, que fez comigo uma comissão no CTIG, e que será depois ferido em combate no Cantanhez

10 de fevereiro de 2019 > Guiné 61/74 - P19488: Álbum fotográfico de João Sacôto, ex-alf mil, CCAÇ 617 / BCAÇ 619 (Catió, Ilha do Como, Cachil, 1964/66) e cmdt da TAP, reformado - Parte II: Chegada a 15/1/1964 e estadia em Bissau durante cerca de 2 meses

4 de fevereiro de 2019 > Guiné 61/74 - P19468: Álbum fotográfico de João Sacôto, ex-alf mil, CCAÇ 617 / BCAÇ 619 (Catió, Ilha do Como, Cachil, 1964/66) e cmdt da TAP, reformado - Parte I: A partida no T/T Quanza, em 8/1/1964

7 comentários:

Manuel Luís Lomba disse...

Olá,João Sacoto:
Teremos sido companheiros em operações em Cantanhez, Cafine e Cacine, no 2.º semestre de 1964 e em Mato Farroba e Cufar, no 2.º semestre de 1965, nós (BCav 705/CCav 703) como "reserva de intervenção" às ordens do CChefe, Brigadeiro Arnaldo Schulz. O Comandante Militar do CTIG era o Brigadeiro Sà Carneiro, tio do fundador do PPD/PSD.
Abraço.
Manuel Luís Lomba

Valdemar Silva disse...

As fotos dos soldados dentro d'água a chegarem a terra são das grandes fotografias publicadas no blogue.
Sempre me fez confusão os postos de vigia fixos em cima das árvores ou noutros locais em altitude. O sentinela estava a vigiar o quê? Coitado levaria um tiro ou uma bazucada antes de dar o alerta, a não ser que o sentinela tivesse a missão de observar com binóculos a grande distância. Com certeza que o IN não apareceria de 'peito aberto' para atacar as nossas instalações.

Valdemar Queiroz

J. Gabriel Sacôto M. Fernandes (Ex ALF. MIL. Guiné 64/66) disse...

Caro Manuel Lomba, claro que sim, estivemos certamente em 1964/1965 em operações nas zonas que referes, assim como, nalgumas operações com o já falecido, então Alf. Saraiva, comandante do grupo de comandos "Os Fantasmas".

Caro Valdemar, a tua estupefacção a respeito dos postos de vigia colocados no cimo das arvores, tem a sua explicação por dois motivos: 1- A zona envolvente muito descampada, podendo, por isso, detectar-se à distância qualquer aproximação do IN; 2- porque estávamos numa fase de guerrilha 1964/65, altura em que o inimigo não possuía armas pesadas ou de longo alcance.

Luis, Tenho que fazer uma correcção à fotografia em que aparece um cão: Não é o meu cão o Toby da raça boxer que aparece, mas sim, creio, um cão da raça pastor alemão propriedade do Cap. Costa Campos.

Abraço,
JS

Tabanca Grande disse...

Desculpa, João, já corrigi... De facto, não é o teu valente Toby, mas outro bravo animal, pastor alemão, da CCAÇ 763, do cap Costa Campos (já falecido em 2006) e do nosso Mário Fitas... Podes ver as fotos desses "cães de guerra":


1 DE JULHO DE 2016
Guiné 63/74 - P16255: Pré-publicação: O livro de Mário Vicente [Mário Fitas], "Do Alentejo à Guiné: putos, gandulos e guerra" (2.ª versão, 2010, 99 pp.) - XI Parte: VI - Por Terras de Portugal (v) : a CCAÇ 763 toma conta do subsetor de Cufar e prepara-se para fazer uma experiência única no CTIG: a utilização de cães de guerra

A. Murta disse...

De tempos a tempos, lá surgem estas séries fotográficas do João Sacôto, desenterradas das profundezas do baú e dos tempos. São uma bênção para a alma e uma delícia para os olhos. Vem saciar uma certa nostalgia daquele tempo e daquelas paragens. Não que eu tenha saudades da guerra e dos efeitos nefastos que ela trouxe a todos nós, mas ao ver estas imagens, de tão boa qualidade, empolgo-me por voltar a ter vinte anos e estar lá de novo. Mesmo com água pelos joelhos...

Obrigado João Sacôto.

Grande abraço do
António Murta.

PS: Em Nhala tínhamos vários postos de vigia daquele formato, mas não tão grandes. O maior tinha metade da altura daquele que se vê nestas imagens. Se fossem alvejados apenas com armas ligeiras eram seguros, pois a base era feita de chapa de bidon.

manuel carvalho disse...

Em Jolmete tinha-mos um posto de vigia virado para a estrada do Pelundo, donde eles normalmente atacavam, montado em quatro cibes com mais ou menos 4 metros de altura e com bidões de terra à volta e onde tinha-mos a Breda.Pois num ataque em 15 de Janeiro de 69 a intensidade de fogo inicial foi tão grande que o sentinela em vez de utilizar a escada saltou lá de cima. Eu imagino RPGs canhões s/ recuo metralhadoras com tracejantes no silêncio da noite de repente tudo aquilo a vir na direcção do individuo.Quando as coisas acalmaram um bocado ao fim de meia hora alguém subiu a escada e pôs a breda a funcionar para lhes dar as despedidas.Tinha-mos construido um quartel novo que estava a ficar acabado e eles vinham para destruir o que pudessem mas levaram uma lição que só lá voltaram julgo que em 73. Um abraço.
Manuel Carvalho

José Botelho Colaço disse...

Manuel luis lomba confirmo o brigadeiro Sá Carneiro (homem de estatura média) era o comandante militar após a saída por desentendimento do brigadeiro Louro de Sousa e do governador Vasco Rodrigues, foi a entidade mais graduada que visitou o Cachil assim que terminou a operação tridente.
Vem ao acaso uma passagem após ter saído do Helicóptero e ter andado aí uns cinquenta metros + ou - tropeça num fio de uma armadilha desactivada deita as mãos à cabeça e diz sr. capitão isto é um perigo, o capitão com a sua estaleca de comandante lá o informou como funcionava a segurança das armadilhas e o seu fino controle pelo activar e desactivar das referidas armadilhas.
Quanto aos postos de vigia no cimo das arvores há uma grande diferença entre os nossos postos de vígia e o dos guerrilheiros na altura chamados de"terroristas" os nossos postos de vígia eram grandes e normalmente facies de detectar (ver) ao passo que os deles eram práticamente invísiveis, cito por exemplo a clareira entre a mata do Cachil e a mata do Cassaca na Ilha do Como, a mata do Cachil era controlada pelas nossas foças e a mata do Caassaca por eles, nós na mata do Cachil por mais que observasse-mos não conseguia-mos ver nenhum posto de vígia mas ai daquele que tentasse atravessar a clareira para atingir a mata do Cassaca, por esse motivo é que as nossas forças nunca conseguiram passar da mata do Cachil para a mata do Cassaca a ultima vez uue o tentetaram em 1964 foi em Abil que uma das tentativas da nossa tropa composta por forças especiais de ir à mata do Cassaca sofreram 12 feridos evacuados de helicóptero e foi mais uma tentativa gorada e com custos elevados tanto de moral como monetária.