quinta-feira, 28 de março de 2019

Guiné 61/74 - P19628: Álbum fotográfico de João Sacôto, ex-alf mil, CCAÇ 617 / BCAÇ 619 (Catió, Ilha do Como, Cachil, 1964/66) e cmdt da TAP, reformado - Parte VII: Catió e arredores: contactos com a população civil


 Guiné > Região de Tombali > Catió > CCAÇ 617 (1964/66) >  Visita social à Tabanca de Catió


Guiné > Região de Tombali > Catió > CCAÇ 617 (1964/66) >  Confraternizando com a população



Guiné > Região de Tombali > Catió > CCAÇ 617 (1964/66) >  Cooperando com a população nos seus trabalhos agrícolas.


Guiné > Região de Tombali > Catió > CCAÇ 617 (1964/66) >  Cerimónia fúnebre, da comunidade fula, a que assistem alguns militares.



Guiné > Região de Tombali > Catió > CCAÇ 617 (1964/66) >Estrada para Príame



Guiné > Região de Tombali > Catió > CCAÇ 617 (1964/66) >  Mulher grande, rainha de Catió



Guiné > Região de Tombali > Catió > CCAÇ 617 (1964/66) >  Ação psicossocial: visitando uma família, numa tabanca balanta, nos arredores de Catió, a caminho do aeródromo. Legenda corrigida.


Fotos (e legendas): © João Sacôto (2019). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. Continuação da publicação do álbum fotográfico do Jão Gabriel Sacôto Martins Fernandes, de seu nome completo,  ex-alf mil da CCAÇ 617 / BCAÇ 619 (Catió, Ilha do Como e Cachil, 1964/66). (*)

Trabalhou depois como Oficial de Circulação Aérea (OCA) na DGAC (Direção Geral de Aeronáutica Civil). Foi piloto e comandante na TAP, tendo-se reformado em 1998.

Estudou no Instituto Superior de Ciencias Económicas e Financeiras (ISCEF, hoje, ISEG) . Andou no Liceu Camões em 1948 e antes no Liceu Gil Vicente. É natural de Lisboa. É casado. Tem página no Facebook (a que aderiu em julho de 2009, sendo seguido por mais de 8 dezenas de pessoas). É membro da nossa Tabanca Grande desde 20/12/2011.

2. Neste poste mostramos algumas fotos que documentam os contactos com a população de Catió e de Príame (, a tabanca do João Bacar Jaló, 1929-1971).

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Nota do editor:

(*) Último poste da série > 20 de março de 2019 > Guiné 61/74 - P19604: Álbum fotográfico de João Sacôto, ex-alf mil, CCAÇ 617 / BCAÇ 619 (Catió, Ilha do Como, Cachil, 1964/66) e cmdt da TAP, reformado - Parte VI: Em Príame, a tabanca do João Bacar Jaló (1929 - 1971)

9 comentários:

Cherno Baldé disse...

Caros amigos,

Estas fotos de joao Sacoto foram feitas em Priame, uma aldeia Fula situada a entrada de Catio (hoje Bairro multi-etnico), onde vivia o Cap. Comando Joao Bacar Jalo, por isso as pessoas que aparecem nas imagens sao todas da etnia Fula, com os quais, apesar do ambiente tenso e das desconfianças, normais numa Guerra subversiva, a tropa metropolitana se sentia mais a vontade.

Com um abraço amigo,

Cherno Baldé


Tabanca Grande disse...

Cherno, obrigado... Mas também havia população balanta em Catió e arredores. O João Sacôto tem fotos de mulheres balantas em luta (deportiva), de lutadores (homens, balantas), que vamos publicar a seguir... Mas, tens razão, a relação das NT era mais fácil com os fulas... Qual a razão ? Histórica, socioantropológica, etc. Eu, enquanto militar do exército, fardado, não consegui criar "empatia" com os balantas de Nhabijões, na altura (1969/71), uma comunidade sob "duplo controlo": toda a gente tinha "parentes no mato"... Estive destacado, no reordenamento, uns quinze dias... E puseram-nos lá duas minas anticarro à saída do reordenamento... Em 13/1/1971, tinha eu 20 meses de Guiné... Não sei como ainda estou vivo... Troquei, à vinda (para Bambadinca) o lugar com o furriel António Fernando Marques, que esteve 2 anos no hospital...:Stou farto de contar esta história... Mas, não tenho qualquer ressentimento contra os balantas de Nhabijões ou oustras comunidades com quem lidei, na paz e na guerra...

Mantenhas, irmãozinho. Dá um abraço ao Luís Oliveira cuja mãezinha era da minha terra. Quando vieres a Portugal, vou-te buscar a Lisboa para veres o Dino Parque da Lourinhã, o maior parque de dinossauros da Lourinhã. E tenho lá casa para ficares.No jJrássico Superior, Há 150 milhões de anos, "ia-se a pé da Lourinhã a Nova Iorque"...

Lourinhã, 28 de março de 2019

Tabanca Grande disse...

O João telefonou-me a dizer que ambos temos razão, o Cherno e eu... A foto não foi tirada em Príame (que na altyra era só fula) mas numa outra tabanca, balanta, a caminho do aeródromo / pista de aviação de Catió... Os contactos das NT eram mais frequentes com os fulas do que os balantas... Mas aqui são balantas... Já havia "acção psico-social", o João teve a gentileza de me digitalizar folhetos das NT a aliciar as populações do mato para se entregarem... A "gente do mato" confundia-se, em muitos sítios, nos subsetores do Xime e do Xitole com os balantas... Amílcar Cabral tinha um fascínio pelo "bom selvagem" do balanta... E o PAIGC explorou-os até ao tutano...Eram os "carrejões" e a "carne para canhão" do PAIGC... Hoje vingam-se: domimam a estrutura militar da Guiné-Bissau... LG

Valdemar Silva disse...

A fotografia 'Confraternizar com a população' é uma das grandes fotografias do nosso blogue, mesmo que tenha sido tirada com a intenção de propaganda interétnica.

Valdemar Queiroz

Anónimo disse...


Cherno Balde
28 mar 2019 17:15


LUÍS: a casa e a familia em questao podem ser da etnia balanta, mas o homem que esta ao lado do Joao Sacoto é muçulmano e provavelmente da etnia Fula, pois a cara e o vestuario assim o dizem. Repare no chapeu e na tunica, eu diria mesmo que ele acompanhou o Joao naquela visita a casa dos vizinhos balantas, de resto nao é facil distinguir fisicamente os homens das duas etnias se nao for por alguns traços especificos e pelo vestuario, porque, como dizem, ambos tem as mesmas origens, simplesmente os Balantas foram enviados para vir buscar sal do mar junto a costa e quando chegaram ficaram tao vislumbrados com a terra que nunca mais quiseram voltar ao local do grande encontro onde os fulas, entretanto, estavam agrupados, junto ao rio Niger.

Cordialmente,

Cherno Baldé

J. Gabriel Sacôto M. Fernandes (Ex ALF. MIL. Guiné 64/66) disse...

Concordo a 100% com o comentário conclusivo do Cherno Balde. A análise dele vai ao encontro de situações passadas há cerca de 55 anos que correspondem a reminiscências da minha vivência em Catió. As nossas relações com os Fulas eram mais cordiais que com os Balantas, com quem não deixávamos de ter uma relação, pelo menos de tentativa de aproximação e conquista de confiança.
Um abraço camaradas,
JS

Anónimo disse...

À atenção de João Sacoto e Cherno Baldé:
À margem do assunto deste Poste, faz-me uma confusão que não aparecem as mulheres, bajudas ou mulher grande, com as 'mas ao léu', desculpem a expressão mas é assim para nos entendermos.
Nos locais e sitios por onde passei, a maioria das mulheres, em especial nas tabancas, andava, desnudadas, e não era eu que lhes tirava a roupa. Fiz tanta fotografia que já foi publicada, mas ainda há mais e são só para mim. Nunca abusei ou fiz disto um assunto sexual, era apenas a curiosidade de um jovem que não estava habituado a ver tanta mama de tanto feitio.
Ou o Sacoto tem essas fotos guardadas?
É pura curiosidade, nada mais.
Talvez andei por sitios de culturas diferentes, como os Felupes que praticamente andavam nus, eles elas, miudos e graudos!
Um abraço
Virgilio Teixeira

J. Gabriel Sacôto M. Fernandes (Ex ALF. MIL. Guiné 64/66) disse...

Virgilio Teixeira:
Quando cheguei à Guiné, já tinha tomado contacto, especialmente em alguns lugares no Algarve e em França Nice e Biarritz de mulheres em tronco nu nas praias "Topless". Também já tinha visto imagens e fotografias de cenas Africanas em que as mulheres, principalmente as mais jovens (Bajudas) em cenas rurais se apresentavam em tronco nu. Creio que, por isso, não fui especialmente surpreendido, o que não quer dizer que não tenha admirado a beleza de algumas bajudas, e que, com sua autorização e pose artística fotografei. Vou mandar para o Luis duas dessas fotos que as publicará se achar oportuno.
Um abraço,
JS

Anónimo disse...

J. Sacoto,

Obrigado pelo comentário pertinente. Eu também andei pelo Algarve em 65 e 66, mas tenho de confirmar que não tive essas oportunidades, nem andei por outras paragens, As primeiras topless em Portugal, só aparecem a partir do 25A, que eu saiba.
Mas já tinha tomado contacto com fotos de 1955 e 1961 na Índia quando respectivamente o meu pai e irmão por lá andaram. Depois novamente o meu irmão em 63-65 novamente me trouxe material desse teor, da sua comissão em Angola, sem maldade nenhuma.
A minha observação tem a ver que em tudo que era lugar na Guiné, isto é, onde eu estive, havia topless com muita abundância, daí, eu quando achei oportuno, pedi também, a troco de uma cópia para elas, que me deixassem tirar fotos, com muita variedade de seios, nalguns casos até posso ter exagerado nas poses, mas isso foi do calor...

Vamos lá ver essas duas fotos de outras bajudas.

Embora já vi aqui no blogue, muito belas bajudas e boas fotos, já tipo profissional, que não era o meu caso.

Ab, Virgilio Teixeira