quarta-feira, 22 de julho de 2015

Guiné 63/74 - P14919: Inquérito online: Resultados preliminares (n=115) a dois dias de encerrar a votação: menos de metade da malta (47,8%) utilizou os CTT para telefonar para a casa (leia-se: metrópole). Mesmo assim, parece que era mais fácil em Bissau, capital do território, do que no mato...

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Guiné > Região de Tombali > Catió > CCS / BART 1913 (1967/69) > Álbum fotográfico do Victor Condeço > Quartel > Foto 32 >

"Cerimónia militar em fevereiro de 1968, por ocasião da imposição à CART 1689 da Flâmula de Honra (ouro) do CTIG, atribuída em julho de 1967. Edifício do comando. Presença de militares, civis da administração, correios e comerciantes locais."


Da esquerda para a direita, e segundoindicação do fotógrafo: (1) de costas, o cap médico Morais que está a falar com um outro um militar, de camuflado, não  identificao;L (2) o comandante do BART 1913, ten cor Abílio Santiago Cardoso; (3) quatro funcionários dos Correios e Administração; (4) o comerciantes sr. José Saad [, libanês,] e filha (pequena); (4) o comerciante, sr. Mota: (5) o comerciante Sr. Dantas  de fato escuro, e a filha; (6) o comerciante sr. Barros; (7) o electricista civil Jerónimo: (J) e, por fim, o alf mil capelão Horácio [Neto Fernandes].



Guiné > Região de Tombali > Catió > CCS / BART 1913 (1967/69) > Álbum fotográfico do Victor Condeço > Quartel > Foto 32 A > Pormenor; quatro funcionários dos correios (à esquerda), seguidos de quatro comerciantes; o libanês José Saad (e filha), o  Mota, o  Dantas (e filha) e  o Barros.


Guiné > Região de Tombali > Catió > CCS / BART 1913 (1967/69) > Álbum fotográfico do Victor Condeço > Vila > Foto 16 > "Uma vista tirada da Rotunda, onde se vê uma DO-27 sobrevoando a zona do quartel, à direita a zona da antiga messe de oficiais e a antena dos Correios à esquerda."



Guiné > Região de Tombali > Catió > CCS / BART 1913 (1967/69) > Álbum fotográfico do Victor Condeço > Vila > Foto 17 > "Foto tirada da torre da Igreja no sentido do Quartel, vendo-se o depósito de água deste, a torre dos Correios, em baixo a rua das Palmeiras."

Fotos (e legendas) de Catió: Victor Condeço (1943/2010) / © Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné (2007). Todos os direitos reservados




I. Resultados preliminares da sondagem desta semana (que termina 6ª feira, dia 24,  às 14h45). Até às 19h00 de hoje tinham votado 115. 

(i) menos de metade da malta (47,8%) utilizou os CTT para telefonar para a casa (leia-se: metrópole);

(ii) mesmo assim, parece que era mais fácil conseguir uma ligação telefónica em Bissau, capital do território, do que no mato, nalgumas (poucas) povoações mais importantes, sedes de concelho  e postos administrativos,  onde havia estações dos CTT:

(iii) as ligações para a metrópole, a partir das estações dos CTT,  tinham dia e hora marcada (,mesmo em Bissau);

(iv) já ninguém se lembra do tarifário: quanto custava uma chamada (, julgo que via Marconi,) para a metrópole, por minuto ? 

(v) e, já agora que falamos de CTT... qual era a via normal para o envio e receção das encomendas postais ("slides", livros, jornais e revistas, fumeiro, bacalhau. etc.) ? Era o SPM (servço postal militar) ou os CTT ?...

(vi) e as grandes antenas de telecomunicações que viamos nalgumas destas povoações (por ex., Bambadinca, Catió)... eram civis ou militares ? quem as montou ? e quando ? quem as explorava ? quem fazia a sua mautenção ?

Se alguém souber e quiser falar sobre os serviços prestados pelos CTT na Guiné, tem o blogue à sua disposição... 

SONDAGEM: "NA GUINÉ, DURANTE A COMISSÃO, UTILIZEI OS CTT PARA TELEFONAR PARA CASA"

1. Sim, em Bissau > 30 (26,1%)

2. Sim, fora de Bissau > 15 (13,0%)

3. Sim, em Bissau e fora de Bissau > 10 (8,7%)

4. Não, nunca utilizei >  59 (51,3%)

5. Já não me lembro > 1 (0,9%)

Mude o seu voto
Votos apurados: 115 
Dias que restam para votar: 2 

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Nota do editor:

Vd. poste de 29 de julho de 2015 > Guiné 63/73 - P14901: Sondagem: Mais de 54% do pessoal nunca telefonou para a metrópole, durante a comissão, usando os CTT... Resultados preliminares (n=81), quando faltam 4 dias para "encerrar as urnas"...

6 comentários:

Luís Graça disse...

É bom que os jovens de hoje, guineenses e portugueses, saibam o "salto tecnológico" que demos, a Guiné, Portugal, o mundo inteiro. com a Telegrafia Sem Fios (TSF), muito antes da era do digital... É preciso perceber a revolução, nas telecomunicações, iniciada pelo italiano Marconi... E, no caso português, o papel da Companhia Portuguesa Rádio Marconi... Aqui vão alguns apontamentos que recolhi na Net... LG

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Companhia Portuguesa Rádio Marconi (1925-2002)

Com origem na britânica Marconi’s Wireless Telegraph Company, a Companhia Portuguesa Rádio Marconi (CPRM) foi fundada em 18 de Julho de 1925 na sequência do contrato de concessão celebrado entre a empresa britânica e o Governo português em 1922.
Já antes, em 1912, a Marconi’s Wireless tinha contratado com o mesmo governo o estabelecimento e exploração da telegrafia sem fios (TSF) em vários pontos do continente, nos Açores, na Madeira e na ilha de S. Vicente em Cabo Verde. Porém, nada se concretizou, por falta de cumprimento do próprio Governo que foi incapaz de concluir os edifícios necessários à montagem das estações no prazo previamente estabelecido no acordo.
O contrato celebrado em 1922 – muito mais abrangente do que o de 1912, pois alargava a exploração da TSF a todo o império colonial – também sofreu alguns percalços que foram ditando o adiamento sucessivo da sua concretização prática até 1926. A partir de então, ao longo de oito décadas, a CPRM assegurou o alargamento das telecomunicações portuguesas com o resto do mundo, contratando com diversas companhias de cabos submarinos, introduzindo novas tecnologias e facilitando as comunicações intercontinentais.
Até 1966, o capital accionista maioritário da CPRM foi detido pela empresa inglesa, passando nessa data, na sua maior parte, para o Estado português, altura em que foi também renovada a sua concessão. A CPRM foi integrada na Portugal Telecom (PT) em 1995, passando esta a deter 100% do seu capital. Mais tarde, em 30 de Dezembro de 2002, a CPRM acabou por ser incorporada por fusão na PT.

Marconi’s Wireless Telegraph Company

Empresa descendente da Wireless Telegraph and Signal Company, fundada, em 1897, por Giugliemo Marconi, mudando para a nova designação em 1900. Tendo sido aberto, em 1909, o primeiro serviço radiotelegráfico transatlântico a cargo da empresa, planeava-se já, em 1910, a ligação de todo o império britânico por TSF – o que veio a acontecer em 1927, com a introdução das ondas-curtas. O impacto concorrencial sobre as companhias de cabos submarinos desenvolveu a necessidade de associar um meio de comunicação ao outro.
Em 1929, a Imperial and International Communications concretizou essa necessidade ao associar a Marconi’s Wireless ao grupo de companhias existentes.
Em Portugal, esta companhia celebrou contrato com o governo para estabelecimento de uma rede radiotelegráfica em 1922 e em 1925 constituiu-se, com a sua participação, a Companhia Portuguesa Rádio Marconi (CPRM). A maioria dos títulos accionistas da Marconi Wireless passou para a Cable and Wireless (Holding) Limited (C&W) quando esta se constituiu em 1934, à imagem das restantes companhias aí incluídas.
Terminada a II Guerra Mundial, em fins de 1945, o governo britânico anunciou a intenção de nacionalizar a Cable and Wireless, decisão que teve, em Portugal, alguns reflexos de apreensão. Face à redefinição da sua posição, passando a Marconi’s Wireless de participante accionista da C&W a obrigacionista do Estado britânico, também a CPRM veria transferida parte dos seus interesses para o domínio do governo inglês. (...)

(Continua)


http://sitiomarconi.fundacao.telecom.pt/Default.aspx?tabid=248#4

Luís Graça disse...

(Continuação)

(...)

Administração Geral dos Correios e Telégrafos (1911-1937)

Nascida logo após a implantação da República, a Administração-Geral dos Correios e Telégrafos foi constituída a 24 de Maio de 1911, sendo dotada de autonomia administrativa. Em 1919 sofreu reorganizações profundas, dividindo a operacionalidade dos serviços de correios, telegráficos e telefónicos.
Foi em 1928, com esta Administração Geral, que se celebraram os primeiros contratos com a Espanha para o serviço telefónico entre os dois países. Já em 1933 esta Administração integrou nas suas competências administrativas a Direcção dos Serviços Radioeléctricos, preparando ainda a instalação e exploração de estações nacionais de radiodifusão, de que veio a fazer parte a Emissora Nacional de Radiodifusão. Esta evolução vinha na sequência de determinações anteriores, onde se previa que todos os serviços de radiodifusão e radiocomunicações se incluíssem nesta Administração-Geral.
Em Julho de 1937 os serviços de correios, telégrafos e telefones foram reorganizados, passando a ter como nova designação Administração Geral dos Correios, Telégrafos e Telefones.

Casa da Balança

A Casa da Balança, onde se encontrava o Arsenal da Marinha, constituiu a sede embrionária da rede radiotelegráfica deste sector militar e nela funcionou a primeira estação portuguesa Marconi. A estação entrou ao serviço do Ministério da Marinha a 16 de Fevereiro de 1910, ao mesmo tempo que foram equipados com aparelhos do mesmo sistema os cruzadores D. Carlos, S. Gabriel, S. Rafael e Adamastor, estabelecendo-se deste modo as comunicações entre navios e costa. Em 1913 o posto abriu ao serviço marítimo. A estação foi encerrada em 1920, em sequência da inauguração do novo posto radiotelegráfico da Majoria General da Armada.

http://sitiomarconi.fundacao.telecom.pt/Default.aspx?tabid=248#4

Luís Graça disse...

Hélder:

Isto é contigo, és/foste um home da TSF...

Explica lá por que é que a malta, em 1960/70, tinha que dormir nos correios, em Bissau, para fazer uma chamada telefónica para a metrópole... Para os putos de hoje, é como recuarem no tempo, séculos, milénios, quiçá milhões de anos... Mas o que é que eles sabem de hist+oria, de cronogeologia ?...Há 150 milhões de anos "eu" ia a pé da Lourinhã a Nova Iorque...

O que não me admira: nas primeiras férias grandes que fiz no estrangeiro, fériade pequeno-burguês, 3 semanas, finais dos anos 70 (!), Itália do norte, Fiat 127 (60 contos, no princípio da década!, comprado pela Alice...), campismo e um milhão de liras (!) (50 contos, se erro!), divisas carimbadas no passaporte, Portugal sob a pata do FMI, inflaç~´ao a 30 e tal por cento, juros bancários leoninos, a minha/nossa Joana ainda pequenina (, nascida em 1978)... senti, sentimos a angústia das (in)comunicações entre a Itália e Portugal, dois países do mesmo continente, tão distantes como o polo norte e o sul, ou Bambadinca e Lourinhã (entre 1969/71)...

Era outro mundo, outro século, o mundo e o século em que nascemos...Quem, dos portugueses, tinha telefone em casa ? Um luxo!|...

Hoje os putos, portugueses, e mesmo os guineenses, não sabem do que estamos a falar.. Por isso, viva o Marconi!... E a Companhia Portuguesa Rádio Marconi!... Não te peço para escrever um poema, porque não é a tua especialidade... Mas, pelo menos, um comentário ao sabor do teclado... Clico, logo existo!... Vou ter pena destas "funcionalidades", quando morrer...

Abraço grande, Luis

PS - Não vais amanhã à Tabanca da Linha, nas eu vou promover a tua Tabanca de Setúbal!,,,

Luís Graça disse...

Mail acabado de enviar pelo correio interno da Tabanca Grande;


Amigos/as, camaradas:

É preciso ter cuidado com as sondagens... Ou melhor: com a sua leitura, com a interpretação dos seus resultados....

Quem vota, tem net, quem tem net, tem email; quem tem email, não é um infoexcluído, quem não é infloexclúido, tem graveto... e sobretuod tem pachorra para entrar neste "jogo" dos gajos que têm a mania que são gente, os gajos que têm a mania que são gente não olham para os vizinhos do r/c...Só olham para cima, os gajos e as gajas que têm a mania que são gente...

Mas os editores do blogue da Tabanca Grande têm a obrigação de olhar, em extensão e em profundidade para todos vocês, bons amigos e camaradas, sem orgiulho nen preconceito, a mente aberta como a ameijoa à Bulhão Pato, e pensar que a vossa opinião, o vosso ponto de vista, o vosso voto, é importantíssimo, é único... Não vai salvar o mundo... mas ajuda a manter, grande, a Tabanca Grande...

Votem, se ainda não o fizeram. até 6ª feira... Não votem, se não tiverem pachorra... Em qualquer dos casos, o mundo borrifa-se em nós.. E nós respondemos, com fina ironia: o Mundo é Pequeno e a nossa Tabanca é... Grande!

Oxalá / inshallah / enxalé possamos, por mais alguns anos, continuar a cultivar o nosso bom humor de caserna... E a poder continuar a cozinhar e a comer um dos melhores pratos do mundo; the small female Portuguese clams with garlic oil e coriander... Ameijoas à Bulhão Pato... Um quilo de ameijoas para 4 camaradas, 2 dentes de alho, duas colheres de sopa de azeite, um molhinho e coentros, 2 dentes de alho, 2 minutos na frigideira... No fim, sumo de limão e uns borrigos de vingho verde... Sirva-se a escaldar!... É o prato preferido para a hora da minha morte... Tem que ser servido na falésia jurássica do meu mar do Cerro...

Boas férias, e votem bem!...

Luis Graça

António Matos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
António Matos disse...

Desabituei-me de aqui escrever e hoje vi-me em palpos de aranha para dar com este local onde pretendo contribuir para a percentagem daqueles que também fizeram uso dos CTT's fora de Bissau para contactos telefónicos para a Metrópole.
Vistas as coisas a esta distância, parece-nos incrível como tudo evoluiu, onde as tecnologias ganham foros de destaque ...
Estava no 16 de Outubro de 1971 quando tive necessidade de contactar para Guimarães onde se casava um dos meus irmãos ...
A logística que envolvia esta tão singela operação que hoje se executa em escassos segundos, é algo que, ao recordá-la, me dá a imensa satisfação de pertencer a uma geração viva que tem sido testemunha de fabulosos avanços científicos os quais permitiram transformações civilizacionais notáveis.
O eu ter nascido ;
A chegada da televisão ao país ;
A ida do Homem à Lua ;
O aparecimento do computador ;
A invenção da internet ;
O telemóvel ;
Os nascimentos dos meus filhos ;
A transformação da tecnologia bélica ;
A proliferação da exploração espacial ;
As novas geografias políticas ;
As novas conturbações sociais ;
Os avanços na medicina ;
Os sucessos das nanotecnologias ;
Os nascimentos dos meus netos ;
Na ultrapassagem dos records atléticos ;
Etc., etc., etc.
São apenas uma mínima parte das transformações que me apaixonam ( umas pela positiva outras pela negativa ) na certeza que as prefiro às do antigamente ...

Oito dias antes, dirigi-me à casa do régulo de Bula que, concomitantemente, servia de posto dos CTT's ( não sei se neste momento estarei a meter os pés pelas mãos quanto a estes pormenores mas julgo que o interessante para este comentário é, tão só, o relato vivido da realização duma chamada telefónica ) e marquei para aquele dia a referida chamada.
Por se tratar dum casório, fiz as minhas preces para que à hora a que as meninas metessem as cavilhas naquelas centrais telefónicas do século passado, os noivos já se encontrassem de beijo dado e disponíveis para a surpresa.
Sim, porque aquele telefonema foi uma surpresa !!
Recordo que houve um certo atraso na conjugação concertada de toda a equipa que, passando a informação de boca em boca ( via cavilha ), me pôs em contacto com o outro extremo da linha ...
Escusado será apelar às emoções do momento mas, embora nunca mais tivesse pensado no assunto, sinto uma certa nostalgia, só mitigada porque ao olhar aqui para o lado do computador, dou de caras com o mais recente dos sucedâneos das tecnologias comunicacionais - o telemóvel - com o qual já fiz e já recebi "n" chamadas enquanto escrevo este reviver ...
Ensinou-me já a experiência que, por vezes, ao fazermos o "send" duma mensagem, ela vai parar ao etéreo e nunca mais ouvimos falar dela, restando-nos a paciência para tentar recuperar parte dos raciocínios e ideias.
Por isso, junto à lista acima, mais uma vitória civilizacional que dá pelo nome de "copy/past" e com ela guardar num limbo este trabalhinho enquanto não confirmo que o original seguiu para o destino apropriado .
Assim sendo, aqui vos deixo um abraço e os parabéns por esta ideia que me cativou.
António Matos