sexta-feira, 4 de maio de 2018

Guiné 61/74 - P18604: Álbum fotográfico de Virgílio Teixeira, ex-alf mil, SAM, CCS / BCAÇ 1933 (Nova Lamego e São Domingos, 1967/69) - Parte XXXI: As minhas estadias por Bissau (iii): 4º trimestre de 1967



Foto nº 4 > Bissau > Dezembro de 1967 > No restaurante Nazareno, com o Furriel Riquito à civil e o Alferes Verde, do BCAÇ 1932. Um jantar de Natal, provavelmente em fins de Dezembro de 67.


Foto nº 26 > Bissau > 23 de dezembro de 1967 > Jantar no Restaurante Nazareno, com toalha regional, bom vinho Aveleda de garrafa redonda...


Foto nº 25 >  Bissau > 23 de dezembro de 1967 > Na varanda exterior do Restaurante Nazareno. [Segundo o nosso camarada Carlos Pinheiro, que conheceu bem Bissau, em 1968/70, o "Nazareno” era restaurante e casa de fados, sendo mais tarde rebaptizada de "Chez Toi"] (*)


Foto nº 11 > Bissau > Dezembro de 1967 > Uma foto na Amura, sendo tirada por outro camarada, com uma outra máquina, igual, e que também era minha. É como se fosse uma foto que agora se chama de "selfie".


Foto nº 13 > Bissau > Novembro de 1967 >Vista parcial da avenida marginal do Porto de Bissau, com o cais e porto, o estuário do rio Geba, as gentes locais. Pouco movimento de viaturas, era um local para apreciar o rio e o movimento de embarques e desembarques das nossas tropas.


Foto nº 23 > Bissau > Novembro de 1967 > Na marginal do porto de Bissau, cais na maré baixa, vazio de água, muro vedação para sentar, muito lixo também.


Foto nº 24 >  Bissau > Novembro de 1967 > Um banho na piscina do QG em Santa Luzia. O calor aperta  [. Início da época seca, que ia até abril.]


Foto nº 29 >  Bissau > Outubro de 1967 > Inauguração de um novo bairro para a população, já construído parcialmente com recurso a materiais mais nobres, como o cimento e terra amassada, coberto com folhas de palmeira. 


Guiné > Bissau > CCS/BCAÇ 1933 (Nova Lamego e São Domingos, 1967/69).


Fotos (e legendas): © Virgílio Teixeira (2018). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. Continuação da publicação do álbum fotográfico do Virgílio Teixeira, ex-alf mil, SAM, CCS / BCAÇ 1933 (Nova Lamego e São Domingos, 1967/69); natural do Porto, vive em Vila do Conde, sendo economista, reformado; tem já meia centena de referências no nosso blogue.


Guiné 1967/69 - Álbum de Temas: T031 – Bissau - Parte 1 > (iii) Out / Dez 1967 > Legendagem (**)


F04 – No restaurante Nazareno, com o Furriel Riquito à civil e o Alferes Verde do BC1932. Um jantar de Natal, provavelmente em fins de Dezembro de 67. Bissau, Dez67.

F11 – Uma foto na Amura, sendo tirada por outro camarada, com uma outra máquina, igual e que também era minha. É como se fosse uma foto que agora se chama de "selfie".  Bissau, Dez67.

F13 > Vista parcial da avenida marginal do Porto de Bissau, com o cais e porto, o estuário do rio Geba, as gentes locais. Pouco movimento de viaturas, era um local para apreciar o rio e o movimento de embarques e desembarques das nossas tropas. Buissau, Nov67.

F23 – Na marginal do porto de Bissau, cais,  na maré baixa, vazio de água, muro vedação para sentar, muito lixo também. Bissau, Nov67.

F24 – Um banho na piscina do QG em Santa Luzia. O calor aperta. Bissau, Nov67.

F25 – Na varanda exterior do Restaurante Nazareno. Bissau, 23Dez67.

F26 - Jantar no Restaurante Nazareno, com toalha regional, bom vinho Aveleda de garrafa redonda, bem gelado, os copos como se pode ver, não são de pé alto, são comuns de água, mas não havia outros. Um dia, estava eu aqui a jantar e fazer as fotos com um tripé, então o empregado distraído dá um toque no tripé e cai tudo, partindo a lente da máquina. Mandei repará-la e teve de ir para o Japão, e demorava uns meses a regressar. Como já não podia passar tanto tempo sem uma máquina, já estava viciado, então comprei uma igual, e mais uma prestação para pagar. Fiquei com as duas até ao fim da comissão, depois acho que alguém se ofereceu para me comprar uma delas e lá foi, hoje não faria isso, até porque tinha as duas, sendo uma com rolo de fotografias a preto e branco, e a outra para slides a cores, que me fizeram falta mais tarde no navio de regresso, pois acabou-se depressa o rolo e não fiz as fotos no navio, na viagem, da chegada a Lisboa, das cerimónias, do encontro com a família, do desfile em Tomar, ficou isso por fotografar, fiquei com pena de não ter pensado antes, porque o dinheiro da venda não me resolveu nada. Vésperas de Natal. Bissau, 23Dez67.

F29 – Inauguração de um novo bairro para a população, já construído parcialmente com recurso a materiais mais nobres, como o cimento e terra amassada, coberto com folhas de palmeira. Bissau, Out67.

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15 comentários:

Tabanca Grande disse...

Obrigado, Virgílio, pela tua boa vontade e paciência... Como o pessoal da Tabanca Grande é muito curioso, diz-nos lá: (i) tens ideia de o "Nazareno" ser também casa de fados?, (ii) e quanto a "patacão", quanto custava um garrafa de "Aveleda" ? ... Tenho ideia que custava 30/35 pesos, mais do que o subsídio de alimentação dos meus soldados, africanos, desarranchados, que era de 24$50 (igual, de resto, para toda a gente)... O "vinho verde branco" (martelado...) era um luxo no nosso tempo, era quase o preço de uma "queca"...

Um bom fim de semana... Espero-te, para o ano, em Monte Real... Que Deus, Alá e os bons irãs nos protejam até lá! LG

Anónimo disse...

Eu faço isto por gosto, para me lembrar a mim, e partilhar com outros, momentos e vivências que infelizmente muitos nunca tiveram, mas não me julguem por isto.
Quanto às perguntas que me fazem, cada uma é um pesadelo para a minha pobre cabeça cansada, e depois não tenho respostas claras e inequívocas, e posso meter água, e o Geba já tinha muita água...
Eu fui várias vezes ao Nazareno, ficava numa parte da cidade mais nobre, das vivendas dos senhores da terra. Para ser franco, não me lembro de 'ouvir e ver' fados naquela casa, e em nenhuma outra, e conheci tudo o que havia. Fiz almoços e jantares, e se tivesse fados, é claro que me lembraria agora, mas não. A não ser em certos dias, em que eu não estive lá! Mas pelas toalhas da mesa, são típicas de casas de fado, e por isso fica a tal dúvida, que eu não sei. Havia um Club 'A Meta' que também estão as fotos neste lote, mas era de carros e coisas assim não de fados.
Uma garrafa Aveleda, tipo garrafão, - bem como o Casal Garcia que era preço semelhante -, também não me lembro, nem as refeições, lamento mas não fazia contas a isso. Tanto no Nazareno, como no Solar dos 10, no Solmar e outros - o Grande Hotel por exemplo era caro -, o que me interessava é que o liquido estivesse congelado, e durante a refeição ele vertia para o copo às pingas e rapidamente ficava quente, não havia estas coisas modernas de 'frapé'. O que posso dizer é que não seria barato, e digo isto porque não se via muita gente a frequentar estes lugares. Sei que uma garrafa de uísque Johny Walker, Red Label, custava para a tropa 40 paus - ainda hoje é o uísque que bebo diariamente -, e o Martins 20 anos não chegava a 100 e hoje aqui, além de já não existir pode chegar a 500 ou 1000 euros. O barato ou o caro, depende do que se ganhava, eu não estava lá para juntar dinheiro, mas sim para viver a vida enquanto havia. Mas o preço que indicas pode andar bem perto. Quanto ao preço de uma queca, também não sei, normalmente eu não pagava nada em dinheiro, as minhas amigas, gostavam de mim, não vou entrar em pormenores, dava-lhes prendas ou outras coisas. Quantas noites dormi no Pilão, se fosse a pagar não ganhava para isso, penso eu de que!
Que os Deuses estejam convosco amanhã, vou aproveitar para ver um jogo à noite, e no Domingo os filhos já marcaram almoço não sei onde para a mãe e todos.
Um Ab,
Virgilio

Anónimo disse...

E continuando na procura dos preços:
Eu sei que na cantina lá da messe, pagava 4$50 por cada uísque, incluindo o dito, uma bolinha de medida, uma água Perrier francesa e muito gelo do Cacheu, passada primeiro nos filtros (lembram-se disso?).
Comprei numa casa comercial em Bissau, mal cheguei, um relógio Omega dourado, quadrado, automático, coisa rara hoje, e custou-me 4 contos (para quem ganhava mais ou menos 6). Uma motorizada, Peugeot e outra Honda, custaram 5 contos cada, a pagar em prestações e sem juros. As máquinas fotográficas também andavam pelos 3 contos, uma Konica Auto S2. Não sei o preço da gasolina.
Isto é uma ideia para se fazer comparações.
Ando agora num 'litigio amigável' com o Cherno Baldé, por causa da 'Catedral de Bissau', ainda estou à espera de saber a verdade toda.
Se me lembrar de mais algo digo.
Posso adiantar que me lembrei agora, que em 1984/85, paguei por um quarto no Hotel 24 de Setembro (ex-Clube de oficiais) 15 contos por dia, pago em notas de USDolares.
Cada refeição no Hotel, pagava-se no máximo 1500 Pesos, que feito o câmbio na candonga, não passava de 150 escudos portugueses, que era muito pouco. Comprava-se na lota uma caixa de 25 kg de camarão por tuta e meia, ou uma grade de cervejas na fábrica por um par de chinelos, 2 grades por uns sapatos, 3 grades por umas calças, etc. As secretárias do Ministério do Comércio ou do Desenvolvimento Regional, pediam para levar anti concepcionais, pastilhas vaginais contra a coceira, lingerie com as suas medidas, sapatos de tacão alto, etc, são coisas que tenho aqui guardadas religiosamente. Mas não havia contrapartidas, eu era um homem casado com 3 filhos menores, os favores eram 'saber informações' dos nossos projectos, mandar uns Telex's lá do Ministério para o BES que ficava em frente à minha casa, e que depois levavam à minha mulher a dizer que ainda estou vivo, ou para ela marcar um telefonema, via Marconi, com dia e hora marcada, aquilo era uma gaita de miséria.
Por agora fico-me por aqui, senão nunca mais acabo. Um dia vou publicar alguns excertos dos nossos contactos por aqueles Ministérios carregados de 'cooperantes' dos países de Leste, as minhas conversas com o Nino Vieira, as nossas reuniões em Dakar com o Ministro da Agricultura, as conversações com o Governador do Banco do Senegal, etc.

Um bom dia e até amanhã,

Virgilio,


Mário Santos disse...

Caro Virgílio.
Em primeiro gostaria de agradecer as simpáticas palavras que me endereçáste quando da minha adesão ao blogue.
Andámos sem sombra de dúvida por aí na mesma altura e frequentemente nos mesmos lugares.
Também em 67 foi aí o meu 1°Natal guineense, a diferença foi que eu estava permanentemente de alerta na linha da frente dos Fiat's.
Isso englobava Natal, Ano Novo e afins, o que não quer dizer que pelo meio não surgisse uma ou outra escapada a Bissau para tirar a barriguinha de misérias..
Também tenho algumas fotos em Bissau e que publicarei em devido tempo.
Tenho pena que nenhum de nós pudesse estar no convívio da tertúlia do dia 5. Para quem vive como eu no Algarve as dificuldades logísticas são sempre muitas.
Direi que vou tentar estar presente na próxima e que o estarei certamente na próxima tertúlia da Tabanca da Linha. De Loulé a Lisboa funciona a linha "Alfa" que me facilita muito a vida, uma vez que sou alérgico a grandes distâncias de carro. Os 70 já vão fazendo mossa, além de que nunca fui adepto de grandes viagens por estrada, em especial sózinho. Grande abraço e votos de muita saúde.

Antº Rosinha disse...

Com uma tropa assim, como a que Virgílio nos retrata...quem tinha pressa em acabar com a "Guerra do Ultramar"?

Agora imagine-se esta vida, e pelo meio haver umas praias como da Ilha de Luanda, de Benguela ou do Mussulo ou de Moçâmedes.

Aí o caso era muito mais grave, só que a maioria dessas actividades em Angola, eram em maioria atribuídas a gente do quadro, e menos a milicianos.

Mário Santos disse...

À pessoa que comentou anteriormente, aqui deixo uma palavra de esclarecimento...as "Guerras" são todas horríveis, » a do ultramar ou colonial« não foi melhor. Por lá morreram mais de 8000 portugueses, mais uns quantos milhares de africanos. 14.000 estropiados e cerca de 150.000 ainda vivos que enfileiram nos blocos psiquiátricos do SNS. Portanto, não posso avalizar ou opinar como foi Angola e Moçambique!!! Garanto que a da Guiné foi terrível, muito longe do Oásis que meia dúzia de fotografias tiradas em Bissau possam fazer crer.
No meu caso, que considero de privilégio já que pertenci à Força Aérea Portuguesa, as condições de vida até eram razoáveis e o risco não era tão grande, quando comparado com os camaradas do exército e a nossa Tropa Paraquedista (nesses tempos parte integrante da Força Aérea). Os militares merecem ou deveriam merecer o respeito e apreço da nação que somos todos nós. Posto isto, penso que quanto a jogos imaginativos, estaremos conversados....

Antº Rosinha disse...

No dia em que alguém falte ao respeito e às VERDADES, sobre esta guerra ou qualquer outra, e sobre quem a fez, deve ser corrido a pontapé, deste ou qualquer lugar civilizado.

Anónimo disse...

Olá Mário Santos,
Obrigado pela defesa de advogado a meu favor. O Antº Rosinha, que não conheço pessoalmente, deve ter alguns amargos na garganta. As guerras dele foram iguais à de todos, uns numa missão e outros nas suas missões. A mim calhou-me, não pedi nada a ninguém, a função de Chefe do Conselho Administrativo do meu Batalhão, que esteve em lugares tão ou mais indesejáveis do que outros, ditos, os operacionais. Sei que fui um privilegiado, pela minha posição no corpo de elite do Batalhão, sem ninguém a mandar em mim, todos dependendo da minha boa vontade de arranjar dinheiro para uns extras, poderia deslocar-me quando e para onde quisesse, mas tinha e cumpri a minha função com zelo e profissionalismo. Conheço muitos, que nem saíram das suas casernas, nunca foram para fora do arame, e eu prezo-me de ter feito isso tudo. Não entrei em combate, mas o combate veio ter comigo, nas horas menos desejáveis. Não posso diferenciar uns dos outros, quando assisti a tanta coisa, oficiais do quadro a meter a cabeça na sanita, a quando dos ataques do IN. E eu, na minha guerra não convencional, vinha 'estupidamente' tirar fotografias aos ditos ataques e flagelações,

(...) continua

Virgilio Teixeira

Anónimo disse...

(...) continuando,

O Mário Santos diz muito bem que a idade não perdoa, conforme já disse hoje por mensagem ao Luís Graça, talvez seja melhor para mim e outros 'velhinhos' da minha idade, com vários problemas de deslocação, os Encontros em Lisboa ou na linha, pois tal como o Mário, apanho o Alfa no Porto e saio em Santa Apolónia e daí vou para qualquer sitio da zona. O que não acontece para outros locais, em que já não posso ir, adormeço facilmente a conduzir, devido a excessos de 'drogas - Benzodiazepinas' que tenho de tomar diariamente para me manter sereno e calmo, pois a tal minha guerra - essa que parece transparecer das fotos de Bissau - também me deixou, passados 50 anos estas mazelas, e porquê? Não sei responder. Mas desde 2006 que ando a ser seguido no HML, contra a ansiedade, perturbação de personalidade crónica, antissocial, etc, e não encontro melhoras nenhumas, porque sonho e vivo intensamente todas as etapas e dias da minha vida no cenário da Guiné.

(...) Continua,

Virgilio Teixeira


Anónimo disse...

(...) - continuando,

Mas não ando a queixar-me de nada, vivo isso comigo e atormento a minha família, que já não pode ouvir falar mais na porra da Guiné...
Mas quanto mais me batem, mais gosto deles, e assim continua esta vida, e estou a gostar cada vez mais.
Eu estou finalmente, ao fim de 50 anos, a organizar o meu espolio fotográfico e de recordações daquela vida, que me deixa saudades e nada de maus humores. É claro que não gosto de ver Postes de "guerrilheiros do PAIGC" a serem abraçados por militares portugueses, eu devia chamar de 'turras' mas vou deixar este termo de lado, pois afinal eles eram homens como nós, só que em lados opostos. Este meu modo de ver as coisas já deram para receber alguns comentários, mas eu também não saberia o que fazer, se naquela data e hora e local, após um golpe de estado no meu país de origem, teria feito igual ou pior!!.

Mesmo que politicamente não correcto, eu continuo a não gostar, e ponto final.

Tenho para publicação um milhar de fotos, estou a organizar por temas, agora estão a sair as minhas viagens por Bissau, mas tenho mais, e ainda vou colocar outras bem piores, as minhas férias na Guiné. Só vê quem quer, são minhas faço delas o que entender, e se o Editor as achar dignas de serem Postadas.
Eu também teria muitas observações a fazer a tanta coisa que tenho lido e visto, mas se não gosto, não comento sequer, é isso que todos têm de fazer.

Por hoje é tudo, já descarreguei um pouco, afinal isto era uma resposta ao Mário Santos, mas já respondi a outros comentadores.

Cada um sabe da sua vida e nem Deus sabe de todos...

Um Ab,

Virgilio Teixeira
ex-Alferes miliciano do SAM

Valdemar Silva disse...

Julgo que o António Rosinha fez um comentário na paródia, aliás só podia ser na paródia.
Afinal, a maior parte das fotografias apresentadas no nosso blog são muitas
em situações de descanso, laser, patuscadas, momentos de boa disposição, 'macacadas', em posições de pseudo-combate e, também, muitas de maus momentos, mas são todas testemunhos inesquecíveis passados na guerra da Guiné.

Ab.
Valdemar Queiroz

Anónimo disse...

Ontem estava em dia não, e levei estas piadas, ou paródias, para outras razões que não gosto de as ver. Mas a opção é minha, vamos aceitar que assim deve ter sido. Concordo que a maioria das fotos são mesmo paródias, quer minhas quer dos outros camaradas, talvez não estive num dia feliz, estava irritado por não estar presente em Monte Real, talvez...
Obrigado Valdemar Silva.
Os meus Postes de Nova Lamego continuam por não sair, temos de insistir com o Luís Graça, pois já lá as tem, cerca de 60 a 70, e já não é tanta paródia como as de Bissau.
Obrigado pelas tuas palavras.
Agora é tempo de ir para um almoço com as mães da minha família.

Virgilio Teixeira

Anónimo disse...

Ó Valdemar e Virgílio, meio a sério meio a brincar, eu apenas quero frisar e alguém que me desminta, se houve ou não especialidades (Manutenção Militar, Intendência, Serviços administrativos, etc., mas não só) em que muitos militares, e mesmo civis, fizeram da GUERRA DO ULTRAMAR, "modo de vida", e de que maneira.

Apenas aproveito a deixa do Virgílio, dos "passeios" fluviais naqueles rios lodosos e de águas nem salgadas nem doces, escuras e sem praias, para me transportar para as praias angolanas maravilhosas, pejadas de militares que repetiam comissões a pedido, em companhia das famílias.

Quando falei nas praias de Angola, Angola a "Jóia da Coroa", pela qual se lutou tanto na Guiné, que só pela Guiné nem guerra teria havido, nem conheceriamos Spínola nem Amílcar, nem soviéticos, penso que ficou isento da "carapuça" um simples miliciano como Virgílio que passou pela guerra em serviço obrigatório.

Aqui estamos a relatar principalmente tudo o que vimos e presenciámos.

Ou não?

A história deve ser relatada na sua totalidade.

Cumprimentos

Valdemar Silva disse...

Cada um presencia como bem entende e depois relata a história à sua madeira de 'ver a coisa'. No entanto temos que admitir que a sua maneira de 'ver a coisa' pode não ser a verdadeira história.
Não devemos esquecer que, daquilo que se considera teoria da conspiração, está o mundo cheio.

Ab.
Valdemar Queiroz

Anónimo disse...

Virgílio. pelo que conheço do nosso "mais velho", António Rosinha, posso garantir-te o seguinte: ~

(i) é um homem afável;

(ii) é um bom camarada (, que fez a guerra em Angola, em 1961/63, mas eu não te sei dizer se foi mais "tropa" do que "guerra", e se ele chegou mnesmo a ter o "batismo de fogo");

(iii) tem uma grande vivência de África e ama a Guiné, tanto quanto Angola;

(iv) é um "retornado", como ele próprio se considera a si mesma;

(v) tem uma cultura africanista acima da média;


(vi) gosta de dizer e escrever o que pensa...

Em caso algum ele queria ofender-te,ofender a tua pessoa... Quando é assim, eu corto os comenbtários... Aqui ninguém se insulta. Estiveste no "back office" da guerra, como muitos outros camaradas (dos médicos aos capelães...) mas sempre em zonas operacionais, e de risco (Nova Lamego, São Domingos)... Quem é que não gostava (e precisava) de dar uma "escapadela" até Bissau, para voltar a respirar fundo ?

Não sejas tão suscetível, reagindo a quente a a estes e outros comentários...

Claro que eu vou publicar as tuas fotos de São Domingos e de Nova Lamego, mas esta semana não... Sê paciente... Primeiro quero acabar as de Bissau... As tuas fotos de Bissau ajudam-nos a "recompôr" o "puzzle!" da memória... A grande maioria dos nossos camaradas mal conheceram Bissau, só à chegada e à partida...

Um abração à moda do Norte!... Luis Graça