


Alberto Branquinho: ex-alf mil art, CART 1689 / BART 1913, Fá, Catió, Cabedu, Gandembel e Canquelifá, 1967/69; advogado, escritor, duriense de Foz Coa, a viver em Lisboa, depois de ter passado por Coimbra como estudante. Um dos grandes contistas da guerra da Guiné
1. O carnaval e a guerra nunca se deram bem... A guerra não fechava para Carnavais, Natais, Páscoas, Domingos, Dias Santos... Lembro-me de uma violentíssima emboscada que apanhámos, a CCAÇ 12, no subsetor do Xime, numa segunda feira de Carnaval, em 9 de fevereiro de 1970.
Mas a guerra até se dava bem com o humor. Ou o humor com a guerra. De um lado e do outro. Do lado de cá, há pelo menos pequenas grandes histórias que não se podem perder.
(...) Sus canciones rehuían la política y los temas sociales, solían tratar temas intrascendentes, donde se remarcaba el optimismo y la alegría de vivir. Pero hizo excepciones como la mencionada Cuando salí de Cuba, una bella balada impregnada de nostalgia que se convirtió en el himno del exilio cubano . Asimismo, muy critico con el régimen populista de Hugo Chaves, le dedicó el tema Señor presidente, que fue censurado en Venezuela y algún otro país iberoamericano y se conoció como "La canción prohibida de Aguilé".(...)
(***) A letra, parodiada, da "Guantanamera" deu origem a um canção de caserna, que também fazia parte do reportório da rapaziada do bar de sargentos de Bambadinca, onde náo havia discriminação de classes: entrava a nobreza, o clero e o povo...
Foi o GG, o 1º cabo cripto da CCAÇ 12, Gabriel Gonçalves (a quem também chamávamos o "Arcanjo Gabriel", e que tocava viola e cantava divinamente, era também comnhecido como o "Joselito") quem me deu informação sobre o autor da letra, o Aurélio Pereira:
(...) Henriques: Ainda bem que te lembras da música. O Aurélio Pereira (n. 1947) é um camarada de Leiria do curso de escriturário no RAL 4. Para que conste trata-se do conhecido e conceituado técnico de futebol do SCP, para as camadas jovens, pois passaram por ele nomes como: Figo, Simão, Quaresma, Ronaldo, estes os mais conceituados. Que pena o Aurélio não ser do SLB. Um abraço, GG. (...)
Confesso que não sabia que o autor da letra da canção "Isto é Tão Bera" era um nome glorioso do nosso futebol (dizem até que foi o maior caçador de talentos futebolísticos do mundo (...)
Recorde-se, por outro lado, que a "Guantanamera" é uma canção patriótica cubana com letra do poeta José Martí (1858-1895) (herói da independência de Cuba), com música de Joselíto Fernández (1929).
ISTO É TÃO BERA
Esta se calhar é uma delas. É do nosso Alberto Branquinho, exímio contista que eu ando a ler e reler com gosto. Recorde-se as suas duas principais séries, que o tempo não vai engolir: "Não venho falar de mim... nem do meu umbigo" e "Contraponto"...
Para além da sua colaboração na nossa série "Humor de caserna", é autor também de vários livros (em prosa e em verso) que o consagram como escritor da guerra colonial. Guerra que ele viveu e conheceu por dentro como poucos.
Falávamos, há alguns dias, num grupo de amigos, da canção “Lily Marleen” [(interpretada por Lale Andersen], as várias versões que a letra teve (para além do original alemão), em inglês - inglês/inglês e inglês/americano (porque não havia entre eles nem há acordo ortográfico…) - e que era, languidamente, ouvida dos dois lados do campo de batalha [durante a II Guerra Mundial].
Falou-se, então, também das emissões radiofónicas, que, já no fim da Segunda Grande Guerra, os americanos faziam para desmoralizar as tropas alemãs, onde incluíam essa canção (acção psicológica sobre o IN…), cantada por outra Marleen – Marlen Dietrich, actriz alemã… ao serviço por Hollywood.
Lembrei-me, então, que, no meu tempo de Guiné, se falava de um capitão que, quando o quartel era atacado, colocava no prato do gira-discos (dentro do abrigo?) uma canção cubana que os amplificadores de som, colocados junto ao arame farpado, difundiam para o exterior:
(…)
“Cuando salí de Cuba,
Dejé mi vida dejé mi amor,
Cuando salí de Cuba,
Dejé enterrado mi corazón.”
(…) (**)
Alguém se recorda e pode confirmar?
Dão-se alvíssaras a quem encontrar onde e quem, porque convinha que fosse verdade para, também, termos a nossa história para a História.
Já que, de vez em quando falamos de cubanos (que também fizeram a sua perninha no TO da Guiné, e que eram uns cobóis do caraças), esta estória vem a propósito. Não sei se é uma estória sem agá. Nem importa. Tiro o quico a este capitão que tinha, pelo menos, um grande sentido de humor: quem é que se lembraria de uma coisa destas, para "desmoralizar cubanos" ?(*)
"Cuando sali de Cuba…"
por Alberto Branquinho
Falávamos, há alguns dias, num grupo de amigos, da canção “Lily Marleen” [(interpretada por Lale Andersen], as várias versões que a letra teve (para além do original alemão), em inglês - inglês/inglês e inglês/americano (porque não havia entre eles nem há acordo ortográfico…) - e que era, languidamente, ouvida dos dois lados do campo de batalha [durante a II Guerra Mundial].
Falou-se, então, também das emissões radiofónicas, que, já no fim da Segunda Grande Guerra, os americanos faziam para desmoralizar as tropas alemãs, onde incluíam essa canção (acção psicológica sobre o IN…), cantada por outra Marleen – Marlen Dietrich, actriz alemã… ao serviço por Hollywood.
Lembrei-me, então, que, no meu tempo de Guiné, se falava de um capitão que, quando o quartel era atacado, colocava no prato do gira-discos (dentro do abrigo?) uma canção cubana que os amplificadores de som, colocados junto ao arame farpado, difundiam para o exterior:
(…)
“Cuando salí de Cuba,
Dejé mi vida dejé mi amor,
Cuando salí de Cuba,
Dejé enterrado mi corazón.”
(…) (**)
Alguém se recorda e pode confirmar?
Dão-se alvíssaras a quem encontrar onde e quem, porque convinha que fosse verdade para, também, termos a nossa história para a História.
(Revisão / fixação de texto, parênteses retos, itálicos, nota de rodapé: LG)
Sobre a canção do Luis Aguilé (1967):
(...) En la década de los 50 adquirió enorme éxito en la Cuba de Batista, donde logró un disco de oro, pero el estallido de la la revolución castrista le empujó a abandonar la isla. En recuerdo a su partida compuso un éxito mundial, 'Cuando salí de Cuba', que se convirtió en el favorito de los exiliados cubanos.
Dicen que en realidad se la dedicó a una novia secreta que tuvo allí, a la que amó con locura y, paradójicamente, había sido antes amante de Fidel Castro. "Dejé mi vida, dejé mi amor, dejé enterrado mi corazón", decía la letra. Aguilé era cercano políticamente a la derecha.
El artista contaba que, cuando decidió dejar la isla, tuvo un grave problema, pues el gobierno revolucionario promulgó una ley que impedía cambiar dólares y sacar dinero del país. En ese momento se produjo una curiosa anécdota con el mítico Ernesto Che Guevara, con el que coincidió en el ascensor de un hotel ocupado por las tropas castristas y le pidió ayuda. Se reunieron y, sorprendentemente, el Che, admirador de la música de Aguilé, le permitió rescatar su dinero con un considerable descuento ya que de los 16.000 dólares que poseía solo pudo llevarse 1.500, pero el artista lo consideró un buen trato, pues la mayoría huían con lo puesto. (...)
__________________
Notas do editor LG:
(*) Último poste da série > 3 de fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27697: Humor de caserna (238): Ai, minha mãezinha, que me cortaram a p*cha! (Alberto Branquinho, "Cambança", 2009. pp. 26-29)
(**) "Cuando sali de Cuba" (1967), de Luis Aguilé, cantor de origem argentina, muito popular no seu tempo (1936-2009). Naturalizou-se espanhol.
"Cuando sali de Cuna" tornou-se uma expécie de hino nostálgico dos anticastristas no exílio. De certo modo, é a antítese da famosa Guantanamera.
Ambas as canções eram populares no anos 1969/71, no CTIG, sendo cantadas, e acompanhadas à viola, fora de contexto, a 7 mil quilómetros longe de Havana, no bar de sargentos de Bambadinca, a altas horas da noite, por gente noctívaga, que não gostava de "cães grandes"... nem dos "internacionalistas cubanos" que vieram dar um ajudinha ao Amílcar Cabral. A ambiguidade das letras e a força da música eram como o atestado multiuso: davam muito jeito...(***)
(...) En la década de los 50 adquirió enorme éxito en la Cuba de Batista, donde logró un disco de oro, pero el estallido de la la revolución castrista le empujó a abandonar la isla. En recuerdo a su partida compuso un éxito mundial, 'Cuando salí de Cuba', que se convirtió en el favorito de los exiliados cubanos.
Dicen que en realidad se la dedicó a una novia secreta que tuvo allí, a la que amó con locura y, paradójicamente, había sido antes amante de Fidel Castro. "Dejé mi vida, dejé mi amor, dejé enterrado mi corazón", decía la letra. Aguilé era cercano políticamente a la derecha.
El artista contaba que, cuando decidió dejar la isla, tuvo un grave problema, pues el gobierno revolucionario promulgó una ley que impedía cambiar dólares y sacar dinero del país. En ese momento se produjo una curiosa anécdota con el mítico Ernesto Che Guevara, con el que coincidió en el ascensor de un hotel ocupado por las tropas castristas y le pidió ayuda. Se reunieron y, sorprendentemente, el Che, admirador de la música de Aguilé, le permitió rescatar su dinero con un considerable descuento ya que de los 16.000 dólares que poseía solo pudo llevarse 1.500, pero el artista lo consideró un buen trato, pues la mayoría huían con lo puesto. (...)
(...) Sus canciones rehuían la política y los temas sociales, solían tratar temas intrascendentes, donde se remarcaba el optimismo y la alegría de vivir. Pero hizo excepciones como la mencionada Cuando salí de Cuba, una bella balada impregnada de nostalgia que se convirtió en el himno del exilio cubano . Asimismo, muy critico con el régimen populista de Hugo Chaves, le dedicó el tema Señor presidente, que fue censurado en Venezuela y algún otro país iberoamericano y se conoció como "La canción prohibida de Aguilé".(...)
Foi o GG, o 1º cabo cripto da CCAÇ 12, Gabriel Gonçalves (a quem também chamávamos o "Arcanjo Gabriel", e que tocava viola e cantava divinamente, era também comnhecido como o "Joselito") quem me deu informação sobre o autor da letra, o Aurélio Pereira:
(...) Henriques: Ainda bem que te lembras da música. O Aurélio Pereira (n. 1947) é um camarada de Leiria do curso de escriturário no RAL 4. Para que conste trata-se do conhecido e conceituado técnico de futebol do SCP, para as camadas jovens, pois passaram por ele nomes como: Figo, Simão, Quaresma, Ronaldo, estes os mais conceituados. Que pena o Aurélio não ser do SLB. Um abraço, GG. (...)
Confesso que não sabia que o autor da letra da canção "Isto é Tão Bera" era um nome glorioso do nosso futebol (dizem até que foi o maior caçador de talentos futebolísticos do mundo (...)
Recorde-se, por outro lado, que a "Guantanamera" é uma canção patriótica cubana com letra do poeta José Martí (1858-1895) (herói da independência de Cuba), com música de Joselíto Fernández (1929).
ISTO É TÃO BERA
(Letra de Aurélio Pereira / música Guantanamera)
I
Eu sou um pobre soldado
E esta farda é o fim,
Andando assim mascarado
Todos se riem de mim.
As minhas moças-meninas
São as malvadas faxinas.
(Refrão)
Isto é tão bera,
Ai é tão bera, tão bera,
Isto é tão bera,
Ai é tão bera, tão bera.
II
Logo de manhã cedo
Toca para levantar,
Se não acordas é certo
Logo vais estar a lerpar.
Mais um minuto na cama
Lá vai o fim-de-semana.
(Refrão)
III
Era um rapaz engraçado
E de carinha mimada,
Sempre tão bem penteado
Mas levou a carecada.
Agora está como o fel
Nem quer sair do quartel.
(Refrão)
_____________
I
Eu sou um pobre soldado
E esta farda é o fim,
Andando assim mascarado
Todos se riem de mim.
As minhas moças-meninas
São as malvadas faxinas.
(Refrão)
Isto é tão bera,
Ai é tão bera, tão bera,
Isto é tão bera,
Ai é tão bera, tão bera.
II
Logo de manhã cedo
Toca para levantar,
Se não acordas é certo
Logo vais estar a lerpar.
Mais um minuto na cama
Lá vai o fim-de-semana.
(Refrão)
III
Era um rapaz engraçado
E de carinha mimada,
Sempre tão bem penteado
Mas levou a carecada.
Agora está como o fel
Nem quer sair do quartel.
(Refrão)
_____________
13 comentários:
QUANDO SAÍ DE BUBA FUI PARA ESTRADA FAZER COLUNAS.
Só me lembro desta parte da canção que o Arménio 1º cabo telegrafista da minha Compª, de viola na mão, cantava sentado na sua cama no terceiro andar, em Buba, depois de ter estado 8 meses, ele, em Aldeia Formosa a fazer colunas a Buba, e de seguida a Gandembel, para levar mantimentos, e eu, em Mampatá e Chamarra a apoiar na defesa da população local.
Era uma canção que todos cantavamos e saáa sempre na secção de discos pedidos do PIFAS, bem como a canção "Non so digno de té", que cantavamos "não sou digno di bó", como o Adulai Djaló qui firma na Catió.
José Teixeira
Eram as canções que estavam na moda, que pirateávamos...Eram fáceis de reconhecer, a música e a letra. Depois era só "parodiar" a letra... Havia "poetas populares", gente com sentido de ironia e sarcasmo que dava a volta ao "texto"... Não fazia "mossa" na máquina de guerra, mas ajudou-nos a mantermo-nos vivos, de pé ligeiro, e talvez mais críticos em relação ao "paleio patriótico" (e cínico...) dos nossos "mandjores" que já não (con)venciam ninguém, nem o Zé Soldado nem o Zé Baldé nem o Zé Turra... Eles próprios já cansados da guerra, e que morreriam na cama, se ela continuasse "ad aeternum". Sem honra nem glória.
Nunca ouvi o meu capitão fazer um "discurso patriótico"...Ele sabia que tinha nas suas fileiras gente que era cética e crítica... Nem ninguém levava a sério o gen Spínola, com a voz de ventríloquo. Havia uma tremenda falta de originalidade e autenticidade nos discursos oficiais e oficiosos, dentro e fora dos quartéis. Tudo aquilo era "chapa um". Sem esquecer as "conversas em família" do senhor Prof Marcelo Caetano... Tal como os discursos do Fidel Castro, imagino. O uso e o abuso da retórica cansa...em todos os teatros de guerra. Peço desculpa, camaradas, mas foi o que senti ao longo de quase três anos de tropa e de guerra.
Lembro de Cantar
Cubano quando sair de Cuba
para a pachanga para o canhão
olha que na Guiné
fica enterrado teu coração
Na altura havia quem tivesse um papel com a letra mas eu não me lembro de mais nada.
Manuel Carvalho
Obrigado, Manel... Seria interessante aprofundar a influência cubana na gíria do PAIGC relativa ao armamento usado... Eias alguns exemplos:
Lança Granadas-Foguete 8,9 cm (M20 B1) > "Bazooka Cubana"
Metralhadora Ligeira DEGTYAREV RDP Cal. 7,62 mm > "Bipé Checo", "Bipé Pachancha"
Pistola-Metralhadora M-23 > "Merengue"
Pistola-Metralhadora M-25 > "Merengue", "Ricon Rico"
Pistola-Metralhadora SHPAGIN Cal. 7,62 mm M-941 (PPSH)> "Pachanga", "Metro", "Metar"
Pistola-Metralhadora SUDAYEV Cal. 7,62 mm M-943 (PPS) > "PM de Ferro", "Decétris", "Modelo Pachanga", PM Chinesa
Pistola-Metralhadora THOMPSON Cal. 11,4 mm > "Rico Jaz (ou Jazz?) Thompson"
Vd. poste de 27 de junho de 2007
Guiné 63/74 - P1890: PAIGC: Gíria revolucionária... ou como os guerrilheiros designavam o seu armamento (A. Marques Lopes)
Pachanga, merengue... são géneros musicais.
(...) "O merengue é um tipo de música e dança na qual um dos pés marca o tempo e o outro é arrastado no chão. É bastante popular em vários países latinos tais como Porto Rico, Cuba, Panamá, México, Honduras, Guatemala, Equador, São Tomé e Príncipe, Venezuela e é a dança nacional dominicana. É também largamente conhecido em Angola já que a sua origem é africana e foi levado pelos escravos da África Austral (Angola) para os novos territórios das Américas.
O estilo mais popular do merengue é habitualmente interpretado por um amplo conjunto de instrumentos que inclui vários saxofones, acordeões, trompetas e teclados, com vocalistas divertidos. Ao nível coreográfico, o merengue apresenta passos fáceis e rápidos, dançados por casais entrelaçados." (...) (Fonte: Wikipedia).
Sobre apachancha como estilo musical:
(...) A pachanga é um género de música e dança cubano, nascido nos anos 50, que mistura de 'son montuno' e 'merengue0, caracterizado por ritmos rápidos, alegres e pela instrumentação de charangas (flautas e violinos). Popularizada nos EUA, influenciou a salsa com passos ágeis, giros e movimentos de ancas.
Detalhes Principais sobre Pachanga:
Origem e Estilo: Surgiu em Cuba como um subgénero das charangas, conhecido pelo seu caráter festivo e, por vezes, líricas travessas.
Dança: A dança pachanga é caracterizada por um movimento de rotação (swiveling), com os dançarinos a colocarem o peso nas pontas dos pés para enfatizar o ritmo, frequentemente incorporando passos rápidos de 3 a 8 batidas.
Evolução: Foi um precursor importante da salsa, e hoje em dia os seus passos são frequentemente integrados nas danças de salsa.
Significado Coloquial: Em espanhol, o termo "pachanga" também pode ser usado coloquialmente para descrever uma festa animada, folia ou farra.
Artistas: Músicos como Tito Puente e Johnny Pacheco contribuíram para a popularidade da pachanga dentro da comunidade de dança salsa."(...) (Fonte: Wikipedia + IA)
Sobre a pachanga como estilo musical:
(...) A pachanga é um género de música e dança cubano, nascido nos anos 50, que mistura de 'son montuno' e 'merengue0, caracterizado por ritmos rápidos, alegres e pela instrumentação de charangas (flautas e violinos). Popularizada nos EUA, influenciou a salsa com passos ágeis, giros e movimentos de ancas.
Detalhes Principais sobre Pachanga:
Origem e Estilo: Surgiu em Cuba como um subgénero das charangas, conhecido pelo seu caráter festivo e, por vezes, líricas travessas.
Dança: A dança pachanga é caracterizada por um movimento de rotação (swiveling), com os dançarinos a colocarem o peso nas pontas dos pés para enfatizar o ritmo, frequentemente incorporando passos rápidos de 3 a 8 batidas.
Evolução: Foi um precursor importante da salsa, e hoje em dia os seus passos são frequentemente integrados nas danças de salsa.
Significado Coloquial: Em espanhol, o termo "pachanga" também pode ser usado coloquialmente para descrever uma festa animada, folia ou farra.
Artistas: Músicos como Tito Puente e Johnny Pacheco contribuíram para a popularidade da pachanga dentro da comunidade de dança salsa."(...) (Fonte: Wikipedia + IA)
Sobre a pachanga como estilo musical:
(...) A pachanga é um género de música e dança cubano, nascido nos anos 50, que mistura de 'son montuno' e 'merengue0, caracterizado por ritmos rápidos, alegres e pela instrumentação de charangas (flautas e violinos). Popularizada nos EUA, influenciou a salsa com passos ágeis, giros e movimentos de ancas.
Detalhes Principais sobre Pachanga:
Origem e Estilo: Surgiu em Cuba como um subgénero das charangas, conhecido pelo seu caráter festivo e, por vezes, líricas travessas.
Dança: A dança pachanga é caracterizada por um movimento de rotação (swiveling), com os dançarinos a colocarem o peso nas pontas dos pés para enfatizar o ritmo, frequentemente incorporando passos rápidos de 3 a 8 batidas.
Evolução: Foi um precursor importante da salsa, e hoje em dia os seus passos são frequentemente integrados nas danças de salsa.
Significado Coloquial: Em espanhol, o termo "pachanga" também pode ser usado coloquialmente para descrever uma festa animada, folia ou farra.
Artistas: Músicos como Tito Puente e Johnny Pacheco contribuíram para a popularidade da pachanga dentro da comunidade de dança salsa."(...) (Fonte: Wikipedia + IA)
O Zé Turra também tinha sentido de humor...
Escreveu o jornalista Júlio Montezinho, no "Expresso das Ilhas" (Praia, ilha de Santiago, Cabo Verde), edição nº 1260, de 21 de janeiro de 2026, um interessante artigo sobre a participação dos cubanos, ao lado do PAIGC, na luta pela independência da Guiné e Cabo Verde... Título "País: A outra face da luta na Guiné (I) - A presença cubana na Guiné-Bissau que o PAIGC quis esconder | Por Jorge Montezinho, | Expresso das Ilhas, 25 jan 2026 9:14"....
Diz ele sobre os "voluntários" que vieram para a Guiné, em grupos de 50/60 de cada vez, a partir de 1966:
(...) Todos os membros da Missão Militar Cubana — médicos e soldados — eram voluntários. Os voluntários não receberam elogios públicos em Cuba. Partiram “sabendo que sua história permaneceria um segredo”. Não ganharam medalhas nem recompensas materiais. Ao regressarem, não podiam vangloriar-se, estavam obrigados ao sigilo.
A vida dos voluntários na Guiné-Bissau era espartana. Navios cubanos traziam alimentos enlatados, arroz, açúcar, feijão, óleo e café, e a Missão Militar tinha um pouco de dinheiro para comprar alimentos frescos.
Por que os cubanos mantiveram em segredo um papel do qual se orgulhavam? Portugal não tinha condições de retaliar. A maioria dos governos africanos teria recebido bem a notícia de que instrutores e médicos cubanos auxiliavam guerrilheiros africanos que lutavam contra o domínio colonial. Isso não teria afectado as relações de Cuba com os governos latino-americanos e europeus, que melhoraram no início da década de 1970, nem mesmo com os Estados Unidos que sabia que cubanos “trabalhavam como conselheiros com os guerrilheiros” e não se incomodava com isso.
A explicação para o silêncio cubano deve ser procurada noutro lugar. Era política do PAIGC negar que estrangeiros estivessem a lutar com os guerrilheiros na Guiné-Bissau, e era política cubana honrar os desejos do PAIGC.
Os cubanos tentaram disfarçar o facto com cinema. Um ano depois do primeiro contingente militar cubano ter chegado à Guiné-Bissau, chegou a primeira equipa de cinema, liderada pelo realizador Jose Massip. Massip realizou o filme Madina de Boé. O filme destaca-se por ser um dos poucos filmes em torno da luta de libertação em que Amílcar Cabral está, aparentemente, presente nas zonas libertadas. Convivendo com a população e os militares, Cabral enverga uma farda militar, partilhando a iconografia de outros líderes revolucionários da época.
O líder do PAIGC voltaria a ser filmado por Massip em 1971 e desta rodagem permanece um diário do realizador. Em Los Dias del Kankouran, Massip desvenda que Cabral lhe pediu para ser filmado no matu, para contornar críticas de que era alvo: a de se estar a transformar num intelectual urbano, baseado em Conacri, que não se expunha aos riscos da luta armada. Porém, o matu onde Cabral foi filmado não era nas zonas libertadas, como a narrativa fílmica deveria conduzir o espectador a “ver”, mas sim o aquartelamento militar cubano em Kandiafara, território da República da Guiné. O cinema cubano colaborou na construção de uma imagem de Cabral como chefe de guerra. (...)
Instalações sonoras: quem as tinha?
Talvez nas povoações maiores.
Luís
Obrigado por apreciares o que venho escrevendo.
Estou a acabar mais um livro (que, talvez, seja o último).
Abraço
Alberto Branquinho
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