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sábado, 31 de janeiro de 2026

Guiné 61/74 - P27688: (De) Caras (243): Procura-se um senhor da Rádio chamado Carlos Boto, que terá feito 3 comissões de serviço no CTIG, esteve em Cabuca, e trabalhou depois no Rádio Clube Português até 2010 - Parte III


Guiné > Zona Leste > Região de Gabu > Cabuca> 2ª CART / BART / BART 6523 (Cabuca, 1973/74) > "De pé,  o Carlos Boto com o crucifixo e eu, Ricardo Figueiredo,  a seu lado" (ao canto inferior esquerdo, será o fur mil trms, LG)


Guiné > Zona Leste > Região de Gabu > Cabuca> 2ª CART / BART / BART 6523 (Cabuca, 1973/74) > "Eu, Ricardo Figueiredo,  a ser entrevistado pelo Boto para a Rádio No Tera"


Guiné > Zona Leste > Região de Gabu > Cabuca> 2ª CART / BART 6523 (Cabuca, 1973/74) > "À porta da Rádio No Tera: da esquerda para a direita, 1º  cabo cripto, eu (Ricardo Figueiredo), o Carlos Boto (com a cruz ao peito) e o furriel trms"

Fotos ( e legendas)o: © Ricardo Figueiredo  (2026). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem com'plementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]



 Chat (2026). Cartoon sobre a Rádio No Tera, Guiné, Região de Gabu, 1973 [ o C. B.,  no seu estúdio] : [imagem gerada por Mistral AI /Le Chat ]. Orientado e modificado por Luís Graça. 


1.  Perguntei ao Ricardo Figueiredo (ex-fur mil at inf, 2ª 
 CART / BART 6523, Cabuca, 1973/74) e a outros camaradas que conheceram o Carlos Boto ou que o poderiam ter conhecido do Pifas e do QG/CTIG):

(...) Três comissões ? Três companhias ? As contas podem estar mal feitas... De qualquer modo, o Carlos deixou boas e gratas memórias na malta que o conheceu, apesar da vida "turbulenta" que teve no CTIG (temos pelo menos 4 referências ao seu nome: Jorge Canhão, José António Sousa, Augusto Silva Santos, Ricardo Figueiredo)...

Só encontrei o seu nome (completo) no "Diário da República", mas pode não ser a mesma pessoa... E ainda no episódio dos despedimentos do RCP (Rádio Clube Português), em 2010, de que ele terá sido uma das vítimas. (*)


2. Resposta do Ricardo Figueiredo (foto 
atual à direita):

Data - 30 jan 2026, 11:10

Assunto - Carlos (Manuel Marques) Boto, radialista, procura-se

(...) Olá, Meu caro Luís Graça,

Que tudo esteja bem contigo e com a tua Alice.

É esse mesmo, o Carlos Manuel Marques Boto.

Aproveito para te contar dois episódios caricatos.

O primeiro caso, quando cheguei a Cabuca.

Fui nomeado pelo meu capitão, para receber a transmissão do espólio da CCav 3404. 

Na conferência dos efectivos (milícias e tropa regular) fui informado pelo então Capitão da CCav 3404, que faltava o Carlos Boto mas que o desse como presente pois era hábito desaparecer por uns dias mas que voltaria.

Comuniquei esse facto ao meu capitão, Franquelim Vaz que, contrariado,  acabou por aceitar, dando-o assim como presente.

Terminada a sobreposição, a CCav 3404 abandonou Cabuca e a 2ª Cart/Bart 6523 ficou definitivamente colocada em Cabuca.

Duas semanas após a partida da CCav, quando me encontrava perto da "porta de armas",sou alertado por um dos sentinelas que,  assustado,  me indicou a proximidade de um... Táxi !

Parado à porta de armas,  o motorista,  um nativo, apresentava-se nervoso, quando surpreendentemente sai do veículo o nosso Carlos Boto, de camuflado todo roto, G3 na mão e algumas granadas no cinturão.

Estava apresentado... o Carlos Boto !

Tivemos de fazer uma coluna para levar o taxista até Nova Lamego.

Mais um processo disciplinar !

O segundo caso: o Boto pediu para montar a Rádio No Tera, o Capitão autorizou-o e eu dei-lhe todo o apoio e ajuda possível,juntamente com o furriel trms e o alferes António Barbosa.

As emissões decorreram sempre com normalidade, chegaram a Bissau e o Pifas (Programa de Informação das Forças Armadas) chegou a fazer-lhes referências elogiosas.

Até que um dia o Carlos Boto, inadvertidamente, divulga a possível visita de um Brigadeiro ao Aquartelamento.

O Capitão Vaz ordenou de imediato o cancelamento das emissões.

Entretanto fomos visitados pelo Capelão, tendo-se realizado uma missa campal.

Nessa noite o Boto apanha uma bebedeira monumental e, de G3 em punho, ameaça matar tudo e todos, até se entrincheirar no abrigo dos criptos.

O Alferes Barbosa, que era de operações especiais, aproveitando uma distração do Boto, acaba por o imobilizar.

Foi-lhe dada ordem de prisão e, dois dias depois , foi feita uma coluna para o entregar à ordem do comandante do Batalhão, em Nova Lamego.

Nunca mais encontrei o Carlos Boto. Um homem bom, calcinado pela guerra, pelos castigos, pela bebida e pelos devaneios.

Para terminar,apenas uma informação complementar, o Carlos Boto era filho de um tenente coronel do SPM (Serviço Postal Militar).

Anexo algumas fotos do Carlos Boto.

Grande abraço, com amizade.

Ricardo Figueiredo

PS - Infelizmente nunca compareceu a qualquer almoço nosso, dos "Abutres de Cacuca",

Tentei procurá-lo nas rádios,mas ninguém soube dizer nada. Cheguei até a contactar o nosso camarada e amigo Armando Pires, para tentar descobrir o Carlos Boto, mas também nada se conseguiu.

Estás à vontade para publicares quer as histórias quer as fotografias.

Sim,  a CCAV 3404 teve também a sua rádio por iniciativa do Carlos Boto e chamava-se também "No Tera". (**)

Dispõe sempre. Entregarei ao Bandalho Zé Ferreira o teu abraço.

Abraço-te com amizade,
Ricardo


3. Comentário do editor LG:

Conforme escrevi em comentário ao poste P27685 (**), em 11 de julho de 2010, o encerramento do Rádio Clube Português (RCP) pela Media Capital marcou o fim de uma das estações mais emblemáticas do país, resultando no despedimento coletivo de 36 profissionais.

O Carlos Manuel Marques Boto (frequentemente referido como Carlos Botto) era um desses profissionais. Antes da sua carreira na rádio, serviu na Guerra do Ultramar na Guiné-Bissau entre 1971 e 1974: integrou a CCav 3404 / BCAV 3854, Cabuca (1971/73) e, posteriormente, a 2ª CART/BART 6523 (1973/74).

Provavelemente já tinha,  antes do serviço militar, experiência de trabalho como radialista. Em Cabuca, fundou e dinamizou a rádio Nos Tera (Nossa Terra, em crioulo), ainda no tempo da CCAV 3404, que foi rendida em 1973 pela 2ª CART/BART 6523 (1973/74).

O que se sabe do seu paradeiro, hoje ?

As informações públicas mais recentes sobre Carlos Botto são escassas e provêm essencialmente de comunidades de antigos combatentes.

Na altura do fecho do RCP, em 2010, foi um dos subscritores de um manifesto contra o processo de despedimento coletivo, questionando a falta de transparência da Media Capital.

De acordo com registos do nosso blogue (Luís Graça & Camaradas da Guiné), o Carlos Botto terá aparecido num dos convívios da sua antiga subunidade (CCav 3404, Cabuca, 1971/73), embora tenha mantido um perfil reservado nos anos seguintes. Isto é, nunca mais apareceu, nem nos convívios da CCAV 3404, nem nos da 2ª CART / BART 6523 (Cabuca, 1973/74) (que passou a reunir-se a partir de 2014).


Guiné > Bissau > 1961 > O tenente Manuel Ascensão Boto, 
o militar de maior estatura,chefe do SPM Regional da Guiné.
Seria depois, como major, chefe do SPMR 
de Angola. Terá morrido em 2000
como ten cor ref.

Fonte: Revista Militar, nº 8/9, ago/set 2020, pag. 713


Por essa altura, apareceram diversos pedidos de informação sobre o seu paradeiro feitos por antigos companheiros de armas em fóruns de veteranos, e nomeadamente no nosso blogue.

Em vão. O que se passa ?  Talvez ele não queira mesmo reatar essas antigas relações. Nem tudo terá sido agradável para ele, no CTIG. Teve problemas disciplinares, foi despromovido, andou em bolandas, etc. Pode ter preferido exercer o "direito ao esquecimento". 

E, para mais, pode ter sido obrigado a deixar de trabalhar na rádio, porventura a paixão da sua vida.

Se o que o  Ricardo Figueiredo diz é verdade, que ele seria filho de um tenente coronel do SPM, pelas nossas pesquisas, tratar-se-ia então do ten cor ref Manuel Ascensão Boto (1921-2000); em 1961 era tenente (SGE ?), tendo estado à frente do SPMR da Guiné e depois, como major, do SPMR de Angola.

27 comentários:

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Não era apenas um "rebelde", era um vítima da ausência do pai, como tantos outros filhos de militares do quadro permanente durante a a guerra colonial / guerra do ultramar (1961/74). Houve homens que fizeram quatro comissões de serviço no ultramar numa década... Os filhos cresceram sem a figura (fundamental) do pai, por perto. Vinha uma vez por ano de licença de férias. Fazia mais um filho. Não temos falado deste drama: filhos sem pai, famílias que sofreram muito com a ausência periódica e prolongada do pai e marido.

Tabanca Grande Luís Graça disse...

A confirmar-se a relacão do C. B. com o tenente (e depois major e finalmente tenente coronel Manuel Ascensão Boto), nome profundamente ligado à história do SPM (Serviço Postal Militar), tudo indica que era um oficial proveniente da classe de sargento (via Escola Central de Sargentos, de Águeda). Aos quarenta anos (1961) era tenente. Deve ter feito maios do que duas comissões (como tenente na Guiné) e mais tarde como major, já em Angola. Deve ter passado pela Índia...

Tabanca Grande Luís Graça disse...

A convivência do C.B. com os "Abutres de Cabuca", afinal, acabou mal, da pior maneira. Percebo que ele guarde ressentimentos dessa época. Foi apenas um convívio da CCAV 3404 (1971/73), onde criou, em primeiro lugar, a rádio "No Tera".

E porquê "No Tera" ?,. pergunto ao Ricardo Figueiredo. Havia lá, pelo menos, um furriel cabo-verdiano, o Júlio Rendal, se não erro, colega do liceu do Carlos Filipe Gonçalves.

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Graças também a ação do nosso grão-tabanqueiro Ricardo Figueiredo (e se calhar também do António Barbosa e outrso "abutres de Cabuca", a começar pelo capitáo Franquelim Vaz), a companhia fez coisas interessantes em prol da cultura, instrução do bem-estar do pessoal (além da rádio, a telescola, a biblioteca, etc.)

Tabanca Grande Luís Graça disse...

No jornal da companhia, O Abutre”, o 1º srgt art Adelino A. Monteiro escreveu esta coisa interessante, que é um elogio ao seu pessoal:

“Parece-me mentira mas é pura verdade. Eu que ando nestas andanças desde 1961 e tendo cumprido duas comissões em Moçambique e uma em Angola, sempre estive no mato integrado em Companhias Operacionais, nunca encontrei um punhado de bons rapazes que, em vez de pensarem em si próprios, pensam antes de mais nada nos outros, que, por motivos vários, não tiveram a felicidade de poderem ir mais além na sua cultura. Pois graças a esse punhado de rapazes, que arregaçaram as mangas e sem olharem a sacrifícios de toda a ordem, especialmente pelo isolamento em que vivemos, esses rapazes, dizia eu, já puseram a funcionar aulas para a 4ª Classe e Ciclo Preparatório, uma Biblioteca onde já temos um número de livros muito engraçado e onde todos nós podemos requisitá-los para melhor passarmos os nossos momentos de ócio e iremos ter um Jornal diário do Porto, Jornal de Notícias (não esquecer que 60% do pessoal é nortenho), e três vezes por semana o Jornal A Bola. Montaram um Posto Emissor Interno, que quando só podemos estar nos respectivos abrigos nos proporciona umas horas de boa música, um Campeonato de Futebol inter-Pelotões e ainda o nosso jornal “O Abutre”.

Foi só isto que este punhado de rapazes já fizeram, e segundo parece ainda não querem parar por aqui….”

Adelino A. Monteiro
1.º Sarg Art

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Todos milicianos os comandantes das subunidades de quadrícula deste batalhão... Sinal dos tempos...

Batalhão de Artilharia nº 6523/73
Identificação BArt 6523/73
Unidade Mob: RAL 5 - Penafiel
Cmdt: TCor Inf João Damas Vicente
Maj Art Óscar José Castelo da Silva
2.° Cmdt: Maj Art Óscar José Castelo da Silva
Cap Art Carlos Alberto Ramalhete
OInfOp/Adj: Cap Art Carlos Alberto Ramalhete (acumulava)
Cmdts Comp:
CCS: Cap SGE José Manuel Rijo
1ª Comp (Madina Mandinga): Cap Mil Inf José Luís Borges Rodrigues
2ª Comp (Cabuca): Cap Mil Inf Franquelim Bartolomeu Viçoso Vaz
3ª Comp (Nova Lamego e Cansissé): Cap Mil Inf Rui Alberto Nunes dos Santos | Cap Mil Inf António Francisco Dias Vieira
Divisa: "Honra e Dever"
Partida: Embarque em 06Ju173; desembarque em 13Ju173
Regresso: Embarque em 07Set74

Tabanca Grande Luís Graça disse...

E já nem era só o facto de serem milicianos... Eram cada vez mais novos!... O cap mil inf Franquelim Vaz nasceu em 27/3/1952, em Matosinhos. Tinha 21 anos quando foi para a Guiné, seria mais novo do que alguns dos seus subordinados...

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Ricardo, quem seria o capelão que estava nessa altura em Nova Lamego e que foi dizer missa campal a Cabuca ? Vê aqui a lista dos capelães que passaram pelo CTIG (de 1961 a 1974)

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Ricardo, não sabia que vocês tinham ido para o Xime, no final da comissão, em substituição da "minha" CCAÇ 12 (foi um dos pais-fundadores...):

(..:) "A 2ª Comp seguiu em 13Ag073 para Cabuca, a fim de efectuar o treino operacional e a sobreposição com a CCav 3404.

Em 08Set73, assumiu a responsabilidade do subsector de Cabuca, cedendo um pelotão para reforço da guarnição de Madina Mandinga.

Em 20Ag074, efectuou a desactivação e entrega do aquartelamento de Cabuca ao PAIGC e seguiu para o subsector de Xime, na zona de acção do BCaç 4616/
/73, a fim de substituir transitoriamente a CCaç 12, que fora entretanto extinta e
onde se manteve até ser rendida pela 2ª Comp/BCaç 4518/73 em 31Ago74, tendo
então seguido para Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso. " (...)

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Fui... Queria dizer, fui um dos pais- fundadores da CCAÇ 12.

Victor Costa disse...

Luis, como educar um filho !
Contaste a história de um filho que teve um pai ausente, que não terá sido um caso único e citaste Honra e Dever.
Eu não tenho dúvidas do problema que é a ausência de um pai, mas quero falar de outras coisas também importantes, que alguns de nós não souberam transmitir aos filhos. A Disciplina, o trabalho e a ausência de vaidade são fundamentais para criar de riqueza. Ontem , fui procurar o Eurico dos Pneus, meu amigo de infancia, com o curso de sarg. do CISMI de 1972 para substituir mais um pneu. Ele deu ao filho, uma boa casa, um negócio rentável, estabilidade enfim deu-lhe tudo menos a cabeça. Fui encontrar o Eurico (75 anos) com muitos clientes na lista de espera, a trabalhar no duro sem necessidade e a aguardar que o filho se dignasse a sair de casa para o ajudar. Será que alguns dos nossos filhos, merecem o sacrificio dos pais?

Ricardo Figueiredo disse...

O Júlio Rendall esteve em Cabuca, cerca de sete ou oito meses.Passado à disponibilidade,regressou a Cabo Verde,onde,com o Posto de Tenente,fez parte das forças de libertação. Mais tarde,foi funcionário superior do Aeroporto e está reformado. Mantenho contacto permanente com ele.

Ricardo Figueiredo disse...

Além do futebol, a escola, a biblioteca ,com livros requisitados à Fundação Calouste Gulbenkien e à Verbo,onde conseguimos manter cerca de 200 volumes de diversos autores,a Rádio NoTera, com diversos programas de diversão e concursos

Ricardo Figueiredo disse...

O Capelão era o Alferes José Júlio Antunes, que está recolhido na cidade da Guarda.

Ricardo Figueiredo disse...

A 2ª Cart/Bart 6523, foi enviada para o Xime,porque os soldados Africadnos da CCaç12,se revoltaram e começaram uma rebelião contra os quadros brancos. Agimos como Companhia de intervençao,até os ânimos estarem serenados. Se a memória não me falha , não saímos do Xime em 31 de Agosto, mas sim em 6 de Setembro.

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Obrigado. Ricardo, pelas tuas preciosas informações.

Tabanca Grande Luís Graça disse...

O que me contas, sobre a CCAÇ 12, é importante.

Anónimo disse...

Ricardo Figueiredo (by email)
31jan 2026 11:39

Olá Luís,
Muito obrigado, já vi.
Lembro-me, agora,ao rebobinar a memória,que no dia em que o Carlos Boto se embebedou ,tinha-lhe entregue uma carta,que havia chegado na coluna desse dia.
Vi nele , após a leitura,um semblante carregado,mas nunca soube o teor da mesma.
Um Alfabravo para ti também.
Ricardo

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Chiça, até a merda da Coca-Cola era proibida em Portugal.

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Feito a meias, o boneco.

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Por mim e por Le Chat (O Gato).

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Imaginem que punha o Boto em Cabeça a ver a torre Eiffel.

Tabanca Grande Luís Graça disse...

E eu a dizer que queria a Torre de Belém, em Lisboa.

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Tive que fazer a fotomontagem.

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Gostei do pormenor da lata de Coca-Cola.

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Ricardo, o alferes graduado capelão do teu batalhão, José Júlio Antunes, esteve no CTIG de 3/4/73 a 18/9/74. É o nº 90 da lista de capelães, que publicámos no poste P19023.

Há ainda uns sete capelães que chegaram à Guiné em fevereiro e março de 1974 e regressaram em setembro e outubro. Estes são mesmo os últimos capelães militares do império...

Dizes tu que vive na Guarda... Chegou a aparecer nos vossos convívios ?

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Ricardo, acabo de ler a triste notícia de que o teu capelão já morreu há 3 meses;

Guarda: Faleceu o Padre José Júlio Antunes
6 Novembro, 2025 11:06

Guarda, 06 nov 2025 (Ecclesia) – A Diocese da Guarda comunica o falecimento do padre José Júlio Antunes, nascido a 25 de maio de 1939, natural do Casal de Cinza, naquela cidade

Filho de António Joaquim Antunes Morgado e Maria Justina, o padre José Júlio frequentou os Seminários Diocesanos do Fundão e da Guarda entre 1951 e 1963, onde se formou para o sacerdócio.

Foi ordenado diácono a 19 de dezembro de 1962, na capela do Seminário da Guarda, e presbítero a 28 de julho de 1963, na Sé Catedral, por D. Policarpo da Costa Vaz.

O seu ministério sacerdotal foi marcado por dedicação pastoral e espírito de serviço. Logo após a ordenação, foi nomeado coadjutor da Sé e de São Vicente (Guarda). Em 1965, tornou-se pároco de Algodres, Vilar de Amargo e Vale de Afonsinho.

Em 1972, iniciou o serviço como capelão militar, primeiro na Academia Militar e no Hospital Militar da Estrela, em Lisboa, e, entre 1973 e 1974, na Guiné, ao serviço das Forças Armadas Portuguesas.

Regressado à diocese, foi capelão do Quartel da Guarda (1974-1975) e, a partir de 1976, pároco de Pínzio e Safurdão, acumulando depois o cuidado pastoral de Gagos. Em 1987, foi nomeado pároco de Atalaia e Carvalhal, permanecendo depois responsável por Pínzio, Safurdão e Carvalhal até 2004.

A partir desta data, enquanto a saúde lhe permitiu, colaborou com colegas sacerdotes em diversos serviços paroquiais.

O Padre José Júlio Antunes deixa a memória de um sacerdote simples, próximo das comunidades e fiel à sua vocação. As cerimónias fúnebres acontecem dia 07 de novembro, pelas 15h00, na Igreja Matriz de Casal de Cinza. LFS.


Fonte: Agência Ecclesia