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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Guiné 61/74 - P27978: Bom dia. desde Bissau (Patrício Tibeiro) (64): Hoje, Dia do Trabalhador, foi tudo para a praia.. Só cá ficaram os que saíram na 3ª caravela do Vasco da Gama, na passagem para a Índia, como eu...





Foto nº 1 > Mamoeiro (Carica papaya), que cresce no meu quintal. Pé de mamon (em crioulo)





Foto nº 2 > O meu escritório, na minha casa em Bissau


Foto nº 3 > Capa do livro Colecção de Gravuras Portuguesas - Guiné (Organização e Edição de Camacho Pereira. Lisboa. 1974). São 30 gravuras antigas, ficavam bem no livro sobre a Guiné lançado recentemente pelo nosso amigo Mario Beja Santos.


Foto (e legenda): © Patrício Ribeiro (2026). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


Data - 1 de maio de 2026, 14:56
Assunto - 1º de maio de 2026 em Bissau

Bom dia, desde Bissau.

Hoje no Dia do Trabalhador, em que a Cidade de Bissau está parada, porque toda a gente foi a banhos nas diversas praias da Guiné.

Há, alguns que saíram na 3ª caravela do Vasco da Gama para a Inda e na passagem aqui, ficaram a trabalhar até hoje em Bissau.

Não saíram a salto, como diz o meu amigo Rosinha, mas sim de caravela.

Seguem 3 fotos.

Bom dia de trabalho para todos.


Abraço

Patricio Ribeiro

IMPAR Lda
Av. Domingos Ramos 43D - C.P. 489 - Bissau , Guine Bissau
Tel,00245 966623168 / 955290250
www.imparbissau.com
impar_bissau@hotmail.com

__________________


Nota do editor LG:

Últimlo poste da série > 10 de março de 2026 > Guiné 61/74 - P27808: Bom dia, desde Bissau (Patrício Ribeiro) (63): O antigo hospital militar, HM 241 (e depois "complexo hospitalar 3 de agosto"): "E tudo o vento levou"...

16 comentários:

Eduardo Estrela disse...

Fabulosas as imagens do pé de mamoeiro. Era a minha fruta preferida de cada vez que conseguia ir a Bissau. Ficava na maior parte das vezes instalado na pensão Chantre, onde tomava o pequeno almoço e o almoço.
A tarde e a noite era para a desgraça.
Obrigado Patrício. Há sempre quem trabalha pois o mundo não é só praia e não pode parar. Mas o primeiro de Maio tem que ser comemorado.
Abraço
Eduardo Estrela

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Acredito que numa outra encarnação fazias parte da tripulação da esquadra do Vasco da Gama. Podias ter ficado na história como o primeiro europeu a chegar à Índia por via marítima, tu, o Vasco da Gama, e os felizardos que não ficaram pelo caminho, mortos na viagem... Mas, não, as "mamoas" da Guiné traíram-te. Disseste: "Ó Vasco, vou ali a terra apanhar umas mamoas, que fazem bem ao escorbuto"...A verdade é que foste e não voltaste mais. É uma história que tens de contar aqui um dia... Hoje, não, que é feriado para os teus balantas...

JOAO CRISOSTOMO… disse...

Caro Patrício,
Não são só as fotos dos pujantes mamoeiros com as já maduras mamoas que me fazem crescer água na boca… são também todos esses artifactos no teu escritório, mesmo na cidade de Bissau que me fazem sentir pena de não ser milionário para poder ainda ir ai passar umas semanas; quem sabe na companhia do Eduardo Estrela, do Luís Graca e outros também apreciadores de mamoas que nos quisessem acompanhar…

Desfruta a vida e continua enviando coisas destas …

Já tentei várias vezes ligar / telefonar-te ( a ti e ao Cherno Baldé,) mas nunca consegui ligação... 240 é o código certo?

Joao C . Nova Iorque

Tabanca Grande Luís Graça disse...

João, o nosso Patrício vem ao "Puto" com frequência. A Lisboa e a Águeda (onde tem uma "ponta"...). Em geral, trocas as estações: quando faz muito calor na Guiné, ele vem até cá. Quando faz muito frio cá, ele volta para a sua nova terra. Já viveu na Guiné mais de metade da sua vida. Tens que o conhecer. Temos que combinar um encontro.

Anónimo disse...

Luís, em tempos um conterrâneo meu que comandou uma caravela e foi com o Afonso Albuquerque para Índia, repousa na igreja da minha tabanca a 50mt onde
Eu nasci, no jardim que era dele.
Ficou a chefiar do canal de Ormuz...não ficou na estória, quando voltou a Lisboa trazia a caravela cheia de Badjudas...o Duarte de Lemos

Coisas dos meus vizinhos

Patricio Ribeiro disse...

Patricio Ribeiro

João Reis de Melo disse...

Bem… mais uma vez, eu tenho que me considerar um felizardo por as papaias (como toda a outra fruta), ter um ciclo para cumprir…
Senão, quando há um mês atrás cheguei com a minha esposa e companheira inseparável das minhas “maluquices” na “nossa” Guiné, à tua casa em Bissau, e me desafiaste para agarrar em uma escada para ir apanhar ESTA mesma papaia que aparece na foto, para complementar uma deliciosa salada de frutas acabadas de colher, e ela estivesse já madura, poderia ter corrido um risco a que algumas faixas etárias deverão evitar…
Ainda bem que estava ainda verde e, foi solene e brilhantemente substituída por uma outra que estava já de reserva e que “entrou de serviço” sem lugar a reclamações…
Foi um fim de tarde excelentemente passado, de um dia evidentemente quente, como todos nessas paragens, nos quais, se faltar um néctar de cevada e malte bem gelado para regar a garganta, tudo fica muito mais dificultado!
Estivemos mais uma vez juntos aí, já o repetimos aqui e, caso o criador continue a ser bonzinho conosco, para o próximo ano tudo irei fazer para que se repita!
Um bem-haja para ti.
P.S. – Para a próxima, as degustações daquelas famosas chouriças caseiras terão de ter uma roda de amigos bem mais alargada, porque ficarão com um sabor muito mais aperfeiçoado…

João Reis de Melo
Op Cripto da CCav 8351 “Tigres de Cumbijã” 72/74
Atualmente – Voluntariado autónomo na Guiné-Bissau

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Papaia ou mamão ? É tudo a mesma coisa, só diferem no tamanho... É isso ?

Mamão, papaia ou ababaia é o fruto do mamoeiro ou papaeira, árvores da espécie Carica papaya. Nome científico Carica papaya...

A espécie é nativa do sul do México, América Central e norte da América do Sul, estando naturalizada nas Caraíbas, Flórida e diversas regiões de África. A espécie é cultivada como fruteira no Brasil, Índia, Austrália, Malásia, Indonésia, Filipinas, Angola, Havai e muitas outras regiões dos trópicos e subtrópicos... E no quintal do Patrício Ribeiro, o "pai dos tugas", em Bissau...

Alberto Branquinho disse...

Luís

Da minha experiência nas andanças pela Guiné, fiquei com as seguintes ideias:
- O mamão tem a configuração de um melão pequeno
- A papaia (cortada de cima - pedúnculo de fixação à planta - até à parte inferior) tem a configuração de uma viola

Ambos os frutos, quando bem maduros, têm cor idêntica (laranja forte).
Tanto em Cabo Verde como no Brasil encontrei pessoas que chamam mamão a ambas.

A palavra "ababaia" não conheço.

Paulo Santiago disse...

Patrício,,mantenhas
Curioso,soube agora por teu intermédio,através do Blogue,quem foi o Duarte Lemos.Tanta vez vi o nome,antecedido pelo termo,Instituto, não imaginava tratar-se de um navegador do Albuquerque Terrible,e não haverá pelo nosso Concelho muitas pessoas a ligar o nome do Instituto a um marinheiro do séc. XVI
Abraço

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Patrício e Paulo, teias que o império tece... Sobre o vosso ilustre conterrâneo, o Duarte de Lemos (c. 1480-1558) , 3º senhor da Trofa (do Vouga) (hoje concelho de Águeda), ver aqui entrada na Wikipedia...

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Diferenças:

(i) Papaia (Hawai):

Pequeno, peso à volta de 300g / 500g, polpa laranja intenso, muito doce e ideal para comer de colher.

(ii) Mamão (Formosa): grande, pode passar de 1kg, polpa laranja claro/amarelo, sabor mais suave, ótimo para sucos e saladas.

No Brasil e em Angola, diz-se mamão. Em Portugal, e na Guiné-Bissau, usa-se mais o termo Papaia. O Brasil é o 2º maior produtor mundial de Mamão (o 1º é a Índia).

Tabanca Grande Luís Graça disse...

O que apurei na Net sobre a Igreja da Trofa (do Vouga), monumento nacional desde 1910 (e que eu, infelizmente, nunca visitei) (nem sequer sabia que existia a Trofa do Vouga, no concelho de Águeda (afinal, não há só lá leitão):

(i) no séc. XV a Trofa pertencia à paróquia de Salvador de Covelas, tendo sido D. Afonso V quem devolveu à povoação a categoria de vila;

(ii) a transferência da matriz de Covelas para a Trofa só foi realizada em meados do séc. XVI, ficando a manutenção do padroado a cargo de D. Duarte de Lemos, 3º senhor da Trofa;

(iii) a atual igreja matriz foi construída junto ao palácio dos senhores de Trofa, talvez aproveitando a capela particular dos Lemos como capela-mor da matriz;

(iv) esta capela deveria albergar os túmulos originais dos primeiros senhores da Trofa, que foram depois trasladados para as novas sepulturas que formam o panteão dos Lemos;

(v) a matriz da Trofa apresenta-se como um templo de tipologia chã, construído já no início do século XVII, de formas austeras e depuradas, com elementos decorativos de carácter flamengo: a fachada, dividida em dois registos, apresenta um portal rectangular simples rematado por entablamento, encimado por nicho com imagem quinhentista do Salvador; ladeando o nicho, duas janelas rectangulares rematadas por entablamento, que iluminam o coro-alto do templo; a fachada é delimitada lateralmente por cunhais encimados por pináculos, e termina em empena com cruz.

(vi) a estrutura original da igreja foi alterada, sendo visível o facto de o corpo do templo ter sido truncado do lado do Evangelho para que se adossasse a torre sineira, edificada já no século XVIII: este factor alterou profundamente a harmonia da fachada.

(vii) interiormente, o templo possui planta de nave única, coberta por abóbada de caixotões, coro-alto de madeira assente em colunas toscanas, púlpito de madeira do lado do Evangelho, e dois retábulos colaterais de talha; a capela-mor é coberta por abóbada de nervuras, com chaves decoradas com florões, excepto a central, que ostenta o escudo dos Lemos; possuindo ao centro retábulo de talha com telas figurativas de temática franciscana, proveniente do extinto convento de Serém, a capela-mor foi o espaço escolhido para albergar o panteão da família Lemos;

(viii) encomendado por D. Duarte de Lemos em 1534 este panteão mostra evidentes afinidades com o túmulo de D. Luís da Silveira, em Góis, sendo atribuída a sua autoria a João de Ruão;

(Continua)

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Continuação:

(ix) aqui estão sepultados os antepassados do terceiro senhor da Trofa, em dois grupos tumulares, formados por dois arcos separados por pilastras e rematados por entablamento: do lado do Evangelho estão os túmulos dos primeiros senhores da Trofa, Gomes Martins de Lemos e seu filho, João Gomes de Lemos, e as respectivas esposas, D. Maria de Azevedo e D. Violante de Sequeira, ficando os homens no arco mais próximo do altar; do lado oposto, foi sepultada D. Joana de Melo, mulher do instituidor, e no arco junto do altar, foi edificada a arca tumular de D. Duarte de Lemos, com estátua orante. A escultura funerária mostra-nos o senhor da Trofa ajoelhado em oração, envergando a sua armadura de cavaleiro, com o elmo aos pés, e um livro aberto sobre uma banqueta decorada com frisos de folhagens; os frisos e faixas horizontais dos túmulos foram decorados com folhagens e seres híbridos, enquanto as pilastras estão repletas de bucrâneos, elmos, dragões e grifos. Os diversos medalhões esculpidos nos arcosólios são os elementos mais renascentistas do conjunto, denotando-se porém a ausência de temática religiosa.

Em relação ao túmulo elaborado por João de Ruão para D. Luís da Silveira em Góis, o conjunto tumular da Trofa traduz "uma visão mais clássica e também mais arquitectónica que evidencia uma clara evolução da arte ruanesca" (BORGES, Nelson Correia, 2003, p. 40).

Estes túmulos elaborados por João de Ruão na década de 30 do século XVI poderão filiar-se numa tipologia de monumentos funerários que se inspirou no túmulo de Leonardo Bruni, executado por Bernardo Rosselino em Florença entre 1444 e 1447 (Idem, ibidem, p. 40).
Fonte: adapt. de Catarina Oliveira. In: Património Cultural.pt (disponívell em Arquivo.pt)

https://arquivo.pt/wayback/20151207144109/http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/71204

Anónimo disse...

Luís e Paulo Santiago.
Foi aqui que começou o mundo, o resto são arredores ... estão convidados a conhecer melhor no verão...com ou sem leitão, debaixo da minha parreira e conhecerem o meu vizinho.

Luís, o 3o Duarte de Lemos , tem uma estória de armas em Ormuz e no Brasil que podem encontrar na internet ou em diversos livros.

Fernando Ribeiro disse...

Quem sai de Águeda para norte, seguindo pela Estrada Nacional 1, logo adiante chegará a Trofa do Vouga. Virando à esquerda, irá ter à igreja da localidade sem mais desvios. Por fora, a igreja é muito simples e sem qualquer sinal que possa sugerir ao visitante a preciosidade escultórica que está lá dentro. Se a igreja estiver aberta, entra-se e fica-se deslumbrado. O Panteão dos Lemos é realmente uma maravilha, é uma obra-prima do Renascimento, fruto de um, de dois ou mesmo de três grandes escultores franceses que se fixaram em Coimbra: João de Ruão, Nicolau de Chanterenne e Filipe Hodart. A presença de tão ilustres escultores na cidade do Mondego talvez se explique pela proximidade de Ançã, localidade do concelho de Cantanhede (julgo eu), de cujas pedreiras se extrai um calcário puríssimo, de grão muito fino, que quase parece mármore branco, chamado pedra de Ançã.

O Panteão dos Lemos e o túmulo de Luis da Silveira (outra maravilha que está em Góis), costumam ser atribuídos a João de Ruão, mas não há certeza nenhuma. Há quem sugira que o seu autor possa ter sido Nicolau de Chanterenne e, até, há quem diga que a estátua orante de Duarte de Lemos em Trofa do Vouga foi esculpida por Hodart, enquanto o resto do panteão teria sido da autoria de João de Ruão. Ao certo, ao certo, não se sabe quem foi que esculpiu o quê.