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quarta-feira, 11 de março de 2026

Guiné 61/74 - P27810: Os nossos médicos (93): ten cor médico António Campos Felino de Almeida, falecido em 28/1/2011; em 24 de junho de 1969 era diretor do HM 241, em Bissau


Foto nº 1


Foto nº 2


Foto nº 3


Foto nº 4

RTP Arquivos > 1994 > Reportagem sobre o antigo HM 241, em Bissau, com assinatura da jornalista Fátima Matos Lima: passou no Telejornal da RTP1, em 25 de agosto de 1994. Não são propriamente fotogramas do vídeo, mas fotografias obtidas do seu visionamento (a exibição do conteúdo está sujeito a licença da RTP Arquivos).

Na foto nº 1,  o antigo diretor Felino de Almeida, comenta, desolado, as imagens da brutal degradação por incúria e abandono do seu antigo hospital (que depois da independência ainda integrou o complexo militar "3 de agosto") (Fotos nºs 2, 3 e 4).


O que restava do antigo HM 241 foi entretanto demolido em 2025 (*).



Ministério do Exército > CTIG > Hospital Militar nº 241 > Bilhete de identidade do alf mil médico José António Pardete da Costa Ferreira, nosso grão-tabanqueiro, já falecido. O documento emitida em 24 de junho de 1969 tem a assinatura do comandante, Felino de Almeida, major médico.


1. Já tínhamos, no nosso blogue, uma ou outra referência ao médico militar Felino de Almeida  (**). Em 1969 ele era diretor do HM 241, como se comprova pela cópia do BI do alf mil médico José Pardete Ferreira (1941-2021).

Foi também pelo dr. Pardete, que vivia em Setúbal, que soubemos que este antigo diretor do HM 241 já tinha falecido em janeiro de 2011 (***)

Por pesquisa na Net, e com base nas Ordens do Exército Português, descobrimos que:

(i) morreu em 28 de janeiro de 2011;

(ii) com o posto de tenente-coronel médico;

(iii) pertencia à Secção de Apoio / RRRD;

(iv) chamava-se, de seu nome completo,  António Campos Felino de Almeida;

(v) e devia viver no Porto.

Com base numa ferramenta de IA, ficamos a saber que a sigla RRRD refere-se à Repartição de Recrutamento, Reserva e Disponibilidade.

Esta repartição está inserida na Direção de Administração de Recursos Humanos (DARH) do Exército Português e é responsável por processos administrativos relacionados com o pessoal militar, tais como: gestão de situações de licença ilimitada; processos de reserva e disponibilidade de oficiais, sargentos e praças. A secção de apoio (SecApoio/RRRD) dá suporte a estas áreas.

Diz o Virgínio Briote (*) que o Dr. Felino de Almeida (***) tinha consultório na cidade do Porto

O que foi confirmado por nós: tinha a especialidade de dermatologia e venereologia, e o agendamento de consultas, na cidade do Porto, ainda se mantém ainda hoje "on line" (!), quinze anos depois da sua morte (na plataforma Doctoralia).

2. Também o nosso camarada Manuel Freitas (ex-1º cabo escriturário, HM 241, Bissau, 1968/70,  empresário, técnico de contabiliudade e de seguros), que vive em Espinho e que há anos organiza o encontro anual do pessoal desta unidade de saúde, escrevia o seguinte, em 2011 (****), em comentário ao António Paiva (que infelizmente desapareceu há muito do nosso radar, tudo levando a crer que terá morrido em 2017/2018) (*****):

Olá,  Paiva,

Não compreendo porque andei tanto tempo sem consultar este blogue do Luís Graça & Camaradas da Guiné. Já estava desatualizado porque, organizando há já 9 anos convívios com os ex-militares do HM 241, onde já estiveram o Dr. Felino de Almeida (diretor do hospital do nosso tempo), o Dr. Diamantino, o Dr.Rui Meireles, o Dr. Ventura e outros, não consegui trazer-te para este evento que por certo vais gostar pois junta a malta de 1967 a 1971.

Das histórias que contas lembro-me do resultado desta cobiça.(**)

Lembras-te daquela africana que veio evacuada, trazendo alojada numa anca, uma granada, e foi um espetáculo a preparação no bloco para retirar sem rebentar?

Vou inscrever-me no blogue e depois conto algumas histórias que tenho registadas no meu álbum. 

Sou o Manuel Freitas e estive no HM 241 de 1968 a 1970,  era o treinador e jogador da nossa equipa de futebol. (...) 
Manuel Freitas.


(*****) Vd. poste de 3 de maio de 2021 > Guiné 61/74 - P22168: Desaparecido do nosso radar (1): António Duarte de Paiva, ex-sold cond ambulâncias, HM 241, Bissau, 1968/70

5 comentários:

Tabanca Grande Luís Graça disse...

No vídeo de 1994, vê-se o antigo diretor do HM 241 a abanar a cabeça, como quem diz: "Como foi possível chegar a este ponto!"...Os guineenses (e os "generosos e cínicos" doadores internacionais...) deviam aprendiam com os erros deles e dos outros... Não podemos estar durante os próximos 50 anos a repetir a frase gasta e regasta, que a culpa foi dos colonislistas, dos esclavistas e, em última análise, de Deus, de Alá e dos Irãs...

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Vejo na foto nº 4 a carrinha, que no vídeo dá para perceber foi oferta dos italianos...Claro, já depois da independência, quando o HM 241 passou a ser, patrioticamente o Hospital 3 de Agosto... (Sempre foi fácil mudar as tabuletas, a começar pela toponímia das ruas.)

Estas cenas, de equipamento abandonado, repetem-se em outros países... Lembro-me há vinte e tal anos de ver no Hospital Agostinho Neto, em Lunda, um equipamento médico-cirúrgico completo, também oferecido pelos italianos, "de chave na mão", que nem sequer chegou a ser desencaixotado... Por ali ficou na rua, ao sol e à chuva...

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Infelizmente, não foram "só" equipamentos e instalações hospitalares, foram fábricas inteiras, novinhas em folha, "de chave na mão"... Todos cometemos os mesmos erros, suecos, italianos, portugueses, e agora chineses e árabes...Pertencemos todos à mesma éspecie, a do Homo Sapiens Sapiens...

Victor Costa disse...

Luis,
No Martim Moniz há carne de porco à Alentejana? Se ouver diz-me, porque também gosto.

Anónimo disse...

Estive internado no HN241, no mês de Maio e parte de Junho 69 antes de embarcar.
Infelizmente dada a situação não fiz uma única foto.
.
A minha guia diz com baixa em MEDICINA!
Talvez tenha estado com o médico Felino de Almeida, neste bom hospital.

Quando voltei em 1984 vi uns destroços cobertos de mato!
Era o antigo hospital.
Dizem que a população levou tudo para as suas casas.

Foi uma grande perda para os guineenses, mas, também não havia ninguém para dar a
seguimento a este serviço excelente, passou a sobreviver apenas o miseráve
l hospital Simão Mendes.
Fui visitar e estava pior quando lá estive a assistir uma rapariga em 1969 e não gostei nada daquilo.
Tempos de mudança...
Virgílio Teixeira