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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Guiné 61/74 - P28186: Bom dia desde Bissau (Patrício Ribeiro) (71): Bubaque, Bijana: 11 de julho de 2026: chuva e mais chuva...




Foto nº 1


Foto nº 2



Foto nº 3


Foto nº 4

Guiné-Bissau > Arquipélago dos Bijagós > Ilha de Bubaque > Bidjana > Sábado, 11 de julho de 2026 > Dia de chuva



Fotos (e legendas): © Patrício Ribeiro (2026). Todos os direitos reservados, [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné ]



1. Fotos enviadas pelo Patrício Ribeiro, que chegou a Bubaque, no dia 10, por volta das 13:55. Apanhou muita chuva. Devido à lentidão da Net, manda-nos sempre uma foto de cada vez. Estas foram tiradas a 11 do corrente, por volta das 14h00. 

A tabanca de Bidjana é das  comunidades que beneficia da instalação de painéis solares. Projeto Tanka Mas, da ASAD (Asociación  Solidaria Andaluza de Desarollo) (ONGD, cruada em 2005, com sede em Granada). Segundo o censo de 2009, Bijana tinha 94 habitantes (49 homens,  45 mulheres).


Data - 12/7/2026, c. 19:19

Assunto - Chuva


Luís:  A canseira é tanta, que dá para tirar uma sesta à chuva... na varanda de uma casa, na tabanca de Bidjana.

Mantenhas
Patrício Ribeiro
Impar Lda
__________________


7 comentários:

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Leio na página da ONGD espanhola, ASAD (uma das muitas ONGD estrangeiras que faz aquilo que o Estado da Pátria de Cabral não faz, e que explica o grave problema que é hoje a ONG...ização do país, a excessiva dependência da cooperação externa, podendo levar uma crescente desresponsabilização do Estado na Guiné-Bissau e noutros países pobres, onde não há investimento público em serviços básicos, como a saúde, a educação, infraestruturas...)

ASAD capacita mulheres de Bubaque em instalação e manutenção de sistemas elétricos solares

(...) ASAD, através do projeto Tanka Mas, deu mais um passo importante na promoção da igualdade de género e no desenvolvimento sustentável da Ilha de Bubaque, na Guiné-Bissau, com a capacitação de um grupo de mulheres locais na instalação de sistemas elétricos solares.

A iniciativa visa não apenas fortalecer a inclusão feminina no setor de energia renovável, mas também proporcionar às participantes novas habilidades técnicas que poderão ser usadas para melhorar suas condições de vida e contribuir com o desenvolvimento de suas comunidades.

(...) No marco do projeto já foram montadas postes nas tabancas de Ancadjedje, Bijana, Tabanca Nova, Annhimango, Agumpa, Ambanhã, Tcharro e Etinquenó.

O treinamento foi realizado ao longo de dois meses [maio e julho 2024] por nove mulheres e 18 homens, que tiveram oportunidades de abordar todos os aspectos da instalação, manutenção e operação de sistemas solares.

O processo tem capacitado as mulheres para lidar com a instalação de painéis solares em residências, centros de saúde, escolas e outros pontos da ilha que estão sendo beneficiados pela eletrificação solar.

“O objetivo é que essas mulheres se tornem agentes de mudança, adquirindo competências que são essenciais para o futuro da Ilha de Bubaque e para a expansão da energia solar na Guiné-Bissau, dotá-las de competência técnicas para dar respostas aos problemas relacionados à manutenção dos painéis solares, igualmente proporcioná-las condições técnicas para ingressar no mercado de trabalho”, disse Jamil Monteiro, Técnico de Inserção e Incubação Profissional de ASAD em Bubaque.

Durante o treinamento, as e os participantes tiveram a oportunidade de aprender com orientações teóricas e práticas fornecidas por especialistas em energias renováveis provenientes da Escola de Artes e Ofícios de Quelelé, pertencente à ONG AD [Ação para o Desenvolvimento]. “Antes, não imaginávamos que as mulheres poderiam atuar diretamente nesse setor. Agora, temos novas oportunidades e a confiança de que podemos levar mais energia para as nossas casas e nossos negócios“, afirmou Marta da Silva, estagiária do curso, emocionada e alegre pelas novas habilidades adquiridas.
(...)

(Continua)

Tabanca Grande Luís Graça disse...

ASAD capacita mulheres de Bubaque em instalação e manutenção de sistemas elétricos solares

(Continuação)

(...) “A formação correu muito bem, aproveito para agradecer à ASAD pelo projeto e pela oportunidade que nos proporcionou, espero que não termine por aqui. Apelo a todas as mulheres para aproveitar qualquer oportunidade de formação e ter coragem de participar juntamente como os homens. Estamos orgulhosas porque agora trabalhamos lado-a-lado como os homens sem medo e sem receios”, explica Alvenisse De Pina, outra estagiária da formação profissional.

(...) De acordo com Alvenisse De Pina as comunidades beneficiárias do projeto Tanka Mas, viviam na escuridão, ou seja, não haviam postes de iluminação pública nestas localidades.

Com a conclusão do curso, as participantes se tornam parte de um grupo de especialistas locais constituído por 27 pessoas que poderão continuar a expandir o acesso à energia solar na ilha, melhorando a infraestrutura e, consequentemente, a qualidade de vida dos moradores.

A ASAD planeia continuar apoiando a capacitação de mais mulheres e jovens em outras regiões da Guiné-Bissau, entre as Bafatá e Gabú, além de Bolama, contribuindo para um futuro mais sustentável e inclusivo.

O projeto foi financiado pelo Fundo de Estabilização e Desenvolvimento Regional nas Regiões Frágeis dos Estados Membros da CEDEAO (FRSD), com o apoio do Banco Alemão de Desenvolvimento e da CEDEAO. (19 Fevereiro, 2025) (...)


Itálicos e negritos nossos: LG

Hélder Valério disse...

Bom dia!
Só me ocorre um primeiro comentário: bendita chuva!
Espero que no interior também chova, pois bastante falta faz.
E o "descanso do guerreiro" é certamente bem merecido.
Abraços

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Pois é, o problema é saber quanto desta bendita chuva fica na(s) ilha(s) e vai alimentar os lençóis freáticos...

Tabanca Grande Luís Graça disse...

O problema dos lençóis freáticos dos Bijagós...

Os principais problemas que afetam os lençóis freáticos e as reservas de água doce no Arquipélago dos Bijagós incluem: (i) a intrusão salina (devido à subida do nível do mar e erosão costeira); (ii) a poluição por fossas rudimentares e resíduos; (iii) e a falta de saneamento básico em ilhas povoadas como Bubaque.

Estas ameaças colocam em risco o frágil equilíbrio ecológico e a saúde das comunidades locais:

(i) Intrusão salina: o avanço do mar e a erosão costeira alteram a composição dos aquíferos subterrâneos, tornando a água dos poços salobra e imprópria para consumo ou rega.

(ii) Saneamento e contaminação: a proliferação de infraestruturas sem saneamento adequado ameaça a qualidade e potabilidade da água doce que se concentra a pouca profundidade.

(iii) Alterações climáticas: os ciclos de chuva e seca ditam a recarga dos aquíferos, e fenómenos climáticos extremos comprometem esta dinâmica natural, colocando pressão sobre as reservas de água doce.

Organizações como o Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP) e a ONG Tiniguena têm desenvolvido esforços de monitorização e proteção da reserva de biosfera para garantir a sustentabilidade dos recursos hídricos.

Fonte: Condensado de IA/Google

Tabanca Grande Luís Graça disse...


Hélder, quando as agências turísticas nos vendem o "postal ilustrado de Bubaque" com praias paradisíacas (já o eram no tempo da "outra senhora", até o Governador tinha lá casa de férias...), escondem ou escamoteiam o outro lado (muito menos "dourado) da ilha de Bubaque que é a mais povoada (11,2 mil habitantes, em 2009) e é o principal centro económico e turístico do Arquipélago dos Bijagós... É é justamente a crise dos aquíferos, que é particularmente grave devido à combinação entre a densidade demográfica e a forte vulnerabilidade climática.

Os aquíferos subterrâneos de Bubaque enfrentam desafios severos que ameaçam o acesso à água potável. Principais Ameaças;

(i) Salinização: sendo uma ilha com extensas áreas de pântanos e mangais alagados, a subida do nível do mar provoca a intrusão salina direta nos lençóis freáticos; a água doce superficial torna-se salobra, inutilizando poços tradicionais de água potável e afetando a agricultura local, e consequentemente a saúde humana e animal.

(ii) Erosão costeira e inundações: Bubaque sofre um desgaste acelerado na sua linha de costa; as marés altas agressivas inundam fisicamente os pontos de captação de água doce, misturando a água do mar diretamente com as reservas superficiais;

(iii) Pressão urbana e contaminação por coliformes: Bubaque carece de redes estruturadas de saneamento básico e drenagem pluvial; as fossas rudimentares e a gestão inadequada de resíduos urbanos infiltram-se facilmente na terra, contaminando biologicamente os aquíferos de pouca profundidade.

(iv) Escassez estrutural: o acesso seguro à água potável reflete o cenário nacional da Guiné-Bissau, onde apenas uma pequena parcela da população consome água segura. Em Bubaque, a dependência de poços artesianos desprotegidos expõe as comunidades locais a graves riscos epidemiológicos, como a cólera e diarreias severas.

Fonte: Condensação da IA/Google

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Parece que as ONGD estrangeiras (e guineenses, como a nossa AD - Acção para o Desenvolvimento, cofundada pelo nosso saudoso amigo Pepito) já perceberam (tardiamente, mas já perceberam) que não basta dar o peixe (caridade / assistencialismo), é preciso dar a cana e ensinar a pescar (desenvolvimento participado, inclusivo, sustentado, integrado...) (novos palavrões...).

Os guineenses estão a aprender a amar e a valorizar os seus "painéis solares", uma tecnologia que, não sendo "a panaceia para todos os males", é um primeiro passo, importante, para o tão desejado desenvolvimento económico e social... a que os guineenses têm direito.