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sábado, 27 de junho de 2026

Guiné 61/74 - P28137: As nossas geografias emocionais (68): o temível Mato Cão, no rio Geba Estreito








Prompt original e composição editorial: Luís Graça.

Foto:  Joaquim Mexia Alves (2026)

Geração gráfica assistida por IA: ChatGPT/OpenAI.


Prompt original e composição editorial: Luís Graça.

Foto: Carlos Marques dos Santos (2014)

Geração gráfica assistida por IA: ChatGPT/OpenAI.


1. A nossa Marinha tinha LDP, LDM e LDG que faziam este percurso, Bissau - Xime- Bambdinca. Até 1969 iam todas até Bambadiuca, metendo-se pelo rio Geba Estreito acima, a partir do Xime. Com a conmstrução da ponte-cais do Xime, em 1969, as LDG deixaram de subir o rio Gena Estreito (Xaianga).

Eram os famosos "barcos turras" que fariam, até ao fim, a ligação fluvial entre a capital e o interior da Guiné, e nomeadamente na Zona Leste. A viagem de barco tinha dois pontos críticos; a PontaVarela, entre a Foz do Rio Corunal e o Xime  e depois o Mato Cão (na margem do rio Geba Estreito, entre Nhabijões e Bambadinca).

Em 1 de julho de 1972, o dispositivo das NT já permitia uma melhor defesa da navegaçáo no rio Geba Estreito, relativamente ao tempo qem que a CCAÇ 12 e outars subunidades, ao serviço batalhão sedfiado em Bambadinca (Sector L1) eram obrigadas a manter segurnaça móvel, sempre que subia ou descia um "barco turra"... O quer era penoso; saíamos do quartel de Bambadinca, atravessávamos a bolanha de Fonte e montávcamos emboscada, a nível de pelotão, nbas imediçóes de Mato Cão.

Em 1 de julho de 1972,  já havia um destacamento permanente em Mato Cão (ou Mato de Cão). Nessa data, era guarnecido pelo Pel Caç Nat 54 (anualmenbte, ia rondando: Pel Caç Na 52, em 1973, e Pel Caç Nat 63,  em 1974), reforçado com um 1 esquadrão de um pelotão de morteiro (em 1 de julho de 1973, era o Pel Mort 4575/72). 

Do outro lado do rio (margem esquerda), já também  havia, em 1 de julho de 1972, no destacamento de Nhabijões, uma guarnição constituida por um pelotão (CCS/BART 3873) e uma 1 esquadra do Pel Mort 2268. 

No limite, o Mato de Cão podia ser batido pelo obus 10,5 cm do Xime (20º Pel  Art). A defesa do rio Geba Estreito, no subsetor de Bambadinca (sector L1, que incluía ainda mais 3 subsetores: Xime, Mansambo e Xitole), era ainda assegurada por Bambadinca (sede de batalhão: CCS/BART 3873 + CCAÇ 12 + Pel Mort 2268 + Pel Rec  Daimler 3085)...No total, com os Pel Mil (Finete e Missirá) e Pel Caç Nat (Mato de Cão, Fá Mandinga e Missirá), o subsetor de Bambadinca teria cerca de 550 homens enm armas!...

Guiné > Região de Bafatá > Sector L1 (Bambadinca) > Mato Cão >  Pel Caç Nat 52 (1973 /74) >   Vista do Rio Geba e bolanha de Nhabijões, a partir do "planalto" do Mato Cão. 

Foto (e legenda): © Luís Mourato Oliveira (2016). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar; Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné].


Guiné > Região de Bafatá  > Sector L1 > Bambadinca > Destacamento do Mato de Cão > Pel Caç Nat 52 > 1973 > "A chegada à estância era sempre um momento vivido com prazer"... O sintex era a única ligação... à outra margem do Rio Geba (e nomeadamente, a Bambadina)... Claro que só se viajava de dia, por razões técnicas de navegação e de segurança. O sintex nã tinha holofotes nem armas coletivas. Era um estertura frágil que não aguentava com o embate do macaréu.

Foto (e legenda): © Joaquim Mexia Alves (2006). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar; Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné].

Guiné > Guiné > Zona Leste > Região de Bafatá > Rio Geba > A caminho de Bissau > c. 1968/1969 > O Fur Mil Carlos Marques dos Santos (1943-2019), "viriato" da CART 2339, Mansambo (1968/69), num barco civil ("barco turra"), a caminho de Bissau.

Era um dos típicos barcos civis de transporte de pessoal e de mercadoria, que fazia a ligação Bissau-Bambadinca, e Bambadinca-Bissau, passando pela temível Ponta Varela, na confluência do Rios Geba e Corubal e, a seguir, o assustador Mato Cão, no Geba Estreito, entre o Xime e Bambadinca. Estes barcos (alguns ligados a empresas comerciais, como a Casa Gouveia) tinham, como principal cliente a Intendência militar. Pelo Xime e por Bambadinca passava a alimentação e tudo o mais que era preciso para saciar o "ventre da guerra" da Zona Leste: homens, viaturas, armas,  munições, materiais de construção, etc.

Foto(e legenda): © Carlos Marques dos Santos (2006). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné.]

 Guiné > Zona leste > Região de Bafatá > Contuboel > 1969 > CART 2479 / CART 11 (1969/70) > 20 de julho de 1969 > "Efeméride: no dia que o homem chegou à Lua, eu descia o rio Geba (Bambadinca-Bissau, com passagem no célebre Mato Cão e depois na não menos temível Ponta Varela, a seguir ao Xime)...

Era um barco fretado para levar material usado da tropa. Estivemos parados várias horas: primeiro por causa da maré, depois devido a avaria no motor do barco só resolvida (por desenrascanço...) com uma peça sacada dum carro que seguia no barco para sucata.  "Viagem inesquecível, até ao fim da minha vida!", escreveu o saudoso Valdemar Queiroz (ex-fur mil, CART 2479/CART 11, 1969/70).

Foto (e legenda): © Valdemar Queiroz (2014). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís GRaça & Camaradas da Guine.]
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4 comentários:

gil Moutinho disse...

Cheguei a fazer proteção ,claro que de dia ,de T-6 armado com foguetes, a embarcações ao passarem nessa zona crítica.
Permanecia a pairar até passarem a dita zona.

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Gil, também vi uma parelha de T6 a pairar sobre a Ponta Varela, no dia 2 de junho de 1969, quando parti de Bissau, a caminho do CIM de Contuboel (por LDG até ao Xime e depois em coluna auto-via Bambadinca-Bafatá). Dava-nos cá um conforto (à alma e ao corpinho)... Nessa data ainda não estavas na BA12, acho eu... Ab, Luis

Tabanca Grande Luís Graça disse...

A experiência mais estranha que tive no Mato Cão (nunca me habituei a dizer Mato de Cão), foi chegar meia hora antes da chegada do barco. E em vez o barco, chegou mas foi o macaréu: como se um dique tivesse desabado...uma massa de água, ruidosa, violenta, destruidora, que de repente cobriu o leito vazio e galgou as margens. Tenho a vaga ideia de que ergueu no ar uma canoa, varada no tarrafo... Já via lastro para o barco turra passar. E passou passados uns tempos, silencioso...e já o sol nascia no horizonte.





Tabanca Grande Luís Graça disse...

A experiência mais estranha que tive no Mato Cão (nunca me habituei a dizer Mato de Cão), foi chegar meia hora antes da chegada do barco. E em vez o barco, chegou mas foi o macaréu: como se um dique tivesse desabado...uma massa de água, ruidosa, violenta, destruidora, que de repente cobriu o leito vazio e galgou as margens. Tenho a vaga ideia de que ergueu no ar uma canoa, varada no tarrafo... Já via lastro para o barco turra passar. E passou passados uns tempos, silencioso...e já o sol nascia no horizonte.