Guiné.Bissau > Zona Leste > Região de Gabú > Gabu >1998 > Edifício dos CTT do Gabu > Visita realizada por um grupo de ex-combatentes da CART 3494 à Guiné-Bissau. Em primeiro plano, o Acácio Correia (ex-alf mil, CART 3494, Xime, 1972/74)...No letreiro que encima a imagem, pode ler-se: "Estação de Gabu. Telefone. Posto Público. Em qualquer momento"...
Ainda não havia telemóveis. Os CTT ainda eram muito úteis. Perderam a sua função social. Hoje tornaram-se obsoletos. Toda a gente tem o mágico "telemóvel" que permite fazer "videochamadas" (coisa completamente impensável) há 30 anos. Na inscrição ao alto do edifício pode ainda ler-se: "Estação dos C. T."... Já tinha caído o segundo T dos CTT (Correios, Telégrafos e Telefones).
Foto (e legenda): © Acácio Correia / Jorge Araújo (2015). Todos os direitos reservados, [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné ]

Guiné-Bissau > Zona Leste > Região de Gabu > Gabu > Junho de 2026 > Antigo edifício dos CTT, agora transformado em balcão de uma casa de apostas mútuas desportivas, jogis de azar, etc, ("Bissau Games", com sede em Bissau).
Foto (e legenda): © Patrício Ribeiro (2026). Todos os direitos reservados, [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné ]
Guiné > Zona Leste > Região de Bafatá > Setor L1 > Bambadinca > CCS/BCAÇ 2852 (1968/70) > Edifício dos CTT... Ficava na tabanca de Bambadinca, nas imediações do quartel, já fora do arame farpado.
Segundo recorda o Beja Santos, o nome da empregada dos CTT era a Dona Leontina ("uma gentil senhora com quem se apalavrava o dia e a hora para telefonar para Lisboa").
Sou dos que, a maioria, nunca lá foi telefonar, pelo que não me lembro da senhora. Presumo que fosse cabo-verdiana, tal como a professora da escola primária local, a Dona Violante, e o chefe de posto (de quem também não me lembro o nome), nem o responsável da Casa Gouveia.
Lamentavelmente não convivivíamos, os civis e os militares. em Bambadinca, nomeadamente com a pequena comunidade cabo-verdiana, cristã. Havia racismo, não tenhamos medo das palavras. Havia preconceitos de parte a parte. As NT punham em dúvida a lealdade dos cabo-verdianos em relação às autoridades portuguesas... Por outro lado, os comandos de batalhão tinham pouca ou nenhuma sensibilidade "sociocultural"... nem promovendo sequer a interação com a população civil. Os comandos do batalhão eram uns burocratas que diziam mal da hora em que lhe calhou na rifa a "cova do lagarto" (crocodilo) (signifciado do topónimo Bambadinca, em mandinga).
Lamentavelmente não convivivíamos, os civis e os militares. em Bambadinca, nomeadamente com a pequena comunidade cabo-verdiana, cristã. Havia racismo, não tenhamos medo das palavras. Havia preconceitos de parte a parte. As NT punham em dúvida a lealdade dos cabo-verdianos em relação às autoridades portuguesas... Por outro lado, os comandos de batalhão tinham pouca ou nenhuma sensibilidade "sociocultural"... nem promovendo sequer a interação com a população civil. Os comandos do batalhão eram uns burocratas que diziam mal da hora em que lhe calhou na rifa a "cova do lagarto" (crocodilo) (signifciado do topónimo Bambadinca, em mandinga).
Foto do álbum do José Carlos Lopes, ex-fur mil amanuense, com a especialidade de contabilidade e pagadoria, especialidade essa que ele nunca exerceu (na prática, foi o homem dos reabastecimentos do batalhão, o BCAÇ 2852).
Foto: © José Carlos Lopes (2013). Todos os direitos reservados. (Edição e legendagem: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné)
Foto: © José Carlos Lopes (2013). Todos os direitos reservados. (Edição e legendagem: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné)
Guiné-Bissau > Zona Leste > Região de Gabu > Gabu > Junho de 2026 > Antigo edifício dos CTT, agora transformado em balcão de uma casa de apostas mútuas desportivas, jogis de azar, etc, ("Bissau Games", com sede em Bissau).
1. Mensagem de LG:
Querido "embaixador" da Tabanca Grande em Bissau (*), o editor não pode ter "estados de espírito"... Mas o gajo que escreve este comentário, sim, pode rir-se, chorar, indignar-se, inquietar-se, emocionar-se, ou simplesmente sorrir perante estas fotos que nos mandaste no último domingo para o blogue... com legendas lacónicas. As fotos falam por si, ou talvez não: se calhar, falta o contexto ao texto...
Nunca cheguei a ir a Nova Lamego (a 30 km da nordeste de Bafatá), com pena minha, mas ia a Bafatá, a "princesa do Geba", onde também havia "marcos da civilização", com uma estação dos CTT. E,claro, a Casa Gouveia. E até restaurantes como "A Transmontana" que servia o melhor bife com ovo a cavalo e batatas fritas. Tudo por 20 pesos.
Edifício dos CTT de Mansoa, foto de César Dias (c. 1969/71) |
Tal como edifícios dos CTT noutras terras minimamente importantes, assinaladas nas cartas militares como sedes de circunscrição / concelho... da nossa "Guinezinha", como diria a Cilinha... Havia estação dos CTT em Bissau, a capital, Mansoa, Teixeira Pinto, Farim, Bafatá, Nova Lamego, Catió, etc. Mas também em postos administratrivos como Bambadinca, Contuboel...
Eram terrinhas que podiam ter, algumas, apenas meia dúzia de brancos e "assimilados", mas tinham gente que escrevia e recebia cartas e encomendas postais, e até havia quem utilizasse o telégrafo e o telefone... Um ou outro comerciante, as missões católicas, os chefes de posto, etc., tinham endereço telegráfico e, antes da guerra, até telefone fixo, em casa ou no estabelecimento ou na missão. Coisas inúteis com a guerra.
O primeiro ato revolucionário do Amílcar Cabral foi mandar deitar abaixos os postes telefónicos. Não deitou abaixo os postes de eletricidade, porque ainda não existiam... Era um iconoclasta, o fudmador da Pátria. Queria construir um mundo novo, uma Guiné nova, um homem novo...
Eu fui sempre, como "expedicionário" naquela terra, "malgré-moi" (isto é, não-voluntário), um mau utilizador dos CTT. Nunca entrei lá dentro. Aliás, não utilizei, de todo, os CTT da Guiné. Nunca telefonei, nunca recebi ou mandei um telegrama... Como na maior parte das casas dos portuguesas, a casa dos meus pais náo tinham telefone...
Eram terrinhas que podiam ter, algumas, apenas meia dúzia de brancos e "assimilados", mas tinham gente que escrevia e recebia cartas e encomendas postais, e até havia quem utilizasse o telégrafo e o telefone... Um ou outro comerciante, as missões católicas, os chefes de posto, etc., tinham endereço telegráfico e, antes da guerra, até telefone fixo, em casa ou no estabelecimento ou na missão. Coisas inúteis com a guerra.
Guiné-Bissau, Gabu, 2005. Antigo edifício, colonial, dos CTT, agora recuperado. Imagem: Tino Neves (1969/71) .. |
Eu fui sempre, como "expedicionário" naquela terra, "malgré-moi" (isto é, não-voluntário), um mau utilizador dos CTT. Nunca entrei lá dentro. Aliás, não utilizei, de todo, os CTT da Guiné. Nunca telefonei, nunca recebi ou mandei um telegrama... Como na maior parte das casas dos portuguesas, a casa dos meus pais náo tinham telefone...
E as poucas cartas que escrevi (e as que recebi), eram encaminhadas pelo Serviço Postal Militar (o famoso SPM), a única coisa de jeito que a tropa fez pelo bem-estar dos seus militares mobilizados para aquelas terras palúdicas...
Hoje sorrio, ao ver a outrora bela estação dos CTT de Nova Lamego, votada ao abandono, como mais uma das velharias da nossa presença histórica em África... No seu túmulo, o Amílcar Cabral também deve estar a dar umas voltas... Mesmo no eterno descanso, também há gente com insónias... e não devem ser pouca.
Ele e os seus "cabra-matchu", sem esquecer o Aristides Pereira que era funcionário colonial dos CTT de Bissau... Sem esquecer o Sarmento Rodrigues, o modernizador, o Teixeira Pinto, o "capitão-diabo", o Salazar, o "bota-de-elástico", o Spínola, o "Caco Baldé" e o Marcello (com dois "ll") Caetano, o "empata-f*das", e tantos outros...
Enfim, sem esquecer o homem que "descobriu" esta terra maravilhosa (que dava mancarra, coconote, madeiras exóticas, etc.) e que foi o primeiro a "lerpar", o Nuno Tristão em 1446 (se bem me lembro do meu tempo de escolinha, não é preciso ir à Wikipedia espreitar ou perguntar à IA; devia constar da lista dos mortos das guerras coloniais, ,mas esquceram-se dele).
Tal como na natureza, nas sociedadee humanas nada se perde, tudo se transforma... Já vi uma igreja (em Almada) transformada em taberna, outra que agora é livraria (em Óbidos)... Já vi um lazareto transformar-se em asilo de órfãos (em Porto Brandão) e depois bairro clandestino de cabo-verdianos e retornados...
Hoje sorrio, ao ver a outrora bela estação dos CTT de Nova Lamego, votada ao abandono, como mais uma das velharias da nossa presença histórica em África... No seu túmulo, o Amílcar Cabral também deve estar a dar umas voltas... Mesmo no eterno descanso, também há gente com insónias... e não devem ser pouca.
Ele e os seus "cabra-matchu", sem esquecer o Aristides Pereira que era funcionário colonial dos CTT de Bissau... Sem esquecer o Sarmento Rodrigues, o modernizador, o Teixeira Pinto, o "capitão-diabo", o Salazar, o "bota-de-elástico", o Spínola, o "Caco Baldé" e o Marcello (com dois "ll") Caetano, o "empata-f*das", e tantos outros...
Enfim, sem esquecer o homem que "descobriu" esta terra maravilhosa (que dava mancarra, coconote, madeiras exóticas, etc.) e que foi o primeiro a "lerpar", o Nuno Tristão em 1446 (se bem me lembro do meu tempo de escolinha, não é preciso ir à Wikipedia espreitar ou perguntar à IA; devia constar da lista dos mortos das guerras coloniais, ,mas esquceram-se dele).
Tal como na natureza, nas sociedadee humanas nada se perde, tudo se transforma... Já vi uma igreja (em Almada) transformada em taberna, outra que agora é livraria (em Óbidos)... Já vi um lazareto transformar-se em asilo de órfãos (em Porto Brandão) e depois bairro clandestino de cabo-verdianos e retornados...
Por que é que os fulas do Gabu não se lembraria também de fazer daquele belo recanto da "cidade" , a antiga estação dos CTT, um muito mais útil "balcão" para as apostas mútuas desportivas ?
Não sei se eles (a "Bissau Games", que deve ser uma manhosa empresa privada de "caça-níqueis" digital, jogos de azar, etc.) têm a "raspadinha"; se não têm, tem que copiar a ideia (genial) da "Santa" Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML).
Não sei se eles (a "Bissau Games", que deve ser uma manhosa empresa privada de "caça-níqueis" digital, jogos de azar, etc.) têm a "raspadinha"; se não têm, tem que copiar a ideia (genial) da "Santa" Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML).
Portugal, país de baixa literacia financeira, é viciado em jogos comnpulsivos, como a "raspadinha" ... Porque é a Guiné-Bissau não imita as "coisas boas" (isto é, "lucrativas") que ainda tem o seu antigo país colonizador ?
Portugal regista níveis recorde de consumo em jogos de fortuna ou azar. A "raspadinha" da SCML é, há já largos anos, o jogo social do Estado mais lucrativo.
Portugal regista níveis recorde de consumo em jogos de fortuna ou azar. A "raspadinha" da SCML é, há já largos anos, o jogo social do Estado mais lucrativo.
Há quem se preocupe com este fenómeno que tem implicações ma saúde pública e económica devido à sua forte componente aditiva. Eis alguns números: (i) a "raspadinha" movimenta anualmente cerca de 1,9 mil milhões de euros, representando perto de 60% do total das receitas dos Jogos Santa Casa; (ii) a média de gastos "per capita" atinge valores expressivos, com os portugueses a dedicarem uma parte considerável do seu rendimento a este e outros jogos como o Euromilhões; (iii) a adesão é transversal, mas regista uma prevalência muito significativa nas classes sociais mais baixas e faixas etárias seniores, muitas vezes alimentada pela falsa esperança de colmatar dificuldades financeiras imediaats: joga-se à "raspadinha" hoje para comprar o pão amanhã...
E no Gabu, como é ?
O vício da raspadinha acarreta graves consequências, desde o isolamento social e crises financeiras familiares, até situações extremas de criminalidade e violência doméstica.
Enfim, que Deus, Alá e os bons irãs lhes perdoem, aos "ocupas" do Gabu (**)...Com tanta casa de alvenaria abandonada, depois da independência, sem dono nem usufruto, seria uma pena não se aproveitar estes "marcos da civilização", primorosamente desenhados e tirados a papel químico pelos senhores arquitetos do GAC - Gabinete de Arquitetura Colonial, que nunca puseram os pés no Gabu...
Um deles até era meu conterrâneo, o arquiteto Lucínio Guia da Cruz (1914-1999), do GAC: foi ele que desenhou o edifício dos CTT em Bissau, em 1953... Queria fazer um edifício para a CM de Bissau, saiu-lhe um mastodôntico edifício dos CTT. Feio, mas funcional. Tecnicamente bom, dizem os especialistas.
(*) Vd. 22 de junho de 2026 > Guiné 61/74 - P28120: Bom dia, desde Bissau (Patrício Ribeiro) (64): O antigo edifício dos CTT de Gabu
Um deles até era meu conterrâneo, o arquiteto Lucínio Guia da Cruz (1914-1999), do GAC: foi ele que desenhou o edifício dos CTT em Bissau, em 1953... Queria fazer um edifício para a CM de Bissau, saiu-lhe um mastodôntico edifício dos CTT. Feio, mas funcional. Tecnicamente bom, dizem os especialistas.
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Notas do editor LG:
(*) Vd. 22 de junho de 2026 > Guiné 61/74 - P28120: Bom dia, desde Bissau (Patrício Ribeiro) (64): O antigo edifício dos CTT de Gabu
(**) Último poste 22 de junho de 2026 > Guiné 61/74 - P28123: Humor de Caserna (276): No dia em que faz 82 anos, o luso-americano (e nosso camarada, régulo da Tabanca da Diáspora Lusófona) João Crisóstomo recebe das mãos de Aristides Sousa Mendes a Comenda da Ordem da Liberdade...


5 comentários:
"Lamentavelmente não convivivíamos, os civis e os militares. em Bambadinca, nomeadamente com a pequena comunidade cabo-verdiana, cristã. Havia racismo, não tenhamos medo das palavras"
Aqui está retratado um dos busílis daquela guerra.
Boas recordações. A minha C.Art.11, esteve perto de 14 meses sediada em Gabú, era uma companhia, em termos administrativos e logisticos, independente, só operacionalmente é que dependiamos, do Batalhão ou do COP de Bafatá. Mas recordando, a estação dos C.T.T., do burgo, lembro-me que era dali que mandava os telegramas de parabéns, para a família, aquando dos seus aniversários. Sómente recordando.
Abílio Duarte- C.Art.11- Guiné 1969/1970
Caros amigos,
O edificio dos CTT, na imagem, nao esta ocupado, quem dera que estivesse, mas a incuria dos nossos governantes nao o permite, nao ocupam e nao deixam ocupar eh o lema dos "libertadores" da Guine. A empresa Bissau Games deve ser tao pobretona ou tao agarrada que nem para isso serve, o apetrecho metalico de cor azul, um bidao transformado em mesa movel de multiplas funcoes esta ai simplesmente a aproveitar a sombra do edificio e funcionam de forma ambulante dentro da cidade.
Cordialmente,
Cherno Balde
Virgílio Teixeira
É muito triste ver a incúria a que o governo, isto é tantos governos.
Deixarem que o nosso legado seja tratado tão brutalmente
Aquele casino miserável é uma demonstração da inércia que se passa por aquelas terras.
Ainda me lembro bem dos CTT de NL.
Não Frequentei muito estes locais graças ao nosso
SPM.
Frequentei 3 vezes os CTT.
Uma em NL final do ano 67, para a minha namorada. Era complicado, pois tinha de ser marcado o dia e hora através da Marconi.
É uma sensação incrível. Valeu a pena.
Outra vez em Bissau quando aguardava a munha saída.
. Foi na avenida da República quem sobe do lado esquerdo.
Marquei outra chamada, pela Marconi e novamente senti aquele impacto.
Mais tarde na terceira viagem em Maio de 85, voltei a falar para casa, para a minha mulher e filhos.
Foi uma grande emoção.
Mas penso que já era mais complicado. Sem confirmar.
Continua....
Vt
O edifício dos CTT neste poste é parecido com uma foto minha que já enviei ao Luís Graça.
Essa que mandei é realmente no Cacheu em Jan ou Fevereiro de 69.
Não tem escrito na parede CTT, logo é um edifício na mesma linha do poste
É uma questão de falta de interesse do espólio que deixamos, os colonizadores.
É verdade que este serviço está a ser ultrapassado e por cá também vemos as estações de CTT a fecharem e ficam às moscas tempos infinitos.
Faz me lembrar que também por cá há outros abandonos de sítios únicos e que são abandonados e esquecidos.
Falo das pequenas estações e apeadeiros da CP, obras emblemáticas que podiam ser aproveitadas para outros fins mantendo o estilo de apeadeiros para as futuras gerações.
E tantos exemplos de abandono de estruturas nacionais,, o é. Escolas primárias que são abandonadas, edifícios do estado, os imensos quartéis abandonados ou simplesmente sub aproveitados.
Para não falar de balcões de bancos, embora privados ficam monstros a servir de poiso de sem abrigos,
banditismo, drogados e mais não digo
Por isso não admira que as autoridades guineenses se desleixe com estas marcas do passado colonialista.
Mais de meio século depois passa tudo à história.
O pouco tempo que passei em NL, deixou marcas, devido não só à actividade armada, mas este chão Fula não se esquece.
O mesmo não digo de São Domingos, um lugar isolado, alguns km 2 cercados por 2 fieiras de arame farpado e uma dúzia de postos de observação.
Local sem vida própria, não havia uma loja, só me lembro de uma pequena tasca na avenida para o rio onde se podia comer de vez em quando uns caranguejos. Ostras. Camarão e pouco mais.
A única unidade produtiva era a serração de madeiras do lado esquerdo na final desta mesma avenida.
Compensou com a reduzida actividade de guerrilha, e as minhas aulas de condução que os condutores me proporcionaram, na hora da canicula [entre as 12 - 16h],quando fechava a guerra e eu ia para a pista debaixo dum sol, quando devia estar a dormir a sesta como os outros.
Fim de citação
Virgílio Teixeira .
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