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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Guiné 61/74 - P28189: E as nossas palmas vão para... (36): O Jaime Bonifácio Marques da Silva, natural do Seixal da Lourinhã e filho adotivo de Fafe, ex-alf mil pqdt, BCP 21 (Angola, 1970/72), que celebra hoje o seu 80º aniversário

 












A promessa da mãe, se o filho viesse são e salvo






Lourinhã, Seixal, 17 de julho de 2017, na festa dos 71 anos do Jaime. Foto: LG




Hoje, no 80º aniversário, a família e os amigos da Lourinhã (Luís Graça, Joaquim Pinto de Carvalho, Rogério Ferreira, Laurentino Marteleira) e de Peniche ( Luís Manuel Silva), entre outros, vão-lhe fazer uma pequena homenagem, no jantar (reservado) a realizar na Associação Cultural, Recreativa e Desportiva do Lugar das Matas.


Prompt original e composição editorial: Luís Graça.
Imagens: Arquivo do Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné | Portal UTW  - Dos Veteranos da Guerra do Ultramar
Geração gráfica assistida por IA: ChatGPT/OpenAI.

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Nota do editor LG:

Último poste da série > 13 de fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27731: E as nossas palmas vão para... (35): O régulo Manuel Resende que conseguiu juntar 73 convivas na festa do 16.º aniversário da Magnífica Tabanca da Linha, em Algés, no passado dia 14 - Fotogaleria - Parte VII

8 comentários:

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Fazer uma BD com geração gráfica pela IA, não sai logo à primeira... É preciso paciência, corrigir erros... Sai há 3ª ou 4ª ...Mantive o Jaime sempre como narrador... Eis o "prompting" que submeti à IA:

Jaime Bonifácio Marques da Silva:

(i) Nasceu no Seixal, Lourinhã, Portugal, em 17 de julho de 1946, son o signo Caranguejo, na margem direita do Rio Grande que no tempo do poeta Ovídio, século I a.C., foi navegado pelas naus romanas... E em 711 era conquistada pelos mouros, novos senhores da Península Ibérica... Quatro séculos depois, em 1147, o primeiro rei português, Afonso Henriques, na sua marcha para Lisboa, conquista aquelas terras, donde se avista o "Mare Nostrum" de quinhentos, o Atlântico. A Lourinhã foi entregue aos cavaleiros francos, feros cruzados, cristãos. Dom Jourdan foi o seu primeiro senhor.

(ii) Nasceu numa família de gente honesta e trabalhadora, o mais velho de cinco filhos (dos quais 3 raparigas, ainda vivas, que o adoram.. O pai trabalhou as terras dos senhores, a fértil várzea do Seixal e Areia Branca, até conseguir, por fim, montar o seu próprio negócio, como comerciante de frutas e legumes no mercado da vila da Lourinhã. Já náo podia trabalhar nio campo por causa da coluna.

(iii) Teve uma infância dura, um vizinho, rico e com terras mas sem filhos, o José Reis, quis em vão adotá-lo. Era um menino pobre, lindo, de olho azul... Triunfou o amor dos pais e dos irmãos.

(iv) Feita a escola primária, e sendo um miúdo inteligente, cursou o seminário, na esperança de vir a ser padre. Deus chamou-o mas o não ungiu, como um dos seus eleitos.

(Continua)

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Jaime Silva (Continuação)

(...) (v) Fez a tropa e a depois a guerra colonial, em Angola, onde comandou um bravo grupo de paraquedistas (1ª CCP / BCP 21, Angola, 1970/72). Foi forte e leal. Mas sempre atento aos seus valores humanos, portugueses e cristãos: na guerra não valia tudo. Tem a cruz de guerra de 3ª classe, que ele nunca fez alarde de mostrar aos amigos, e que diz o seguinte: Em 08 de Julho de 1972, por despacho do Comando-Chefe das Forças Armadas de Angola, louvado e agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe, por feitos em combate no teatro de operações de Angola: Alferes Mil.º de Infantaria Pára-Quedista Joaquim Bonifácio Marques da Silva 1ªCCP/BCP21 - RCP Angola Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª Classe Por despacho do Comando-Chefe das Forças Armadas de Angola de 08 de Julho de 1972 Por proposta do Comandante do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21, louva o Alferes Miliciano Pára-Quedista JAIME BONIFÁCIO MARQUES DA SILVA, porque, tendo participado em várias operações de combate, durante a sua comissão de serviço no teatro de operações em Angola, demonstrou possuir elevadas qualidades de coragem, serenidade, destemor e entusiasmo, que se traduziram em notáveis resultados operacionais. Militar especialmente dotado para a luta contra-guerrilha, soube explorar, com êxito, todas as ocasiões de sucesso que se lhe depararam, conseguindo, de modo admirável, infundir nos homens sob o seu comando um espírito forte e uma vontade inquebrantável que os tornou aptos a enfrentar com determinação os maiores obstáculos, quaisquer que fossem as dificuldades de que se revestissem. De salientar o seu comportamento no decorrer da operação “REMOVER” em que, à intensa flagelação do inimigo, respondeu lesto com uma manobra plena de arrojo, decisão e lucidez, a que nem o risco iminente da própria vida roubou acerto, de tal sorte que pôs em fuga os bandoleiros. Destaque-se, também, a sua actuação na operação “VERÓNICA 1, 2 e 3” onde, face a um numeroso e bem armado grupo inimigo, deu provas de invulgar capacidade de comando, sangue-frio e serena energia debaixo de fogo, ao arrancar decididamente, com os seus homens no momento certo, em direcção às posições inimigas, fazendo-as silenciar. O valor operacional que o alferes JAIME tem evidenciado em todas as circunstâncias credita-o, pois, como um oficial que muito honra as melhores tradições das armas portuguesas. Em 30 de Julho de 1972, cessa funções no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) disponibilidade, ficando a viver em Luanda; Em 1973, considerado abrangido com direito ao uso da insígnia da condecoração colectiva da Medalha de Ouro de Valor Militar, com palma, concedida ao Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS», cuja concessão foi publicado no Diário do Governo n.º 43, 2.ª série, de 20 de Fevereiro de 1973; Em 1973, na situação de disponibilidade, distinguido com o prémio “Heróis de Portugal”.

(Continua)

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Jaime Silva (Continuação)

(...) (vi) Ainda em Angola, antes da independência, começou a tirar o curso de educação física. Foi professor nesta área, e durante 40 anos viveu e trabalhou em Fafe, no Norte de Portugal. Para lá foi levado pela paixão pela Dina, que lhe deu dois filhos, o Pedro e a Sofia. Tem muito orgulho neles, que se doutoraram e são hoje professores.

(vii) Tem também muito orgulho no seu trabalho, como autarca, no município de Fafe onde foi vereador, em três mandatos, dos pelouros do desporto e da cultura (1986/97). Fala com um brilho nos olhos do seu legado em Fafe: sendo ele "mouro", português do Sul, levou a gente nobre, minhota, do Norte, a gostar tanto da música sinfónica tanto como do andebol feminino...

(viii) Foi um cuidador excecional da sua Dina (Aldina Silva), atingida pela terrível doença do Alzhemeir, e já falecida (Fafe, 1946-Lourinhã, 2022). Nunca se deixou abater pelo desânimo, a desesperança, a solidão, as minas e armadilhas da sua picada da vida, ou as suas próprias mazelas...

(ix) Cultiva a amizade como poucos e mais recentemente, há uns anos, deixou-se atingir novamente pela seta de Cúpido. O seu coração foi ganho por uma temível feminista, socióloga e escritora da Lixa, Felgueiras. Uma mulher culta, inteligente, lutadora e de coração ardente. A doutora Laura, professora universitária reformada, da Unioersidade do Porto.

(x) E, com todo o mérito, arte e engenho, o Jaime tem sabido manter e conservar não só a sua saúde física e mental, bem como os seus amores (pela Laura, pelos filhos Pedro e Sofia, pelas manas, Natália, Esmeralda e Maria João, pelos amigos, o Luís Graça, o Joaquim Pinto Carvalho, o Rogério Ferreira, o Laurentino Marteleira, o Luís Manuel Silva e tantos mais...).

(xi) Gosta de música clássica, é melómano, toca cavaquinho. Escreveu recentemente, em 2025, o livro "Não esquecemos os jovens militares do concelho da Lourinhã mortos na guerra colonial" , Ele faz hoje 80 anos. Vai reunir família e amigos em jantar íntimo. Vamos cantalhar-lhe uns versinhos, com música da canção tradicional açoriana "Ponha aqui o seu pezinho, devagar, devagarinho"... Que toda a gente sabe cantar. (...)

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Desculpem o erro... "Sai à 3ª..." Fazer uma BD com geração gráfica pela IA, não sai logo à primeira... É preciso paciência, corrigir erros... Sai à 3ª ou 4ª ...

JOAO CRISOSTOMO… disse...

Enviei um abraço ao Jaime Bonifácio logo que li o primeiro post sobre o seu aniversario , mas agora quero juntar as minhas palmas ao Luís Graça, Joaquim Pinto de Carvalho, Rogério Ferreira,Laurentino Marteleira, Luís Manuel Silva e todos os que se vão encontrar na Associação Cultural do Lugar das Matas para o homenagear. Pena tenho de não poder estar lá pessoalmente , mas o meu abraço virtual não peca por falta de calor e entusiasmo.
Have a great day caro Bonifácio and everybody.
João e Vilma, Nova Iorque

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Claro queu fazes cá falta, João, para te associares ao nosso coro e à festa, que o Jaime merece. Mas estarás cá em espírito. Tu, a Vilma, o Rui...E o Eduardo, que está lá em cima, a ver-nos e a rir das nossas "palhaçadas"...Luís

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Lembro-me bem dos pais do Jaime...A mãe era de Ribamar, uma mulher, pequena, mas com grande energia...O pai, Bonifácio, era um homem alto, com problemas precoces de coluna devido ao duro trabalho no campo. Bonacheirão, jovial, alegre, bem disposto, era um mestre a assobiar... O seu neto, o músico e cantautor Diogo Picão recorda com ternura esse talento do avô paterno...Às vezes também apanho o Jaime a cantarolar, "de assobio"... Não é para todos... E assobiar faz bem para espantar os fantasmas do sótão da memória...

A verdade é que a família é de grandes artistas (a Natália e a Esmeralda tocam cavaquinho; o marido da Esmeralda, o Xico, minhoto de Vila Verde, toca cavaquinho e ferrinhos; o marido da Natália também toca um ou mais instrumentos; a Esmeralda pertence, além disso, ao coro municipal da Lourinhã,; o Jaime toca caquinho e pertence a dois grupos musicais; o Diogo Picão é um grande saxofonista e cantor, e tem já uma carreira internacional)...

Enfim, é tudo gente prendada, filhos de Apolo, o deus da música na mitologia clássica grega...Nascidos à beira-mar, na capital dos Dinossauros...

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Humor de caserna: em Fafe o Jaime teve que provar que náo era "mouro", era pior, era "sarraceno"...