A promessa da mãe, se o filho viesse são e salvo
Lourinhã, Seixal, 17 de julho de 2017, na festa dos 71 anos do Jaime. Foto: LG
Hoje, no 80º aniversário, a família e os amigos da Lourinhã (Luís Graça, Joaquim Pinto de Carvalho, Rogério Ferreira, Laurentino Marteleira) e de Peniche ( Luís Manuel Silva), entre outros, vão-lhe fazer uma pequena homenagem, no jantar (reservado) a realizar na Associação Cultural, Recreativa e Desportiva do Lugar das Matas.
Prompt original e composição editorial: Luís Graça.
Imagens: Arquivo do Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné | Portal UTW - Dos Veteranos da Guerra do Ultramar
Geração gráfica assistida por IA: ChatGPT/OpenAI.
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Nota do editor LG:
Último poste da série > 13 de fevereiro de 2026 > Guiné 61/74 - P27731: E as nossas palmas vão para... (35): O régulo Manuel Resende que conseguiu juntar 73 convivas na festa do 16.º aniversário da Magnífica Tabanca da Linha, em Algés, no passado dia 14 - Fotogaleria - Parte VII
















6 comentários:
Fazer uma BD com geração gráfica pela IA, não sai logo à primeira... É preciso paciência, corrigir erros... Sai há 3ª ou 4ª ...Mantive o Jaime sempre como narrador... Eis o "prompting" que submeti à IA:
Jaime Bonifácio Marques da Silva:
(i) Nasceu no Seixal, Lourinhã, Portugal, em 17 de julho de 1946, son o signo Caranguejo, na margem direita do Rio Grande que no tempo do poeta Ovídio, século I a.C., foi navegado pelas naus romanas... E em 711 era conquistada pelos mouros, novos senhores da Península Ibérica... Quatro séculos depois, em 1147, o primeiro rei português, Afonso Henriques, na sua marcha para Lisboa, conquista aquelas terras, donde se avista o "Mare Nostrum" de quinhentos, o Atlântico. A Lourinhã foi entregue aos cavaleiros francos, feros cruzados, cristãos. Dom Jourdan foi o seu primeiro senhor.
(ii) Nasceu numa família de gente honesta e trabalhadora, o mais velho de cinco filhos (dos quais 3 raparigas, ainda vivas, que o adoram.. O pai trabalhou as terras dos senhores, a fértil várzea do Seixal e Areia Branca, até conseguir, por fim, montar o seu próprio negócio, como comerciante de frutas e legumes no mercado da vila da Lourinhã. Já náo podia trabalhar nio campo por causa da coluna.
(iii) Teve uma infância dura, um vizinho, rico e com terras mas sem filhos, o José Reis, quis em vão adotá-lo. Era um menino pobre, lindo, de olho azul... Triunfou o amor dos pais e dos irmãos.
(iv) Feita a escola primária, e sendo um miúdo inteligente, cursou o seminário, na esperança de vir a ser padre. Deus chamou-o mas o não ungiu, como um dos seus eleitos.
(Continua)
Jaime Silva (Continuação)
(...) (v) Fez a tropa e a depois a guerra colonial, em Angola, onde comandou um bravo grupo de paraquedistas (1ª CCP / BCP 21, Angola, 1970/72). Foi forte e leal. Mas sempre atento aos seus valores humanos, portugueses e cristãos: na guerra não valia tudo. Tem a cruz de guerra de 3ª classe, que ele nunca fez alarde de mostrar aos amigos, e que diz o seguinte: Em 08 de Julho de 1972, por despacho do Comando-Chefe das Forças Armadas de Angola, louvado e agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe, por feitos em combate no teatro de operações de Angola: Alferes Mil.º de Infantaria Pára-Quedista Joaquim Bonifácio Marques da Silva 1ªCCP/BCP21 - RCP Angola Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª Classe Por despacho do Comando-Chefe das Forças Armadas de Angola de 08 de Julho de 1972 Por proposta do Comandante do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21, louva o Alferes Miliciano Pára-Quedista JAIME BONIFÁCIO MARQUES DA SILVA, porque, tendo participado em várias operações de combate, durante a sua comissão de serviço no teatro de operações em Angola, demonstrou possuir elevadas qualidades de coragem, serenidade, destemor e entusiasmo, que se traduziram em notáveis resultados operacionais. Militar especialmente dotado para a luta contra-guerrilha, soube explorar, com êxito, todas as ocasiões de sucesso que se lhe depararam, conseguindo, de modo admirável, infundir nos homens sob o seu comando um espírito forte e uma vontade inquebrantável que os tornou aptos a enfrentar com determinação os maiores obstáculos, quaisquer que fossem as dificuldades de que se revestissem. De salientar o seu comportamento no decorrer da operação “REMOVER” em que, à intensa flagelação do inimigo, respondeu lesto com uma manobra plena de arrojo, decisão e lucidez, a que nem o risco iminente da própria vida roubou acerto, de tal sorte que pôs em fuga os bandoleiros. Destaque-se, também, a sua actuação na operação “VERÓNICA 1, 2 e 3” onde, face a um numeroso e bem armado grupo inimigo, deu provas de invulgar capacidade de comando, sangue-frio e serena energia debaixo de fogo, ao arrancar decididamente, com os seus homens no momento certo, em direcção às posições inimigas, fazendo-as silenciar. O valor operacional que o alferes JAIME tem evidenciado em todas as circunstâncias credita-o, pois, como um oficial que muito honra as melhores tradições das armas portuguesas. Em 30 de Julho de 1972, cessa funções no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) disponibilidade, ficando a viver em Luanda; Em 1973, considerado abrangido com direito ao uso da insígnia da condecoração colectiva da Medalha de Ouro de Valor Militar, com palma, concedida ao Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS», cuja concessão foi publicado no Diário do Governo n.º 43, 2.ª série, de 20 de Fevereiro de 1973; Em 1973, na situação de disponibilidade, distinguido com o prémio “Heróis de Portugal”.
(Continua)
Jaime Silva (Continuação)
(...) (vi) Ainda em Angola, antes da independência, começou a tirar o curso de educação física. Foi professor nesta área, e durante 40 anos viveu e trabalhou em Fafe, no Norte de Portugal. Para lá foi levado pela paixão pela Dina, que lhe deu dois filhos, o Pedro e a Sofia. Tem muito orgulho neles, que se doutoraram e são hoje professores.
(vii) Tem também muito orgulho no seu trabalho, como autarca, no município de Fafe onde foi vereador, em três mandatos, dos pelouros do desporto e da cultura (1986/97). Fala com um brilho nos olhos do seu legado em Fafe: sendo ele "mouro", português do Sul, levou a gente nobre, minhota, do Norte, a gostar tanto da música sinfónica tanto como do andebol feminino...
(viii) Foi um cuidador excecional da sua Dina (Aldina Silva), atingida pela terrível doença do Alzhemeir, e já falecida (Fafe, 1946-Lourinhã, 2022). Nunca se deixou abater pelo desânimo, a desesperança, a solidão, as minas e armadilhas da sua picada da vida, ou as suas próprias mazelas...
(ix) Cultiva a amizade como poucos e mais recentemente, há uns anos, deixou-se atingir novamente pela seta de Cúpido. O seu coração foi ganho por uma temível feminista, socióloga e escritora da Lixa, Felgueiras. Uma mulher culta, inteligente, lutadora e de coração ardente. A doutora Laura, professora universitária reformada, da Unioersidade do Porto.
(x) E, com todo o mérito, arte e engenho, o Jaime tem sabido manter e conservar não só a sua saúde física e mental, bem como os seus amores (pela Laura, pelos filhos Pedro e Sofia, pelas manas, Natália, Esmeralda e Maria João, pelos amigos, o Luís Graça, o Joaquim Pinto Carvalho, o Rogério Ferreira, o Laurentino Marteleira, o Luís Manuel Silva e tantos mais...).
(xi) Gosta de música clássica, é melómano, toca cavaquinho. Escreveu recentemente, em 2025, o livro "Não esquecemos os jovens militares do concelho da Lourinhã mortos na guerra colonial" , Ele faz hoje 80 anos. Vai reunir família e amigos em jantar íntimo. Vamos cantalhar-lhe uns versinhos, com música da canção tradicional açoriana "Ponha aqui o seu pezinho, devagar, devagarinho"... Que toda a gente sabe cantar. (...)
Desculpem o erro... "Sai à 3ª..." Fazer uma BD com geração gráfica pela IA, não sai logo à primeira... É preciso paciência, corrigir erros... Sai à 3ª ou 4ª ...
Enviei um abraço ao Jaime Bonifácio logo que li o primeiro post sobre o seu aniversario , mas agora quero juntar as minhas palmas ao Luís Graça, Joaquim Pinto de Carvalho, Rogério Ferreira,Laurentino Marteleira, Luís Manuel Silva e todos os que se vão encontrar na Associação Cultural do Lugar das Matas para o homenagear. Pena tenho de não poder estar lá pessoalmente , mas o meu abraço virtual não peca por falta de calor e entusiasmo.
Have a great day caro Bonifácio and everybody.
João e Vilma, Nova Iorque
Claro queu fazes cá falta, João, para te associares ao nosso coro e à festa, que o Jaime merece. Mas estarás cá em espírito. Tu, a Vilma, o Rui...E o Eduardo, que está lá em cima, a ver-nos e a rir das nossas "palhaçadas"...Luís
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