quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Guiné 63/74 - P5441: Agenda cultural (50): Apresentação do livro História de Portugal em Sextilhas, de Manuel Maia, na Tabanca de Matosinhos

No dia 9 de Dezembro de 2009, houve manga de ronco na Tabanca de Matosinhos com o lançamento do Livro do nosso camarada Manuel Maia "História de Portugal em Sextilhas".

A sala de jantar da Tabanca de Matosinhos no restaurante Milho Rei estava cheia, contando com a presença dos habituais frequentadores das quartas-feiras e mais uns quantos camaradas que ali se deslocaram a propósito do evento.

Falemos então da festa, já que a Tabanca de Matosinhos dispensa quaisquer particularidades.

Acompanhavam o nosso Manel, a sua esposa e filho que assim se associaram a este momento tão marcante.

Foram muitos os camaradas que se deslocaram de fora do grande Porto, embora para alguns deles não fosse propriamente a primeira vez que se deslocavam ao Milho Rei.

Vamos no entanto destacar, pedindo desde já desculpa a alguém que possa ficar no esquecimento: o padrinho/irmão Vasco da Gama, Belarmino Sardinha e esposa, Hélder Sousa, José Manuel Matos Dinis, Juvenal Amado, Jorge Picado que se fez acompanhar de um amigo e nosso camarada também, Luís Faria (a quem tive o prazer de conhecer e abraçar), o nosso Mexia Alves sempre bem disposto e o Manuel Reis.

Por aqui me fico quanto aos forasteiros. Da casa são tantos que enumerá-los sem esquecer alguém é muito difícil. Notei porém duas presenças das redondezas que ao Milho Rei se deslocaram pela primeira vez, o Carlos Azevedo, nosso tertuliano e o Fernando Alves da Silva, amigo e vizinho do Manuel Maia, meu companheiro na organização dos almoços anuais dos ex-combatentes da Guiné de Matosinhos.

O repasto meteu sopa de legumes, as indispensáveis e sempre bem recebidas sardinhas assadas na brasa, bacalhau à Braga, tripas à moda do Porto e lulas grelhadas. A pomada era da produção do Zé Manel que lá estava mais a sua simpatiquíssima esposa.

Barriguinhas confortadas, procedeu-se então à cerimónia, singela mas tocante, de abertura do pacote onde estavam os esperados exemplares do livro.
Discursou em primeiro lugar o pai/padrinho (nas palavras do Manel) Vasco da Gama, que embora muitas vezes interrompido, conseguiu levar o seu discurso até ao fim.
Nestas coisas às vezes um homem não se consegue levar a sério. Pudera, tudo bem comido e melhor bebido...

Falou seguidamente o autor, que muito comovido agradeceu ao chamado Grupo do Cadaval a iniciativa de promoverem a publicação do seu livro. Seguiram-se os abraços e quase beijos (o escândalo esteve iminente).

Porque o seu discurso de agradecimento foi feito e lido em... sextilhas, aqui fica na íntegra:

AGRADECIMENTO

Na guerra combatente, um dia achado,
dos p`rigos nunca ausente ou alheado,
dobrei marés e ventos de amargura...
Escolhos mil tomados de vencida,
são marcos conquistados nesta vida,
levada tal qual fora uma aventura...

Mau grado, irreverente, inveterado,
tomei por ponto assente o lema usado
p`la tribo dos "Terríveis", nessa altura.
"Perante a adversidade estabelecida,
solidariedade é arma/vida
para evitar precoce sepultura"...

Num mundo estranhamente povoado,
de vida, humanamente desfalcado,
na sociedade espúria e sem lisura.
Calor desta amizade em nós sentido,
é fruto, que em verdade, foi devido,
aos tempos de Guiné e vida dura...

Perante o desafio desta escrita
na forma algo incomum, mesmo inaudita,
de narração da Lusitana História.
Ao combatente, as forças fui catar
num esforço,`inda mais um, p`ra mergulhar,
nos livros, documentos e memória...

A emoção cerceia o raciocínio,
à verbe rouba até o seu domínio,
amordaçando a voz dentro do peito...
Palavras que brotavam em torrente,
transformam-se em silêncios, de repente,
deixando-me ante vós, assim sem jeito...

Belarmino Sardinha, Zé Dinis,
Valério, tantos outros e Luis,
aqui vos manifesto gratidão.
Se ao mar encapelado desta vida
ousei enfrentamento na partida,
a ti o devo, Vasco "meu irmão"...

Postado ao leme, firme ante editora,
"dobrando" rotativas, impressora...
acicatou vontades, gerou chama...
Neste ancorar seguro onde descansa,
trabalho de poeta feito `sp`rança,
está o grande "capitão" Vasco da Gama.

Para ti Vasco, com um grande abraço.

Aqui, no "MILHO-REI", morança activa
senti, e em vós achei, `sp`rança emotiva,
dum tempo solidário co`a Guiné.
À paz e crescimento, apetecível,
subjaz entendimento, imprescindível,
no leque partidário, hoje de pé...

Torna-se portanto necessário que os partidos políticos guinéus se entendam, se decidam a dar as mãos, de forma definitiva, por forma a permitirem ajuda externa.

Seguiu-se a sessão de autógrafos, os cumprimentos ao autor e o são convívio até ao fim de tarde.

Não podemos deixar passar um outro momento festivo que foi o cantar de parabéns ao Portojo que tinha feito anos no dia 8.

Mais uma tarde passada em convívio com daqueles camaradas da Tabanca de Matosinhos, amigos, generosos, solidários, que tão bem sabem receber. Muito obrigado, bem hajam.

Seguem-se umas quantas fotos de centenas que por lá se tiraram.

A sala de jantar estava praticamente lotada.
Foto de MC.


Belarmino Sardinha e a esposa Antonieta assinam o quadro de honra da Tabanca de Matosinhos.
Foto de JT.


Fernando Silva, Manuel Maia e filho preparam-se para assinar o quadro de honra da Tabanca de Matosinhos.
Foto de JT.


Hélder Sousa, Manuel Maia e José Manuel Matos Dinis no momento em que se cantavam os parabéns ao Jorge Teixeira.
Foto de BS


Manuel Maia, esposa e filho. Em primeiro plano Fernando Silva, amigo do autor, em conversa com o nosso Zé Teixeira.
Foto de BS


Nesta foto, uma das três senhoras presentes, Luísa, esposa do Zé Manel. Este casal é um caso especial de simpatia.
Foto de JT.


A esposa do Manuel Maia, assina o quadro de honra da Tabanca de Matosinhos.
Foto de JT


Os volumes da História de Portugal em Sextilhas, expostos na sala.
Foto JT


Bolo comemorativo com uma História de Portugal em Sextilhas comestível.
Foto JT


Vasco da Gama tentando usar da palavra.
Foto JT


Manuel Maia agradecendo emocionado a manifestação de amizade de que estava a ser alvo.
Foto JT


Aqui o povo gritava, beija... beija... beija...
Foto BS


Álvaro Basto, um dos nossos anfitriões da Tabanca de Matosinhos.
Foto MC


Fotos de:
Jorge Teixeira - Portojo (JT)
Belarmino Sardinha (BS)
Manuel Carmelita (MC)

__________

Notas de CV:

Título: História de Portugal em Sextilhas
Autor: Manuel de Oliveira Maia
Capa e composição: A. Godinho Fernandes
Editor: Erres e Esses, Lda.
128 páginas
Preço: 12,50 €uros
Prefácio de Luís Graça

Vd. último poste de 29 de Novembro de 2009 > Guiné 63/74 - P5372: Agenda cultural: (49): Síntese da minha comunicação no Colóquio Internacional na Universidade dos Açores (Carlos Cordeiro)

13 comentários:

Luís Graça disse...

Eu sabia que os nossos camaradas da Tabanca de Matosinhos, da Grande Tabanca de Matosinhos, iriam ser uns anfitriões de cinco estrelas. Em matéria de bem receber, a malta do Norte dá cartas em qualquer parte do mundo.

Infelizmente, não pude estar presente no evento, mas deleguei, e bem, no Carlos Vinhal. Parabéns ale (e aos seus fotógrafos) pela cobertura bloguística do lançamento do livro do nosso Manuel Maia. Percebe-se que foi um dia de grandes emoções para ele - o autor - e para o nosso Vasco, o 'padre padrone' (se bem que o termo seja mafioso...).

É fantástico como, em relativamente pouco, põs-se uma ideia a materializar-se, a edição da "História de Portugal em Sextilhas".

Para isso concorreu a boa vontade, a generosidade, a camaradagem de um pequeno grupo de homens que, inclusive, se quotizaram de modo a adiantar o pagamento dos custos da edição.

O Hélder Sousa, há dias, a 3 de Dezembro, explicou-me como foi e quem foi:

"Então, relativamente ao pessoal que contribuiu monetariamente para, em avanço, se garantir a edição do livro, foi o que nós, por graça, denominámos por 'Grupo do Cadaval', já que foi lá em casa do Belarmino [, no Cadavam], que tomámos essa decisão.

"Foram então o Vasco da Gama, o José Dinis, o Belarmino Sardinha, o Jorge Rosales, o José Brás e eu, Hélder Sousa.

"O valor de cada contribuição não a conheço, cada um avançou como lhe foi possível, mas acho que isso não terá interesse ser mencionado".

Aqui fica para a História, para a Pequena História da Nossa Tabanca Grande, este gesto, generoso e solidário, de 6 camaradas que reconheceram noutro camarada, o Manuel Maia, o desejo de ver publicado, num livrinho de 120 pp., em linguagem poética, cobrindo mil anos da nossa história. Creio que é uma inciativa inédita, a nível da nossa produção literária nacional. Inédita e ousada.

Portojo disse...

Há por aí fotos que não são minhas, mas sim do Carmelita. Por exemplo, eu nunca fotografo o Pires, a não ser se tiver uma bajuda ao lado. Imaginem, ele a embutir um de três,...se eu faria um boneco desses. Isso é coisa do Carmelita, o paparazi especialista das "barracas"
Pelo que aconteceu ontem, pela Festa, pelo prazer que tive de conhecer ao vivo e a cores tanto maralhal "mouro", pelos txins, pela oferta que me fizeram os editores (?) das Sextilhas, foi um grande dia.
Um abraço especial para a cambada que ontem esteve reunida. Um geral para a família desta casa.

Joaquim Mexia Alves disse...

Aqui para nós, que ninguém nos ouve, fiquei com uma pontinha de inveja de não viver no Norte e poder desfrutar desta Tabanca de Matosinhos.

É pá, foi uma emoção, e ser recebido assim com aqueles abraços, um gajo até se sente bem!

Obrigado, pela parte que me toca.

Já a viagem em amena, (às vezes nem tão amena) cavaqueira, com o Juvenal conductor, o Vasco da Gama, navegador, (perdeu-se umas vezes porque se esqueceu do astrolábio), o Manuel Reis, moderador sábio, e eu claro, tipo elefante em loja de cristais, a viagem, dizia eu, de ida e regresso, foi também um regalo de convivência e camarigagem!

O poeta "sextilhador" tinha estampado no rosto a sua alegria e foi um prazer conhecê-lo ao vivo e receber aquele abraço franco e camarigo.

E por aqui me fico porque posso correr o risco de falar em mais nomes e me esquecer de alguns, e assim a todos os que lá estiveram e os que não puderam estar, envolvo neste grande abraço camarigo que aqui deixo.

Nota: Oh Luís, a gente lê bem à primeira, não precisas de repetir...eheheh

Portojo disse...

As duplicações parecem ser gerais rsrsr. Será que ainda estamos com os efeitos etílicos da pomada do Zé Manel ? Mas o Luís nao veio ao cheiro...

Anónimo disse...

Dá gosto andar por aqui. Bravo!
Um abraço ao autor, aos "padrinhos" e a todos os que tiveram possibilidades de participar no grande "ronco".
Abraço amigo do
Carlos Cordeiro

Anónimo disse...

Camaradas e Amigos

Vamos lá pôr os pontos nos is e de acordo com as regras do nosso Blog, dar algumas explicações que se impõem no que a este post diz respeito, esperando que ninguém tome à letra o que o Vasco A.R. da Gama ( porra, já me identifiquei) aqui vai escrever:

1.Eu, grande admirador da Civita Virginis,esse velho burgo que mantém o fôro da primitiva lealdade, sou apodado de forasteiro.Está lá preto no branco,forasteiro, escrito por alguém que se esconde no anonimato, já que o seu nome não aparece a encimar a comunicação do lançamento das Sextilhas.
Desconfio, sou um gajo muito desconfiado, que temos aqui a mãozinha do Carlos Vinhal. Se tiver acertado, envio-lhe um abraço,e pedir para da próxima me deixar de lado e zurzir nos mouros mais sulistas e elitistas, sobretudo nos pipis da linha.

2. Para o grande chefe Luís Graça, cuja falta foi notada e lamentada, dar-lhe os parabéns por me chamar "padre padrone". Este homem é um verdadeiro sábio, pois o avô da minha mãe era de Nápoles, Janini de seu nome,talvez mais da camorra do que da mafia, mas...Muito sabe um sociólogo!

3.Para a fotografia do Beija...Beija...explicar que o acto não foi consumado por razões bem claras na foto: o Pimentel,ciumento,leva as mãos à calva, do latim "calva",(para dar uma de erudito)e os gritos aflitos do meu "padrinho" Lobo(u,u,u,u,u,u,) sobrepunham-se aos berros lascivos da populaça, moiros e morcões incluídos.

4.O Camarigo Mexia, que com a sua habitual perspicácia, dera pela perda do meu astrolábio, veio muito chateado no regressos pois, pasme-se, encontrara um gajo mais alto que ele na Tabanca de Matosinhos.

5. Para os Homens Grandes da Tabanca de Matosinhos, todos os que nos honraram com a vossa presença o meu muito obrigado.Dizer apenas que o Portojo em matéria de fotografia tem muito a aprender com o Carmelita.

6. Para todos os meus queridos camaradas que tornaram possível a festa do nosso MANUEL MAIA, sem esquecer o Rosales e o Zé Brás um abraço sincero de gratidão e de amizade.

Vasco A.R.da Gama

Anónimo disse...

Foi bom e muio agradável passar aquele par de horas(cheguei atrasado, mas logo me arranjaram lugar,comes e bebes)no meio daquele "maralhal bacanaço" que participou e viveu a Festa do Manuel que ,com pontas de emoção,agradeceu sextilhando ... de que maneira !

Parabens Manuel Maia , continua acertivo e verdadeiro.

Pelo que me toca,"tocou-me"(passe o pleonasmo)a maneira como fui recebido e o calor que me fizeram sentir(não da pinga, que era óptima).

Um abraço a todos
Luis Faria

Carlos Vinhal disse...

Caro Vasco da Gama
Vamos lá ver se nos entendemos, porque o seu comentário ofendeu-me, e de que maneira. Não costumo reagir a provocações, mas desta vez não posso ficar calado. Vamos pôr os pontos nos is. Até estou nervoso.

1- O camarada não sabe, nem tem que saber, que os títulos dos postes estão limitados a x caracteres. Quando quis escrever lá o meu nome, não cabia. Logo pensei, olha o prejuízo.
Se o meu amigo bem reparar no fundo do poste aparece lá o nome do editor, o meu. Logo aquilo não é anónimo. Isto não anda à balda.

2- Anunciei a vinda de camaradas de fora do Grande Porto, mas ressalvei que para alguns já não era a primeira vez. A propósito, quem ainda se lembra da primeira vez?

3- Finalmente, para não ser chato, forasteiro é aquele que é de fora da terra. Ora o meu amigo mesmo tendo passado uns bons anos na cidade invicta, espero que tenha aproveitado carago, é forasteiro, quer queira, quer não. Não facilite, ou ainda acaba por ter de se munir com passaporte e visto aquando da próxima visita. Eu sou influente e mando fechar as pontes aos figueirenses.

Posto isto e antes que cheguemos a vias de facto, deixo-lhe um grande abraço e votos de voltar a vê-lo tão breve quanto possível. Foi um prazer enorme conviver com camarigos, dos tais que o Mexia tão bem refere.
Mouros incluídos.
Vinhal

MANUEL MAIA disse...

GOSTARIA DE APROVEITAR ESTE ESPAÇO PARA ENALTECER O ENORME AMBIENTE DE FRATERNIDADE NA FORMA COMO DECORREU
A FESTA/ALMOÇO DE APRESENTAÇÃO DO MEU LIVRO.

ESSE FACTO CONTRIBUIU, E DE QUE MANEIRA,PARA ME APERCEBER QUE NO GRUPO DO CADAVAL,A ALEGRIA SENTIDA ESTAVA AO NÍVEL DA MINHA,POR TER SIDO POSSÍVEL LEVAR A BOM PORTO UM PROJECTO QUE CHEGARA A ALIMENTAR E DO QUAL JÁ DESISTIRA.

OBRIGADO,FUNDAMENTALMENTE A ELES MAS TAMBÉM A TODOS OS OUTROS TABANQUEIROS PRESENTES E AUSENTES QUE FIZERAM QUESTÃO DE MOSTRAR SOLIDARIEDADE.

UM GRANDE ABRAÇO
MANUEL MAIA

Anónimo disse...

Bom, camaradas, tenham juízinho. Onde será que já ouvis isto?

Chamar de mouro a um Alentejano é coisa pouca,/ coisa que não lembra nem a pessoa louca,/ mouros são todos os do outro lado,/ aqueles que vendem tapetes e afagos.

Eu, que mudei do Alentejo para Lisboa, para melhor estar camuflado e infiltrado, mais acima um pouco apenas, é certo, mesmo assim continuo a ser apelidado de mouro. Não há dúvida, Portugal é mesmo muito grande.

Para todos os Morcões que receberam e bem trataram estes mouros o meu abraço,
BS

Luís Graça disse...

Mail, de 12 de Dezembro, de Adelino Fernandes, representante da editora Esses & Erres, que publicou A História de Portugal em Sextilhas:

Senhor Luís Graça,

A leitura do comentário de V Excia. (datado da quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009) no blogue "Luís Graça e Camaradas da Guiné", suscita-me um pedido de rectificação (e também algumas reflexões, se me permite).

O que escreveu e que me suscita reacção:
Para isso concorreu a boa vontade, a generosidade, a camaradagem de um pequeno grupo de homens que, inclusive, se quotizaram de modo a adiantar o pagamento dos custos da edição.

Então, relativamente ao pessoal que contribuiu monetariamente para, em avanço, se garantir a edição do livro, foi o que nós, por graça, denominámos por 'Grupo do Cadaval', já que foi lá em casa do Belarmino [, no Cadavam], que tomámos essa decisão.

O valor de cada contribuição não a conheço, cada um avançou como lhe foi possível, mas acho que isso não terá interesse ser mencionado".

Aqui fica para a História, para a Pequena História da Nossa Tabanca Grande, este gesto, generoso e solidário, de 6 camaradas que reconheceram noutro camarada, o Manuel Maia, o desejo de ver publicado, num livrinho de 120 pp., em linguagem poética, cobrindo mil anos da nossa história. Creio que é uma inciativa inédita, a nível da nossa produção literária nacional. Inédita e ousada.



Os meu comentários:
A […]boa vontade, a generosidade, a camaradagem de um pequeno grupo de homens[…], não foram chamadas a intervir neste processo.

[…] se quotizaram de modo a adiantar o pagamento dos custos da edição.
É obviamente falso pois não houve “pagamento de custos de edição”.

Então, relativamente ao pessoal que contribuiu monetariamente para, em avanço, se garantir a edição do livro, foi o que nós, por graça, denominámos por 'Grupo do Cadaval', já que foi lá em casa do Belarmino [, no Cadavam], que tomámos essa decisão.
Peca por omissão: não houve quotização para se garantir a edição. O que houve foi um avanço feito para a compra de 50 exemplares do livro, número que depois havia de ser transformado em 80 exemplares e que foram adquiridos com 40% de desconto em relação ao preço de venda ao público..

O valor de cada contribuição não a conheço, cada um avançou como lhe foi possível, mas acho que isso não terá interesse ser mencionado.
De facto, não tem interesse.

Aqui fica para a História, para a Pequena História da Nossa Tabanca Grande, este gesto, generoso e solidário, de 6 camaradas que reconheceram noutro camarada, o Manuel Maia, o desejo de ver publicado, num livrinho de 120 pp., em linguagem poética, cobrindo mil anos da nossa história. Creio que é uma inciativa inédita, a nível da nossa produção literária nacional. Inédita e ousada.

[…] este gesto, generoso e solidário, de 6 camaradas que reconheceram noutro camarada, o Manuel Maia, o desejo de ver publicado[...].
A lisonja é, bem evidentemente, uma má atitude a tomar, contudo, o Autor merece melhor do que isto.

O livrinho tem na realidade 130 páginas.

Iniciativa inédita e ousada? Iniciativa (sim, do Senhor Vasco da Gama).
Inédita? Ousada? Escapa-me.

O sentimento que me fica é que o comentário (o seu, no blogue) não é mais do que uma tentativa de minimizar o valor da obra (mesmo o conteúdo é tocado), de a trazer ao nível de “Edição de Autor”, de diluir (distribuindo) os méritos, sem conseguir descortinar a motivação.

Por outro lado tem-se o problema dos blogues que defino assim: páginas a evitar a todo o custo. Razão? O tinteiro é inesgotável e elas aceitam tudo.

Como pode ver no cabeçalho deste email, "carbon copies (Cc)" foram enviadas aos Senhores Manuel Maia e Vasco da Gama.

Queira aceitar, Senhor Luís Graça, os meus melhores cumprimentos.

Adelino Fernandes

Luís Graça disse...

Resposta de L.G. a Adelino Fernandes (Esses & Erres):
adegofer@yahoo.fr

Meu caro Adelino (cc a Vasco da Gama, Manuel Maia, Hélder Sousa e Belarmino Sardinha, abaixo citados):

Vamos lá ver se a gente se entende, em bom português, de maneira clara, concisa e precisa:

(i) é óbvio que eu omiti, nesse comentário (circunstancial, alusivo ao jantar-convívio em Matosinhos), o nome do editor... Ora não quero nem posso ignorar ou escamotear o facto de se tratar de um edição da Esses & Erres, de que o meu amigo é sócio-gerente (presumo); o nosso blogue, por mais de um vez, deu a devida publicidade à obra e à editora (facto, de resto, reconhecido em mail seu, de 30 de Outubro passado);

(ii) Não leve a mal o que escrevi: "Para isso concorreu a boa vontade, a generosidade, a camaradagem de um pequeno grupo de homens que, inclusive, se quotizaram de modo a adiantar o pagamento dos custos da edição"...

Se há erros factuais, eu dou de imediato a mão à palmatória... Retiro o que escrevi: "o adiantamento do pagamento dos custos da edição "(percebi mal, interpretei mal, expressei-me pior)...

O que é correcto é: "Foi feito um avanço para a compra de 50 exemplares do livro, número que depois havia de ser transformado em 80 exemplares e que foram adquiridos com 40% de desconto em relação ao preço de venda ao público"...

(iii) A referência ao Grupo do Cadaval não é minha, é do Helder de Sousa, de cuja mensagem cito três parágrafos... O próprio Belarmino contou-me, ao vivo, o encontro na casa dele...

(iv) O último parágrafo, sim, é meu, e de modo algum pretende minimizar a obra e muito menos o seu autor... "Livrinho" é uma mera expressão coloquial... Ainda não tenho o exemplar que reservei. Enganei-me no nº de páginas: não são 120, são de facto 130... Mas eu não meço as obras nem ao quilo nem ao metro nem pelo nº de páginas...

(v) Diz o Adelino: "O sentimento que me fica é que o comentário (o seu, no blogue) não é mais do que uma tentativa de minimizar o valor da obra (mesmo o conteúdo é tocado), de a trazer ao nível de “Edição de Autor”, de diluir (distribuindo) os méritos, sem conseguir descortinar a motivação"...

Ah!, os (e)ternos problemas da comunicação humana´!... Só quis homenagear, através de um comentário e não de um poste - o comentário é colocado no "downstairs" (cave) do blogue; o poste aparece na montra, no 1º andar, no "upstairs" -, só quis homenagear, repito, um grupo de camaradas, com o Vasco à frente, que AJUDARAM a concretizar esta iniciativa... Naturalmente com o indispensável papel do editor...

ESQUEÇA, por favor, a ADJECTIVAÇÃO: "inédita e ousada"... O livro está cá fora, e eu orgulho disso-me disso: ao longo de várias semans, fui eu o "editor" das sextilhas no blogue...Fi-lo com carinho, dispêndio de tempo, camaradagem, reconhecimento pelo talento do Manuel Maia... Inclusive procurei ilustrações para as Sextilhas... Repare que o "core business" do blogue é a guerra colonial na Guiné entre 1963 e 1974...Não hesitei, mesmo assim, em "postar" na íntegra A História de Portugal em Sextilhas (o próprio título é meu, se não me engano...).

Meu caro Adelino: não há motivações escondidas, por detrás do meu comentário (feito, de resto, em cima do joelho). Não pode, por isso, descortiná-las...

(vi) Espero que tenham ficado esclarecidos todos e quaisquer equívocos... O Vasco e o Maia - e por extensão, a editora Esses & Erres - sabem que podem contar com o nosso blogue para continuar a divulgar o lançamento do livro.

(vii) Dispenso-me de comentar a sua definição de blogues...Há blogues e blogues... O nosso não é mas gostaria de ser uma escola de virtude(s)... Procuramos no mínio conciliar a dicotomia liberdade/responsabilidade...

Tenha um bom Natal. Desejo-lhe os maiores sucessos editoriais. E obrigado pelos seus comentários, críticas e sugestões. Luís Graça

Manuel Reis disse...

A FESTA DO MANUEL MAIA

Foi bonita a festa que todos os camaradas presentes ofereceram ao Manuel Maia. Ele bem a mereceu.
As querelas e picardias que por vezes exprimimos no blogue foram para as calendas gregas. Algo de muito forte, uma solidariedade forjada na guerra e no sofrimento, nos une nestes.
Nós o grupo designado pelo " cozido à portuguesa" sabiamente baptizado pelo Mexia Alves, tivémos um belo dia, preenchido pela sã convivência, onde a alegria e a boa disposição foram a nota dominante. O condutor, camarada Juvenal, a quem competia a responsabilidade de nos entregar nos locais certos e não beber, cumpriu exemplarmente a sua missão.
O Vasco, um bom palrador, impediu que houvesse tempos mortos.
O Mexia Alves com a sua arte de bem contar, mostrou ao Comandante e Sub-Comandante do Regimento de Artilharia do Porto uma pequena parte dos seus conhecimentos, do fora castrense,os quais não ficaram indiferentes. Estupefacto, o Comandante, esboçou (não concretizou) um convite para o Mexia Alves reintegrar a sua unidade. Mexia Alves, perante tão descarado atrevimento, demarcou-se de imediato. Um ex-combantente da Guiné só aceitaria o Comando da Unidade e no posto de General!
Sei que o Mexia não me leva a mal esta brincadeira, mas os camaradas não julguem que isto é apenas pura ficção.
O encontro referido existiu na Área de serviço de Antuã, onde fomos mudar a água às azeitonas, e ficou o convite para aparecermos na Unidade.
Foi um dia diferente, muito divertido, que nos estimula a repetir e que bem sabe, nesta altura do campeonato!
Um abraço camarigo, do tamanho da Tabanca de Matosinhos, para todos os camaradas.
Manuel Reis.