Guiné > Região de Tombali > Bedanda > CCAÇ 6 > 1971/72> O alf mil médico Mário Bravo, à direita, de perfil, entre os furriéis da companhia... Boa disposição, boa música, bom uísque (a garrafa mais pequena era de Old Parr, uísque velho)... Os nomes dos furriéis já se varreram da memória do nosso médico...
O Mário Bravo não esteve mais do que 4 meses em Bedanda (entre dezembro de 1971 e março de 1972, com algumas saídas, pelo meio, até Guileje, Gadamael e Cacine)...mas guarda boas recordações dos bedandenses. A CCAÇ 6 era então comandada pelo jovem cap cav Carlos Ayala Botto, futuro ajudante de campo do gen Spínola, e membro da Tabanca Grande.
Depois de Bedanda, o Mário Bravo passou por Teixeira Pinto, ficando o resto da comissão no HM 241, em Bissau.
Guiné > Região de Tombali > Bedanda > CCAÇ 6 (1972/73) > Ao centro, o Mário Bravo, ladeado pelo alf mil Figueiral (à sua direita) e o alf mil Pinto Carvalho (à sua esquerda) (hoje nosso colaborador permanente para a área jurídica)...
Foto (e legenda): © Pinto Carvalho (2010). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]
Foto (e legenda): © Pinto Carvalho (2010). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]
Foto (e legenda): © Mário Bravo (2013). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]
Hoje cirurgião, ortopedista, reformado, o Mário Bravo vive no Porto e já nos apareceu uma vez em Monte Real num dos Encontros Nacionais da Tabanca Grande.
Já agora, acrescente-se que, depois de sair de Bedanda, em março de 1972, passou por Teixeira Pinto, até ser colocado no Serviço de Estomatologia do HM 241, em Bissau, onde aprendeu a tratar da dentuça do Zé Tuga. Imaginem quem foi, num belo dia, sentar-se na cadeira do serviço de estomatologista ? Nem mais nem menos, o com-chefe e governador, o gen Spínola (*)...

Reatando a descrição da minha estadia na Guiné [, aonde cheguei em 20 novembro de 1971, tendo ficado cerca de 15 dias em Bissau], lá vão mais umas notícias e informações que poderão servir para encontrar algum camarigo esquecido ou perdido neste País.
Após saída de Bedanda [,na CCAÇ 6, onde estive entre dezembro de 1971 e março de 1972, com visitas a Guileje, Gadamael e Cacine ], fui colocado em Bissau, [ no HM 241,] no serviço de Estomatologia (Medicina Dentária), para aprender a tirar dentes, pois era essa a nossa função.
Nesse estágio, que foi orientado por um colega, médico, de Coimbra, Negrão, com o posto de capitão miliciano. O outro colega nesse estágio, também de Coimbra, chama-se João Barata Isaac.
Aproveito para contar um episódio ocorrido com o marechal Spínola [, na altura general]. Como todos sabemos, o marechal usava de modo constante um monóculo que era a sua imagem de marca. Um dia teve necessidade de consulta de estomatologia e lá foi ao Hospital Militar. Era sempre um momento de alguma confusão e eu lá estava a tentar aprender a tirar dentes.
É evidente que quem o tratou foi o Chefe, mas havia necessidade que alguém tomasse conta do monóculo [, o "caco",] e logo me tocou a mim. É engraçado que senti aquele receio de ser o fiel depositário de tão solene objecto. Mas consegui não o deixar cair !!!
O Hospital Militar de Bissau era na época um exemplo fantástico de modernidade e eficácia.
Vou enumerar alguns médicos, colegas com quem convivi nesse período de tempo e até pode acontecer que algum venha a terreiro.
Começo por recordar com saudade um já falecido, o [prof Henrique] Bicha Castelo [ 1943-2025] , cirurgião de Lisboa [, precursor da cirurgia laparoscópica no Hospital de Santa Maria ] , e que operou o escritor António Lobo Antunes [, irmão do prof João Lobo Antunes, escritor que lhe dedicou o seu livro "O Meu Nome É Legião", 2007].
Na Cirurgia estavam o Dr. Rodrigues Gomes (hoje fazendo parte da Fundação Gulbenkian), bem como o Dr. Calheiros Lobo, do Porto, e também falecido.
Na Ortopedia estava o Dr. Asdrúbal Mendes, do Porto e com quem trabalhei mais tarde nessa área. (...)
Fiel depositário do "caco" quando o senhor general foi ao dentista
por Mário Bravo

Gen Spínola, "Caco" ou "Caco Baldé"
Reatando a descrição da minha estadia na Guiné [, aonde cheguei em 20 novembro de 1971, tendo ficado cerca de 15 dias em Bissau], lá vão mais umas notícias e informações que poderão servir para encontrar algum camarigo esquecido ou perdido neste País.
Após saída de Bedanda [,na CCAÇ 6, onde estive entre dezembro de 1971 e março de 1972, com visitas a Guileje, Gadamael e Cacine ], fui colocado em Bissau, [ no HM 241,] no serviço de Estomatologia (Medicina Dentária), para aprender a tirar dentes, pois era essa a nossa função.
Nesse estágio, que foi orientado por um colega, médico, de Coimbra, Negrão, com o posto de capitão miliciano. O outro colega nesse estágio, também de Coimbra, chama-se João Barata Isaac.
Aproveito para contar um episódio ocorrido com o marechal Spínola [, na altura general]. Como todos sabemos, o marechal usava de modo constante um monóculo que era a sua imagem de marca. Um dia teve necessidade de consulta de estomatologia e lá foi ao Hospital Militar. Era sempre um momento de alguma confusão e eu lá estava a tentar aprender a tirar dentes.
É evidente que quem o tratou foi o Chefe, mas havia necessidade que alguém tomasse conta do monóculo [, o "caco",] e logo me tocou a mim. É engraçado que senti aquele receio de ser o fiel depositário de tão solene objecto. Mas consegui não o deixar cair !!!
O Hospital Militar de Bissau era na época um exemplo fantástico de modernidade e eficácia.
Vou enumerar alguns médicos, colegas com quem convivi nesse período de tempo e até pode acontecer que algum venha a terreiro.
Começo por recordar com saudade um já falecido, o [prof Henrique] Bicha Castelo [ 1943-2025] , cirurgião de Lisboa [, precursor da cirurgia laparoscópica no Hospital de Santa Maria ] , e que operou o escritor António Lobo Antunes [, irmão do prof João Lobo Antunes, escritor que lhe dedicou o seu livro "O Meu Nome É Legião", 2007].
Na Cirurgia estavam o Dr. Rodrigues Gomes (hoje fazendo parte da Fundação Gulbenkian), bem como o Dr. Calheiros Lobo, do Porto, e também falecido.
Na Ortopedia estava o Dr. Asdrúbal Mendes, do Porto e com quem trabalhei mais tarde nessa área. (...)
(Seleção, revisão / fixação de texto: LG)
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Nota do editor LG.:



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