Foto nº 1 > População (homens e mulheres do "mato") junto ao Palácio do Governador
Foto nº 3 > População (homens do "mato") visitandio um posto sanitário
Foto nº 2 > Construção de tabanca pelas NT (reordenamentos)
Foto nº 4 > Vista aérea de uma tabanca (reordenamento)
Foto nº 5 > Trabalhos na estrada (asfaltagem, a cargo do BENG 447)
Foto nº 7 > Bandeja com os galões do ten cor Lemos Pires da qual sou portador e permuta pelo major Luz Almeida
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O médico Ernestino Caniço (Tomar, 2014) |
" (...) Faleceu Otelo Nuno Romão Saraiva de Carvalho, o principal pilar do 25 de Abril de 1974. Durante o ano de 1971 fomos camaradas, em funções na ACAP (Repartição de Assuntos Civis e Ação Psicológica), no quartel da Amura, na Guiné Bissau. Partilhámos a mesma sala com as secretárias lado a lado. Como é natural dialogámos muito. Face à sua morte, não posso deixar de manifestar o apreço e a amizade que nos uniu, pelo que lamento a sua perda. Foi fácil. A sua empatia, generosidade e humanismo assim o permitiram. O diálogo fluía naturalmente,
não descortinando qualquer atitude lapuz. Que descanse em paz." (...)
Foi pela mão do Ernestino Caniço que o Otelo foi simbolicamente inumado à sombra do nosso poilão, no lugar nº 846.
Date: sexta, 30/07/2021 à(s) 17:59
Notas do editor LG:
(*) Vd. poste de 27 de abril de 2026 > Guiné 61/74 - P27961: O PIFAS, de saudosa memória (21): O Programa das Forças Armadas ganha maior visibilidade com Otelo e Ramalho Eanes, na Rep ACAP: recordações dos radialistas Garcês Costa e Silvério Dias (1934-2026)
(**) Vd. poste de 2 de agosto de 2021 > Guiné 61/74 - P22426: Tabanca Grande (523): O cap art Otelo Saraiva de Carvalho, com quem trabalhei na Rep ACAP, QG/CCFAF, em 1971, ao tempo do major inf Ramalho Eanes e do ten cor inf Mário Lemos Pires (Ernestino Caniço)... Em sua memória, é reservado o lugar nº 846, à sombra do nosso poilão
Data - terça, 28/04, 22:01 (há 7 horas)
Assunto - Rep ACAP /QG / CCFAG
Olá, Luís.
Que saúde não falte.
Face à tua solicitação (*) , vou tentar repescar algo, salvaguardando alguma imprecisão a esta distância temporal.
Na dependência da AP - Ação Psicológica, havia as secções Informações Psicológicas, Operações Psicológicas e Rádio Difusão e Imprensa.
Assunto - Rep ACAP /QG / CCFAG
Olá, Luís.
Que saúde não falte.
Face à tua solicitação (*) , vou tentar repescar algo, salvaguardando alguma imprecisão a esta distância temporal.
Na dependência da AP - Ação Psicológica, havia as secções Informações Psicológicas, Operações Psicológicas e Rádio Difusão e Imprensa.
Quando fui colocado na Rep ACAP estava orientado para a Secção de Assuntos Civis. No entanto, após alguns contactos com o ainda major Lemos Pires (Lamego, 1931 - Lisboa, 2009) , este colocou-me na Secção de Operações Psicológicas (que visava, entre outros, credibilizar a presença portuguesa e manter o moral das forças portuguesas), pela minha putativa desenvoltura (sem pesporrência).
Além de contactos frequentes com as populações, fui colaborador do cap Otelo com enfoque nos contactos internacionais e corresponsável pela biblioteca com o major Eanes.
Além de contactos frequentes com as populações, fui colaborador do cap Otelo com enfoque nos contactos internacionais e corresponsável pela biblioteca com o major Eanes.
Os impactes dos contactos com as populações eram processados na rádio pelo alf Arlindo Carvalho. Mais pormenores estão descritos no Post 22426 de 2021.08.02 (**), que deu origem a alguns comentários suscetíveis de serem considerados perspetivas olhizainas e interpretados como chifralgias (termo meu – basta decompor a palavra).
Anexo algumas fotos sobre esta temática
Foto 1 – população junto ao palácio do governo
Foto 2 – construção de tabanca pelas NT
Foto 3 – população visitando um posto sanitário
Foto 4 – vista aérea de uma tabanca
Foto 5 – trabalhos na estrada
Foto 6 – cerimónia de imposição dos galões do ten cor Lemos Pires
Foto 7 – bandeja com os galões do ten cor Lemos Pires da qual sou portador e permuta pelo major Luz Almeida
Foto 8 – entrevista de um elemento da população no Pifas
Abraço,
Ernestino Caniço
Anexo algumas fotos sobre esta temática
Foto 1 – população junto ao palácio do governo
Foto 2 – construção de tabanca pelas NT
Foto 3 – população visitando um posto sanitário
Foto 4 – vista aérea de uma tabanca
Foto 5 – trabalhos na estrada
Foto 6 – cerimónia de imposição dos galões do ten cor Lemos Pires
Foto 7 – bandeja com os galões do ten cor Lemos Pires da qual sou portador e permuta pelo major Luz Almeida
Foto 8 – entrevista de um elemento da população no Pifas
Abraço,
Ernestino Caniço
2. Comentário do editor LG:
Ernestino, obrigado pela tua generosidade e perceção da importància que tem esta documentação para a memória e a história da nossa geração de antigos combatentes na Guiné. Alguns destes distintos militares com quem tiveste o privilégio de trabalhar na Rep ACAP, QG/CCFAG, na Amura, em Bissau em 1971, já morreram e fazem parte da nossa história contemporânea (maj gen Lemos Pires, cor art Otelo Saraiva de Carvalho, marechal António Spínola, etc.). O gen Ramalho Eanes ainda está felizmente entre nós.
Só mais refentemente, em 2021, com a morte do Otelo, foste ao teu álbum fotográfico, à parte dos "reservados", e selecionaste algumas fotos que quiseste partilhar connosco (**).
O trabalho da "tua" Rep ACAP, onde passaste metade da tua comissão, depois de 4 meses em Mansabá e 6 meses em Mansoa, com os teus bravos do Pel Rec Daimler 2208 e as tuas "velhinhas latas de sardinha com roda"...), foi historicamente muito importante mas é, infelizmente, mal conhecido e está mal documentado. Que este seja o primeiro poste de mais alguns da série que eu acabei de criar para a ti...Um alfabravo, Luís.
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(*) Vd. poste de 27 de abril de 2026 > Guiné 61/74 - P27961: O PIFAS, de saudosa memória (21): O Programa das Forças Armadas ganha maior visibilidade com Otelo e Ramalho Eanes, na Rep ACAP: recordações dos radialistas Garcês Costa e Silvério Dias (1934-2026)














7 comentários:
Ernestino, para avaliares a "importância" que eu dei ao material que me mandaste ontem, vou-te dizer como comecei o dia hoje: levantei-me às 5.30, um pouco mais cedo que o habitual (6.30); destesto ficar na cama, sem sono, prefiro ir trabalhar; tinha que a acordar, por telemóvel, às 7.00, alguém da família que mo pediu; estive 3 horas (!), até às 8.30, a editar as tuas fotos e o poste...
Vou agora fazer o pequeno-almoço (fruta, iogurte grego e nozes) para mim e a Alice (que ainda descansa)...Mais o 1º café. Por volto das 11.00, vamos "desentorpecer" as pernas e beber mais um cafezinho e um pastel de nata (a dividir por dois...). De tarde, posso fazer mais 2 postes.. O Carlos faz a sua parte, quando tem material, trabalhamos a 4 mãos, sem "ordem de serviço"...
Desculpa esta "autopublicidade", é apenas para valorizar o precioso material que me tens mandado sobre a Rep ACAP...onde não se usava a "canhota" da G3 mas a inteligência (é esta que "ganha guerras": foi pena as nossas Forças Armadas terem percebido isso tão tarde...).
Em 1971 já andávamos felizmente com os balantas "ao colo"...Um ano e tal antes, quando cheguei á Guiné ainda ouvi dizer candidamente, em Contuboel, a alguns dos meus futuros soldados fulas ( sobretudo aos mais velhos): "balanta a menos, é turra a menos".
Como é que a gente havia de querer "conquistar mentes e corações "?
Nas fotos 5 e 6, o Alf. Mil. que está de frente e de bigode é o João Roda. Foi comigo para a Guiné em 24 de Maio de 1969 ( melhor, foi antes e por via aérea para preparar a nossa chegada ) e em 1970 arranjou forma de se livrar do mato. Praticava o ilusionismo. É arquitecto e vive em Leiria. Chegou a ter um Atelier em Faro.
Abraço
Eduardo Estrela
Segundo apurei na Net, António Ramalho Eanes foi promovido ao posto de major em 1973. Anteriormente, tinha sido graduado como major em 1970.
À data do 25 de Abril de 1974, encontrava-se em Angola, já no posto de major. A sua carreira militar prosseguiu com a promoção a tenente-coronel em 1974 e coronel em 1976.
Parto do princípio que o QG/CCFAG procurava rodear-se dos militares, nomeadamente oficiais, que tivessem habilitações e competências adequadas ao desempenho das missões das 4 Rep, desde arquitetos a médicos, ou estudantes de arquitetura, medicina, etc.
Tenho que rectificar um erro relativamente ao camarada João Roda. Ele praticava hipnotismo e não ilusionismo. As minhas desculpas.
Abraço
Eduardo Estrela
Obrigado Luís pelas tuas amáveis palavras. Qualquer contributo é sempre pouco para o interesse histórico e indelével resiliência do fundador e colaboradores.
Obrigado camarada Eduardo Estrela pela identificação do João Roda, do qual não me lembrei do nome. Mais uma prova que a memória, por vezes seletiva, não é infalível.
Um abraço,
Ernestino Caniço
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