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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Guiné 61/74 - P28120: Bom dia, desde Bissau (Patrício Ribeiro) (64): O antigo edifício dos CTT de Gabu


Foto nº 1
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Foto nº 2


Foto nº 3


Foto nº 4


Foto nº 5


Foto nº 6


Foto nº 7

Guiné-Bissau > Zona Leste > Gabu > O edifício da antiga Estaçáo dos CTT

Fotos (e legendas): © Patrício Ribeiro (2026). Todos os direitos reservados, [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné ]




Patrício Ribeiro: (i)  ex-fuzileiro em Angola (1969/72);  (ii) nosso colaborador permanente para as questões de ambiente, geografia e economia da Guiné-Bissau; (iii)  tem mais de 200 referências no nosso blogue; (iv) vive na Guiné-Bissau desde 1984; (v) é o "embaixador" da Tabanca Grande neste país lusófono; (vi) é o português que melhor conhece a Guiné e os guineenses, e que ainda hoje é conhecido como o "pai dos tugas" (pelos mais novos, que visitam a Guiné-Bissau, ou passam por lá como cooperantes, e que ele apoia, sem nunca lhes perguntar em que partido é que votam, em que clube é que jogam, a que deus é que rezam e onde é que os pais nasceram); (vii) é autor desta série "Bom dia, desde Bissau"; (viii) foi o fundador e o diretor técnico da empresa de energia Impar Lda, com sede em Bissau desde há 35 anos.


1. Sete mensagens foram enviadas ontem, domingo, pelo Patrício Ribeiro, entre as 13:53 e as 14:14 (em sucessivos envios, cada um com uma foto, documentando o edifício dos antigos CTT, o depósito de água e a central elétrica solar). 

 Devido à lentidão da internet, o Patrício costuma mandar uma foto de cada vez. Hoje publicamos as fotos com a antiga estação dos CTT de Nova Lamego (hoje Gabu). Não é clara qual é a utilização atual do edifício. Ao lado, funciona (ou funcionava ?) o "centro retransmissor" do Gabu (foto nº. 6). 

Pelo que se depreende das fotos, o antigo edifício dos CTT parece agora funcionar como balcão local das apostas desportivas da Guiné (Bissau Games) (Foto no. 7).

Fui aos correios em Gabu, para ver se tinha recebido alguma carta, mas afinal já não trabalha há muitos anos. (Pensei que podia ser mais rápido que a Internet existente.)

Não sei quantos amigos e camaradas passaram por estes balcões....

Abraço, 
Patrício

Guiné > Região de Gabu > Nova Lamego > c. jan / fev 1967 > Uma das artérias  da então vila (e sede de circunscrição / concelho do Gabu), com a estação dos CTT à esquerda, e o Cine-Teatro à direita, do outro lado. 

Foto do álbum de Manuel Caldeira Coelho (ex- fur mil trms, CCAÇ 1589 / BCAÇ 1894,
"Os Tufas") (Bissau, Fá Mandinga, Nova Lamego, Beli e Madina do Boé, 1966-68)

Foto (e legenda): © Manuel Caldeira Coelho (2011). Todos os direitos reservados, [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné ]
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Nota do editor LG:

Último poste da série > 10 de março de 2026 > Guiné 61/74 - P27808: Bom dia, desde Bissau (Patrício Ribeiro) (63): O antigo hospital militar, HM 241 (e depois "complexo hospitalar 3 de agosto"): "E tudo o vento levou"...

3 comentários:

Tabanca Grande Luís Graça disse...

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Tabanca Grande Luís Graça disse...

Patrício, se eu te quiser mandar uma encomenda postal, como é que eu faço ? Pode um país viver sem CTT (Correios, Telégrafos e Tefones) ? Eu acho que sim, já ninguém usa...

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Querido "embaixador", o editor não pode ter "estados de espírito"... O gajo que escreve este comentário, sim, pode rir-se, chorar, indignar-se, inquietar-se, emocionar-se, ou simplesmente sorrir perante estas fotos que nos mandas para o blogue... com legendas lacónicas. As fotos falam por si...

Nunca cheguei a ir a Nova Lamego, mas ia a Bafatá onde também havia CTT. Tal como em Bambadinca, Bissau, Contuboel, Mansoa, Catió...e outras terras minimamente importantes...da nossa "Guinezinha", como diria a Cilinha...

Podiam ter apenas meia dúzia de brancos e "assimilados", mas tinham gente que escrevia e recebia cartas e encomendas postais, e até havia quem utilizasse o telégrafo e o telefone... Um ou outro comerciante, as missõe católicas, os chefes de posto, etc., tinham endereço telegráfico e, antes da guerra, até telefone fixo, em casa ou no estabelecimento ou na missão. Coisas inúteis com a guerra. O primeiro ato revolucionário do Amílcar Cabral foi mandar deitar abaixos os postes telefónicos. Não deitou abaixo os posets de eletricidade, porque ainda não existiam...

Eu fui sempre, como "expedicionário" naquela terra, "malgré-moi" (isto é, não-voluntário), um mau utilizador dos CTT. Aliás, não utilizei de todo os CTT da Guiné. Nunca telefonei, nunca recebi ou mandei um telegrama... E as poucas cartas que escrevi (e as que recebi), eram encaminhadas pelo Serviço Postal Militar (o famoso SPM).

Hoje sorrio, ao ver a outrora bela estação dos CTT de Nova Lamego, votada ao abandono, como mais uma das velharias da nossa presença histórica em África... No seu túmulo, o Amílcar Cabral também deve estar a dar umas voltas... Mesmo no eterno eterno, também há insónias... e náo devem ser poucas. Ele, e o Sarmento Rodrigues, o Teixeira Pinto, e o Salazar, o Spínola, e o Marcello (com dois "ll") Caetano, e tantos outros, sem esquecer o homem que "descobriu" esta terra maravilhosa, e que foi o primeiro a "lerpar", o Nuno Tristão em 1446 (se bem me lembro do meu tempo de escolinha, não é precipo ir à Wikipedia espreitar).

Mas, tal como na natureza, nas sociedadee humanas nada se perde, tudo se transforma... Já vi uma igreja (em Almada) transformada em taberna, outra que agora é livraria (em Óbidos)... Por que é que os fulas do Gabu não se lembraria também de fazer daquele belo recanto da "cidade" , antiga estação dos CTT, um muito mais útil "balcão" para as apostas mútuas desportivas ? Não sei se eles (a "Bissau Games", que deve ser uma ONGD...) têm a "raspadinha", se não têm, tem que copiar a ideia (genial) da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa..

E que Deus, Alá e os bons irãs os perdoem...por se tornarem "ocupas". Com tanta casa de alvenaria abandonada, depois da independência, sem dono nem usufruto, seria uma pena não se aproveitar estes "marcos da civilização", pri,morosamente desenhados e tirados a papel químico pelos senhores arquitetos do GAC - Gabinete de Arquitetura Colonial, que nunca puseram os pés no Gabu..