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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Guiné 61/74 - P28091: Efemérides (397): Desfile Militar do Dia 10 de Junho de 1964, Dia de Camões, no Terreiro do Paço, em Lisboa (António Bastos, ex-1.º Cabo do Pel Caç Ind 953)

1. Mensagem do nosso camarada António Paulo Bastos (ex-1.º Cabo do Pel Caç Ind 953, Teixeira Pinto e Farim, 1964/66), com data de 10 de Junho de 2026:

Bom Dia para todos os Camaradas da Tabanca Grande e não só.
Como não podia deixar passar este Dia sem o recordar, aqui vão umas fotos cá do Periquito.
E já lá vão (26 Anos) ou não 62.

Um abraço para todos os Camaradas e muita Saúde.
António Paulo S. Bastos
Pelotão Caçadores 953


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Nota do editor

Último post da série de 11 de junho de 2026 > Guiné 61/74 - P28090: Efemérides (396): Cerimónia de Comemoração do Dia de Portugal e de homenagem aos Combatentes de Leça da Palmeira mortos na Guerra do Ultramar

10 comentários:

ManuelLluís Lomba disse...

Olá, António Bastos!
O BCav. 705, que me incluía, também participou nesses desfile. Lembro-me do marechal Craveiro Lopes ao lado do Salazar e do almirante Américo Tomás - tinham feito as pazes, 6 anos após ele ter apoiado o general Humberto Delgado, então bem vivo no Brasil. No regresso ao RC 7, o camião da Ford canadiana, um chasso de volante à direita, tombou numa curva e um dos seus feridos foi o cabo miliciano Pinto, um portuense fixe, que ficou livre da Guerra da Guiné, mas deficiente para a vida.
E foi há 62 anos! Este complemente não teve foi à IA....
Um abraço
Manuel Luís Lomba

ManuelLluís Lomba disse...

Olá, António Bastos!
O BCav. 705, que me incluía, também participou nesses desfile. Lembro-me do marechal Craveiro Lopes ao lado do Salazar e do almirante Américo Tomás - tinham feito as pazes, 6 anos após ele ter apoiado o general Humberto Delgado, então bem vivo no Brasil. No regresso ao RC 7, o camião da Ford canadiana, um chasso de volante à direita, tombou numa curva e um dos seus feridos foi o cabo miliciano Pinto, um portuense fixe, que ficou livre da Guerra da Guiné, mas deficiente para a vida.
E foi há 62 anos! Este complemente não teve foi à IA....
Um abraço
Manuel Luís Lomba

João Carlos Abreu dos Santos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
João Carlos Abreu dos Santos disse...

... + imagens do cerimonial militar do Dia 10 de Junho de 1964, em Lisboa >
https://ultramar.terraweb.biz/Celebracoesdo10JUN/Celebracoes_EncontrosNacionais_LX_1964Jun10_Imagens.htm

João Carlos Abreu dos Santos disse...

... outros items do cerimonial militar do Dia 10 de Junho de 1964, em Lisboa >
https://ultramar.terraweb.biz/Celebracoesdo10JUN/Celebracoes_EncontrosNacionais_LX_1964Jun10.htm

João Carlos Abreu dos Santos disse...

... Manuel Luís de Araújo Lomba - que em 23Jul1964-14Mai1966 serviu Portugal na Província Ultramarina da Guiné como furriel miliciano integrado na CCav703/BCav705 -, em comentário a esta publicação, escreveu 'ipsis verbis': «Lembro-me do marechal Craveiro Lopes [em 10Jun1964] ao lado do Salazar e do almirante Américo Tomás - tinham feito as pazes».
(?!)
Caro veterano, as suas enubladas memórias de modo algum correspondem à realidade factual, porquanto Francisco Higino Craveiro Lopes - além de haver 'in illo tempore' conluiado e participado activamente contra o Governo de Portugal ('apud' 24Mar1961>13Abr1961) -, jamais poderia ter estado em quaisquer cerimónias «ao lado» do Presidente do Conselho e/ou do Chefe do Estado... ('by the way', aquele ex-PR faleceu na sua residência no dia 02Set1964).

ManuelLluís Lomba disse...

João Carlos Abreu dos Santos, prezado camarada.
Ainda não me foi diagnosticado o Alzheimar (o Luís Graça chama-lhe "doença do alemão"), eu (e o António Bastos) desfilamos ante a tribuna e fizemos continência às suas personalidades e ao marechal Craveiro Lopes. Sugiro que consultes a imprensa da época. As narrativas não, mas os factos são infalíveis.
Abraço
Manuel Luís Lomba

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Manuel Luís, se tu o dizes, é porque esteve mesmo no 10 de junho de 1964... Sei que tens memória de elefante (em matéria, pelo menos, das coisas da Guiné). Não vou teimar, porque eu não estive lá... De resto, o marechal Craveiro Lopes irá morrer, de facto, 2 meses depois, em 2 de setembro, aos 70 anos.

Vê aqui a entrada sobre ele, no Museu da Presidência da República.

O vespertino "Diário de Lisboa", na sua edição de 11/6/1964, pág. 10 (não se publicou na véspera, 10, porque era feriado), refere explicitamente a presença do marechal Craveiro Lopes nessa cerimónia, onde estiveste presente, tu e o António Bastos:

(...) "Junto dos oficiais-generais dos três ramos das Forças Armadas, o antigo Chefe do Estado, sr. marechal Craveiro Lopes, que tomou lugar numa cadeira da direita da tribuna". (...) (negritos meus)

É a única referência que encontrei ao marechal Craveiro Lopes, na reportagem detalhada do acontecimento que é feita pelo jornal do Norberto Lopes (diretor): nada mais nem menos do que uma página e meia!

O Norberto Lopes, grande jornalista, tinha feito uma belo trabalho de reportagem sobre a Guiné (publicado na "DL", em fevereiro de 1947, ver por exemplo aqui a segunda crónica, de 10/2/1947, doze dias depois de eu nascer), e onde deixou rasgados elogios à acção modernizadora do governador Sarmento Rodrigues, que ele admirava. Eram, aliás, ambos transmontanos, de rija têmpera.

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Craveiro Jopes, o único presidente da república do Estado Novo, que não foi reeleito, foi promovido a marechal depois de cessar funões. Mas só aparece em público, de noivo, nas cerimónias do 10 de junho de 1964. É óbvio que ese hiato (1959-1963) e o seu reaparecimento têm significado político.

A promoção de Craveiro Lopes a marechal e a sua presença nas comemorações do 10 de Junho de 1964 tiveram um claro significado de "recuperação política e legitimação" por parte do Estado Novo.

O objetivo principal do regime terá sido o mascarar divergências e usar o prestígio militar do antigo Presidente da República para unir as Forças Armadas em torno da Guerra Colonial / Guerra do Ultramar.

O significado político desta manobra assenta em três vertentes fundamentais: (i) unidade e esforço de guerra: Em 1964, a Guerra Colonial já se estendia a Angola e à Guiné, e com ela os primeiros sinais de inquietção e contestação; ao promover Craveiro Lopes a marechal (a 11 de novembro de 1958, se não erro) (título meramente honorífico, protocolar ou histórico), e dar-lhe alguma "visibilidade" nas cerimónias de homenagem aos combatentes (em 10 de junho de 1964) (ao lado dos oficiais-generais dos 3 ramos das Forças Armadas), o regime procurava mostrar coesão nacional e militar, abafando eventuais, reais ou imaginárias, divisões internas; (iii) neutralização da oposição: o mandato de Craveiro Lopes (1951-1958) terminou sem reeleição devido à sua abertura à oposição (interna e externa) e a divergências com Salazar; mais tarde, esteve envolvido na "Abrilada" de 1961 (uma tentativa falhada de demitir Salazar).

Convidá-lo para a cerimónia oficial do 10 de junho representava um ato diplomático do regime para o "trazer à colação", evitando que o seu prestígio fosse instrumentalizado contra o governo.

Há aqui também sianis de um aparente reconciliação nacional: esta foi, de facto, a única cerimónia oficial para a qual foi convidado após o fim do seu mandato, que foi de 9/8/1951 a 9/8/1958), surgindo como uma "reabilitação" pública do general que havia sido colocado à margem por António Oliveira Salazar (um político habilidoso a mexer as pedras do xadrez político e militar).

Em política, diz o Maquiavel, nunca digas "nunca, jamais, em tempo algum"...

João Carlos Abreu dos Santos disse...

Reconheço o meu erro.
Cpts