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sábado, 18 de abril de 2026

Guiné 61/74 - P27929: Humor de caserna (257): O anedotário da Spinolândia - Parte XXix Ainda a origem das alcunhas "Caco Baldé" (grafada pelos fulas...) e "Aponta, Bruno" (fixada pelos "tugas") (António J. Pereira da Costa / Cherno Baldé)

1. "Aponta, Bruno!"... era outra das alcunhas do general Spínola, na Guiné Portuguesa, no tempo em que foi governador e comandante-chefe (1968/73) (*)... Embora fosse mais conhecido, dentro e fora da  caserna, por  "Caco Baldé" ou simplesmente "Caco". (Os oficiais do QP  chamavam-lhe o "Velho", o seu nome de guerra era o "Bispo").

Bruno foi o seu primeiro ajudante de campo, o capitão de cavalaria 'comando' João Almeida Bruno (1935-2022) (morreu como general reformado).

António Spínola (1910-1996) quando foi para a Guiné em meados de 1968, escolheu a dedo os elementos da sua equipa, diz o seu biógrafo, o historiador Luís Nuno Rodrigues ("Spínola: biografia", Lisboa:  A Esfera dos livros, 2010, 
 pág. 106).

Uns vieram de unidades e subunidades de cavalaria com provas dadas em Angola: 

  • como Almeida Bruno (que foi cap cav, of inf op / adj, BCAV 745 , Angola, jan 1965/ fev 1967); 
  • ou  como Henrique Bernardino Godinho (cap cav, of op / inf ( adj), e Rui Mamede Monteiro Pereira (cap cav, cmdt da CCAV 295) oficiais que pertenceram ao célebre BCAV 345, que o Spínola comandou em Angola, como tenente-coronel e depois coronel, entre dezembro de 1961 e fevereiro de 1964.

Além de pertencerem à arma de cavalaria, outro critério era terem sido alunos do Colégio Militar, como ele (que foi o nº 33, no período de 1920 a 1928).

Independentemente da arma de origem e/ou da passagem pelo Colégio Militar, pesava muito a  "competência técnico-militar", que ele reconheceu em militares como Firmino Miguel, Belchior Vieira, Lemos Pires, Pereira da Costa, Ramalho Eanes, Otelo Saraiva de Carvalho, Carlos Fabião.

A alcunha "Aponta, Bruno!”, associada ao António de Spínola, faz parte da Spinolândia, aquele universo meio mítico, meio pícaro, de humor caserna, que se criou à volta da sua figura (e da sua "entourage") durante a guerra colonial na Guiné,  e mais exatamente no período em que foi governador e comandante-chefe (maio de 1968 / agosto de 1973).

A expressão ficou célebre porque, segundo relatos de militares da época, Spínola tinha o hábito de mandar , ao seu ajudante de campo, o capitão Bruno, “apontar” (registar, tomar nota, ou até preparar algo com rapidez), muitas vezes em tom perentório. 

A frase acabou por se transformar em refrão ou bordão de caserna.

Quanto às anedotas, elas circulam sobretudo na tradição oral e variam bastante, mas seguem quase sempre o mesmo padrão: brincar com a autoridade do general e a prontidão do Bruno.

A expressão nasce, pois,  da presença constante, quase obsessiva,  do seu primeiro ajudante de campo (1968/69), o então capitão de cavalaria 'comando' João Almeida Bruno:  andava sempre próximo dele, quase como uma extensão operacional.

Os outros dois ajudantes de campo, que sucederam ao Almeida Bruno,  também eram de cavalaria:

  • Cap cav Lourenço Fernandes Tomás (1969/72) ;
  • Cap Cav Carlos Domingos de Oliveira Ayala Botto (1972/73) (nosso grão-tabanqueiro).

2. A imagem que ficou (muito alimentada pelo humor de caserna e pelas memórias de antigos combantentes, além da documentação fotográfica) era a de um Spínola teatral, de monóculo, pingalim, luvas e postura aristocrática, de “cavaleiro”, sempre impecável no seu uniforme, e que apontava alvos, reais ou figurados, com determinação e dramatismo. O Almeida Bruno não lhe ficava atrás na pose.


(i) A anedota típica (em várias versões): circulavam versões diferentes, mas o núcleo era mais ou menos este:

Spínola, em visita a uma posição no mato, observa o horizonte com o monóculo e diz, com ar solene:

— Inimigo à vista!...

Pausa teatral.

— Aponta, Bruno!

O Bruno, sempre pronto, apontava…

E alguém murmurava atrás, meio a sério, meio na galhofa:

— Já está apontado, meu general… agora só falta aparecer o inimigo…


(ii) Ou noutra variante mais mordaz:


— Aponta, Bruno!

— P'ra onde, meu general?

— P'ra qualquer lado, homem! O importante é manter a iniciativa!


(iii) A solução para tudo

Entre soldados, qualquer problema,  desde a merda da comida até à falta de material, era resolvido com a frase milagrosa:

— Não te preocupes, caga nisso… aponta, Bruno!

Ou seja, tornou-se também sinónimo de “deixa andar” ou “alguém há de tratar disso”.


(iv)  A pontaria na carreira de tiro:

Noutra versão mais caricatural, durante a IAO ou na carreira de tiro, se alguém falhava um alvo, um outro gritava:

— Ó pá, isso não é nada!... Aponta, Bruno!

Como se o Bruno resolvesse até as falhas da pontaria dos "tugas".


(v) O apontar… tudo!

Dizia-se que o Bruno levava a ordem tão à letra que, se o general comentasse algo banal tipo “uff!, que calor”, ele pegava logo no famoso  bloco 
“Aponta, Bruno!”...  e lá ficava registado o desafo do comandante-chefe como se fosse uma ordem operacional. 

A piada acabou por evoluir para qualquer coisa como : “Põe-te a pau com o que dizes perto deles, as tuas bocas ainda vão parar ao QG.”


(vi) O milagre  impossível

Numa versão mais absurda, Spínola teria pedido algo completamente irrealista (tipo ter determinado material de engenharia  “para amanhã de manhã” ).

Resposta típica da tropa:

— Não há problema… aponta, Bruno, que há de aparecer, a tempo e horas!”

Era uma forma de gozar com  ordens impossíveis ou absurdas "vindas de cima".


(vii) A cunha:

Entre oficiais mais novos (onde Spínola, de resto, era popular), dizia-se:

— Queres subir na carreira? Não te chateies, não estudes… Aponta, Bruno!

Ou seja, bastava estar perto de quem mandava e cair nas suas boas graças, e ir dizendo ámen (isto é, “sim, meu general”).


(viii) A versão mais atrevida, pícara, brejeira  se não mesmo pornográfica:

Em linguagem de calão, quando alguém se gabava demais,  dava ordens sem sentido ou "se armava em carapau de corrida" (sic), corria o risco de  ouvir:

— Olha,  este!… Pensa que é o Aponta, Bruno, mas vê lá para onde é que apontas! — e virava o traseiro.

Aqui o humor já descambava para o duplo sentido, como era comum na caserna.


(x)  Omnipotência:

Havia ainda a ideia de que o Bruno resolvia tudo:

—  Falta cerveja ?!

— Aponta, Bruno!

— Faltam granadas de obus ?!

— Aponta, Bruno!

— Não há gajas?!

— Aponta, Bruno!

— Porra, nunca mais chega a peluda ?!

— Eh,  pá… essa já nem o Bruno aponta!


3. O que está por trás da graça ?

A piada joga com três traços atribuídos , mal ou bem, a Spínola:

  • encenação e estilo pessoal: ele cultivava uma imagem muito forte, quase cinematográfica (embora, curiosamente, não costumasse andar com fotógrafos atrás, até por que o heli AL III tinha limitações de espaço);
  • comando muito próximo da frente: visitava posições das NT, aparecia de helicóptero quando menos se esperava,  marcava presença no mato junto dos seus soldados;
  • dependência funcional e simbólica do ajudante de campo:  o “Bruno” transformou-se numa personagem, quase como um escudeiro, um verdadeiro "cromo" (secretário, que tomava notas, mas também era guarda-costas, andando sempre armado).

Este tipo de piadas funcionava quase sempre4 como uma válvula de escape. Num contexto duro como a guerra da Guiné, brincar com figuras de autoridade, mesmo que de forma exagerada, caricatural  ou irreverente, ajudava a aliviar a tensão ou de sublimar a revolta.


António de Spínola, governador e comandante-chefe das Forças Armadas da Guiné, à direita, durante o discurso de um líder guineense, à esquerda (c. 1968/69).  Spínola promoveu o diálogo sob o lema: «Por uma Guiné melhor». O deputado ou futuro deputado James Pinto Bull (1913-1970) é visível, em segundo plano, entre o lider guineense que discurs e o Spínola. Possivelmente a foto, de autor desconhecida, foi tirada durante a campanha para as elieções legislativas (para a Assembelia Nacional) de 26 de outubro de 1969. Pinto Bull era o único candidato para o círculo eleitoral da Guiné, proposto pela União Nacional.

Fonte: Adapt de Museu da Presidência da República (com a devida vénia...)


4. Origem da alcunha "Caco Baldé”


A outra alcunha,"Caco" ou  "Caco Baldé, é diferente, mas a sua origem é mais controversa: mas, dizem,  viria  sobretudo do contacto com o meio guineense (os "guinéus") e da forma como os africanos reinterpretavam nomes e figuras portuguesas, muitas vezes com humor muito próprio. Caco seria o monóculo; Baldé, um apelido fula vulgar (como o nosso Silva)... 

Ficamos sem saber se a alcunha lhe foi dada pelos "guinéus", se pelos "tugas". O "Aponta, Bruno" é claramente castrense... Já o "Caco Baldé" teria sido uma expressão grafada pelos fulas, segundo a intuição do Cherno Baldé,

Também aí há histórias, mas são mais difusas e menos padronizadas do que o “Aponta, Bruno!”


António J. Pereira da Costa: 
nosso grão-tabanqueiro desde 12/12/2007, coronel art ref 

 (i) ex-alf art, CART 1692/BART 1914, Cacine, 1968/69; (ii) ex-cap art, cmdt da Btr AAA 3434, Bissau;  (iii) cmdr CART 3494/BART 3873, Xime e Mansambo;  (iv) cmdt CART 3567, Mansabá, 1972/74.








4.1. O António J. Pereira da Costa fez uma leitura interessante sobre esta alcunha, mais recorrente e popular, o "Caco Baldé" (**)

(...) O Caco Baldé acaba por ser um nome carinhoso para materializar a popularidade o prestígio de um chefe. 

Sabemos bem que essa alcunha casa o monóculo (Caco) com um apelido frequente na Guiné (um espécie de Silva ou Oliveira) e nada mais. 

Creio que ele realizou uma aprendizagem e aproximação lúcida à vida do seu tempo. O seu modo de pensar terá evoluído desde o BCAV 345, em Angola (1961/64)  até à Guiné 73 que só poderia desembocar no 25Abril74.

Tenho para mim que era um dos melhores generais dos exércitos europeus. Ele tinha mais de 30.000 homens sob o seu comando e mais de meio milhão de civis à sua responsabilidade. 

Se tomarmos como referência os países da NATO não vejo nenhum que tivesse algo para lhe ensinar, na prática (bem entendido). Exceptuando os americanos que, riquíssimos em meios, perdiam a guerra do Vietname e os franceses que também não ganharam a da Argélia, todos andavam a "brincar aos soldados" em cenários hipotéticos em que o "insidioso, ardiloso e mauzinho In" vinha de Leste a correr pela Europa fora com uma foice numa mão, um martelo na outra e uma estrelinha no alto da cabeça.

Enquanto que ele tinha operações todos os dias (de todos os tipos e formas); logística (má e insuficiente) todos os dias; gestão de pessoal (insuficiente) todos os dias e todo o resto... e era tudo par ter efeitos ontem, porque amanhã já era outro dia com novos problemas. 

Depois veio o período mais conturbado que nenhum dos estrangeiros atravessou, mesmo os que poderiam ter tido intervenção na condução da política dos seus países. Andou mal. Poderia ter andado melhor. Talvez, mas os homens que não fazem asneiras normalmente também não fazem mais nada.

Um Ab.
António J. P. Costa


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013 às 18:14:00 WET


4.2. Não menos original  (e seguramente mais surpreendente e etnocêntrica)  é a leitura que faz o nosso amigo Cherno Baldé [foto à direita] (***), que se orgulha da sua origem fula:


(...) Caco Baldé tem origens no meio e língua fulas, é uma alcunha bem conseguida e duplamente interessante.

 Caco, khaco ou haco, originalmente, quer dizer cor castanha (a cor das folhas secas), na língua fula, e servia inicialmente para designar a cor da farda das autoridades administrativas e/ou da tropa colonial.

Mais tarde, para simplificar, este termo seria simplesmente utilizado para designar, de forma disfarçada e caricatural, as autoridades coloniais ou seus representantes.

O apelido Baldé seria lindamente encaixado em acréscimo, certamente, seguindo a lógica da brincadeira muito habitual entre grupos que se consideram primos por afinidade (sanguínea ou territorial), a  “sanencuia”.

Por exemplo, os Djaló são primos dos Baldé por afinidade sanguínea, da mesma forma que o grupo fula, na sua generalidade, é primo do grupo etnolinguístico mandinga que abrange Saracolés, Soninqués, Bambaras etc., por afinidade territorial.

Também é bastante lógico se tivermos em conta que a maior parte dos chefes tradicionais fulas (régulos) e colaboradores das autoridades coloniais, no chão fula, ou pertenciam a esta linhagem ou tinham este apelido, de modo que é uma homenagem e, ao mesmo tempo, uma caricatura dirigida a linhagem dos Baldé, na minha opinião bem conseguida, por um primo, resultante da brincadeira entre grupos de afinidade, usando a figura da maior autoridade portuguesa, de então, no território da Guiné.

Não tenho a certeza e trata-se de uma conjectura da minha parte como pista para uma pesquisa mais aprofundada. (...)

(Revisão / fixação de texto, títulos: LG)

________________

11 comentários:

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Cherno Baldé, não tens aparecido nos últimos tempos... Estás bem de saúde ? E a tua família ? É sempre delicado fazer estas perguntas mais íntimas, aos nossos amigos, para mais sabendo quando eles estão num país onde viver com saúde, segurança e dignidade não é fácil. Mantenhas, Luís.

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Não conheci, a não ser de passagem, o ambiente típico de Bissau, onde sobretudo para o fim começava a haver "muito nervoso miudinho... Mas imagino que muitas destas anedotas e piadas (ou mais piadas do que anedotas) passavam também pelo Café Bento, a famosa 5ª Rep, e pelas esplanadas a abarrotar de militares, muitos deles em trânsito, e claro pelos quartéis da capital e arredores (Amura, Santa Luzia, Brá, Bissalanca...).

O "humor de caserna" alimentava-se da censura, do boato, do cinismo, da ironia, da maledicência, do queixume, do azedume e até da revolta contra a hierarquia (responsável "por todos os males"), contra "os felizardos do ar condicionado" (sic) (que mesmo em Bissau não era para todos...), enfim, contra "as delícias do sistema" (como eu escrevia na altura)... E, no caso do governador e sobretudo do comandante-chefe os pequenos tiques de comando... eram elevados à categoria de mitos quase lendários (veja-se como o monóculo, o "caco", passou a ser um elemento icónico incontornável, a par das luvas, do pingalim, etc.).

Em contrapartida, Américo Tomás, Salazar e depois Marcelo Caetano, os responsáveis políticos máximos por todo aquele "estado de coisas", estavam demasiado longe, a 4 mil quilómetros de distância... Alguém se lembrava de apontar o dedo a eles ? Não passávamos de uns títeres, como em todas as guerras. Até que os títeres se revoltaram contra o bonecreiro...em 25 de abril de 1974 (como em outras ocasiões da nossa história, 1385, 1640, 1820, etc.

Nenhuma destas anedotas acertava o alvo, a elite político-militar, a cabeça do império, que não tinha pesadelos, e que dormia o seu sono tranquilo em São Bento, Belém, Praça do Comércio (sem esquecer a "António Maria Cardoso", onde "morava" a polícia política")...

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Respondendo ao Tó Zé: há muito provavelmente duas, três, quatro Spinolas... Ninguém é feito de uma só peça. Há sempre um lado mais "sombrio", com menos luz... Mas que importa conhecer.

Na Guiné não apreciava o meu comandante-chefe... Nunca fui fã. Nem antes nem depois. Desde que morreu, e passou a estar no Olimpo dos guerreiros, tenho outro entendimento...

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Respondendo ao Tó Zé: há muito provavelmente duas, três, quatro Spinolas... Ninguém é feito de uma só peça. Há sempre um lado mais "sombrio", com menos luz... Mas que importa conhecer.

Na Guiné não apreciava o meu comandante-chefe... Nunca fui fã. Nem antes nem depois. Desde que morreu, e passou a estar no Olimpo dos guerreiros, tenho outro entendimento...

Cherno disse...

Caro Luis, eu estou bem e em boa forma, acho que os antibióticos que vinham nas raçoes de combate e que consumia regularmente no quartel ainda estão a fazer efeito, com 65/66 anos eu nunca adoeci seriamente, nunca conheci o que é baixa hospitalar e, maior vantagem psicológica, eu conheço a data da minha viagem prevista para aos 77 anos de idade, segundo o astrólogo (marabu) mandinga, amigo do meu pai nos garantiu no principio dos anos 70.

O Spinola foi o homem, militar e dirigente político mais importante que a Guiné-Bissau conheceu em toda a sua existência até hoje e o seu estilo de governação tem sido copiado ou tentativas de o copiar, sem os sucessos que se verificaram no seu consulado pese embora todas as circunstâncias pouco favoráveis devido a guerra e as crises e bloqueios diplomáticos na ONU e a nível internacional e o seu maior erro, se se pode chamar assim, foi ter nascido num pequeno país a braços com uma crise existencial devido a uma transição impossível que demorou mais tempo do que seria necessario para fazer as reformas que se impunham e passar de um país medieval vs agrário para um país industrialmente avançado. O Spinola é único no seu género e isso a nossa gente compreendeu muito bem e cuja partida significou, também, o fim de um certo Portugal que a nossa gente conhecia e acreditava como solução para o futuro dos nossos paises e povos e com a sua saida da cena politica, tudo o vento levou. Hoje vejo a política com os mesmos olhos com que acompanho algumas partidas de futebol, tudo diferente, tudo mais medíocre, sem verdadeiros actores no palco, porque a vida também é uma forma de fazer teatro numa outra dimensão.

Cdte,

Cherno AB

Eduardo Estrela disse...

Como é agradável voltar a ler o Cherno!!! Folgo que tudo esteja bem contigo. Diz ao marabu que eu auguro uma vida ainda mais longa para ti. Queremos continuar a usufruir das tuas sensatas formas de analisar a sociedade da " nossa " Guiné.
Nunca gostei muito do "caco baldé" mas reconheço que havia formas de entender a sociedade guineense da década de 60, inícios de 70, que seriam uma forma civilizada de melhor defender os guinéus e os portugueses. Imagino 1959" ou 1960 com a possibilidade de um encontro. Amílcar , Spínola.
Grande abraço Cherno
Eduardo Estrela

Eduardo Estrela disse...

Não entendam no meu comentário anterior laivos de colonialismo. A casa Gouveia, a Ultramarina e a CUF patrona de ambas, eram as verdadeiras donas " de tudo aquilo " .
A pátria merecia ter homens capazes de impedir o mortancinio.
A " nossa " Guiné, onde aprendemos o futuro, a possibilidade de escolha.
Grande abraço
Eduardo Estrela

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Cherno, que bom saber de ti. E mais: que a comidinha da tropa em Fajonquito não te fez mal, antes pelo contrário. Que bom saber que a tua família está bem e que os teus filhos estão bem encaminhados. E que continuas a ter em alto apreço o general Spínola (aliás, marechal), o seu legado e a sua memória.

Voltaremos ao assunto, que agora é noite a beira do Atlântico onde acaba a Europa. Estou na minha terra, Lourinhã, onde há 150 milhões de anos, no Jurássico Superior, os dinossauros iam a pé a Nova Iorque ( e vinham). Tem uma boa noite. Amanhã falamos mais. Mantenhas. Luis
.

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Dos outros dois ajudantes de campo de Spínola não se contam anedotas... Dá que pensar. O Bruno, do "Aponta, Bruno", eclipsou os demais...

Victor Costa disse...

Porque será que um CABO de Guerra e o seu guarda costas, fizeram História na Guiné ?
Um ab. a todos Victor Costa.

HUMBERTO REIS disse...

Tozé, bom dia
Tu não residias, em solteiro, na Gago Coutinho na Amadora e tinhas como vizinhos o Tony Levezinho, que esteve comigo na C. Caç 12 de 69 a 71, e os 2 primos Fernando e Patareca?
Um abraço