Foto nº 1 > Guiné > Região de Tombali > Guileje > CCAV 8350 (1972/74) > Março de 1973 > O fur mil op esp J. Casimiro Carvalho empunhando, para a fotografia, A AK-47, usada pelo Grupo do Marcelino da Mata, antes ou depois da operação de resgate do ten pilav Miguel Pessoa, cujo Fiat G-91 foi o primeio a ser abatido por um Strela sob os séus de Guileje, em 25 de março de 1973. Ao Casimiro Carvalho chamo-lhe o "herói de Gadamael", foi um dos bravos que ajudou a aguentar àquela posição, juntamente com os páras do BCP 12... O exército ficou-lhe a dever uma cruz de guerra...
Foto nº 2 > Guiné > Região de Tombali > Guileje > CCAV 8350 (1972/74) > Março de 1973 > O fur mil op esp J. Casimiro Carvalho empunhando, para a fotografia, um RPG 7, usado pelo Grupo do Marcelino da Mata, antes ou depois da operação de resgate do ten pilav Miguel Pessoa.
Foto nº 3> Guiné > Região de Tombali > Guileje > CCAV 8350 (1972/74) > Março de 1973 > O fur mil op esp J. Casimiro Carvalho com a nossa metralhadora ligeira HK-21 que, com ele, "nunca encravava".
Foto nº 4 > Lamego > CIOE > c. 1971 > O soldado-instruendo J. Casimiro Carvalho, na instrução com a G3
Fotos (e legendas) : © J. Casimiro Carvalho (2009). Todos os direitos reservados [Edição e legendcagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné
1. O José Casimiro Carvalho foi fur mil op esp da CCAV 8350 ("Piratas de Guileje") e da CCAÇ 11 ("Lacraus de Paunca"), tendo passado por Guileje, Gadamael, Nhacra e Paunca, entre outros sítios, entre 1972 e 1974.
Nas quatro fotos acima, vemo-lo "aprendendo a amar" a G3 (em Lamego), usando a HK-21 (de fita ) (em Guileje) e depois, em março de 1973, ainda em Guileje, "dando uma voltinha com as gajas do IN", a AK-47 e o RPG 7K47 (*)..
Muito franca e honestamenet ele descobriu, no CTIG, que tinha (ou podia ter tido) 3 amores... O texto que se reproduz, abaixo, é resultante de um seu comentário, datado de 26 de novembro de 2010 às 14:58:00 WET, ao poste P7334 (*).
O J. Casimiro Carvalho é um histórico do nosso blogue para o qual entrou em finais de 2005. Tem uma centena de referências. É atualmente o régulo da TabanKa da Maia, cidade onde vive.
(Revisão / fixação de texto: LG)
_________________
Notas do editor LG:
Muito franca e honestamenet ele descobriu, no CTIG, que tinha (ou podia ter tido) 3 amores... O texto que se reproduz, abaixo, é resultante de um seu comentário, datado de 26 de novembro de 2010 às 14:58:00 WET, ao poste P7334 (*).
O J. Casimiro Carvalho é um histórico do nosso blogue para o qual entrou em finais de 2005. Tem uma centena de referências. É atualmente o régulo da TabanKa da Maia, cidade onde vive.
Eu tinha três... amores
por J. Casimiro Carvalho
Ele há coisas que não têm explicação.
Uma delas são as armas.
Eu, em Lamego, adorava a G3.
Na Guiné adorava a HK 21
e falava com ela
e ela compreendia-me,
pois eu a conhecia.
Comigo a gaja não encravava.
Posteriormente, já em Gadamael,
apaixonei-me por aquela outra gaja, a AK 47.
E foi amor duradouro, caramba,
mas a gaja era mesmo boa,
que me perdoe a minha querida G3,
pois não sou gajo de traições.
Portanto, temos três gajas,
todas elas boas,
com as suas particularidades,
convenhamos.
Como as mulheres, né ?!
Um abraço deste vosso camarigo,
J. Carvalho
Uma delas são as armas.
Eu, em Lamego, adorava a G3.
Na Guiné adorava a HK 21
e falava com ela
e ela compreendia-me,
pois eu a conhecia.
Comigo a gaja não encravava.
Posteriormente, já em Gadamael,
apaixonei-me por aquela outra gaja, a AK 47.
E foi amor duradouro, caramba,
mas a gaja era mesmo boa,
que me perdoe a minha querida G3,
pois não sou gajo de traições.
Portanto, temos três gajas,
todas elas boas,
com as suas particularidades,
convenhamos.
Como as mulheres, né ?!
Um abraço deste vosso camarigo,
J. Carvalho
(Revisão / fixação de texto: LG)
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Notas do editor LG:
(**) Vd. poste de 25 de novembro de 2010 > Guiné 63/74 - P7334: Kalashnikovmania (4): O fetichismo da G3... Há amores que não se esquecem (Torcato Mendonça)



5 comentários:
Pois é!
A HK não encravava porque passaste, tu ou alguém uma lima mursa e lixa de água na entrada da câmara e sendo assim era uma máquina infernal.
UM Abraço V.C.
Ao ver estas fotos do meu amigo e camarada J. Casimiro Carvalho (que me deram muito trabalho a editar, a compor e recompor...), reforço a ideia que já tinha, há muito, que uma arma é peercebida, vista, sentida, usada... com uma extensão do corpo humano... E isso tem fundamento antropológico, psicológico e filosófico...Acho que vale a pena comentar em casos como o militar, combatente; o caçador; o polícia, representante da autoridade; o marginal, o "gangster", o operacional das "máfias", etc-.
Em países, como os EUA, em que as armas fazem parte do quotidiano, da história, da cultura de todo um povo..., ou noutros (como a África Austral, no tempo do "apartheid" em que as crianças aprendiam muito cedo a manejar uma arma), qual será a a sensação se viajar e andar num país, como Portugal, onde em geral é proibido o uso e porte de arma na via pública ou em locais públicos ? Dizia há tempos, a um cunhado meu, um turista americano na Ribeira, no Porto, nuam esplanada, que se sentia "nu", "amputado", apalpava-se e sentia que lhe faltava qualquer coisa...
Luis,
A companheira do meu filho é americana, o seu irmão foi piloto de F16 e participou na Guerra do Golfo.
Os americanos têm licença de uso e porte de arma e casas da especialidade para praticar tiro ao alvo e lá não há Ditadura.
Espero que o régulo da Tabanka da Maia goste de revisitar/reler esta sua jovial e juvenil declaração de amor.
Temos aqui vários testemunhos de amor á G3 (Torcato Mendonça, Mário Dias, Virgínio Briote, J. Casimiro de Carvalho)... que vamos reenquadrar e repor. Mas também, nomeadamente em documentação fotográfica, há sinais de indisfarçável atração pela AK 47. Era fetichismo ? Simples curiosidade ?Pragmatismo ? "Ronco" ?
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