Marco de Canaveses > Paredes de Viadores > Candoz > Quinta de Candoz > Vindimas > 18 de setembro de 2026 > Batatada de peixe seco (raia, safio, cação, sapata...) "by chef Alice"...( Na primeira foto, o peixe já demolhado, como o bacalhau.)
Fotos (e legenda): © Luís Graça (2023). Todos os direitos reservados. [Edição: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné + IA (ChatGPT / Open AI].
1. Já não é a primeira vez que a gente traz peixe seco da Lourinhã para as vindimas da Quinta de Candoz... É uma prato festivo (e com muita "sustância", como diria o cavador de enxada de antigamente). Prato que, por isso, fica bem nas "serviçadas".
Quem já o provou, pela primeira vez, aqui no Norte, há dois ou três anos, gostou e aprovou. São saberes e sabores antigos, provavelmente tão ou mais antigos que o bacalhau escalado, salgado e seco ao sol. Era o governinho da mulher do pescador e do lavrador das aldeias ribeirinhas da Lourinhã, antes da chegada da electricidade e da arca frigorífica. Tal como aqui é o porco que era guardado na salgadeira, e que tinha que dar para o ano todo, até à próxima matança, no início do inverno.
Desta vez a dose era generosa, dava bem para 8 comedores. (Obrigado, Jaime, por teres sido o internmediário na transação.) E diversificada: tinha raia, sapata (cada vez mais rara), safio (aqui diz-se "congro"), cação... O nosso "vagomestre" merece chapa 5. E a "chef" Alice, com tão boa matéria-prima, só teve cozer, à parte, a batata (com pele), a cebola (muita!) e os ovos (ingrediente facultativo, mas que fica bonito, na travessa e na fotografia).
Serve-se com muito azeite e vinagre. E repete-se. Pode ser acompanhado com um vinho verde tinto, "carrascão",,,que a gente agora já não faz, na Quinta de Candoz. Mas ainda se arranja por aqui...
Tudo isto, caros amigos, não é para vos fazer inveja. É só para vos dizer que no céu não há disto. E é bom a gente começar a tratar de um lugarzinho, à direita ou à esquerda de Deus Pai (ideologias à parte)... E, a propósito, ainda hoje, por coincidência, tive dois telefonemas de antigos colegas (e amigos) das lides académcias. Há uma dezenas de anos que não sabiam de mim. E em vão ligavam para um antigo número de telemóvel ou escrevima um endereço de email, descontinuado. Um deles, que sempre foi muito brincalhão, mostrou-se exuberanhte e feliz por, finalmente, saber do meu paradeiro e ouvir a minha voz
- Porra, pá, constava para aí que já tinhas "ido...para a terra"!
Ao que, refeito da surpresa, retorqui:
- Em boa verdade, tenho andado de terra em terra. Agora estou em Candoz, nas vindimas, que já acabaram ontem...E, se queres que te diga, não estou com pressa de me despedir da Terra da Alegria... Nem ainda escrevi o poema que alguém há de ler no meu enterro...
O que vale é que eu não sou supersticioso... E vamos marcar um almoço para fazer a prova de de vida. Obrigado, Carlos, obrigado, Prista, pelo vosso cuidado. Parafraseando o Marc Twain, a notícia da minha morte foi manifestamente exagerada...
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Nota do editor LG:



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