Cartaz do Grande Concurso do Ié-Ié que decorreu no Teatro Monumental (Lisboa) e teve a sua grande final a 30 de abril de 1966. Organizado pelo Movimento Nacional Feminino, com apoio jornal O Século, RTP, Emissora Nacional, Rádio Clube Português e o empresário Vasco Morgado, o evento foi ganho pelo quinteto "Os Claves" (Lisboa)
Esta final reuniu oito conjuntos e ficou marcada por um ambiente de "explosão juvenil", tendo contado com a presença de bandas de Portugal continental (como Ekos / Lisboa, Jets /Lisboa, Chinchilas / Carcavelos e Os Tubarões / Viseu), bem como representantes de Angola (Rocks), Moçambique (Night Stars) e Porto (Espaciais).
O concurso marcou a história da música pop-rock portuguesa na década de 60
(Pormenor interessante > Lia-se no cartaz: "A favor das Forças Armadas no Ultramar e através do Movimento Nacional Femino com a colaboração de: 'O Século', Rãdio -Televisão, Emissora Nacional, Rádio Clube Português e Vasco Morgado" (empresário)...
Viseu > 23 de abril de 1967 > "Os Tubarões" no palco do Cine-Rossio a 23/4/1967. Festa do 3º aniversário. 1º parte do espectáucilo: Da esquerda para a direita: Victor Barros, Luis Dutra e Eduardo Pinto.
Porto > Ribeira > 27 de maio de 2015 > VI Encontro dos "Ilustres TSF" > Em baixo, o Carlos Lã. De pé, da esquerda para a direita: António Calmeiro (já entretanto falecido), M. Rodrigues, Eduardo Pinto, J. Reis, Hélder Sousa, M. Martins, Fernando Cruz e Fernando Marques. Faltou o Nelson Batalha que já não compareceu por razões de saúde, e que viria a morrer, entretanto, um ano e meio depois (*)
Foto (e legenda): © Hélder Sousa (2016). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]

Viseu > Conjunto Académico Os Tubarões > 30 de abril de 1966 > Foto Germano
Fonte: Blogue da banda de rock "Os Tubarões" (1963-1968), Viseu > 03.01.22 > O Postal Ilustrado
Viseu > 23 de abril de 1967 > "Os Tubarões" no palco do Cine-Rossio a 23/4/1967. Festa do 3º aniversário. Da esquerda para a direita: Carlos Loureiro, Victor Barros, José Merino, Luis Dutra e Eduardo Pinto.
(com a devida vénia..)
Viseu > 23 de abril de 1967 > "Os Tubarões" no palco do Cine-Rossio a 23/4/1967. Festa do 3º aniversário. Da esquerda para a direita: Carlos Loureiro, Victor Barros, José Merino, Luis Dutra e Eduardo Pinto.
Viseu > 23 de abril de 1967 > "Os Tubarões" no palco do Cine-Rossio a 23/4/1967. Festa do 3º aniversário. 1º parte do espectáucilo: Da esquerda para a direita: Victor Barros, Luis Dutra e Eduardo Pinto.
Fonte: Blogue da banda de rock "Os Tubarões" (1963-1968), Viseu > 23.04.15 > Festa do 3º aniversário.Cine-Rossio, 23/04/1967 (com a devida vénia..).
Porto > Ribeira > 27 de maio de 2015 > VI Encontro dos "Ilustres TSF" > Em baixo, o Carlos Lã. De pé, da esquerda para a direita: António Calmeiro (já entretanto falecido), M. Rodrigues, Eduardo Pinto, J. Reis, Hélder Sousa, M. Martins, Fernando Cruz e Fernando Marques. Faltou o Nelson Batalha que já não compareceu por razões de saúde, e que viria a morrer, entretanto, um ano e meio depois (*)
Foto (e legenda): © Hélder Sousa (2016). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]

Lisboa > 20 de Outubro > XI Encontro dos Ilustres TSF > Foto de família > Sentados: Marques, Miguel, Martinho, Cruz e Eduardo. De pé: Lã e Hélder
Foto (e legenda): © Hélder Sousa (2016). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]
Foto (e legenda): © Hélder Sousa (2016). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]
1. Comentário do nosso "ilustre TSF" e colaborador permanente, Hélder Sousa, ao poste P15386 (*), com mais de 10 anos, mas que vem a propósito dos "nossos músicos", artistas, cançonetistas, fadistas, humoristas, apresentadores de televisão, atores, radialistas, ilusionistas, etc., civis e militares, que ajudaram a alegrar os nossos dias no CTIG ao longo dos anos de guerra. Com ou sem o apoio e a benção do Movimento Nacional Feminino, o que para o caso não é relevante (**).
(**) Último poste da série > 19 de março de 2026 > Guiné 61/74 – P27838: (Ex)citações (446): A necessidade de mudar (Hélder Valério de Sousa, ex-Fur Mil TRMS TSF)
Alguns, de facto, eram "prata da casa" (Conjunto Académico João Paulo, Conjunto Musical das Forças Armadas, Conjunto Os Bambas D' Incas de...), e não será demais recordá-los. É da mais elementar justiça.
Pelo TO da Guiné passaram filhos de muitas mães, jovens generosos, inquietos, fogosos, curiosos, cheios de testosterona, com a ânsia de liberdade, viajar, conhecer mundo, estudar, aprender, trabalhar, amar, jovens da geração da música "yé-yé", gente com múltiplos talentos, que a tropa soube aproveitar nalguns casos, ou desaproveitar, na maior parte dos casos.
O Dutra foi inicialmente para Farim. Por motivos de saúde, se bem me lembro um problema qualquer de coração, veio para Portugal e voltou mais tarde para lá. O Eduardo esteve todo o tempo na Escuta, sendo um dos seus iniciadores.
Um deles, por exemplo, foi o Vítor Raposeira, aqui de Setúbal, que ainda recentemente tem andado a reanimar os "Sixties".
Hélder Sousa
(**) Vd, poste de 8 de junho de 2026 > Guiné 61/74 - P28081: Movimento Nacional Feminino: as tournées de artistas conhecidos, com apoio dos meios empresariais do espectáculo - Parte I
Por exemplo, no quartel das transmissões em Santa Luzia, bairro que fazia paredes-meias com o famigerado Pilão, por detrás de um "ilustre TSF" havia sempre (ou quase sempre) um músico desconhecido, como recorda o Hélder Sousa, com a sua prodigiosa memória para os nomes e terras dos seus camaradas de curso!... (Aliás, é uma evocação cheia de ternura, que merece ser revisitada.)
Até parece que foram todos escolhidos a dedo, com a única exceção do próprio Hélder, que, esse, enganou os gajos das transmissões, dizendo na entrevista de seleção que tinha jeito para engenheiro e até tinha construído... um telégrafo!... (É preciso, lata, camaradas!...Eu não me lembrei dessa, era tanso, disse que era jornalista e mandaram-me ... para as armas pesadas de infantaria!).
Podiam ter-se feito "n" bandas para alegrar a malta com os "ilustres TSF". Sim, porque a Guiné era triste, chata, plana, os dias custavam a passar como o caraças, as noites um pesadelo, as namoradas estavam longe, a 4 mil km de distância, a comida era uma merda, a água intragável, os mosquitos aos milhões, as bolanhas cheias de sanguessugas, as picadas cheias de pó no tempo seco, enfim, não havia primavera nem outono (só duas estações, e não eram de combóio!), não havia nem sábados nem domingos nem feriados...
Em boa verdade, nem sei como é que há gajos que têm saudades da Guiné!
Mas, também, é verdade, que a malta estava ali para fazer a guerra e dar cabo do "turra"... Os "ilustres TSF" eram pagos, em primeiro lugar, para apanhar o "turra" na converseta... E só depois é que podiam, nos intervalos do serviço de escuta, pegar na guitarra elétrica, oferecida pela Cilinha, tão querida, que era a nossa "mãe Natal".
2. Leiam o que o nosso Hélder Sousa, hoje engenheior técnico, especialista em higiene e segurança no trabalho, ribatejano, a viver hoje em Setúbal, nos conta (em 2015...), desses tempos em que podíamos ter sido tão felizes (o Hélder Valério de Sousa foi fur mil trms TSF, Piche e Bissau, 1970/72; candidato a régulo da Tabanca de Setúbal, uma tabanca que nunca chegou a abrir) (***);
(...) Em meados dos anos 60, conforme calculo que se lembrem, decorreu o Concurso "Yé-yé" em que diversas bandas de "rock" actuavam em eliminatórias no Cinema Monumental, em Lisboa.
Tratou-se do primeiro grande impulso da música "rock".
(...) Em meados dos anos 60, conforme calculo que se lembrem, decorreu o Concurso "Yé-yé" em que diversas bandas de "rock" actuavam em eliminatórias no Cinema Monumental, em Lisboa.
Tratou-se do primeiro grande impulso da música "rock".
Influenciados pelo modelo de "The Shadows", com 3 violas e 1 bateria, como base, e depois com vocalista dedicado ou também músico, havendo por vezes teclas. enfim, lá se foram proliferando conjuntos por esse País fora e isso ajudou a aglutinar muita juventude.
As eliminatórias foram-se sucedendo e houve a final. Entre os conjuntos finalistas estavam "O Conjunto Académicon Os Tubarões", de Viseu. Não ganharam, eram da província... [ Pelo menos, chegaram às meias-finais, em 15 de janeiro de 1966, e deppois às finais, em ]
As eliminatórias foram-se sucedendo e houve a final. Entre os conjuntos finalistas estavam "O Conjunto Académicon Os Tubarões", de Viseu. Não ganharam, eram da província... [ Pelo menos, chegaram às meias-finais, em 15 de janeiro de 1966, e deppois às finais, em ]
- Dois dos seus elementos, o Luís Dutra (infelizmente falecido em 2013, vítima de "doença incurável" por acção do tabaco nos pulmões) e o Eduardo Pinto, foram meus colegas de curso nas Transmissões, fazendo parte do grupo que eu costumo chamar de "Ilustres TSF".
O Dutra foi inicialmente para Farim. Por motivos de saúde, se bem me lembro um problema qualquer de coração, veio para Portugal e voltou mais tarde para lá. O Eduardo esteve todo o tempo na Escuta, sendo um dos seus iniciadores.
- Além deles também um outro elemento de "Os Tubarões", o Victor Barros, esteve nas Transmissões e também na Guiné.
- O Carlos Lã era de um conjunto do Algarve e ainda hoje [em 2015...] está no activo nas animações dos Hotéis, mesmo depois de deixar de ser "residente" do Montechoro.
- O Fernando Cruz, do Porto, tinha também a sua banda de garagem;
- O mesmo com o Fernando Marques, de Alhandra, o António Camilo, de Castelo Branco, o Miguel Pacheco, de Barcelos, o José Fanha (primo do animador da televisão), da Meia Via, Tomar, o Nélson Batalha, que tocava acordeão e órgão num restaurante com música ao vivo em Setúbal.
- o José Canudo, de Elvas, de que não tenho a certeza se tinha alguma relação com a música;
- o mesmo digo do António Calmeiro, de Tinalhas;
- e do José Alves, de S. Miguel;
- sendo que o José Reis, do Porto, era funcionário da Emissora;
- o Manuel Martinho tinha abandonado o Seminário de Fátima (costumo dizer que era especialista em 'campainhas de missa');
- e eu, Hélder Valério de Sousa, apenas tinha dado a informação de ter construído um telégrafo.
Um deles, por exemplo, foi o Vítor Raposeira, aqui de Setúbal, que ainda recentemente tem andado a reanimar os "Sixties".
Hélder Sousa
(Seleção, revisão/fixação de texto, negritos, parênteses retos,links, título: LG)
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Notas do editor LG:
(*) Vd. poste de > 19 de novembro de 2015 > Guiné 63/74 - P15386: Álbum fotográfico de Alfredo Reis (ex-alf mil, CART 1690, Geba, 1967/69) (2): A visita, à sede da companhia, do Conjunto Académico João Paulo, em 24 de agosto de 1968
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Notas do editor LG:
(*) Vd. poste de > 19 de novembro de 2015 > Guiné 63/74 - P15386: Álbum fotográfico de Alfredo Reis (ex-alf mil, CART 1690, Geba, 1967/69) (2): A visita, à sede da companhia, do Conjunto Académico João Paulo, em 24 de agosto de 1968
(**) Último poste da série > 19 de março de 2026 > Guiné 61/74 – P27838: (Ex)citações (446): A necessidade de mudar (Hélder Valério de Sousa, ex-Fur Mil TRMS TSF)





5 comentários:
O meu amigo Carlos Lã já não está tão anafado como na fotografia. Tive o prazer de estar com ele em Faro há algum tempo, na companhia dum camarada que também esteve na Guiné, o Teodósio Vairinhos. Somos amigos desde a nossa juventude. É um excelente amigo, do qual se fica a gostar para a vida.
Abraço Hélder.
Eduardo Estrela
Diz-me o Hélder, ao telefone, que um quarto elemento de "Os Tubarães" também foi chamado para a tropa e mobilizado (para Angola), o José Merino. O grupo ainda durou cinco anos (1963-1968).
Quanto ao algarvio Carlos Lã, ainda continuou a tocar em hotéis, cruzeiros, etc. Era amigo, do Cliff Richard, que adoravao Algarve e que manteve, nos anos 60, uma parceria com o mítico conjunto "The Shadows".
Alguns destes músicos da "Escuta", juntamente com o Raposeiro (que também era de transmissões e que eu ainda apanhei em Bambadinca) tocavam, em Bissau, no "Chez Toi", quando não estavam de serviço.
O Hélder prometeu fazer aqui um comentário, mais logo.
Não se percebe por que é que o Movimento Nacional Feminino, que se empenhou tão profundamente no Concurso Ié-Ié de 1966, não pegou nos "putos de Viseu",à semelhança do Conjunto Académico João Paulo, e não os "pôs a render" em Angola, Guiné e Moçambique ?!... Será que "Os Tubarões" não tinham bons padrinhos ou madrinhas ?...
Promessas são para cumprir!
Embora breve, pelo menos para já, aqui vão algumas considerações.
Antes disso dizer que, embora agora mais espaçadamente, ainda procuramos manter a "chama viva" e de quando em vez lá vamos promovendo Encontros/Almoços, o último dos quais ocorreu no Porto do "Abadia", no final do passado mês de Abril.
Devido a afazeres vários e a achaques próprios da idade que vai avançando, só estivemos 6 dos 10 teoricamente possíveis já que dos 15 TSF iniciais, 3 já faleceram e dos outros dois um reside em São Miguel e o outro em Elvas, mas é totalmente avesso a estes "convívios".
Já que o Eduardo refere conhecer o Carlos Lá, devo dizer mais algumas coisas sobre isso: o "jovem Lã" era um pouco diferente do "Lã atual", em termos de "entendimento da sociedade". Aquando na nossa comum estadia no BT em Lisboa, o Lã chegou a ir a Vila Franca tocar num grupo onde estava um músico chamado Afonso Dias (que, por sinal, atualmente também vive no Algarve e onde pontua numa entidade chamada "AJA" (Associação José Afonso).
O Lã continua a ser um músico de qualidade e agora, afrouxando a atividade, pela idade e também pela saúde, julgo saber que só atua aos fins de semana do "Hotel Eva". Mas não deixa os créditos por mão alheia.... aquando desta nossa presença no Porto passámos naturalmente no Bolhão e no piso superior havia um senhor a tocar piano. Falámos com ele no sentido de proporcionar uma atuação do Lã, depois de convencido por nós, e realmente lá produziu um "show" muito apreciado e aplaudido por quem estava de passagem (e que ficou de paragem).
Quanto ao "perímetro" pois já não é o da foto na Ribeira do Porto. Às vezes, os "sustos" e os avisos médicos fazem efeito e, sou testemunha, o Lã em 1969 (quando o conheci) podia ser confundido com a "Olávia Palito". Todos nós mudamos....
Bem, vamos ver se ainda volto à antena ou fica para uma coisa de maior fôlego.
Abraços
É isso Hélder! O Carlos Lã é um exímio musico e o piano tem com ele uma relação apaixonada.
Tal como referes, na década de 60, era um rapaz escorreito e elegante.
Abraço
Eduardo Estrela
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