sábado, 23 de julho de 2022

Guiné 61/74 - P23453: In Memoriam: Cadetes da Escola do Exército e da Escola de Guerra (actual Academia Militar), mortos em combate na 1ª Guerra Mundial (França, Angola e Moçambique, 1914-1918) (cor art ref António Carlos Morais Silva) - Parte XXXIV: António Eugénio da Silva Sampaio, alf inf (Bragança, 1893 - França, CEP, 1918)



António Eugénio da Silva Sampaio (1893-1918)



Nome: António Eugénio da Silva Sampaio

Posto Alferes de Infantaria

Naturalidade: Bragança

Data de nascimento: 24 de Janeiro de 1893

Incorporação: 1916 na Escola de Guerra (nº 512 do Corpo de Alunos)

Unidade: Depósito de Infantaria, Regimento de Infantaria n.º 30

Condecorações

TO da morte em combate: França (CEP)

Data de Embarque: 8 de Janeiro de 1918

Data da morte: 9 de Abril de 1918

Sepultura: França, Cemitério de Richebourg l`Avoué

Circunstâncias da morte: Na batalha de 9 de Abril foi ferido gravemente e feito prisioneiro tendo sido, mais tarde, encontrado o seu cadáver no campo de batalha.





António Carlos Morais da Silva, hoje e ontem


1. Continuação da publicação da série respeitante à biografia (breve) de cada um dos oficiais oriundos da Escola do Exército e da Escola de Guerra que morreram em combate, na I Guerra Mundial, nos teatros de operações de Angola, Moçambique e França (*).

Trabalho de pesquisa do cor art ref António Carlos Morais da Silva, cadete-aluno nº 45/63 do Corpo de Alunos da Academia Militar e depois professor da AM, durante cerca de 3 décadas; é membro da nossa Tabanca Grande, tendo sido, no CTIG, instrutor da 1ª CCmds Africanos, em Fá Mandinga, adjunto do COP 6, em Mansabá, e comandante da CCAÇ 2796, em Gadamael, entre 1970 e 1972.

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Nota do editor:

(*) Último poste da série > 10 de março de 2022 > Guiné 61/74 - P23064: In Memoriam: Cadetes da Escola do Exército e da Escola de Guerra (actual Academia Militar), mortos em combate na 1ª Guerra Mundial (França, Angola e Moçambique, 1914-1918) (cor art ref António Carlos Morais Silva) - Parte XXXIII: Manuel Augusto Farinha da Silva, ten inf (Lisboa, 1892 - França, CEP,1918)

4 comentários:

António J. P. Costa disse...

Olá Camaradas

Estas circunstâncias da morte (a batalha de 9 de Abril foi ferido gravemente e feito prisioneiro tendo sido, mais tarde, encontrado o seu cadáver no campo de batalha) são deveras estranhas. Gravemente ferido? Prisioneiro? Como e quem é que se poderá afirmar tal? E mais tarde, encontrado o seu cadáver no campo de batalha. Terá falecido detido pelo In? Nas linhas inimigas? O In abandonou o cadáver, como seria de calcular...

Um Ab.
António J. P. Costa

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Estranho como, numa batalha medonha como foi a de La Lyz (7 a 29 de abril de 1918), com tantos milhares de mortos e feridos (cerca de 200 mil, de um lado e do outro), foi possível reconhecer os cadáveres... Muitos combatentes devem ter sido pura e simplemente pulverizados... Um horror, aquela guerra, todas as guerras...

https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_La_Lys

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Excertos da Wikipédia > Batalha de La Lys

https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_La_Lys

(...) Nesta batalha, que marcou negativamente a participação de Portugal na Primeira Guerra Mundial, os exércitos alemães infligiram uma pesada derrota às tropas portuguesas, constituindo o maior desastre militar português depois da batalha de Alcácer-Quibir, em 1578.

A frente de combate distribuía-se numa extensa linha de 55 quilómetros, entre as localidades de Gravelle e de Armentières, guarnecida pelo 11.º Corpo Britânico, com cerca de 84 000 homens, entre os quais se compreendia a 2.ª divisão do Corpo Expedicionário Português (CEP), constituída por cerca de 20 000 homens, dos quais somente pouco mais de 15 000 estavam nas primeiras linhas, comandados pelo general Gomes da Costa (que mais tarde conta as memórias deste acontecimento em A Batalha do Lys (1920) no qual descreve a organização do C.E.P. e os seus dispositivos e enuncia os episódios prévios à Batalha).(...)

Esta linha viu-se impotente para sustentar o embate de oito divisões do 6.º Exército Alemão, com cerca de 55 000 homens comandados pelo general Ferdinand von Quast (1850-1934). Essa ofensiva alemã, montada por Erich Ludendorff, ficou conhecida como ofensiva "Georgette" e visava à tomada de Calais e Boulogne-sur-Mer. As tropas portuguesas, em apenas quatro horas de batalha na madrugada e manhã de 9 de Abril, teriam registado milhares de baixas, entre mortos (1 341), feridos (4 626), desaparecidos (1 932) e prisioneiros (7440). (...)

De acordo com estudos recentes, porém, esses números estariam muito inflacionados. Segundo um autor, em La Lys ter-se-ão registado apenas 423 mortos portugueses (de um total de 2 086 mortos do Corpo Expedicionário Português em 1917-1918) e cerca de 6 000 prisioneiros. (...) Outro autor refere apenas 300 mortos e 6 000 prisioneiros portugueses em La Lys. (...)

António J. P. Costa disse...

Olá Camarada

Esqueci-me de perguntar a que Unidade pertencia à data da morte e, o mais interessante, seria sabermos como é que foi possível chegar às duas linhas que descrevem o ferimento, captura, morte, abandono do cadáver e a sua recuperação e identificação...
Malhas que o império tece!

Um Ab. e bom domingo
António J. P. Costa