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segunda-feira, 4 de maio de 2026

Guiné 61/74 - P27986: Tinha tudo para odiar aquela terra, mas não...Agora adoro lá voltar todos os anos (João Melo, ex-1º cabo cripto, CCAV 8351/72, Cumbijã, 1972/74) - Parte I: O Natal do Cumbijã é em Abril

 


Doadores: Hospital São Miguel / ULS Entre Douro e Veiga (Oliveira de Azeméisd); Resende Seixas, Publicidade (Albergaria-a-Velha); BEPPI, calçado (Feira). Música de fundo, dos Supoer Mama Djombo



1. João Melo (ou João Reis de Melo): (i) ex-1º cabo cripto, CCAV 8351/72, Cumbijã, 1972/74); (ii) tem página do Facebook; (iii) é natural de Alquerubim, Albergaria-A-Velha, distrito de Aveiro;: (iv) profissional de seguros, reformado, vive em Alquerubim; (v)  integra a Tabanca Grande desde 1/3/2009.

É um dos "Tigres do Cumbijã" da nossa Tabanca Grande, a par do:

  • Vasco da Gama, o tigre-mor" (autor das séries "Banalidades da Foz do Mondego" e "A história dos Tigres de Cumbijã, contada pelo ex-Cap Mil Vasco da Gama";
  •  Joaquim Costa (autor do livro "Memórias de Guerra de um Tigre Azul: O Furriel Pequenina, Guiné: 1972/74", Rio Tinto, Gondomar, Lugar da Palavra Editora, 2021, 180 pp.);
  • e ainda do António Joaquim Alves , que nunca chegou a beber a água do Cumbijá, tendo fico colocado no Combis, em Bissau.

Há dias escreveu aqui o seguinte a propósito do 25 de Abril de 1974 (*):


(...) Casualmente, estava de férias em Portugal, já com 17 meses de comissão. E foi aqui, longe do teatro de guerra, mas perto do coração do país, que assisti ao início do fim de um tempo que parecia não ter fim.

(...) Eu tinha tudo para ter de odiar a terra em que me serviu de lar em ambiente de guerra, durante quase dois anos. Particular e inexplicavelmente, acontece exatamente o contrário: faço hoje, juntamente com a minha esposa Maria do Carmo, visitas quase anuais, de voluntariado junto de umas centenas de alunos das escolas da aldeia de Cumbijã, na Guiné-Bissau, onde estive estacionado a cumprir o serviço militar obrigatório. (...)

2. E esta ano, em abril de 2026, o João Melo e a Maria do Carmo lá voltaram, àquela terra verde-rubra que deve ter encantos, porque ela encanta cvomo a sereia...

Descobrimos que o Natal no Cumbijã é em Abril... Mas o João Melo e a Maria do Carmo são mais do que o Pai Natal e a Mãe Natal para aquelas crianças (e adultos) que tão ansiosamente esperam a sua visita anual...

Mais do que as "prendidas" (roupa, calçado, guloseimas, material escolar...), eles trazem sonho, esperança, ternura, solidariedade, humanidade..., "coisas" que são "valores sem preço" num mundo em que tudo foi trannsformado em "mercadoria"...

João e Maria, que os bons irãs vos protejam, e continuem a dar-vos saúde e motivação para a prossecuação da vossa nobre missão. Tiro o quico ao vosso empenho, determinação, bom senso e bom gosto... 

Afinal, podiam estar a gozar a vossa rica reforma a fazer um daqueles cruzeiros caros e estúpidos naqueles "arranha-céus flutuantes" que os italianos inventaram... e que são o símbolo perfeito do excesso em que o turismo de massa se tornou: um negócio que vende a ilusão de luxo, glamour e aventura, mas que, na realidade, é uma fábrica de desperdício, poluição, desigualdade e, muitas vezes, humilhação disfarçada de hospitalidade.

(Revisão / fixação de texto, título, itálicos, negritos: LG)

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Nota do editor LG:

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