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quinta-feira, 21 de maio de 2026

Guiné 61/74 - P28043: Tinha tudo para odiar aquela terra, mas não... Agora adoro lá voltar todos os anos (João Melo, ex-1º cabo cripto, CCAV 8351/72, Cumbijã, 1972/74) - Parte V: Nome de rua dado a ex-combatente "tuga": uma história que não se deve repetir em muitos outros sítios onde houve "guerras coloniais", da Indonésia à Indochina, da Argélia ao Vietname...


Guiné-Bissau> Região de Tombali > Cumbijã > 23 de março de 2026>


Sinopse: Discurso de agradecimento do João Melo  após ter sido agraciado com o seu nome  num rua na tabanca de Cumbijã, no dia 23 de março de 2026. Aproveita para fazer um pequeno historial da CCAV 8351/72, "Os Tigres do Cumbijã" (1972/74) bem como da própria povoação, "que durante cinco anos foi abandonada, queimada e minada" (sic). 

Com os militares e os milícias, em 1973, vieram também os primeiros civis... Depois com o 25 de Abril, o fim da guerra, os antigos habitantes voltaram e hoje o Cumbijã é uma terra jovem, bonita e promissora. 

João Melo  agradece, enternecido, o carinho da população. E aproveita para evocar todos aqueles que são também honrados com esta homenagem, a começar pelos seus pais, que já não são vivos, mas que lhe transmitiram, na sua educação,  os princípios e os valores que são a sua filosofia de vida e que norteiam os seus projetos de ajuda aos outros.

Dar um nome de rua a um ex-.combatente "tuga" (em vez de um dos guineenses, heróis da liberdade da Páteria...) é uma história que não se deve repetir em muitos outros sítios onde houve "guerras coloniais", da Indonésia à Indochina,  da Argélia ao Vietname...




Guiné-Bissau > Região de Tombali > Cumbijã > 23 de março de 2026 > Singela (mas sincera) homenagem das gentes de Cumbijã ao João de Melo, "português, ex-combatente, benemérito e amigo do Povo da Tabanca de Cumbijã" (sic).

Fotos (e legendas): © João de Melo (2026). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]



1, O nosso camarada João Melo (ou João Reis de Melo), ex-1º cabo cripto, CCAV 8351/72, Cumbijã, 1972/74) tornou-se um fã da Guiné-Bissau e do seu povo. Visita regularmente, o país desde 2017, com uma interrupção no tempo da pandemia. Vem sempre acompanhada da esposa Maria do Carmo e, às vezes, de outros camaradas.


Profissional de seguros, reformado, vive em Alquerubim, Albergaria-a-Velha.  A estadia, na Guiné -Bissau, inclui, obrigatoriamente, a tabanca de Cumbijã, no Sul, na região de Tombali, onde o casal apoia as escolas locais e o clube de futebol local. Este ano foi muito justamente homenageado pelos cumbijanenses.

Em Bissau costuma ficar no Hotel Coimbra. O João Melo é também um grande conhecedor e divulgador da música da Guiné-Bissau. Os grandes músicos e cantores guineenses fazem companhia ao casal, nas suas deslocações por Bissau ou pelo interior do país.
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Nota do editor LG: 

1 comentário:

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Diz-me o Joaquim Costa que a população desalojada com a guerra, em 1969, foi na sua maior parte viver em Aldeia Formosa mas também Mampatá e outras pequenas tabancas .do Forreá. Regressaram com a paz. E são maioritariamente fulas. Mantiveram sempre uma relação especial com a malta da CCAV 8351/72, a começar pelo cap mil cav Vasco da ,Gama, nosso grão-tabanqueiro.