Guiné-Bissau> Região de Tombali > Cumbijã > 23 de março de 2026>
Vídeo (9' 16' > Disponível no You Tube , com legendas >
Sinopse: Discurso de agradecimento do João Melo após ter sido agraciado com o seu nome num rua na tabanca de Cumbijã, no dia 23 de março de 2026. Aproveita para fazer um pequeno historial da CCAV 8351/72, "Os Tigres do Cumbijã" (1972/74) bem como da própria povoação, "que durante cinco anos foi abandonada, queimada e minada" (sic).
Com os militares e os milícias, em 1973, vieram também os primeiros civis... Depois com o 25 de Abril, o fim da guerra, os antigos habitantes voltaram e hoje o Cumbijã é uma terra jovem, bonita e promissora.
João Melo agradece, enternecido, o carinho da população. E aproveita para evocar todos aqueles que são também honrados com esta homenagem, a começar pelos seus pais, que já não são vivos, mas que lhe transmitiram, na sua educação, os princípios e os valores que são a sua filosofia de vida e que norteiam os seus projetos de ajuda aos outros.
Dar um nome de rua a um ex-.combatente "tuga" (em vez de um dos guineenses, heróis da liberdade da Páteria...) é uma história que não se deve repetir em muitos outros sítios onde houve "guerras coloniais", da Indonésia à Indochina, da Argélia ao Vietname...
Sabemos que, em 1969, foram "desmilitarizados" os seguintes pontos no Leste e no Sul da Gumé:
Banjara, Beli, Madina do Boé, Ché Che, Contabane, Colibuia, Cumbijã, Ponte Baiana, Gandembel, Mejo, Sangonhá, Cacoca, Cachil, Ganjola e Gubia.
Guiné-Bissau > Região de Tombali > Cumbijã > 23 de março de 2026 > Singela (mas sincera) homenagem das gentes de Cumbijã ao João de Melo, "português, ex-combatente, benemérito e amigo do Povo da Tabanca de Cumbijã" (sic).
Profissional de seguros, reformado, vive em Alquerubim, Albergaria-a-Velha. A estadia, na Guiné -Bissau, inclui, obrigatoriamente, a tabanca de Cumbijã, no Sul, na região de Tombali, onde o casal apoia as escolas locais e o clube de futebol local. Este ano foi muito justamente homenageado pelos cumbijanenses.
Em Bissau costuma ficar no Hotel Coimbra. O João Melo é também um grande conhecedor e divulgador da música da Guiné-Bissau. Os grandes músicos e cantores guineenses fazem companhia ao casal, nas suas deslocações por Bissau ou pelo interior do país.
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Nota do editor LG:
Último poste da série > 8 de maio de 2026 > Guiné 61/74 - P28000: Tinha tudo para odiar aquela terra, mas não... Agora adoro lá voltar todos os anos (João Melo, ex-1º cabo cripto, CCAV 8351/72, Cumbijã, 1972/74) - Parte IV: Bissau velha renascida, "by air": descendo da Praça dos Heróis Nacionais até à Catedral


5 comentários:
Diz-me o Joaquim Costa que a população desalojada com a guerra, em 1969, foi na sua maior parte viver em Aldeia Formosa mas também Mampatá e outras pequenas tabancas .do Forreá. Regressaram com a paz. E são maioritariamente fulas. Mantiveram sempre uma relação especial com a malta da CCAV 8351/72, a começar pelo cap mil cav Vasco da ,Gama, nosso grão-tabanqueiro.
Bem hajas João de Melo, meu camarada de armas, meu colega de profissão, meu companheiro da solidariedade.
Fazer bem rejuvenesce o corpo e a alma.
Abraço
Eduardo Estrela
As tabancas de Colibuia e Cumbijá, creio que foram desativadas em 1967. Em Julho de 1968 estavam desativadas. A estrada que seguia de Aldeia Formosa para Buba, passando por estas duas tabancas, apenas foi utilizada duas vezes em julho e agosto de 68. Depois foi encerrada. Os seus habitantes estavam espalhados por Mampatá, Chamarra e Aldeia Formosa. Tinham sido abandonadas anteriormente as Tabancas de Chinchã Cherno e Bolola, perto de Buba. Tive um morto e dois feridos numa mina e duas emboscadas na passagem no fim de julho de 68, no cruzamento de Chinchã Cherno.
A estrada Aldeia Formosa Buba passa por Mampatá mas não por Colibuia e Cumbijã. A 8351 foi a testa da frente da construção da estrada de "má sorte" de Mampatá, Colibuia e Nhacobá. Três aldeias e desbravamos e ocupamos com sangue suor a lágrimas.
É verdade ? Tínhamos tudo para odiar aquela terra ?!... Acho que sim, além da guerra, que não escolhemos, era tudo mau, o clima, o calor, a humidade, o frio à noite em dezembro, a chuva, a poeira, os mosquitos e demais insectos, a mata, as picadas... E os "turras", claro. As minas e armadilhas, as emboscadas, os ataques e flagelações... Os "bunkers", os "resorts" turísticos que nos calharam...
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