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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Guiné 61/74 - P28045: Em busca de... (334): camaradas que tenham conhecido o meu amigo, do Porto, ex-alf mil Alberto Fontão, comandante de um PINT (Pelotão de Intendência), em Bissau, no período de 1967/69 (Virgílio Teixeira, ex-alf mil SAM, CCS/BCAÇ 1933, Nova Lamego e São Domingos, 1967/69)




Guiné > Bissau > Café Bento (ou 5ª Rep) > Fev 1968 > São todos do Porto. Três são do BCAV 1915, que eu fui render em setembro de 1967. 

Da esquerda para a direita: 

(i) Nelson, furriel mil amanuense; 

(ii) a seguir eu, Vt, de óculos escuros; 

(iii) depois um furriel que trabalhava com o Nelson de que não me lembro do nome;

(iv) o alf mil Alberto Fontão, comandante de um PINT [Pelotão de Intendência];

(v)  e a seguir o alf mil SAM, como eu, do CA do BCAÇ 1915, de seu nome Fragateiro, que foi para Bula (nunca nos relacionámos bem, talvez por causa da passagem de testemunho em outubro de 1967; depois da "peluda", foi delegad de propaganda médica)

Foto (e legenda): © Virgílio Teixeira (2026). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]

 

1. Mensagem do Virgílio Teixeira, eex-alf mil, SAM, CCS / BCAÇ 1933 (Nova Lamego e São Domingos, 1967/69):


Data - domingo, 22/03/2026, 01:06
Assunto - Quem se lembra do Alferes Miliciano Alberto Fontão?


LG,  na sequência de outros apelos gostava de saber se há algum camarada que se lembre deste meu amigo de juventude, o Alberto Fontão, que esteve na Guiné no nosso tempo, 67 a 69.

Ele pertencia a uma companhia de transportes, sediada na Amura. Levava os abastecimentos em colunas, via terrestre. Lembro de ele falar em Buba, Binar, Bula,  Farim, Mansoa, Mansaba e tantas outras. Levava mantimentos e armamento vário.

Como teve problemas pessoais, viveu com a mulher e filha, Eunice, de 2 anos em Bissau.

A mulher trabalhava nos escritórios de uma farmácia que muitos podem conhecer. Ele morava perto das oficinas de automóveis, junto com o cunhado e a mulher, ambas irmãs que eu conhecia muito bem. As irmãs eram colegas da minha mulher na Escola Comercial, Filipa de Vilhena, na zona do parque do Covelo.

Quando eu ia a Bissau visitava todos, a filha quando ouvia o trabalhar da motorizada, dizia logo aos pais que vinha o Virgílio.
 
O amigo Fontão concordou com a minha ideia, mas disse que não queria falar ou escrever sobre esta aventura.

Esteve no HM241 internado na psiquiatria juntamente com o alferes Alberto Leite, da CHERET. A
mbos vieram evacuados no mesmo avião militar.
 
Não sabe sequer o número da companhia, e as viagens eram ir e vir no mínimo tempo, por isso não teve grandes relacionamentos com as companhias onde se deslocava.

Divorciou-se quando acabou o mesmo curso de economia que eu.  Foi quadro do BPA  (Banco Português do Atlântico) no Porto, até se reformar. Ambas as mulheres já faleceram.
 
A irmã da mulher foi sempre casada com o Joaquim Pinto Gomes, já formado em Economia,  e foi para Bissau, de onde nunca saiu para os arredores. Era revisor das contas dos CA (Conselhos Administrativos) dos batalhões na chefia de contabilidade (QG/CTIG). 

Tenho uma fotografia, que tirei no Bento à noite com um grupo quase familiar.

São todos do Porto. Três são do BCAV 1915, que fui render em setembro de 1967. Da esquerda para a direita (foto acima): Nelson, furriel mil amanuense; a seguir eu, Vt; depois um furriel que trabalhava com o Nelson de que não me lembro do nome; o alf mil Alberto Fontão, comandante de um PINT [Pelotão de Intendência]; e a seguir o alf SAM, como eu, do CA do BCAÇ 1915, de seu nome Fragateiro que foi para Bula.

Temos um grupo no WhatsApp que partilhamos e fazemos 6 almoços (por ano).

Para já não me lembro de mais nada. Abraço e vou dormir

Virgílio Teixeira

2. Comentário do editor LG:

Vt, num poste anterior disseste que o teu amigo, Alberto Fontão, tinha sido c0mandante de um Pelotão de Intendência (PINT)... E agora dizes que integrou uma Companhia de Transportes... Houve pelo menos 6 companhias de transportes, no CTIG, desde 1964:; a primeira a CTransp 735 (1964/66) e a última, a CTransp 9040/72 (1973/74).

É mais provavável que ele tinha estado num PINT. Era importante saber o nº desse PINT.  Havia, de facto, pouca interação da malta do mato  com os camaradas da Intendência.

Vê se descobres algo mais sobre a subunidade em que o Alberto  Fontão esteve. E, se possível, em que data desembarcou em Bissau.  

Nalguns portos fluviais, como Bissau, Mansoa, Farim, Bambadinca, Buba  e Catió, por exemplo, havia destacamentos de Intendências, guarnecidos por PINT (além do BINT -Batalhão de Intendência, com sede em Bissau, que era casa-mãe). 

O serviço de intendência era o "back office" da guerra, tal com os CA dos batalhões, a que tu pertenceste...

Julgo que o único comandante de um PINT que temos na Tabanca Grande é o João Lourenço,  ex-alf il SAM, PINT  9288 (Cufar, 1973/74), que mora na Figueira da Foz. 

Não vai ser fácil descobrir malta que tenha conhecido o teu amigo Alberto Fontão,  para mais tendo ele regressado à metrópole, sem completar o tempo de comissão. Mas aqui fica o apelo (e o convite, para ele integrar a Tabanca Grande).
__________________

Nota do editor LG:

Último poste da série > 28 de abril de 2026 > Guiné 61/74 - P27965: Em busca de ... (333): José Serafim Gonçalves procura camaradas da CCAÇ 417 que esteve em Empada, Bissau e Cabo Verde nos anos de 1963 e 1964

4 comentários:

Tabanca Grande Luís Graça disse...

"O amigo Fontão concordou com a minha ideia, mas disse que não queria falar ou escrever sobre esta aventura"...

Virgílio: este é o "sentimento" da maior parte dos antigos combatentes que passaram pelo TO da Guiné... Não têm boas recordações do tempo da tropa e da guerra que llhes roubou no mínimo 3 anos de vida, mais o tempo de "recuperação psicológica", após a "peluda" (no mímino mais outros 3 anos, aquilo a que eu chama o "luto da guerra").

A malta, como tu, que foi integrada em batalhões, ainda mantém contactos, reune-se em convívios anuais, etc. Mas quem foi em rendição inidvidual ou em pequenas subunidades (Pelotões de Intendência, de Morteiros, de Artilharia, etc.) ficou mais "isolada".

E tens o caso da malta, como eu, que fez parte de companhias ou pelotões de tropa "africana" (recrutamente local)...Esses não têm camaradas a quem abraçar: ficaram na Guiné-Bissau, a grande maioria (mais de 90%) já morreu...

Portanto, as memórias de há 50 e tal anos, se não forem "realimentadas" (como fazemos nos convívios anuais, ou regularmente nas nossas "tabancas", Matosinhos, Maia, Centro, Linha, etc., ou aqui todos os dias no blogue...) vão-se estiolando e morrendo.

Agora, vamos cuidando dos netos (se os houver...) e "vivendo um dia de cada vez". Num mundo cada vez mais horrível e incerto...

Anónimo disse...

Luis, o amigo Fontão era mesmo duma companhia de transportes sediada na Amura.
Faziam todo o tipo de transportes de alimentos, armas, combustíveis [incluindo as bazucaseeoutras bebidas de top].
Faziam os destacamentos por estrada, Biba, bila, Mansoa, Mansaba. Aldeia Formosa etc.

Os PINTENDENCIA eram depósitos abastecidos pelas companhias de transporte.
Um PIN, falo do de Banbadinca e no meu tempo, era comandado pelo alf mil Ramos. Meu amigo do Porto, e que esteve no curso na EPAM comigo.
Fui lá algumas vezes mas colunas que iam buscar os materiais e reabastecimento para toda a zona L1 de Nova Lamego.
Virgílio Teixeira

Anónimo disse...

Como já disse ele tinha lá a mulher e a filha Eunice pequenina que eu a levava a andar de motoreta. Hoje é uma senhora, arquiteta, com filhos.
Depois do divórcio dos pais, ela foi o seu apoio.
Agora com a morte da mãe ele só tem este apoio. Filha, genro, netas.
Vt

Anónimo disse...

Ele não gosta de falar muito das coisas da Guiné, pela vida em suspense devido à família.
Depois veio evacuado com o CHERET, diretamente do HM241 Para a Estrela.
Continuou a estudar, enquanto era um quadro do BPA, formou se em economia como eu mais tarde um pouco. E continuou como Director Regional da Luso Leasing uma empresa do BPA que funcionou na zona do FOCO. AINDA fizemos negócios com ele e empresas minhas clientes.
Vt