sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Guiné 61/74 - P19159: Recortes de imprensa (98): "Diário de Lisboa": o assassinato de Amilcar Cabral em 20 de janeiro de 1973 e a escalada da guerra no CTIG... Sete dias depois, assina-se o Acordo de Paz de Paris, que vai estabelecer o cessar-fogo no Vietname...




Diário de Lisboa, segunda-feira, 22 de janeiro de 1973

Citação:
(1973), "Diário de Lisboa", nº 17989, Ano 52, Segunda, 22 de Janeiro de 1973, CasaComum.org, Disponível HTTP: http://hdl.handle.net/11002/fms_dc_5387 (2018-11-1)


Diário de Lisboa, terça-feira, 23 de janeiro de 1973

Citação:
(1973), "Diário de Lisboa", nº 17990, Ano 52, Terça, 23 de Janeiro de 1973, CasaComum.org, Disponível HTTP: http://hdl.handle.net/11002/fms_dc_5250 (2018-11-1)


Diário de Lisboa, quarta-feira, 24 de janeiro de 1973

Citação:
(1973), "Diário de Lisboa", nº 17991, Ano 52, Quarta, 24 de Janeiro de 1973, CasaComum.org, Disponível HTTP: http://hdl.handle.net/11002/fms_dc_5251 (2018-11-1)



Diário de Lisboa,  quarta-feira, 24 de janeiro de 1973

Citação:
(1973), "Diário de Lisboa", nº 17991, Ano 52, Quarta, 24 de Janeiro de 1973, CasaComum.org, Disponível HTTP: http://hdl.handle.net/11002/fms_dc_5251 (2018-11-1)


Diário de Lisboa,  domingo, 28 de janeiro de 1973

Citação:
(1973), "Diário de Lisboa", nº 17995, Ano 52, Domingo, 28 de Janeiro de 1973, CasaComum.org, Disponível HTTP: http://hdl.handle.net/11002/fms_dc_5258 (2018-11-1)

Fonte: Fundação Mário Soares > Casa Comum > Fundo; Documentos Ruella Ramos (Com a devida vénia...)


1. Dia 20 de janeiro, à noite, em Conacri, era assassinado, por elementos do seu próprio partido, o Amílcar Cabral.  Os jornais portugueses, sujeitos à censura prévia, só deram a notícia 48 horas depois. É, pelo menos, o caso do "Diário de Lisboa", conotado com a "oposição democrática" ao regime de Salazar-Caetano. O noticiário é cauteloso. E dá-se a subentender que os "falcões" do PAIGC é que estão por detrás do assassinato do líder...

Em boa verdade, houve uma escalada da guerra, depois da morte de Amílcar Cabral. Os "falcões" do PAIGC, o regime de Sékou Touré e os russos são, sem sombra de dúvida, os ganhadores.  Spínola sai, claramente, como "perdedor"... Ironicamente, chamou-se Op Amílcar Cabral à escalada da guerra por parte do PAIGC, desembocando nas batalhas dos 3 G (Guidaje, Guileje e Gadamael) e na entrada em cena do míssil Strela, fornecido pelos russos, e culminando com a declaração unilateral da independência da Guiné em 24 de setembro de 1973...

Da Guiné se disse, com maior ou menor propriedade, que foi o Vietname português...


2. Nessa mesma semana, são assinados, a 27 de janeiro de 1973, os Acordos de Paz de Paris (ou Acordo de Paris para o Fim da Guerra e Restauração da Paz no Vietname).

 O acordo ou acordos têm a assinatura dos governos da República Democrática do Vietname (Vietname do Norte), da República do Vietname (Vietnam do Sul) e dos Estados Unidos da Amércia, além do Governo Revolucionário Provisório (PRG) que representava o vietcong, apoiado pelo Vietname do Norte. Estes acordos puseram fim à intervenção direta, no Vietname,  das Forças Armadas dos EUA   e estabeleceram uma trégua temporária nos combates entre o Norte e o Sul.

Foram negociações demoradas, complexas, com altos e baixos, iniciadas em 1968, após a Ofensiva do Tet. Os principais negociadores em Paris foram o Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos Henry Kissinger e o membro do Politburo norte-vietnamita Le Duc Tho. (Ambos irão receber nesse ano o Prémio Nobel da Paz, em reconhecimento do seu trabalho pela paz, embora Ler Duc Tho, tenha recusado o prémio, alegando que o processo ainda não estava completo. E a verdade, é que a guerra só vai chegar ao fim... em 1975, depois de14 anos de lutas sangrentas.
_______________

2 comentários:

António J. P. Costa disse...

Olá Camaradas

Chamo a vossa atenção para a data do fim da Guerra do Viet-Nam quase em simultâneo com a da morte do Amílcar Cabral.
É uma coincidência, nada mais, mas que ajuda a fixar uma e outra datas.

Um Ab. e bom domingo
António J. P. Costa

Manuel Luís Lomba disse...

Observação pertinente, que me proponho complementar.
Com a saída dos americanos do Vietname, a União Soviética ficou mais disponível para investir no PAIGC e foi por isso que se deu o aparecimento "rapidamente e em força" dos Strella.
Manuel Luís Lomba