quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Guiné 61/74 - P24646: Por onde andam os nossos fotógrafos ? (11): ex-alf mil cav Jaime Machado, cmdt do Pel Rec Daimler 2046 (Bambadinca, 1968/70) - Parte VIII: o que fizeram de ti, Bafatá, princesa do Geba ?


Foto nº 1  > Mercado de Bafatá, visto do exterior.  (recorde-se que o nosso especialista de Bafatá, o Fernando Gouveia, já lhe dedicou um poste, P4769, considerando este edifício, de estilo revivalista, neo-árabe,  como o verdadeiro ex-libris de Bafatá)


Foto nº 2 > Mercado de Bafatá: interior (1)


Foto nº 3  > Mercado de Bafatá: interior (2)


Foto nº 4 > Mercado de Bafatá: interior (3)
 

Foto nº 5  > Porto fluvial de Bafatá visto da piscina municipal construída ao tempo do administrador Guerra Ribeiro


Foto nº 6 > Rua principal de Bafatá, vista da piscina; em primeiro, o parque com a estátua do governador Oliveira Muzanty, do princípio do séc. XX (e entretanto derrubada a seguir à independência), e a casa Gouveia; ao alto, ainda se vê a torre da igreja (Bafatá hoje é sede de episcopado).


Foto nº 7 > O Jaime Machado na prancha de saltos da piscina municipal


Foto nº 8 > A mesquita de Bafatá (ficava na tabanca da Rocha,  tal como... o Bataclã)


Foto nº 9 > Estrada (alcatroada) Bambadinca-Bafatá que aqui, se não nos enganamos, atravessava o Rio Cofule, afluente do Rio Geba (ponte em madeira)


Foto nº 10  > O burro, que já estava em extinção... Aqui carregado de sacos de mancarra.
Guiné > Zona leste > Região de Bafatá >  Bafatá >  s/d (presumivelmente 1969)

Fotos (e legenda): © Jaime Machado (2023). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guine]


1. Continuação da publicação de uma seleção de fotos do belíssimo álbum  do Jaime Machado, ex-alf mil cav, cmdt do Pel Rec Daimler 2046 (Bambadinca, maio de 1968 / fevereiro de 1970, ao tempo dos BART 1904 e BCAÇ 2852) (*).

[Foto atual, à direita, do Jaime Machado, que reside em Senhora da Hora, Matosinhos; sua avó paterna era moçambicana; mantém com a Guiné-Bissau uma forte relação afetiva e de solidariedade, através do Lions Clube; voltou à Guine-Bissau em 2010]


2. Comentário do editor:

Bafatá tem 385 referências no nosso blogue.
No nosso tempo era a cidadezinha da Guiné mais aprezível, acolhedora, tranquila,e talvez a mais fotogénica. 

Quem andou no Leste, passou por lá e os nossos fotógrafos por certo lhe tiraram uma ou mais chapas... do Fernando Gouveia (que lá viveu com a esposa durante toda a comissão, entre 1968 e 1970) ao Humberto Reis (que estava ali a 30 km, em Bambadinca, entre kmeados de 1969 e março de 1971). 

O Jaime Machado, com as suas Daimlers dançarinas, iá também regularmente, em serviço ou me lazer.  Eram a nossa escvolta. No seu e nosso tempo era dos poucos troços de estrada asfaltada, que havia no território, a estrada Bambadinca-Bafatá. E ainda era um oásis de paz. O comércio da mancarra trouxe prosperidade a Bafatá. 

E depois tornou-se também o "ventre da guerra"... O "patacão"  da tropa alimentava Bafatá, que tinha um porto fluvial, mas já em decadência, com a concorrência do Xime e de Bambadinca, mais a jusante. Tinha algumas excelentes casas comerciais e restaurantes. E, claro, o Bataclã, o comércio do sexo em tempo de guerra.

Enfim, são mais umas fotos (reeditadas e melhoradas) para o roteiro de Bafatá (descritor com cerca de 20 referências),  um lugar que já não existe mais, a não ser nas nossas memórias: os visitantes de h0je são unânimes em reconhecer a decadência da cidadezinha colonial que conhecemos antes da independêncioa do território.



Guiné > Zona Leste > Estrada Bambadinca-Bafatá > 1969 > Coluna da CCAÇ 12, a caminho de Bafatá,  acompanhada de uma AM (autometralhadora) Daimler, do Pel Rec Daimler 2046, instalado em Bambadinca, e que era comandado nesse tempo pelo alf mil cav Jaime Machado... Era a nossa escolta habitual. (Parece-nos, mas não temos a certeza, de ser ele, o  Jaime Machado, quem ao lado do condutor.) 

Fotos (e legenda): © Humberto Reis  (2005). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guine]
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5 comentários:

Valdemar Silva disse...

Ponte do Rio Cofule, à entrada de Bafatá.
Teria sido sob esta ponte que eu vi ninhos de andorinhas, quando a nossa rapaziada da CART2479 se deslocava do Xime para Contuboel, em 07-03-1969, e não na ponte do rio Undunduma.

Valdemar Queiroz

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Valdemar, o Jorge Araújo (que não tem aparecido por estas bandas, está de "baixa", sem +poder ver écrãs e, por tanto, sem nos acompanhar, aguardando por estes dias uma intervenção cirúrgica oftalmológica) localizpou non hos de andorinhas (?) sob a ponte do rio Udunduma.

10 DE ABRIL DE 2019
Guiné 61/74 - P19664: Memória dos lugares (391): a velha ponte do rio Udunduma, na estrada Xime-Bambadinca, e os seus ninhos de andorinha (Jorge Araújo)

https://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/2019/04/guine-6174-p19664-memoria-dos-lugares.html

Andorinhas ? Ou antes golondrinas... (como assegura o Fernando Gouveia em comentário a este poste P19664).

Valdemar Silva disse...

Luís, já me esquecia desse P19664, que só poderiam ter sido esses ninhos.

Mas, talvez por registo de outros ninhos de passarada, p.ex. nas árvores, fiquei com a gravação na memória de ninhos diferentes dos da ponte do rio Udunduma.
Teimosia sem querer, estilo 'e eu a dar-lhe'.
O falecido ex-alf.mil.Pina Cabral fotografou os ninhos mas nunca publicou as fotografias.

Saúde da boa
Valdemar Queiroz

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Valtemar, é uma pena estas fotos do Pina Cabral não terem podido passar por aqui, quando ele ainda estava connosco. Seriam hoje um bom registo da sua memória e uma boa homenagem a este camarada que passou por Contuboel como eu e tu. Ab, Luis.

Valdemar Silva disse...

Luís, julgo que grande parte das fotografias tiradas pelo Pina Cabral foram reveladas em slides.
Agora, só a sua filha que não conheço pode dar notícias desse espólio fotográfico.

Abraço, boa vindima e cuidado no que pode haver não ser só por causa da perna.

Continuação das melhoras
Valdemar Queiroz