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quarta-feira, 20 de maio de 2026

Guiné 61774 - P28039: Retratos humanos da Guiné-Bissau de hoje (3): Vendedora de caju no Mercado Central de Bissau: foto de João Melo (2025)





Guiné- Bissau > Bissau > Mercado Central > c. maio de 2025  > Vendedora de caju ... mas também de papaia... num espaço aparentemente às moscas. As "bideras" são as que andam na rua, enxotadas pela polícia camarária. Já no tempo do Luís Cabral, não gostavam delas. No nosso tempo havia os "djubis" que vendiam "mancarra". A tropa ainda não conhecia o gosto do caju...

Fotos (e legenda): © João de Melo (2025). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. Foto da página do Facebook do nosso camarada João Melo (ou João Reis de Melo), ex-1º cabo cripto, CCAV 8351/72, Cumbijã, 1972/74), que começou a visitar a Guiné-Bissau, regularmente, desde 2017, com uma pausa no tempo da pandemia. Em geral, viaja no fim da estação seca (março / abril / maio).

Profissional de seguros, reformado, vive em Alquerubim, Albergaria-a-Velha. O percurso inclui, obrigatoriamente, a tabanca de Cumbijã, no Sul, na região de Tombali, onde o casal apoia as escolas locais e o clube de futebol local. E onde, a partir deste ano, o João Melo passa a ter uma rua com o seu nome. Uma bela e justa homenagem dos cumbijanenses ao seu amigo e benfeitor  "tuga".

Costuma também visitar, além do mítico Mercado de Bandim, o Mercado Central, no centro histórico da cidade: foi inaugurado em 2022, depois foi reconstruído de raiz, após os grandes danos sofridos com  os bombardeamentos da guerra civil de 1998/99 e do grande incêndio de 2005.

A importância do caju  na vida económica e social da atual Guiné-Bissau merece um poste à parte: é praticamente o único produto que o país exporta (90%). (E, em contrapartida, importa arroz, que é a base da alimentação da população. )

Tal como deve merecer a nossa atenção a importância que os mercados têm m na via dos guineenses,  sendo o de Bandim um dos maiores de África:  é lá que se sente o pulsar da cidade, dizem os viajantes.
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Nota do editor LG:

Último poste da série > 19 de maio de 2026 > Guiné 61/74 - P28038: Retratos humanos da Guiné-Bissau de hoje (2): Ainda as "bideras", sempre "mal vistas" pelo(s) poder(es) (Cherno Baldé / António Rosinha)

2 comentários:

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Espantoso, não me lembro de ver (nem de comer) cajueiros no meu tempo (1969/71)...Na altura, seria apenas uma "planta ornamental" à beira de algumas estradas... Dizem que foi no tempo do governador Sarmento Rodrigues que começou a "praga" do caju..., hoje o "pitrólio" dos guineenses...

Tabanca Grande Luís Graça disse...

Claro que o cajueiro não se come, sim o fruto, a castanha de caju.